Não falta suspense para a cerimônia de premiação do The Actor Awards que será realizada neste domingo (01), a partir das 21h (horário de Brasília). Considerando as categorias de cinema, somente a de melhor atriz tem uma favorita sacramentada – caso de Jessie Buckley, por Hamnet: A Vida Antes de Hamlet. Já as demais apresentam disputa acirrada entre dois concorrentes, como melhor elenco (Pecadores e Uma Batalha Após a Outra), ou chegam com cenários amplamente abertos, a exemplo de melhor ator e atriz coadjuvante, onde, até o momento, não há consenso algum se levarmos em conta as recentes premiações televisionadas. Aliado a isso, o The Actor Awards sequer tem na disputa filmes em língua não-inglesa como Valor Sentimental ou O Agente Secreto. Ou seja, nem mesmo com as eventuais vitórias de hoje, as corridas dos atores para o Oscar ficarão necessariamente definidas.
Abaixo, minhas apostas para hoje:
CINEMA
MELHOR ELENCO: Pecadores / alt: Uma Batalha Após a Outra MELHOR ELENCO DE DUBLÊS: Uma Batalha Após a Outra / alt: Pecadores MELHOR ATRIZ: Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) / alt: Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria) MELHOR ATOR: Ethan Hawke (Blue Moon) / alt: Timothée Chalamet (Marty Supreme) MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra) / alt: Jacob Elordi (Frankenstein) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra) / alt: Amy Madigan (A Hora do Mal)
SÉRIES, MINISSÉRIES E TELEFILMES
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE DRAMA: The Pitt / alt: Ruptura MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE COMÉDIA: The Studio / alt: Only Murders in the Building MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM SÉRIE: Round 6 / alt: Andor MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Rhea Seehorn (Pluribus) / alt: Britt Lower (Ruptura) MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: Noah Wyle (The Pitt) / alt: Gary Oldman (Slow Horses) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jean Smart (Hacks) / alt: Catherine O’Hara (The Studio) MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: Seth Rogen (The Studio) / alt: Martin Short (Only Murders in the Building) MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Erin Doherty (Adolescência) / alt: Michelle Williams (Dying for Sex) MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Owen Cooper (Adolescência) / alt: Stephen Graham (Adolescência)
Com seis troféus, Uma Batalha Após a Outra triunfa no BAFTA.
Se comentei que, em termos de indicados, o BAFTA 2026 em nada movimentava a temporada de premiações, a situação é totalmente diferente agora que os britânicos revelaram seus vencedores. Ainda que, na cerimônia realizada hoje (22), Uma Batalha Após a Outra tenha confirmado seu favoritismo, o BAFTA deu conta de bagunçar a corrida de três das quatro categorias de interpretação. Wumni Mosaku (Pecadores) e Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra) foram os vitoriosos entre os coadjuvantes, diferindo de outras premiações como o Globo de Ouro e o Critics’ Choice, que, por sua vez, também optaram por candidatos diferentes entre si. Ou seja, o The Actor Awards terá papel fundamental no processo de revelar alguma tendência para ambas as categorias. Já o melhor ator foi, surpreendentemente, Robert Aramayo (I Swear), que não aparece em nenhuma outra lista e que, sendo britânico, aponta para a ideia de vermos o BAFTA retornando aos tempos em que valorizava mais o cinema local e estava menos preocupado em ser apenas uma prévia europeia do Oscar.
Saem consolidados da cerimônia Uma Batalha Após a Outra — que faturou inclusive categorias técnicas como melhor montagem e fotografia — e, claro, Jessie Buckley (Hamnet) como melhor atriz, sendo a única do quarteto de interpretações que deve terminar a corrida pelo Oscar vencendo todos os prêmios televisionados. Quanto às chances do Brasil, Adolpho Veloso perdeu a estatueta de melhor fotografia por Sonhos de Trem, o que pode ser considerado algo inusitado, mas o mesmo não se pode dizer de O Agente Secreto, que, conforme imaginado, saiu da festa sem vitórias. Não faço coro à análise de que o filme de Kleber Mendonça Filho somente perdeu porque o BAFTA tem predileção por obras europeias na categoria de filme de língua não-inglesa (Walter Salles, inclusive, já se consagrou duas vezes nela com Central do Brasil e Diários de Motocicleta, além de receber indicação por Abril Despedaçado). O que me parece é que, pela primeira vez, um grupo tenha confirmado a força de Valor Sentimental, que, não podemos esquecer, concorre a nove Oscars. Temos, sim, um concorrente de peso — e, dessa vez, sem chances de ser escanteado por uma certa Karla Sofía Gascón…
Confira abaixo a lista de vencedores:
MELHOR FILME: Uma Batalha Após a Outra MELHOR FILME BRITÂNICO: Hamnet: A Vida Antes de Hamlet MELHOR DIREÇÃO: Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra) MELHOR ATRIZ: Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) MELHOR ATOR: Robert Aramayo (I Swear) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Wunmi Mosaku (Pecadores) MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra) MELHOR ESCALAÇÃO DE ELENCO: I Swear MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Pecadores MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Uma Batalha Após a Outra MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA: Valor Sentimental (Noruega) MELHOR DOCUMENTÁRIO: Mr. Nobody Against Putin MELHOR ANIMAÇÃO: Zootopia 2 MELHOR FILME PARA CRIANÇAS E FAMÍLIA: Boong MELHOR MONTAGEM: Uma Batalha Após a Outra MELHOR FOTOGRAFIA: Uma Batalha Após a Outra MELHOR TRILHA SONORA: Pecadores MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: Frankenstein MELHOR FIGURINO: Frankenstein MELHOR SOM: F1: O Filme MELHORES EFEITOS VISUAIS: Avatar: Fogo e Cinzas MELHOR CABELO E MAQUIAGEM: Frankenstein MELHOR ESTREIA DE DIRETOR, PRODUTOR OU ROTEIRISTA BRITÂNICO: A Sombra do Meu Pai MELHOR CURTA BRITÂNICO: This Is Endometriosis MELHOR CURTA BRITÂNICO DE ANIMAÇÃO: Dois Meninos em Busca da Liberdade EE RISING STAR: Robert Aramayo
É raro acontecer, mas, em 2026, o Independent Spirit Awards praticamente não tem intersecção com o Oscar. Se, em anos anteriores, o prêmio mais importante do cinema independente realizado nos Estados Unidos fez dobradinha com a Academia ao consagrar títulos como Anora, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, Nomadland e Moonlight na categoria principal, hoje temos um cenário bastante atípico, onde nenhum dos cinco concorrentes ao Spirit Awards de melhor filme aparece no Oscar em qualquer categoria. No mais, apenas cinco títulos são compartilhados pelas duas premiações nas demais categorias técnicas e de interpretação: Sonhos de Trem, O Agente Secreto, Sirāt, A Vizinha Perfeita e Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria. E isso é demérito? Muito pelo contrário: a seleção, na verdade, traz frescor para uma temporada de premiações cada vez mais abarrotada de associações que, na prática, apesar da pluralidade de origens e vocações, acabam premiando sempre os mesmos concorrentes.
O Dia de Peter Hujar é o filme mais indicado do Spirit Awards 2026.
O líder de indicações deste ano no Spirit Awards é O Dia de Peter Hujar, tradução cinematográfica do diretor Ira Sachs (Passagens, O Amor é Estranho, Deixe a Luz Acesa) para uma conversa gravada em 1974 entre o fotógrafo Peter Hujar (Ben Whishaw, sempre excelente) e a escritora Linda Rosenkrantz (Rebecca Hall). Trata-se de um diálogo sobre 24 horas aparentemente banais na vida de Hujar, artista que se tornou uma das figuras centrais da lendária cena cultural nova-iorquina das décadas de 1970 e 80. A banalidade é aparente porque o relato acaba documentando as movimentações artísticas de uma Nova York em plena efervescência, o que pode ser muito interessante para quem se interessa pelo recorte ou perfeitamente tedioso frente à estrutura adotada. Tudo ocorre em um mesmo espaço, somente com dois atores conversando e gravando diálogos que foram encontrados em fitas na vida real. Há poucas engrenagens cinematográficas em O Dia de Peter Hujar, daí a minha incredulidade com tamanho amor do Spirit Awards pelo resultado final.
Kathleen Chalfant brilha em Toque Familiar.
Pelo menos quatro outros títulos mereciam mais reconhecimento. Começo com Toque Familiar, indicado somente a melhor performance protagonista e ao prêmio John Cassavetes, limitado a obras com orçamento de até um milhão de dólares. A belíssima e delicada performance de Kathleen Chalfant é, por óbvio, o grande destaque, mas como um todo, a diretora Sarah Friedland se sai admiravelmente bem ao não cair nas armadilhas tão tradicionais envolvendo relatos de personagens que se confrontam com a perda da memória e o Mal de Alzheimer na velhice. Tudo é elegante, silencioso e meticulosamente bordado em intimismo. Por falar em discrição, Depois do Fogo, o mais novo trabalho do diretor Max Walker-Silverman, também se ampara na lógica de que menos é mais para abordar uma circunstância familiar aos Estados Unidos em sua história recente: a do cowboy Dusty (Josh O’Connor), que, após ver incêndios florestais tomarem conta de seu rancho, chega a um acampamento tendo que reconstruir sua vida e seus laços. Assim como em Uma Noite no Lago, Walker-Silverman filma a solidão e os recomeços com melancolia e humanidade. A única indicação foi para a coadjuvante Kali Reis, o que em nada reflete a beleza cotidiana do longa.
Ainda na conta dos subestimados, coloco Hedda, adaptação da diretora Nia DaCosta para a famosa peça de 1891 do aclamado dramaturgo Henrik Ibsen. A promessa de que a nova leitura seria cativante e de grande escala, a meu ver, é cumprida: à parte as merecidas indicações para Tessa Thompson e Nina Hoss em performance protagonista e coadjuvante, respectivamente, a obra em si é ambiciosa do ponto de vista técnico e de ideias. Nia DaCosta tem ótimo tino para lidar com a malícia, a insegurança e a ardilosidade das personagens centrais, todas femininas e emolduradas por uma atmosfera instigante que traz, por exemplo, mais um ótimo trabalho da Oscarizada compositora islandesa Hildur Guðnadóttir (Coringa, Chernobyl). E o que dizer sobre O Testamento de Ann Lee, um dos casos mais emblemáticos de campanha mal conduzida nos últimos anos? Um musical de época que poderia ter emplacado múltiplas indicações em todos os prêmios acabou relegado exclusivamente a uma indicação de melhor montagem no Spirit Awards. Ainda que nem sempre o filme de Mona Fastvold convença na mitologia criada em torno da personagem de Amanda Seyfried, é inegável que os outros vários méritos do filme, como a fabulosa trilha de Daniel Blumberg, mereciam muito mais atenção.
Lurker investiga os caminhos tortuosos da obsessão e da falta de identidade.
Tematicamente, percebo aproximação entre vários indicados, caso de Lurker, Twinless e The Plague, que, cada um à sua maneira, versam sobre os caminhos tortos traçados por protagonistas que buscam algum senso de pertencimento, nem que, para tanto, precisem abrir mão de suas histórias verdadeiras para assumir outros papeis. O primeiro adota o tom de suspense e tensão, extraindo excelentes interpretações de Théodore Pellerin e Archie Madekwe, que fazem um duelo não tão velado de pessoas cujas carências e egocentrismos se retroalimentam. Já Twinless é bem sucedido e envolvente ao lidar com as camadas complicadas do luto, aqui visto sob a ótica de um personagem que se aproveita da dor do próximo para, secretamente, conseguir o que precisa para administrar suas próprias feridas emocionais. E, por fim, The Plague pisa no terreno da adolescência – e nos lembra de levantar as mãos do céu para agradecer que só passamos por essa fase uma vez na vida. Jovens podem ser muito cruéis, especialmente diante do diferente, e o diretor Charlie Polinger cria um incômodo palpável ao explorar as possibilidades das crueldades sociais às quais os adolescentes se submetem para encontrar alguma construção de personalidade.
Blue Sun Palace e Lucky Lu também rendem uma sessão conjunta, mas ficam estacionados em um certo lugar-comum. Ambos se debruçam sobre a chegada de personagens asiáticos em Nova York e a extenuante rotina adotada por eles para tentar sobreviver em uma Big Apple pouco amigável aos que vêm de fora. Se os estilos são distintos – Blue Sun Palace tem olhar feminino e subjetivo para o desenvolvimento íntimo de cada figura em cena, enquanto Lucky Lu se agarra à jornada individual de um homem em meio a uma série de adversidades que testam sua resiliência –, os resultados são semelhantes até demais em discursos. Esperava que os dois tivessem mais a dizer sobre a dureza com que os Estados Unidos tratam imigrantes. Ao fim e ao cabo, valem sobretudo pela ótica oriental dada a um viés que é predominantemente encenado a partir da vivência de personagens latinos.
Nick Offerman e Jacob Tremblay são pai e filho no potente Sovereign.
Enquanto isso, Sovereign e A Little Prayer questionam a reverberação paterna na criação dos filhos. O retrato de Sovereign é desolador, no caso, o de Jerry (Nick Offerman), que, declaradamente antigoverno, vê conspiração em tudo o que os Estados Unidos colocam como regra ou lei para a sociedade. Da carteira de habilitação que ele se nega a tirar para poder dirigir às aulas que dá ao próprio filho para não o colocar em uma escola, Jerry cria Joe (Jacob Tremblay) em uma redoma de alienação e negacionismo que, claro, só poderia resultar em tragédia. É um dos meus favoritos entre os indicados ao Spirit Awards 2026 – e, por ser baseado em uma história real, torna-se ainda mais impactante no estudo de uma paternidade falida. Em contraste, A Little Prayer é sensível na busca de um pai para entender como seu filho, um homem que ele criou com retidão e carinho em uma pequena cidade do interior, vem traindo a esposa. Afinal, quais valores são realmente absorvidos de uma geração para outra? Há alguma culpa paterna na traição reiterada do filho? A condução é simples, quase artesanal, característica de um cinema pequeno e independente bastante raro nos dias de hoje.
Para fechar o balanço de títulos assistidos, há Sorry, Baby, do qual gosto muito e já falei aqui; A Longa Marcha: Caminha ou Morra, ótima adaptação da obra homônima de Stephen King cujo elenco recebe o prêmio Robert Altman; a comédia-pastelão Um Dia Daqueles, que coloca duas mulheres negras (Keke Palmer e SZA) no centro de uma divertida história sobre a busca quase impossível pelo dinheiro devido do aluguel até o fim do dia; e O Bom Bandido, sobre a história verídica de um ladrão profissional (Channing Tatum) que encontra um esconderijo numa loja de brinquedos, sobrevivendo por meses sem ser detectado enquanto planeja seu próximo passo. Esses dois últimos talvez sejam mais convencionais se tratando de forma e desenvolvimento, mas, nem por isso deixam de ter brilho próprio, em especial Um Dia Daqueles no que se refere às presenças cativantes de suas duas protagonistas.
A lista completa de indicados ao Spirit Awards pode ser conferida aqui.
Uma Batalha Após a Outra lidera lista do BAFTA com 14 indicações.
O BAFTA 2026 gravita entre os favoritismos de Uma Batalha Após a Outra e Pecadores, assim como repete o volume de indicações já dado a títulos como Hamnet e Valor Sentimental em outras premiações. Isso quer dizer que os britânicos pouco mexem no tabuleiro geral da corrida pelo Oscar, que, aliás, revelou seus indicados antes do BAFTA. Mesmo as indicações mais bairristas, como todas recebidas por I Swear, ou a de Carey Mulligan em melhor atriz coadjuvante por The Ballad of Wallis Island, são casos isolados e sem chances de levar estatuetas para casa. Como mais do mesmo, o BAFTA desempenhará apenas o papel de confirmar muito do que já sabemos e, eventualmente, o de iluminar favoritos em categorias técnicas ausentes em outros termômetros importantes da temporada. A cerimônia acontece no dia 22 de fevereiro.
Confira abaixo os indicados:
MELHOR FILME Uma Batalha Após a Outra
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Pecadores
Valor Sentimental
MELHOR FILME BRITÂNICO The Ballad of Wallis Island
Bridget Jones: Louca pelo Garoto
Extermínio: A Evolução
H is for Hawk
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
I Swear
Morra, Amor
Mr. Burton
Pillion
Steve
MELHOR DIREÇÃO Chloé Zhao (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) Joachim Trier (Valor Sentimental) Josh Safdie (Marty Supreme) Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra) Ryan Coogler (Pecadores) Yorgos Lanthimos (Bugonia)
MELHOR ATRIZ Chase Infiniti (Uma Batalha Após a Outra) Emma Stone (Bugonia) Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) Kate Hudson (Song Sung Blue: Um Sonho a Dois) Renate Reinsve (Valor Sentimental) Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria)
MELHOR ATOR Ethan Hawke (Blue Moon) Jesse Plemons (Bugonia) Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra) Michael B. Jordan (Pecadores) Robert Aramayo (I Swear) Timothée Chalamet (Marty Supreme)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Carey Mulligan (The Ballad of Wallis Island) Emily Watson (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) Inga Ibsdotter Lilleaas (Valor Sentimental) Odessa A’zion (Marty Supreme) Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra) Wunmi Mosaku (Pecadores)
MELHOR ATOR COADJUVANTE Benicio Del Toro (Uma Batalha Após a Outra) Jacob Elordi (Frankenstein) Paul Mescal (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) Peter Mullan (I Swear) Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra) Stellan Skarsgård (Valor Sentimental)
MELHOR ESCALAÇÃO DE ELENCO Uma Batalha Após a Outra
I Swear
Marty Supreme
Pecadores
Valor Sentimental
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL O Agente Secreto
I Swear
Marty Supreme
Pecadores
Valor Sentimental
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO The Ballad of Wallis Island
Uma Batalha Após a Outra
Bugonia
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Pillion
MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA O Agente Secreto (Brasil)
Foi Apenas um Acidente (França) Valor Sentimental (Noruega) Sirāt (Espanha) A Voz de Hind Rajab (Tunísia)
MELHOR DOCUMENTÁRIO A 2000 Metros de Andriivka
Apocalipse nos Trópicos
Cover-Up
Mr. Nobody Against Putin
A Vizinha Perfeita
MELHOR ANIMAÇÃO Elio
A Pequena Amélie
Zootopia 2
MELHOR FILME PARA CRIANÇAS E FAMÍLIA Arco
Boong
Lilo & Stitch
Zootopia 2
MELHOR MONTAGEM Uma Batalha Após a Outra
Casa de Dinamite
F1: O Filme
Marty Supreme
Pecadores
MELHOR FOTOGRAFIA Uma Batalha Após a Outra
Frankenstein
Marty Supreme
Pecadores
Sonhos de Trem
MELHOR TRILHA SONORA Uma Batalha Após a Outra
Bugonia
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Pecadores
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Uma Batalha Após a Outra
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Pecadores
MELHOR FIGURINO Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Pecadores
Wicked: Parte 2
MELHOR SOM Uma Batalha Após a Outra
F1: O Filme
Frankenstein
Pecadores
Tempo de Guerra
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: Fogo e Cinzas
Como Treinar o Seu Dragão
F1: O Filme
Frankenstein
O Ônibus Perdido
MELHOR CABELO E MAQUIAGEM Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Pecadores
Wicked: Parte 2
MELHOR ESTREIA DE DIRETOR, PRODUTOR OU ROTEIRISTA BRITÂNICO The Ceremony
My Father’s Shadow
Pillion
A Want In Her
Wasteman
MELHOR CURTA BRITÂNICO Magid / Zafar
Nostalgie
Terence
This Is Endometriosis
Welcome Home Freckles
MELHOR CURTA BRITÂNICO DE ANIMAÇÃO Cardboard
Solstice
Two Black Boys in Paradise
EE RISING STAR Archie Madekwe Chase Infiniti Miles Caton Posy Sterling Robert Aramayo
Lembrado em 16 categorias, Pecadores é o novo recordista de indicações ao Oscar.
Não são poucos os filmes do Oscar 2026 que concorrem em várias categorias, a começar por Pecadores, agora detentor do recorde absoluto de indicações ao prêmio da Academia em seus quase 100 anos de existência. O longa de Ryan Coogler disputa nada menos do que 16 estatuetas, ultrapassando as estatísticas de títulos como Titanic, A Malvada e La La Land: Cantando Estações. Ele é seguido de perto por Uma Batalha Após a Outra, indicado a 13. Já Marty Supreme, Frankenstein e Valor Sentimental aparecem com nove. Os números refletem um ano forte e, acima de tudo, diverso em gêneros e nacionalidades. Resta saber qual será a lógica do Oscar na hora de mapear seus vencedores diante dessa gama.
Para o Brasil, em termos de indicações, as notícias são excelentes. Pelo segundo ano consecutivo, estamos disputando a categoria principal de melhor filme, dessa vez, com O Agente Secreto, lembrado ainda em melhor ator para Wagner Moura, melhor filme internacional e melhor escalação de elenco, a mais nova categoria criada pela Academia. O paulista Adolpho Veloso também nos representa com a indicação de melhor fotografia para Sonhos de Trem. A disputa é árdua — afinal, Valor Sentimental, que parecia ter perdido o fôlego com os resultados do Critics’ Choice e do Globo de Ouro, recobrou forças com expressivas nove indicações —, mas, tratando-se de Oscar, tudo pode acontecer até o último minuto antes da cerimônia, a ser realizada no dia 16 de março.
Abaixo, algumas outras considerações sobre a lista de indicados:
– Valor Sentimental emplaca, merecidamente, quatro indicações individuais para seus atores, mas fica de fora da categoria de melhor escalação de elenco. Difícil entender como um filme com interpretações tão celebradas não se configura automaticamente como um indicado da categoria estreante;
– Entre os reconhecimentos dados ao filme de Joachim Trier, fico feliz, em especial, pela lembrança à Elle Fanning em atriz coadjuvante, que já era praticamente dada como carta fora do baralho. Não deveria ser sua estreia no Oscar: no ano passado, em meio ao exagero de indicações para Um Completo Desconhecido, Fanning deveria ter concorrido ao lado de Monica Barbaro;
– É de se chatear que Paul Mescal tenha ficado de fora por sua performance em Hamnet, que concorre em oito categorias. Ao mesmo tempo, a entrada de Delroy Lindo (Pecadores) traz surpresa e frescor à categoria, além de ser justo o reconhecimento a um ótimo ator;
– De dez indicações pelo primeiro filme a zero pelo segundo, Wicked teve o pior desempenho entre todos os candidatos em potencial dessa temporada. Chega a ser até chocante que o Oscar tenha garimpado uma canção do documentário Viva Verdi! para não indicar qualquer uma das duas canções originais do musical de John M. Chu;
– Ainda fico surpreso com tanto amor depositado em Bugonia, finalista em melhor filme, atriz (Emma Stone), roteiro adaptado e trilha sonora. É um trabalho pueril, com discursos óbvios e que, assim como aconteceu em Tipos de Gentileza, mostra que, talvez, Yorgos Lanthimos esteja fazendo coisas demais em pouco tempo;
– Qual a razão de indicar mais uma vez Diane Warren a melhor canção? Azarada nata da categoria, concorreu 17 vezes ao longo da carreira e perdeu de todos os jeitos possíveis. Não à toa, a Academia já lhe outorgou um prêmio honorário. Precisa mesmo concorrer mais uma vez por uma canção esquecível?
– A vaga ocupada por F1: O Filme na categoria principal causou certo espanto, mas me parece coerente: com o declínio de Wicked e Avatar: Fogo e Cinzas na temporada, Hollywood tinha de encontrar algum blockbuster para representar o cinema comercial na seleção principal. Só é uma pena que isso tenha acontecido às custas do reconhecimento ao ótimo Foi Apenas Um Acidente;
– Kate Hudson entrou praticamente de última hora na categoria de melhor atriz pelo fraquíssimo Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, escanteando Chase Infiniti (Uma Batalha Após a Outra). Não é só injustiça com Chase: outras interpretações reconhecidas na temporada mereciam muito mais, como as de Jennifer Lawrence (Morra, Amor), Julia Roberts (Depois da Caçada) e Tessa Thompson (Hedda).
Confira a lista completa de indicados:
MELHOR FILME O Agente Secreto
Uma Batalha Após a Outra
Bugonia
F1: O Filme
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Pecadores
Sonhos de Trem
Valor Sentimental
MELHOR DIREÇÃO Chloé Zhao (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) Joachim Trier (Valor Sentimental) Josh Safdie (Marty Supreme) Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra) Ryan Coogler (Pecadores)
MELHOR ATRIZ Emma Stone (Bugonia) Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) Kate Hudson (Song Sung Blue: Um Sonho a Dois) Renate Reinsve (Valor Sentimental) Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria)
MELHOR ATOR Ethan Hawke (Blue Moon) Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra) Michael B. Jordan (Pecadores) Timothée Chalamet (Marty Supreme) Wagner Moura (O Agente Secreto)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Amy Madigan (A Hora do Mal) Elle Fanning (Valor Sentimental) Inga Ibsdotter Lilleaas (Valor Sentimental) Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra) Wunmi Mosaku (Pecadores)
MELHOR ATOR COADJUVANTE Benicio Del Toro (Uma Batalha Após a Outra) Delroy Lindo (Pecadores) Jacob Elordi (Frankenstein) Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra) Stellan Skarsgård (Valor Sentimental)
MELHOR ESCALAÇÃO DE ELENCO O Agente Secreto
Uma Batalha Após a Outra
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Pecadores
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Blue Moon
Foi Apenas um Acidente
Marty Supreme
Pecadores
Valor Sentimental
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Uma Batalha Após a Outra
Bugonia
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Sonhos de Trem
MELHOR FILME INTERNACIONAL O Agente Secreto (Brasil) Foi Apenas um Acidente (França) Sirāt (Espanha) Valor Sentimental (Noruega) A Voz de Hind Rajab (Tunísia)
MELHOR DOCUMENTÁRIO Alabama: Presos do Sistema
Cutting Through Rocks
Embaixo da Luz Neon
Mr. Nobody Against Putin
A Vizinha Perfeita
MELHOR ANIMAÇÃO Arco
Elio
Guerreiras do K-Pop
A Pequena Amélie
Zootopia 2
MELHOR MONTAGEM Uma Batalha Após a Outra
F1: O Filme
Marty Supreme
Pecadores
Valor Sentimental
MELHOR FOTOGRAFIA Uma Batalha Após a Outra
Frankenstein
Marty Supreme
Pecadores
Sonhos de Trem
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Uma Batalha Após a Outra
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Pecadores
MELHOR FIGURINO Avatar: Fogo e Cinzas
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Pecadores
MELHOR TRILHA SONORA Uma Batalha Após a Outra
Bugonia
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Pecadores
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL “Dear Me” (Diane Warren: Relentless) “Golden” (Guerreiras do K-Pop) “I Lied to You” (Pecadores) “Sweet Dreams of Joy” (Viva Verdi!) “Train Dreams” (Sonhos de Trem)
MELHOR SOM Uma Batalha Após a Outra
F1: O Filme
Frankenstein
Pecadores
Sirāt
MELHORES EFEITOS VISUAIS Avatar: Fogo e Cinzas
F1: O Filme
Jurassic World: Recomeço
O Ônibus Perdido
Pecadores
MELHOR MAQUIAGEM E CABELO Coração de Lutador: The Smashing Machine
Frankenstein
Kokuho
A Meia-Irmã Feia
Pecadores
MELHOR CURTA-METRAGEM Butcher’s Stain
A Friend of Dorothy
Jane Austen’s Period Drama
The Singers
Two People Exchanging Saliva
MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO Butterfly
Forevergreen
The Girl Who Cried Pearls
Retirement Plan
The Three Sisters
MELHOR CURTA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO All the Empty Rooms
Armed Only with a Camera: The Life and Death of Brent Renaud
Children No More: Were and Are Gone
The Devil Is Busy
Perfectly a Strangeness