Melhores de 2017 – Trilha Sonora

La La Land: Cantando Estações trata predominantemente sobre uma relação amorosa, mas tão importante quanto ela é o fato do filme dirigido por Damien Chazelle ser sobre música. Isso eleva a trilha sonora a um outro patamar: assim como as canções interpretadas pelos atores compõem a narrativa da história, a parte instrumental assinada por Justin Hurwitz é peça fundamental na construção de identidade do musical. Memoráveis, as composições acompanham, com delicadeza, criatividade e encantamento, os altos e baixos da relação amorosa entre os protagonistas. A homenagem ao jazz é clara, mas se tem algo que a trilha de La La Land faz de forma magnífica, assim como o filme, é unir o clássico ao contemporâneo sem jamais perder o afeto e a ternura, sempre permanecendo com o espectador ao fim de cada revisão. Ainda disputavam a categoria: Bom Comportamento, A Criada, Dunkirk e Moonlight: Sob a Luz do Luar.
EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Carol | 2015 – Sicario: Terra de Ninguém | 2014 – Ela | 2013 – Gravidade | 2012 – Tão Forte e Tão Perto | 2011 – A Última Estação | 2010 – Direito de Amar | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Desejo e Reparação| 2007 – A Rainha
Melhores de 2017 – Figurino

Para recriar as peças do icônico guarda-roupa da ex-primeira dama Jacqueline Kennedy, o diretor Pablo Larraín contou com o trabalho de uma figurinista francesa de mão cheia: Madeline Fontaine, que leva no currículo filmes como O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, Eterno Amor e Yves Saint-Laurent. O que Madeline faz em Jackie é mais do que simplesmente reproduzir as roupas tão emblemáticas de ex-primeira dama, como o terno rosa que ela usava quando teve o marido John Kennedy assassinado ao seu lado, mas compreender que o visual, ainda hoje, é parte fundamental do folclore envolvendo Jaqueline. Nesse processo, a figurinista fez uma pesquisa de caminho inverso, priorizando a busca do estilo que marcou toda a geração da protagonista em cortes, tecidos e composições para depois chegar ao que de fato Jacqueline vestia. É uma escolha fundamental que tira os figurinos de Jackie da mera curiosidade: no filme de Larraín, eles são, indiscutivelmente, uma peça crucial para a construção da personagem. Ainda disputavam a categoria: A Bela e a Fera, A Criada, La La Land: Cantando Estações e Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha.
EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Carol | 2015 – Macbeth: Ambição e Guerra | 2014 – O Grande Hotel Budapeste | 2013 – Anna Karenina | 2012 – W.E. – O Romance do Século | 2011 – O Discurso do Rei | 2010 – A Jovem Rainha Victoria | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Elizabeth – A Era de Ouro | 2007 – Maria Antonieta
Melhores de 2017 – Maquiagem & Penteados

Donald Mowat e Kerry Warn, responsáveis pela maquiagem e pelos penteados de Blade Runner 2049, seguiram à risca o pedido do diretor Denis Villeneuve: imaginar o futuro, mas de forma mais realista e sem tentar reproduzir o visual do longa original dirigido por Ridley Scott. Inteligentíssimos no uso de uma maquiagem que foge completamente daquilo que as premiações estão acostumadas a celebrar (transformações pesadíssimas para papéis biográficos), Mowat e Warn pensam o universo de Blade Runner 2049 com um trabalho minucioso de cortes de cabelo, perucas, lentes de contato, pinturas corporais, sangue, poeira e suor, elementos que, em boa parte do tempo, não são associados ou valorizados em trabalhos dessa natureza. Desafiada a se adaptar às idas e vindas das filmagens que não foram realizadas em ordem cronológica, a dupla ainda precisou enfrentar imposições climáticas, já que eventuais sequências do filme se desenrolam em meio à chuva, neve e vento. Ainda disputavam a categoria: Extraordinário e Okja.
EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Ave, César! | 2015 – Mad Max: Estrada da Fúria | 2014 – O Grande Hotel Budapeste | 2013 – A Morte do Demônio | 2012 – A Dama de Ferro (primeiro ano da categoria)
Melhores de 2017 – Ator Coadjuvante

Na pele de um jovem que se vê obrigado a equilibrar a vida de adolescente com a repentina e dolorosa morte do pai, Lucas Hedges desponta como uma grande revelação no poderoso Manchester à Beira-Mar, que chegou a lhe render uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante. Considerando somente o roteiro, ele já é beneficiado por um texto que não coloca seu personagem como o mero adolescente alheio ao mundo que desmorona à sua volta, mas, tratando-se de interpretação, o garoto é mesmo de alto calibre: basta revisitar a cena em que ele explode de forma inesperada apenas ao abrir uma geladeira para captar seu inegável talento. Recentemente visto em Três Anúncios Para Um Crime e Lady Bird: A Hora de Voar, Hedges, ao que tudo indica, deve seguir uma carreira promissora se levarmos em conta os projetos bem sucedidos de sua carreira até aqui, mas não vamos nos enganar: anterior a isso, o que o vemos fazer em Manchester à Beira-Mar é o suficiente para atestarmos a promessa. Afinal, não é todo jovem ator que administra tão bem as camadas de um drama pesadíssimo como o de Kenneth Lonergan. Ainda disputavam a categoria: Jeff Bridges (A Qualquer Custo), Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar), Matthias Schoenaerts (Um Mergulho no Passado) e Patrick Stewart (Logan).
EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Steve Carell (A Grande Aposta) | 2015 – Edward Norton (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)) | 2014 – Jared Leto (Clube de Compras Dallas) | 2013 – Philip Seymour Hoffman (O Mestre) | 2012 – Nick Nolte (Guerreiro) | 2011 – Alan Rickman (Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2) | 2010 – Michael Douglas (Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme) | 2009 – Christoph Waltz (Bastados Inglórios) | 2008 – Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez) | 2007 – Casey Affleck (O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford)
Melhores de 2017 – Som

Em um filme de guerra onde o inimigo jamais é visto, parece lógico que a parte técnica também dê conta de construir a inevitável tensão que uma opção narrativa como essa proporciona. E Christopher Nolan, que é muito melhor diretor do que roteirista, maximiza os sentidos de Dunkirk justamente para abraçar o medo, a imprevisibilidade e a paranoia de uma ameaça invisível. Premiado no Oscar 2018, o quinteto formado por Alex Gibson, Gary Rizzo, Gregg Landaker, Mark Weingarten e Richard King transforma a mixagem e a edição de som em ferramentas primordiais para jogar o espectador no centro de toda a ação. E o melhor: tanto na mais sofisticada sala de cinema quanto em qualquer tela, essa grandiosidade do trabalho de som pode ser percebida e apreciada. Ainda disputavam a categoria: Até o Último Homem, Blade Runner 2049, Em Ritmo de Fuga e La La Land: Cantando Estações.
EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Ponto Zero | 2015 – Mad Max: Estrada da Fúria | 2014 – Até o Fim | 2013 – Gravidade | 2012 – 007 – Operação Skyfall | 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | 2010 – Tron: O Legado | 2009 – Avatar | 2008 – WALL-E | 2007 – O Ultimato Bourne