Últimas Trilhas Sonoras

Slumdog Millionaire, por A. R. Rahman
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É estranho como a trilha sonora de Quem Quer Ser Um Milionário? soa mais como uma coletânea do que como uma composição original. Talvez por ter um grande número de canções cantadas e não apenas instrumentais. Confesso que tenho um pouco de relutância com trilhas desse tipo, mas não conseguir se cativar com o trabalho de A.R. Rahman é impossível. Todo o trabalho tem um clima animador, até mesmo aquelas canções que são puramente de instrumentos. Ainda que pareça mais um produto musical do que cinematográfico, a trilha de Quem Quer Ser Um Milionário? é uma das mais originais que surgiram nos últimos tempos. Agora, se merece Oscar é uma história completamente diferente… Destaque, claro, para Jai Ho.

The Reader, por Nico Mulhy
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Essa é a trilha mais injustiçada da temporada 2009 de prêmios. Nico Muhly realizou um grande trabalho no álbum de The Reader. O resultado funciona muito bem dentro do filme do Stephen Daldry e também fora dele. Assemelhando-se um pouco com o trabalho de Philip Glass, a trilha do longa é díficil de definir – não é triste nem contundente. Tem uma característica própria, talvez sutileza. Nenhuma faixa cai no exagero e todas são bem interessantes do ponto de vista auditivo. Merecia mais reconhecimento por não ser um simples trabalho. É Muhly dando um tom muito competente para o longa e realizando um trabalho bem satisfatório para os ouvidos dos espectadores.

The Curious Case Of Benjamin Button, por Alexandre Desplat
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Eu já estava começando a desconfiar que Alexandre Desplat era uma enganação. Depois de ter aparecido no Oscar, nunca mais realizou um trabalho sequer interessante. Contudo, voltou a me conquistar com essa bela trilha de O Curioso Caso de Benjamin Button – que, possivelmente, é a minha favorita na corrida para o Oscar. O mais interessante dess álbum é que, além de apresentar as maravilhosas técnicas do compositor, cria faixas muito memoráveis. A melancolia é algo constantemente presente, especialmente em passagens como Benjamin And Daisy e Some Things Last. Desplat entendeu a sutileza dramática da jornada do curioso Benjamin Button e realizou um produto à altura da qualidade técnica do filme de Fincher.

Doubt, por Howard Shore
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Não sou grande fã do compositor Howard Shore, mas acho seu trabalho como compositor satisfatório. É o caso dessa trilha de Dúvida, que pode até não ser grandiosa e original, mas ao menos não peca em cometer exageros. O problema é que nada é exatamente marcante, nem a música-tema. Tudo correto e satisfatório – não impressiona nem incomoda. As faixas são relativamente curtas e não ficam mais compridas do que deveriam. Sem dúvida é um trabalho satisfatório de Shore, mas que poderia ter recebido uma cotação bem maior se o compositor não tivesse medo de ousar.

Burn After Reading, por Carter Burwell
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Carter Burwell é um compositor muito interessante. Desde que fez uma bela trrilha para A Pele, venho acompanhando atentamente os seus trabalhos. Em Queime Depois de Ler, ele realiza um álbum inusitado e que funciona por causa dessa característica. Algumas canções são propositalmente exageradas (condizendo com alguns tons narrativos do longa) – como Earth Zoom In e Earth Zoom Out – enquanto outras tentam achar um tom mais sério (mas ainda assim bizarro), a exemplo de Linda Looks For Love. Burwell segue o mesmo caminho dos irmãos Coen no longa – o resultado tem algumas falhas, mas é divertido.

Changeling, por Clint Eastwood
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Sempre gosto das composições de Clint para seus filmes. Acho que elas se tornam memoráveis em alguns casos, por causa das lindas melodias. O problema é quando eu vou ouvir o cd separadamente. Não consigo ficar tão satisfeito e as faixas me parecem repetitivas demais, sem inspiração. O mesmo aconteceu em Menina de Ouro, que era um lindo trabalho mas que em disco era uma enrolação sem fim. A trilha de A Troca tem momentos bem interessantes, mas resulta previsível como todos os outros trabalhos do diretor nas trilhas.














