Cinema e Argumento

Melhores de 2025: conquistando quatro categorias, “Uma Batalha Após a Outra” é o grande vencedor da lista

Uma Batalha Após a Outra vence nas categorias de melhor filme, direção, montagem e ator coadjuvante.

Sempre que fiz uma retrospectiva dos filmes de 2025, Uma Batalha Após a Outra imediatamente voltava à minha memória. Por isso mesmo, foi inevitável colocar o filme de Paul Thomas Anderson no topo da lista de melhores do ano aqui do blog. Admiro muito sua habilidade de fazer obras completamente distintas ao mesmo tempo em que preserva qualidades inquestionáveis da sua filmografia, como a ótima direção de atores e o ritmo envolvente mesmo com quase três horas de projeção para contar uma história. Uma Batalha Após a Outra contempla tudo isso ao mostrar que Paul Thomas Anderson, tão afeito a relatos ambientados em décadas passadas, deveria se aventurar mais em reflexões acerca do nosso tempo.

O ano de 2025 também teve grandes atuações, todas distintas entre si. Acho excepcional, por exemplo, o que Jesuíta Barbosa faz em Homem com H, cinebiografia honesta e sem pudores sobre a vida de Ney Matogrosso, vivido à perfeição por seu intérprete. Já Kathleen Chalfant é igualmente maravilhosa em Toque Familiar, um filme pequeníssimo e que serve de instrumento para a atriz entregar um trabalho silencioso, gestual e minimalista. No que se refere aos coadjuvantes, faço coro ao Oscar: Amy Madigan já nasce marcante em A Hora do Mal e Sean Penn é um arraso em Uma Batalha Após a Outra. No entanto, em questão de coletivo, não há dúvidas: O Agente Secreto tem o elenco mais coeso, diverso e bem escalado do ano.

Fechando com as categorias técnicas, Frankenstein compensa boa parte da impressão genérica que deixa em termos de história com o desbunde estético habitual das obras de Guillermo Del Toro, em especial nos figurinos, na direção de arte e na maquiagem. Não há o que contestar também na trilha marcante de Conclave, nos efeitos visuais sempre impecáveis da franquia Avatar e no amplo trabalho de som de Flow, para citar outros segmentos. 2025 trouxe filmes para todos os gostos, e isso se reflete também na parte técnica, da ficção científica à animação.

Confira abaixo a lista completa de vencedores:

MELHOR FILME: Uma Batalha Após a Outra
MELHOR DIREÇÃO: Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra)
MELHOR ELENCO: O Agente Secreto
MELHOR ATRIZ: Kathleen Chalfant (Toque Familiar)
MELHOR ATOR: Jesuíta Barbosa (Homem com H)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Amy Madigan (A Hora do Mal)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Pecadores
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Conclave
MELHOR MONTAGEM: Uma Batalha Após a Outra
MELHOR FOTOGRAFIA: O Agente Secreto
MELHOR TRILHA SONORA: Conclave
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: Frankenstein
MELHOR FIGURINO: Frankenstein
MELHOR SOM: Flow
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Golden” (Guerreiras do K-Pop)
MELHORES EFEITOS VISUAIS: Avatar: Fogo e Cinzas
MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS: Frankenstein

Melhores de 2025: “Uma Batalha Após a Outra” é o líder isolado da lista com dez indicações

Leonardo DiCaprio e Paul Thomas Anderson nos bastidores de Uma Batalha Após a Outra

Deve ser efeito da passagem do tempo – quanto mais os anos avançam, mais difícil fica comprimir em uma única lista as minhas experiências favoritas de um determinado ano cinematográfico. Em 2025, gostei de tudo um pouco: de títulos brasileiros excepcionais a documentários, animações, musicais e produções em diferentes idiomas, mergulhei de cabeça em histórias tão específicas quanto universais.

Se faço coro a merecidos sucessos como Uma Batalha Após a Outra e Pecadores, também tenho opiniões dissonantes em relação a filmes amplamente detratados, caso do musical Emilia Pérez, de Jacques Audiard. E aí está a beleza do cinema: em sua multiplicidade, ele é aberto a todo tipo de interpretação do público, que jamais pode ser acusado de certo ou errado diante de suas próprias bagagens, afinidades e predileções.  

Confira abaixo a minha tradicional lista de melhores do ano, liderada, em 2025, por Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, com dez indicações. Como é de costume, são considerados para essa seleção apenas títulos lançados comercialmente no Brasil, seja nas salas de cinema ou diretamente em plataformas de streaming.

MELHOR FILME
Uma Batalha Após a Outra
Depois da Caçada
Emilia Pérez
O Filho de Mil Homens
Foi Apenas Um Acidente
Flow
Homem com H
Oeste Outra Vez
Pecadores
A Vizinha Perfeita

MELHOR DIREÇÃO
Erico Rassi (Oeste Outra Vez)
Jacques Audiard (Emilia Pérez)
Kleber Mendonça Filho (O Agente Secreto)
Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra)
Ryan Coogler (Pecadores)

MELHOR ELENCO
O Agente Secreto
Uma Batalha Após a Outra
Conclave
Foi Apenas um Acidente

Valor Sentimental

MELHOR ATRIZ
Jennifer Lawrence (Morra, Amor)
Julia Roberts (Depois da Caçada)
Kathleen Chalfant (Toque Familiar)
Sally Hawkins (Faça Ela Voltar)
Tessa Thompson (Hedda)

MELHOR ATOR
Adrien Brody (O Brutalista)
Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra)
Ralph Fiennes (Conclave)
Jesuíta Barbosa (Homem com H)
Wagner Moura (O Agente Secreto)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Madigan (A Hora do Mal)
Elle Fanning (Valor Sentimental)
Inga Ibsdotter Lilleaas (Valor Sentimental)
Nina Hoss (Hedda)
Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Franz Rogowski (Bird)
Ralph Fiennes (Extermínio: A Evolução)
Rodger Rogério (Oeste Outra Vez)
Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra)
Stanley Tucci (Conclave)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Depois da Caçada
Foi Apenas um Acidente
Pecadores

Sorry, Baby
Valor Sentimental

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Uma Batalha Após a Outra
Conclave

O Filho de Mil Homens
Ladrões
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra

MELHOR MONTAGEM
Uma Batalha Após a Outra
Casa de Dinamite
Conclave
Oeste Outra Vez
A Vizinha Perfeita

MELHOR FOTOGRAFIA
O Agente Secreto
Uma Batalha Após a Outra

A Cozinha
O Filho de Mil Homens
Sonhos de Trem

MELHOR TRILHA SONORA
Uma Batalha Após a Outra
O Brutalista
Conclave
Emilia Pérez
Flow

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
O Agente Secreto
O Brutalista
Conclave
Frankenstein
Nosferatu

MELHOR FIGURINO
O Agente Secreto
Frankenstein
Hedda
Maria Callas
Nosferatu

MELHOR SOM
O Agente Secreto
F1: O Filme
Flow
Oeste Outra Vez
Pecadores

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Golden” (Guerreiras do K-Pop)
“I Lied to You” (Pecadores)
“El Mal” (Emília Pérez)
“Mi Camino” (Emília Pérez)
“Train Dreams” (Sonhos de Trem)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Avatar: Fogo e Cinzas
F1: O Filme
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra
O Ônibus Perdido
Pecadores

MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS
Frankenstein
Homem com H
A Hora do Mal
Nosferatu
Pecadores

Melhores de 2024: marco do cinema brasileiro, “Ainda Estou Aqui” vence em quatro categorias, incluindo melhor filme

Já estava mais do que na hora (que vergonha!) — e talvez não houvesse ocasião tão apropriada quanto esta: pela primeira vez desde 2007, quando comecei a fazer a lista de melhores do ano aqui no blog, uma produção brasileira leva a categoria principal. No caso, Ainda Estou Aqui, também vencedor das nossas categorias de melhor atriz, melhor elenco e melhor roteiro adaptado. O longa de Walter Salles se tornou um clássico instantâneo do cinema brasileiro e passou a morar no meu coração desde setembro do ano passado, quando o assisti pela primeira vez no Festival Internacional de Cinema de Toronto. A cada revisão, admiro ainda mais esse trabalho profundo, delicado e tão reflexivo sobre nossa identidade como nação, com suas qualidades e cicatrizes.

Os quatro desempenhos escolhidos para as categorias de atuação também são um marco para mim, a começar obviamente por Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui), em um papel que, como ela própria admite, foi capaz de transformá-la como atriz e ser humano. Andrew Scott, o melhor ator por Todos Nós Desconhecidos, é dono de outro desempenho íntimo, pessoalíssimo e comovente, engrandecendo o trabalho já sublime do diretor Andrew Haigh. Entre os coadjuvantes, fiquei com dois trabalhos fortes e provocadores: tanto Julianne Moore em Segredos de Um Escândalo quanto Jeremy Strong em O Aprendiz brilham na maneira com que mergulham nas epinhosas camadas de personagens complexos, para dizer o mínimo. Todos os quatro são atores admiráveis e merecedores de cada (re)descoberta do público.

Abaixo, a lista completa de vencedores:

MELHOR FILME: Ainda Estou Aqui
MELHOR DIREÇÃO: Coralie Fargeat (A Substância)
MELHOR ELENCO: Ainda Estou Aqui
MELHOR ATRIZ: Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui)
MELHOR ATOR: Andrew Scott (Todos Nós Desconhecidos)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Julianne Moore (Segredos de Um Escândalo)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Jeremy Strong (O Aprendiz)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: A Substância
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Ainda Estou Aqui
MELHOR MONTAGEM: Rivais
MELHOR FOTOGRAFIA: Pobres Criaturas
MELHOR TRILHA SONORA: Rivais
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: Pobres Criaturas
MELHOR FIGURINO: Pobres Criaturas
MELHOR SOM: Zona de Interesse
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Vaster Than Empires” (Queer)
MELHORES EFEITOS VISUAIS: Alien: Romulus
MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS: A Substância

Melhores de 2024: “Todos Nós Desconhecidos” e “Pobres Criaturas” recebem o maior número de indicações

Um drama intimista e outro de grandes ambições estéticas e narrativas despontam como os títulos mais indicados da nossa lista de melhores filmes de 2024. Tanto Todos Nós Desconhecidos quanto Pobres Criaturas acompanham jornadas pessoais muito particulares, ambas emolduradas por admiráveis sofistificações técnicas e ideias fora da curva que se refletem em nada menos do que indicações em dez categorias para cada longa. Eles são seguidos de perto por Ainda Estou Aqui e O Aprendiz, lembrados em oito categorias. O Oscarizado longa-metragem de Walter Salles e cinebiografia de Donald Trump levam figuras da vida real para as telas com narrativas ímpares, conferindo marcante frescor para um gênero frequentemente preso a fórmulas.

Confira abaixo a lista completa de indicados, cujo recorte se dá a partir dos filmes lançados comercialmente no Brasil ao longo do ano, seja nas salas de cinema ou em streaming:

MELHOR FILME
Ainda Estou Aqui
Anatomia de Uma Queda
O Aprendiz
Jurado Nº 2
Pobres Criaturas
Saudade Fez Morada Aqui Dentro
A Substância
Todos Nós Desconhecidos
Vidas Passadas
Zona de Interesse

MELHOR DIREÇÃO
Andrew Haigh (Todos Nós Desconhecidos)
Coralie Fargeat (A Substância)
Jonathan Glazer (Zona de Interesse)
Yorgos Lanthimos (Pobres Criaturas)
Walter Salles (Ainda Estou Aqui)

MELHOR ELENCO
Ainda Estou Aqui
Ficção Americana
Pobres Criaturas
As Três Filhas
Todos Nós Desconhecidos

MELHOR ATRIZ
Demi Moore (A Substância)
Emma Stone (Pobres Criaturas)
Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui)
Natalie Portman (Segredos de Um Escândalo)
Sandra Hüller (Anatomia de Uma Queda)

MELHOR ATOR
Andrew Scott (Todos Nós Desconhecidos)
Bruno Jeferson (Saudade Fez Morada Aqui Dentro)
Jeffrey Wright (Ficção Americana)
Kōji Yakusho (Dias Perfeitos)
Sebastian Stan (O Aprendiz)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Claire Foy (Todos Nós Desconhecidos)
Julianne Moore (Segredos de Um Escândalo)
Maria Bakalova (O Aprendiz)
Penélope Cruz (Ferrari)
Toni Collette (Jurado Nº 2)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Jamie Bell (Todos Nós Desconhecidos)
Jeremy Strong (O Aprendiz)
Milo Machado Graner (Anatomia de Uma Queda)
Paul Mescal (Todos Nós Desconhecidos)
Selton Mello (Ainda Estou Aqui)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Anatomia de Uma Queda
Jurado Nº 2
Segredos de Um Escândalo
A Substância
Vidas Passadas

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ainda Estou Aqui
Ficção Americana
Pobres Criaturas
Todos Nós Desconhecidos
Zona de Interesse

MELHOR MONTAGEM
Ainda Estou Aqui
Anatomia de Uma Queda
O Aprendiz
Rivais
Todos Nós Desconhecidos

MELHOR FOTOGRAFIA
O Aprendiz
Pobres Criaturas
O Sabor da Vida
Todos Nós Desconhecidos
Zona de Interesse

MELHOR TRILHA SONORA
O Aprendiz
Pobres Criaturas
O Quarto ao Lado
Rivais
A Substância

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Ainda Estou Aqui
Estômago 2: O Poderoso Chef
Pobres Criaturas
Zona de Interesse
Wicked

MELHOR FIGURINO
Furiosa: Uma Saga Mad Max
Pobres Criaturas
Priscilla
O Quarto ao Lado
Wicked

MELHOR SOM
Alien: Romulus
Furiosa: Uma Saga Mad Max
Um Lugar Silencioso: Dia Um
A Substância
Zona de Interesse

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Compress/Repress” (Rivais)
“Folie à Deux” (Coringa: Delírio a Dois)
“Never Too Late” (Elton John: Never Too Late)
“Quiet Eyes” (Vidas Passadas)
“Vaster Than Empires” (“Queer”)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Alien: Romulus
Furiosa: Uma Saga Mad Max
Guerra Civil
Um Lugar Silencioso: Dia Um
O Mal Que Nos Habita

MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS
O Aprendiz
Um Homem Diferente
Pobres Criaturas
A Sociedade da Neve
A Substância

Melhores de 2023: “Monster”, “O Peso da Dor” e o fenômeno Barbenheimer são destaques na lista de vencedores

monsterbest

Monster, longa japonês de Hirokazu Koreeda, é o melhor filme de 2023, conquistando também as categorias de melhor roteiro original e melhor montagem.

Sou o tipo de espectador com o qual a emoção fala muito mais alto do que a razão. Revisitando o histórico dos meus filmes favoritos ano a ano aqui no blog, percebi que a métrica das minhas escolhas tem sido exatamente essa. Não é diferente agora, quando Aftersun, o meu favorito de 2022, passa o bastão para Monster, o filme que mais me arrebatou em 2023. Surpreendente, muito bem estruturado, com ótimas interpretações e um desfecho tão emocionante quanto poético, o longa do japonês Hirokazu Koreeda leva as categorias de melhor filme, roteiro original e montagem entre os títulos lançados comercialmente no Brasil durante o ano passado.

Em um balanço numérico, há outros três títulos que vencem em três categorias da lista de melhores de 2023: O Peso da Dor, Oppenheimer e Barbie. O primeiro fica com melhor elenco, atriz coadjuvante (uma dobradinha para Ann Dowd e Martha Plimpton) e ator coadjuvante (também uma dupla, dessa vez, formada por Jason Isaacs e Reed Birney). Com essa trinca, reforço que se trata de um filme obrigatório para quem gosta de filmes emoldurados por grandes e profundas interpretações. Já Oppenheimer (melhor trilha sonora, fotografia e som) e Barbie (design de produção, figurino e canção original para “What Was I Made For?”) ficam com categorias técnicas que refletem algumas das razões responsáveis pelo fenômeno Barbenheimer.

No mais, há espaço para o ótimo Assassinos da Lua das Flores em melhor direção e roteiro adaptado, e para duas interpretações que me marcaram instantaneamente: a de Vera Holtz em Tia Virgínia e a do jovem Eden Dambrine em Close. De um lado, Holtz vem com um protagonismo nunca lhe dado antes no cinema, enquanto Dambrine, aos 15 anos de idade, apresentou em Close uma potência que, às vezes, muita gente grande não alcança em toda uma carreira. Por fim, fechando a conta, temos A Baleia em melhor maquiagem e penteados, e Godzilla Minus One em melhores efeitos visuais.

Confira abaixo a lista completa de vencedores:

MELHOR FILME: Monster
MELHOR DIREÇÃO: Martin Scorsese (Assassinos da Lua das Flores)

MELHOR ATRIZ: Vera Holtz (Tia Virgínia)
MELHOR ATOR: Eden Dambrine (Close)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Ann Dowd e Martha Plimpton (O Peso da Dor)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Jason Isaacs e Reed Birney (O Peso da Dor)
MELHOR ELENCO: O Peso da Dor
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Monster
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Assassinos da Lua das Flores
MELHOR MONTAGEM: Monster
MELHOR FOTOGRAFIA: Oppenheimer
MELHOR TRILHA SONORA: Oppenheimer
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: Barbie
MELHOR FIGURINO: Barbie
MELHOR SOM: Oppenheimer
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “What Was I Made For?” (Barbie)

MELHORES EFEITOS VISUAIS: Godzilla Minus One
MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS: A Baleia