Cinema e Argumento

Melhores de 2017 – Filme

Filme que ficará para a posteridade independente da avaliação rasteira por boa parte do público e da crítica, Mãe! brilha por sua provocação e por sua falta de padrões, qualidades que, ao contrário do que se percebe na banalização do exercício da crítica de cinema, não deveriam ser tratadas como deméritos e sim como grandes qualidades. Darren Aronofsky, que fez o filme que bem entendeu, pouco se preocupando com o que qualquer pessoa (estúdio, público, crítica) acharia ou não de seu trabalho, restaura nossa fé não na realização de um cinema pretensioso, mas sim livre, autêntico e convicto. Rico em análises, o longa pode ser visto como uma releitura de questões bíblicas, como a via crucis do que é ser uma mulher sem voz em um mundo dominado por homens ou como o retrato do lado mais obscuro do amor, onde nos doamos e nos anulamos tanto que, ao fim, o que resta é simplesmente arrancar nossos corações para seguir em frente. E por que não colocar drama, suspense, guerra, metáforas, hipérboles e literalmente todo o universo dentro de uma casa para discutir tudo isso? Cinema que divide plateias, Mãe! terá o tempo ao seu lado, sendo lembrada infinitamente mais do que obras unanimemente premiadas mundo afora. Ainda disputavam a categoriaLa La Land: Cantando Estações, Logan, Manchester à Beira-Mar e Personal Shopper.

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Carol | 2015 – Mad Max: Estrada da Fúria | 2014 – Relatos Selvagens | 2013 – Gravidade | 2012 – Precisamos Falar Sobre o Kevin | 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | 2010 – Direito de Amar | 2009 – Dúvida | 2008 – WALL-E | 2007 – O Ultimato Bourne

Melhores de 2017 – Direção

Não é apenas o talento que diferencia os grandes diretores dos demais: a convicção também é uma qualidade que faz toda a diferença. Darren Aronofsky sempre teve ambas as qualidades, e por isso mesmo não é à toa que sua filmografia é respeitadíssima e repleta de filmes inesquecíveis, como Réquiem Para Um SonhoCisne Negro e, agora, Mãe!, a obra mais polarizadora de 2018. Em seu melhor, ele sempre foi um diretor de personalidade marcante e de narrativas fortes, mas Mãe! é possivelmente o longa mais autêntico de sua carreira: ame ou odeie, você há de reconhecer que ele foi feito por alguém que queria levar suas escolhas ao limite, sem medo de que as ideias extremas pudessem afastar o público ou até mesmo os executivos de qualquer estúdio na fase embrionária do projeto. Aronofsky tem controle absoluto de seu filme, o que se percebe na forma claustrofóbica com que ele acompanha cada passo de Jennifer Lawrence em cena ou na grandiosidade técnica de uma história passada apenas em um casarão, mas que ganha leituras inegavelmente ambiciosas em termos técnicos e dramáticos. Maximizando cada detalhe com o talento sensorial que lhe é tão habitual, o diretor, a cada nova leitura provocada ou a cada potência explorada em tom, som e imagem, deixa o recado de que você pode dizer muitas coisas sobre ele, menos que ele não fez Mãe! do jeito que sempre quis: livre, convicto e sem abrir mão de qualquer uma de suas escolhas. Ainda disputavam a categoria: Damien Chazelle (La La Land: Cantando Estações), Jordan Peele (Corra!), Kenneth Lonnergan (Manchester à Beira-Mar) e Olivier Assayas (Personal Shopper).

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – José Pedro Goulart (Ponto Zero) | 2015 – George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria) | 2014 – David Fincher (Garota Exemplar) | 2013 – Alfonso Cuarón (Gravidade) | 2012 – Leos Carax (Holy Motors) | 2011 – Darren Aronofsky (Cisne Negro) | 2010 – Christopher Nolan (A Origem) | 2009 – Danny Boyle (Quem Quer Ser Um Milionário?) | 2008 – Paul Thomas Anderson (Sangue Negro) | 2007 – Alejandro González Iñárritu (Babel)

Melhores de 2017 – Elenco

Pouco antes de ganhar um amplo e merecido reconhecimento pelo drama Me Chame Pelo Seu Nome, o diretor italiano Luca Guadagnino havia assinado uma outra pérola que, no geral, foi subavaliada pela crítica, ignorada pelos prêmios e preterida no circuito comercial. Trata-se de Um Mergulho no Passado, refilmagem do francês A Piscina, dirigido por Jacques Deray em 1969. O remake por si só é bem conduzido e rico em leituras, mas a preciosidade do elenco é um show à parte, onde dois veteranos centralizam a força dramática da trama: Tilda Swinton, vivendo uma cantora de rock que passa basicamente o tempo inteiro sem falar (sua personagem se recupera de uma cirurgia nas pregas vocais), e Ralph Fiennes, que é o completo oposto como o ex-namorado que ressurge depois de anos como um estonteante furacão verbal. E se Dakota Fanning misteriosamente consegue imprimir aqui a malícia e a sexualidade que inexistiam nos três capítulos da franquia Cinquenta Tons de Cinza, o belga Matthias Schoeanaerts se sai muito bem ao vencer a sua indiscutível beleza para dar vida a um homem comum que, de certa maneira, tenta ser a normalidade em meio a figuras tão pulsantes e extremas entre si. Na maratona de entrevistas concedidas para o lançamento do filme, Guadagnino revelou que esse era, até então, o melhor grupo de atores com quem  já havia trabalhado. Basta assistir ao resultado para entender por completo tal afirmativa. Ainda disputavam a categoriaComo Nossos PaisEstrelas Além do TempoO Estranho Que Nós AmamosMoonlight: Sob a Luz do Luar.

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Animais Noturnos | 2015 – Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) |  2014 – Relatos Selvagens | 2013 – Álbum de Família | 2012 – O Impossível | 2011 – Tudo Pelo Poder | 2010 – Minhas Mães e Meu Pai | 2009 – Dúvida | 2008 – Vicky Cristina Barcelona | 2007 – Bobby

Melhores de 2017 – Atriz

Jennifer Lawrence se tornou a jovem atriz mais bem sucedida dos últimos anos em Hollywood por uma série de razões, entre elas as colaborações com o diretor David O. Russell, as frequentes indicações ao Oscar e o sucesso grandioso da franquia Jogos Vorazes. Ao mesmo tempo, a superexposição prejudicou imensamente a atriz: em determinado ponto, ela estava em todos os lugares, aparecia em todo tipo de entrevista, virava notícia por qualquer coisa e até interpretava papeis que claramente não se encaixam com seu perfil, mas que ainda assim lhe rendiam novas indicações ao Oscar (Joy – O Home do Sucesso é o caso mais questionável nesse sentido). Lawrence, enfim, havia se tornado uma atriz expansiva também em frente às câmeras: não havia filme em que ela passasse despercebida ou papel que não a iluminasse em cena. Até chegar Mãe!, que pode ser hiperbólico em muita coisa, menos no desempenho de sua protagonista.

Oportunidades não faltaram para que Lawrence também o fosse, já que o diretor Darren Aronofsky optou, por exemplo, por estar sempre com a câmera grudada no rosto do atriz, fazendo com que não exista qualquer cena do filme sem a sua presença. E Lawrence, apesar da imensa tentação, não cai na vaidade: ao abandonar propositalmente a sua tão marcante persona, ela está contida e neutra como poucas vezes na carreira, o que reflete uma maturidade muito marcante da intérprete, aqui totalmente alinhada com essa personagem sem voz, reprimida, apática e intimidada pela principal figura masculina de sua vida. A neutralidade da atriz é consciente e certeira, trazendo o equilíbrio perfeito para um filme deliciosamente estonteante, mas que Lawrence, mesmo em baixa fervura e na contracorrente de todo o tom da obra, jamais deixa engoli-la. Ainda disputavam a categoria: Emma Stone (A Guerra dos Sexos), Jessica Chastain (Armas na Mesa), Kate Winslet (Roda Gigante) e Kristen Stewart (Personal Shopper).

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Isabelle Huppert (Elle) | 2015 – Camila Márdila e Regina Casé (Que Horas Ela Volta?) | 2014 – Rosamund Pike (Garota Exemplar| 2013 – Adèle Exarchopoulos (Azul é a Cor Mais Quente| 2012 – Tilda Swinton (Precisamos Falar Sobre o Kevin| 2011 – Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg (Melancolia| 2010 – Carey Mulligan (Educação| 2009 – Kate Winslet (Foi Apenas Um Sonho| 2008 – Meryl Streep (Mamma Mia!| 2007 – Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor)

Melhores de 2017 – Fotografia

Nova prova de que prêmios são muito relativos é saber que o mestre Roger Deakins ganhou seu primeiro Oscar apenas em 2018, quando, aos 68 anos, ergueu a estatueta por Blade Runner 2049. Ainda que tardia, a consagração é mais do que merecida, pois o longa se destaca dentro da filmografia de um diretor de fotografia que, ao longo de uma grande carreira, compôs muitas das mais belas imagens do cinema norte-americano contemporâneo. Parte da imponência do longa assinado por Denis Villeneuve vem da fotografia de Deakins, que não procurou emular o longa original do diretor Ridley Scott. Em 2049, a fotografia é baseada em uma minuciosa pesquisa que Deakins revela ter feito sobre a relação entre arquitetura e iluminação, o que contribuiu diretamente na sua proposta de fazer com que cada cenário, seja ele grandioso ou não, fosse capturado de maneira viva e influente em seu respectivo universo. Mais do que isso, a magnífica relação estabelecida entre luz, sombra e cores permeia todo o filme: é ela que define o quanto vemos e somos impactados por sequências fundamentais da drama. Até mesmo para um veterano talentosíssimo como Deakins, essa é uma fotografia que está realmente um degrau acima de todas as outras. Ainda disputavam a categoriaDunkirk, La La Land: Cantando Estações, Moonlight: Sob a Luz do Luar e Roda Gigante.

EM ANOS ANTERIORES: 2016 Ponto Zero | 2015 – Macbeth: Ambição e Guerra | 2014 – Ida | 2013 – Gravidade | 2012 – As Aventuras de Pi | 2011 – A Árvore da Vida | 2010 – Direito de Amar | 2009 – Quem Quer Ser Um Milionário? | 2008 – Ensaio Sobre a Cegueira

Melhores de 2017 – Montagem

Jonathan Amos e Paul Machliss venceram um enorme desafio ao assinar a montagem de Em Ritmo de Fuga. Fazendo muito mais do que apenas trazer agilidade a um filme de ação, a dupla precisou costurar, com inteligência e originalidade, um filme altamente coreografado nas perseguições de carro, nas batalhas corporais e na forma como a trilha sonora está intrinsecamente ligada a toda adrenalina da trama. Em Ritmo de Fuga não é um musical propriamente dito, mas sua lógica técnica pode até sugerir que Amor e Machliss tenham realizado seu trabalho como se o longa de fato o fosse. Se o novo projeto de Edgar Wright tem estilo, personalidade e a capacidade de fazer com que o espectador perceba e se divirta com a fluidez técnica, isso acontece graças ao indiscutível talento da dupla. Ainda disputavam a categoriaAté o Último Homem, Bom Comportamento, Dunkirk e La La Land: Cantando Estações.

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – A Grande Aposta | 2015 – Whiplash: Em Busca da Perfeição | 2014 – O Lobo Atrás da Porta | 2013 – Capitão Phillips | 2012 – Guerreiro | 2011 – 127 Horas | 2010 – A Origem | 2009 – Quem Quer Ser Um Milionário? | 2008 – Onde os Fracos Não Têm Vez | 2007 – Babel

Melhores de 2017 – Ator

Considerando exclusivamente méritos de atuação, é surpreendente Casey Affleck ter levado o Oscar 2017 de melhor ator por Manchester à Beira-Mar. Tudo bem que estamos falando de um drama universal e que abrange questões poderosas como a força implacável do luto, mas a interpretação de Casey está fora dos padrões da Academia: econômica, busca sempre o que se passa dentro de Lee, um homem que, solitário e assombrado por uma terrível tragédia do passado, de repente se vê obrigado a enfrentar uma perda repentina e a assumir papeis que, dado o seu desolador histórico de dores, talvez nunca estivesse pronto para assumir. Casey já era um grande ator em O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford, e aqui entrega uma atuação forte, que também se torna o norte para todos os outros ótimos atores em cena, como Lucas Hedges e Michelle Williams. Ainda disputavam a categoria: Hugh Jackman (Logan), James McAvoy (Fragmentado), Ralph Fiennes (Um Mergulho no Passado) e Steve Carell (A Guerra dos Sexos).

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Nelson Xavier – A Despedida | 2015 – David Oyelowo (Selma: Uma Luta Pela Igualdade| 2014 – Jake Gyllenhaal (O Abutre| 2013 – Joaquin Phoenix (O Mestre| 2012 – Rodrigo Santoro (Heleno| 2011 – Colin Firth (O Discurso do Rei| 2010 – Colin Firth (Direito de Amar| 2009 – Sean Penn (Milk – A Voz da Igualdade| 2008 – Daniel Day-Lewis (Sangue Negro| 2007 – Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia)

Melhores de 2017 – Efeitos Visuais

O Curioso Caso de Benjamin Button, trilogia MatrixTron: O LegadoHomem de Ferro, GladiadorEu, Robô... Os quatro nomes envolvidos nos efeitos visuais de Blade Runner 2049 já fizeram de tudo um pouco ao longo da carreira. Entretanto, experiência como a do filme de Denis Villeneuve é rara por razões que não são as de criar um universo grandioso e épico do ponto de vista visual, mas sim de atribuir essas características sem que o espectador perceba o uso dos efeitos. É o que de fato acontece: de tão minuciosos e bem produzidos, fica fácil acreditar que o universo visto na tela realmente exista, já que a qualidade alcança uma unidade certeira entre os grandes cenários criados digitalmente, os impactantes hologramas que transitam pela cidade, a recriação de personagens do filme original e as não-tão-simples sequências de ação corpo a corpo (é importante lembrar que efeitos visuais não se resumem a artimanhas criadas em computadores). Simplesmente magnífico. Ainda disputavam a categoriaPlaneta dos Macacos: A GuerraStar Wars: Os Últimos Jedi.

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Doutor Estranho | 2015 – Mad Max: Estrada da Fúria | 2014 – Planeta dos Macacos: O Confronto| 2013 – Gravidade | 2012 – O Hobbit: Uma Jornada Inesperada | 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | 2010 – Tron: O Legado | 2009 – Avatar (primeiro ano da categoria)

Melhores de 2017 – Roteiro Original

Atravessando os diferentes estágios do luto, Manchester à Beira-Mar marca o auge da carreira de Kenneth Lonergan (Conte ComigoGangues de Nova YorkMáfia no Divã) como roteirista. E não é por menos: escrito com maestria, o drama, além de explorar como a morte tem diferentes efeitos nos seres humanos, contextualiza cada personagem com inteligência, sobriedade e economia, inclusive aqueles com espaço limitadíssimo em cena, como a Randi de Michelle Williams, que, apesar do tempo restrito, é peça fundamental na potência dramática da história. Em 140 minutos de projeção, o roteiro encaixa fatos, revelações e desdobramentos com uma precisão cirúrgica para, ao longo e ao fim, comover e arrebatar sem qualquer apelação. Estudo íntimo e universal de personagens, o texto de Manchester à Beira-Mar é uma grande aula que deve ser sempre revisitada. Ainda disputavam a categoriaBom Comportamento, Corra!, Mãe! e Personal Shopper.

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Aquarius | 2015 – Que Horas Ela Volta? | 2014 – Relatos Selvagens |  2013 – Antes da Meia-Noite | 2012 – A Separação | 2011 – Melancolia | 2010 – A Origem | 2009 – (500) Dias Com Ela | 2008 – WALL-E | 2007 – Ratatouille

Melhores de 2017 – Roteiro Adaptado

Animação francesa de temática delicadíssima, Minha Vida de Abobrinha acompanha a história de um garoto que, após causar acidentalmente a morte da própria mãe, é enviado a um orfanato. Lá, encontra crianças que, assim como ele, praticamente desconhecem o que é amor ou amizade e que, em muitos casos, também vieram de lares desfeitos por tragédias familiares. É fenomenal como a roteirista Céline Sciamma, que dirigiu e escreveu o ótimo Tomboy, adapta o livro homônimo de Gilles Paris, especialmente ao tratar de temas dificeis como abuso infantil, abandono e bullying: construído a partir de infinitas sutilezas, o roteiro captura o impacto de todos esses dramas ao mesmo tempo em que projeta, através do convívio entre tantos personagens solitários e sem perspectiva, algum tipo de luz no fim do túnel. O Oscar 2017 de melhor animação pode não ter vindo (o consagrado pela Academia foi o superestimado Zootopia), mas a França deu o devido valor ao filme de Claude Barras: no Festival de Annecy, levou o prêmio principal e o do público, enquanto os votantes do César concederam ao filme as estatuetas de melhor animação e roteiro adaptado. Ainda disputavam a categoriaExtraordinário, O Filme da Minha Vida, Logan e Moonlight: Sob a Luz do Luar.

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Carol |  2015 – 45 Anos | 2014 – Garota Exemplar | 2013 – Azul é a Cor Mais Quente| 2012 – Precisamos Falar Sobre o Kevin | 2011 – A Pele Que Habito | 2010 – Direito de Amar | 2009 – Dúvida | 2008 – Desejo e Reparação | 2007 – Notas Sobre Um Escândalo

Melhores de 2017 – Trilha Sonora

La La Land: Cantando Estações trata predominantemente sobre uma relação amorosa, mas tão importante quanto ela é o fato do filme dirigido por Damien Chazelle ser um filme sobre música. Isso eleva a trilha sonora a um outro patamar: assim como as canções interpretadas pelos atores compõem a narrativa da história, a parte instrumental assinada por Justin Hurwitz é peça fundamental na construção de identidade do musical. Memoráveis, as composições acompanham, com delicadeza, criatividade e encantamento, os altos e baixos do casal principal, que compreendem juntos que sonho e realidade são dois lados da mesma moeda. A homenagem ao jazz é clara, mas se tem algo que a trilha de La La Land faz de forma magnífica, assim como o filme, é unir o clássico ao contemporâneo sem jamais perder o afeto e a ternura, sempre ecoando ao fim de cada revisão. Ainda disputavam a categoriaBom Comportamento, A Criada, Dunkirk e Moonlight: Sob a Luz do Luar.

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Carol | 2015 – Sicario: Terra de Ninguém | 2014 – Ela | 2013 – Gravidade | 2012 – Tão Forte e Tão Perto | 2011 – A Última Estação | 2010 – Direito de Amar | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Desejo e Reparação| 2007 – A Rainha

Melhores de 2017 – Figurino

Para recriar as peças do icônico guarda-roupa da ex-primeira dama Jacqueline Kennedy, o diretor Pablo Larraín contou com o trabalho de uma figurinista francesa de mão cheia: Madeline Fontaine, que leva no currículo filmes como O Fabuloso Destino de Amélie PoulainEterno AmorYves Saint-Laurent. O que Madeline faz em Jackie é mais do que simplesmente reproduzir as roupas tão emblemáticas de ex-primeira dama, como o terno rosa que ela usava quando teve o marido John Kennedy assassinado ao seu lado, mas compreender que o visual, ainda hoje, é parte fundamental do folclore envolvendo Jaqueline. Nesse processo, a figurinista fez uma pesquisa de caminho inverso, priorizando a busca do estilo que marcou toda a geração da protagonista em cortes, tecidos e composições para depois chegar ao que de fato Jacqueline vestia. É uma escolha fundamental que tira os figurinos de Jackie da mera curiosidade: no filme de Larraín, eles são, indiscutivelmente, uma peça crucial para a construção da personagem. Ainda disputavam a categoriaA Bela e a Fera, A Criada, La La Land: Cantando Estações e Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha.

EM ANOS ANTERIORES: 2016 – Carol | 2015 – Macbeth: Ambição e Guerra | 2014 – O Grande Hotel Budapeste | 2013 – Anna Karenina | 2012 – W.E. – O Romance do Século | 2011 – O Discurso do Rei | 2010 – A Jovem Rainha Victoria | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Elizabeth – A Era de Ouro | 2007 – Maria Antonieta

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