Cinema e Argumento

Os vencedores do Emmy 2018

Rachel Brosnahan na noite dominada por The Marvelous Mrs. Maisel entre as comédias: programa levou a Amazon pela primeira vez ao prêmio de melhor série.

Se há uma vencedora poderosíssima na edição comemorativa de 70 anos do Emmy, essa é a Amazon, que, pela primeira vez, faturou a categoria melhor série na premiação, depois de não ter conseguido o feito com a celebrada Transparent. E não há como questionar as seis estatuetas principais conquistados pela irresistível The Marvelous Mrs. Maisel no segmento de comédia: melhor série, direção, roteiro, atriz (Rachel Brosnahan), atriz coadjuvante (Alex Borstein) e elenco. Enquanto a Netflix sofre para tentar ganhar algum prêmio que não seja de minissérie para Black Mirror, a Amazon se firma como uma das plataformas on demand mais conceituadas da atualidade, entregando produções sofisticadas, elegantes e que trabalham de forma exemplar a equação quantidade X qualidade, como é o caso da própria Mrs. Maisel

Por outro lado, a premiação dos dramas foi pulverizada de início ao fim, com estatuetas para diversos seriados: The AmericansWestworldThe Crown e, claro, a grande surpresa da noite que foi Game of Thrones como a melhor série dramática, surgindo aos 45 do segundo tempo para tomar o prêmio que até então era dado como certo para The Handmaid’s Tale, que despencou em uma queda vertiginosa que não lhe trouxe uma vitória sequer, e depois para The Crown, que, ao longo da premiação, começou a tomar espaço com prêmios importantes (atriz, direção e, na semana passada, melhor elenco). Como o programa da HBO foi o grande vencedor apenas com o prêmio de ator coadjuvante para Peter Dinklage? Difícil saber. Por fim, a minissérie da noite foi, como esperado, The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story, mais pela pompa da produção e pelo status dos envolvidos do que necessariamente por merecimento, inclusive em um ano pouco expressivo para a categoria.

Confira abaixo a lista dos vencedores entre as categorias de drama, comédia e minissérie:

MELHOR SÉRIE DRAMAGame of Thrones
MELHOR SÉRIE COMÉDIA: The Marvelous Mrs. Maisel
MELHOR MINISSÉRIE: The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story

MELHOR ATRIZ EM DRAMA: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA: Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Regina King (Seven Seconds)

MELHOR ATOR EM DRAMA: Matthew Rhys (The Americans)
MELHOR ATOR EM COMÉDIA: Bill Hader (Barry)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM DRAMA: Thandie Newton (Westworld)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM COMÉDIA: Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Merritt Wever (Godless)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM DRAMA: Peter Dinklage (Game of Thrones)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM COMÉDIA: Henry Winkler (Barry)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Jeff Daniels (Godless)
MELHOR ROTEIRO EM COMÉDIAThe Marvelous Mrs. Maisel, pelo episódio Pilot
MELHOR DIREÇÃO EM COMÉDIAThe Marvelous Mrs. Maisel, pelo episódio Pilot
MELHOR ROTEIRO EM MINISSÉRIE/TELEFILME: USS Callister: Black Mirror
MELHOR DIREÇÃO EM MINISSÉRIE/TELEFILME: The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story, pelo episódio The Man Who Would Be Vogue
MELHOR ROTEIRO EM DRAMA: The Americans, pelo episódio Start
MELHOR DIREÇÃO EM DRAMA: The Crown, pelo episódio Paterfamilias

Apostas para o Emmy 2018

Em plena segunda-feira (17), o Emmy revelará os vencedores da sua edição comemorativa de 70 anos. A cerimônia será transmitida no Brasil pela TNT, a partir das 20h. Game of ThronesThe Handmaid’s Tale lideram as indicações no segmento dramático, mas é de se esperar que a segunda volte para casa com o maior número de estatuetas, repetindo pelo menos dois prêmios do ano anterior (melhor série e atriz em drama) e acrescentando outros (Yvonne Strahovski como coadjuvante). Quanto às comédias, The Marvelous Mrs. Maisel, da Amazon, parece ser à favorita ao prêmio principal e a outros de atuação (na semana passada, a série já levou a categoria de melhor elenco em série de comédia, entre os prêmios que são entregues pelo Emmy antes da cerimônia oficial). Nas minisséries, The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story deve levar a melhor em uma seleção que está bem menos entusiasmante que a do ano passado nesse segmento. Relembre aqui a lista de indicados e confira os nossos palpites para a premiação:

MELHOR SÉRIE DRAMAThe Handmaid’s Tale / alt: Game of Thrones
MELHOR SÉRIE COMÉDIA: The Marvelous Mrs. Maisel / alt: Atlanta
MELHOR MINISSÉRIE: The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story / alt: Godless

MELHOR ATRIZ EM DRAMA: Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale) / alt: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA: Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel) / alt: Allison Janney (Mom)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Laura Dern (O Conto) / alt: Edie Falco (Law & Order: True Crime)

MELHOR ATOR EM DRAMASterling K. Brown (This is Us) / alt: Jason Bateman (Ozark)
MELHOR ATOR EM COMÉDIA: Donald Glover (Atlanta) / alt: Ted Danson (The Good Place)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) / alt: Jeff Daniels (The Looming Tower)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM DRAMA: Yvonne Strahovski (The Handmaid’s Tale) / alt: Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM COMÉDIA: Laurie Metcalf (Roseanne) / alt: Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Penélope Cruz (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) / alt: Judith Light (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM DRAMA: Mandy Patinkin (Homeland) / alt: Peter Dinklage (Game of Thrones)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM COMÉDIA: Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel) / alt: Alec Baldwin (Saturday Night Live)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Jeff Daniels (Godless) / alt: Edgar Ramírez (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)

Quais são as chances de “O Grande Circo Místico” levar o Brasil ao Oscar?

O Grande Circo Místico é o sétimo filme de Cacá Diegues a ser escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

A Comissão de Seleção da Academia Brasileira de Cinema anunciou hoje, 11 de setembro, que O Grande Circo Místico representará o Brasil na disputa por uma vaga entre os cinco finalistas ao Oscar de Melhor filme estrangeiro. Em tese, a escolha é acertada, pois estamos falando do novo longa de Cacá Diegues, um ícone do cinema brasileiro conhecido internacionalmente. O Grande Circo Místico também tem um elenco de primeira, além de certa carreira internacional, já que foi exibido fora de competição no último Festival de Cannes. Entretanto, na prática, a escolha não se justifica porque o filme simplesmente não está à altura dessa representantiva missão. 

Já havia comentado as razões que me distanciam de O Grande Circo Místico na crítica publicada aqui no blog durante a cobertura do 46º Festival de Cinema de Gramado, mas é uma questão lógica: com uma recepção fraquíssima tanto em Cannes quanto em Gramado, era de se esperar que a comissão tivesse percebido o quanto as recepções fraquíssimas já haviam apontando a falta de envolvimento das plateias com o filme, que chega aos cinemas brasileiros no dia 15 de novembro. Sem o aval das duas grandes exibições que teve até agora, O Grande Circo Místico zarpa rumo à corrida por uma vaga entre os cinco finalistas do Oscar de melhor filme estrangeiro com chances quase nulas de chegar lá.

Desde Central do Brasil, em 1999, não figuramos na categoria (e a chance mais expressiva que tivemos recentemente foi com Que Horas Ela Volta?), um longo jejum que, dado o lindo cenário da nossa produção atual, já deveria ter sido quebrado. Algo, no entanto, parece ter desestabilizado a comissão desde a desastrosa escolha de Pequeno Segredo em tempos de Aquarius. Afinal, Bingo – O Rei das Manhãs, produção escolhida ano passado, tinha qualidade de sobra para ser um forte concorrente, mas jamais havia sido exibido internacionalmente e realmente não se encaixava na linguagem das produções escolhidas pelo Oscar. Dessa forma, O Grande Circo Místico marca agora o terceiro ano consecutivo em que a seleção poderia ter um representante muito mais expressivo, mesmo que, no final das contas, ele também não nos colocasse entre os finalistas ao prêmio da Academia.

Se a decisão foi novamente errada, qual, então, seria a certa? Sou suspeito para falar porque Benzinho tem em mim um fã incondicional, mas essa era a produção com o melhor conjunto de variáveis para chegar aos votantes: de temática universal, fala com delicadeza sobre dramas afetivos e familiares de fácil identificação, além de ter começado sua trajetória internacional no Festival de Sundance, um importantíssimo celeiro do cinema independente internacional. Hoje, em sua devida dimensão de filme quase alternativo, Benzinho ainda é um sucesso no Brasil e já está viajando comercialmente mundo afora. Ah, e  também não seria loucura alguma ainda fazer uma pequena campanha ao Oscar de melhor atriz para a Karine Teles! E, se não fosse o filme de Gustavo Pizzi, não seria crime algum escolher Ferrugem por sua contemporaneidade temática e por sua passagem em Sundance, já que títulos transgressores e mais ousados como As Boas ManeirasO Animal Cordial dificilmente teriam qualquer chance.

Relembre a lista dos filmes escolhidos desde o ano 2000 para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar de filme estrangeiro:

2017 – Bingo – O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende
2016 – Pequeno Segredo, de David Schurmann
2015 – Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
2014 – Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro
2013 – O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
2012 – O Palhaço, de Selton Mello
2011 – Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro, de José Padilha
2010 – Lula, o Filho do Brasil, de Fabio Barreto
2009 – Salve Geral, de Sérgio Rezende
2008 – Última Parada 174, de Bruno Barreto
2007 – O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger
2006 – Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes
2005 – 2 Filhos de Francisco, de Breno Silveira
2004 – Olga, de Jayme Monjardim
2003 – Carandiru, de Hector Babenco
2002 – Cidade de Deus, de Fernando Meirelles
2001 – Abril Despedaçado, de Walter Salles
2000 – Eu, Tu, Eles, de Andrucha Waddington

No calor do momento, o que podemos concluir sobre o Oscar de “Melhor Filme Popular”?

Foi anunciado há pouco pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood: a partir de 2019, o Oscar terá a categoria de “Melhor Filme Popular”. Ao contrário do que a Academia pensa, estamos falando de um enorme desserviço, já que segmentar não é necessariamente um mérito. Os documentários e as animações estão aí para provar, pois praticamente nunca são lembrados nas ditas categorias principais. E por que não são? Ora, não há razão para indicá-los em “Melhor Filme” já que eles têm categorias próprias para concorrer. É por isso que a mudança se revela uma baita bola fora: ao criar a categoria de “Melhor Filme Popular”, o Oscar diz, nas entrelinhas, que blockbusters como Pantera Negra, por exemplo, não devem ser levados tão a sério quanto A Forma da Água ou Moonlight, citando os vencedores recentes da honraria máxima.

A mudança reflete, claro, o próprio diagnóstico que a Academia deve ter feito de seu histórico recente. E vamos muito além do fato de Batman: O Cavaleiro das Trevas ter sido ignorado na categoria principal em 2009. Mesmo ampliando o número de indicados em melhor filme, tal escolha mais diluiu a reputação do prêmio do que necessariamente aprimorou a disputa. Afinal, dois casos que corroboram essa afirmação ainda estão muito vivos na memória: Gravidade e Mad Max: Estrada da Fúria. Ambos faturaram sete e seis estatuetas respectivamente, mas não levaram para casa o título de “Melhor Filme”. No caso de Gravidade, o prêmio foi para 12 Anos de Escravidão, vencedor apenas nas categorias de roteiro adaptado e atriz coadjuvante. Já com Mad Max, a situação piora: Spotlight, vencedor daquele ano, conquistou somente o prêmio de melhor roteiro original. Como não encarar tal cenário, afeito aos “projetos sérios”, como puro preconceito com o cinema de alta repercussão popular?

O diagnóstico certamente foi feito, mas a solução é um equívoco. Não à toa, você já deve ter ouvido que animação não é cinema. Agora, futuramente, também correrá o risco de ouvir que filmes populares também não são. Com a maturidade de um MTV Movie Awards, a Academia não observa o próprio Globo de Ouro, que há décadas coloca as comédias em um cantinho à parte, decisão que inferioriza o gênero e rende indicações preguiçosas ou de gosto duvidoso, provando que o prêmio realmente não dá mesmo muita bola para esse segmento. Com tantas novas categorias para serem criadas (alô, melhor elenco!), o Oscar opta não pela inovação, mas por um caminho fácil, antiquado e que há muito tempo já se provou tão ineficiente quanto problemático em ideias. Para completar, a Academia ainda anunciou a decisão de apresentar os vencedores de determinadas categorias (a serem definidas) durante os comerciais, exibindo a entrega dessas estatuetas mais tarde na cerimônia, com os momentos já gravados e editados. Talvez ainda seja cedo para avaliar o real efeito, mas tudo isso não parece nada favorável. E, vocês, o que acham?

Os indicados ao Emmy 2018

Ainda que Game of Thrones lidere mais uma vez a lista de indicados ao Emmy, The Handmaid’s Tale chega ao prêmio confirmando todo o prestígio conquistado após a celebração da primeira temporada.

Tenho incontáveis séries, minisséries e telefilmes acumulados para assistir antes de poder falar sobre o Emmy com mais propriedade (é simplesmente impossível dar conta de tudo hoje em dia!), mas, como já é tradição aqui no blog, faço questão de alguns pitacos sobre a lista de indicados deste ano. Vamos a eles:

Game of Thrones mais uma vez lidera a lista de indicações, assim como Westworld mantém toda a badalação conquistada entre os votantes com a primeira temporada, mas é The Handmaid’s Tale, a grande vencedora do ano passado, que chega com tudo: desta vez, praticamente o elenco inteiro concorre com indicações individuais, onde destaco a merecida lembrança de Yvonne Strahovski como coadjuvante, dona de um dos arcos dramáticos mais interessantes da segunda temporada.

– Por falta de opção, o Emmy não escapou de celebrar The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story mesmo quando o programa não merecia: são injustificadas, por exemplo, as inclusões de Edgar Ramírez e Ricky Martin entre os coadjuvantes. Por outro lado, Darren Criss, que é um espetáculo na série, garantiu sua merecida indicação de protagonista, assim como Judith Light, maravilhosa em apenas dois episódios, ficou entre as finalistas de atriz coadjuvante.

– Uma das séries mais subestimadas da Netflix, Ozark recebeu uma esperada (e merecida) indicação de melhor para Jason Bateman, mas faltou Laura Linney também representando o seriado como melhor atriz. De qualquer forma, a surpresa de ver dois episódios selecionados para a categoria de melhor direção de certa forma compensa a ausência.

– Depois de perder todos os principais prêmios de cinema para Allison Janney (Eu, Tonya), Laurie Metcalf volta a ser indicada pelo revival já cancelado de Roseanne, série que lhe rendeu três estatuetas nos anos 1990. Metcalf já recebeu outras oito indicações sem vitória desde então, todas por diferentes seriados, incluindo uma indicação tripla em 2016 por drama e comédia. Este ano, também faturou seu segundo Tony consecutivo no teatro. Chegou a hora de um novo Emmy?

– No geral, foram poucas as surpresas para um ano sem VeepBig Little LiesHouse of Cards e a aguardada Sharp Objects, que só é elegível para o ano que vem. Especialmente nos dramas, as listas parecem as mesmas de sempre, com variações já esperadas e um tanto óbvias. Em termos de garimpar estreias, há de se reconhecer que, mesmo inconstante e aos trancos e barrancos, o Globo de Ouro é muito mais instigante.

Os vencedores do Emmy 2018 serão conhecidos no dia 17 de setembro. Até lá, prometo compartilhar com vocês tudo o que eu tirar dessa longa lista de atraso. Confiram abaixo a lista dos selecionados para melhor série e para interpretações protagonistas e coadjuvantes. Todas as outras categorias (são mais de 100!) podem ser encontradas no site do Emmy.

MELHOR SÉRIE DRAMA
The Handmaid’s Tale
Game of Thrones
This Is Us
The Crown
The Americans
Stranger Things
Westworld

MELHOR ATRIZ – SÉRIE DRAMA
Claire Foy (The Crown)
Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale
Evan Rachel Wood (Westworld)
Keri Russell (The Americans
Sandra Oh (Killing Eve
Tatiana Maslany (Orphan Black

MELHOR ATOR – SÉRIE DRAMA
Ed Harris (Westworld)
Jason Bateman (Ozark
Jeffrey Wright (Westworld)
Matthew Rhys (The Americans
Milo Ventimiglia (This Is Us)
Sterling K. Brown (This Is Us)  

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – SÉRIE DRAMA
Alexis Bledel (The Handmaid’s Tale
Ann Dowd (The Handmaid’s Tale
Lena Headey (Game of Thrones
Millie Bobby Brown (Stranger Things
Thandie Newton (Westworld
Yvonne Strahovski (The Handmaid’s Tale)

MELHOR ATOR COADJUVANTE – SÉRIE DRAMA
David Harbour (Stranger Things
Joseph Fiennes (The Handmaid’s Tale
Mandy Patinkin (Homeland
Matt Smith (The Crown)
Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones)
Peter Dinklage (Game of Thrones

MELHOR SÉRIE COMÉDIA
Atlanta
Barry
Black-ish
Curb Your Enthusiasm
GLOW
The Marvelous Mrs. Maisel
Silicon Valley
The Unbreakable Kimmy Schmidt

MELHOR ATRIZ – SÉRIE COMÉDIA
Allison Janney (Mom
Issa Rae (Insecure)
Lily Tomlin (Grace and Frankie
Pamela Adlon (Better Things)
Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel
Tracee Ellis Ross (Black-ish

MELHOR ATOR – SÉRIE COMÉDIA
Anthony Anderson (Black-ish
Bill Hader (Barry
Donald Glover (Atlanta
Larry David (Curb Your Enthusiasm
Ted Danson (The Good Place)
William H. Macy (Shameless)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – SÉRIE COMÉDIA 
Aidy Bryant (Saturday Night Live
Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
Betty Gilpin (GLOW)
Kate McKinnon (Saturday Night Live
Laurie Metcalf (Roseanne
Leslie Jones (Saturday Night Live
Megan Mullally (Will & Grace)
Zazie Beetz (Atlanta

MELHOR ATOR COADJUVANTE – SÉRIE COMÉDIA
Alec Baldwin (Saturday Night Live
Henry Winkler (Barry)
Kenan Thompson (Saturday Night Live)
Louie Anderson (Baskets
Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt
Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel)

MELHOR MINISSÉRIE
The Alienist
The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
Genius: Picasso
Godless
Patrick Melrose

MELHOR ATOR – MINISSÉRIE/TELEFILME
Antonio Banderas (Genius: Picasso)
Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
Benedict Cumberbatch (Patrick Melrose)
Jeff Daniels (Godless)
John Legend (Jesus Christ Superstar Live in Concert)
Jesse Plemons (Black Mirror: USS Callister)

MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE/TELEFILME
Edie Falco (Law & Order: True Crime)
Jessica Biel (The Sinner)
Laura Dern (The Tale)
Michelle Dockery (Godless)
Regina King (Seven Seconds)
Sarah Paulson (American Horror Story: Cult)

MELHOR ATOR COADJUVANTE – MINISSÉRIE/TELEFILME
Brandon Victor Dixon (Jesus Christ Superstar Live in Concert)
Edgar Ramirez (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
Finn Wittrock (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
Jeff Daniels (Godless)
John Leguizamo (Waco)
Michael Stuhlbarg (The Looming Tower)
Ricky Martin (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – MINISSÉRIE/TELEFILME
Adina Porter (American Horror Story: Cult)
Judith Light (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
Letitia Wright (Black Mirror: Black Museum)
Merritt Wever (Godless)
Penélope Cruz (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
Sara Bareilles  (Jesus Christ Superstar Live In Concert)

Os vencedores do Oscar 2018

Depois de Alfonso Cuarón e Alejandro González-Iñárritu, outro diretor mexicano conquista o Oscar: Guillermo Del Toro é o grande vencedor da cerimônia em 2018 com A Forma da Água, vencedor em quatro categorias, incluindo melhor filme.

Seguindo a linha de todas as outras premiações, o Oscar 2018 consagrou, no geral, todos os favoritos até então ou, ao menos, aqueles que eram considerados alternativas. Foi o ponto final esperado para uma temporada que, apesar da diversidade em qualidade e estilo de seus indicados, em nenhum momento chegou perto de ousar, seja nas categorias principais ou nas técnicas. Vejam bem, não falo da surpresa pela surpresa e sim da capacidade de pensar diferente em uma lista que claramente permitiria isso. Com quatro vitórias, incluindo filme e direção, A Forma da Água confirmou o seu favoritismo como melhor filme, principalmente porque, lá pelo meio da cerimônia, Três Anúncios Para Um Crime perdeu a categoria de roteiro original para Corra! (era sua única esperança de um triunfo maior, visto que não concorria em direção).

Com a celebração de A Forma da Água, a teoria de que o filme mais apaziguador reina no Oscar novamente se confirma. No entanto, não vale reduzir o filme de Del Toro a essa estatística: é super importante (e cinematograficamente justo) que cada vez mais sejam celebradas obras onde os heróis são uma faxineira muda, uma faxineira negra, um artista gay e um cientista comunista, especialmente quando eles estão todos contra o homem branco, engravatado, elitista, autoritário e preconceituoso. Para uma cerimônia de 90 anos, faltou um espírito maior de celebração, mas, quando um diretor mexicano que a vida inteira fez carreira com histórias de cunho fantástico ganha o Oscar de melhor filme, só temos a comemorar. Confira a lista completa de vencedores:

MELHOR FILME: A Forma da Água
MELHOR DIREÇÃO: Guillermo Del Toro (A Forma da Água)
MELHOR ATRIZ: Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
MELHOR ATOR: Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Allison Janney (Eu, Tonya)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Me Chame Pelo Seu Nome
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Corra!
MELHOR TRILHA SONORA: A Forma da Água
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Remember Me” (Viva – A Vida é Uma Festa)
MELHOR MONTAGEM: Dunkirk
MELHOR FOTOGRAFIA: Blade Runner 2049
MELHOR FIGURINO: Trama Fantasma
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: A Forma da Água

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADOS: O Destino de Uma Nação
MELHOR EDIÇÃO DE SOM: Dunkirk
MELHOR MIXAGEM DE SOM: Dunkirk
MELHORES EFEITOS VISUAIS: Blade Runner 2049
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: Uma Mulher Fantástica (Chile)
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Ícaro
MELHOR ANIMAÇÃO: Viva – A Vida é Uma Festa
MELHOR CURTA-METRAGEM: The Silent Child
MELHOR CURTA-METRAGEM (DOCUMENTÁRIO): Heaven is a Traffic Jam on the 405
MELHOR CURTA-METRAGEM (ANIMAÇÃO): Dear Basketball

Apostas para o Oscar 2018

A possibilidade de ter até nove indicados na categoria principal já proporciona por si só uma grande variedade de filmes, mas a renovação do corpo de votantes do Oscar feita pela ex-presidente Cheryl Boone Isacs no segundo semestre de 2016 já surte um efeito maior. Talvez nunca tenha existido na história da premiação uma seleção tão coerente com os nossos tempos: este ano, na categoria de melhor filme, tem obra dirigida por mulher, por negro, por mexicano, por italiano, e por aí vai, para não entrarmos apenas na questão de gêneros, que passa por drama, suspense, comédia, fantasia e guerra. Este é, enfim, o Oscar que reflete os estilos de cinema que vemos ao longo ano. Não há como negar essa linda vitória.

Com o quarteto de atores já com suas estatuetas praticamente em mãos (nem tente inventar qualquer surpresa para Frances McDormand, Gary Oldman, Allison Janney e Sam Rockwell), restam pouquíssimas disputas abertas. A maior é na categoria principal, que teria Três Anúncios Para Um Crime como soberano, caso o diretor Maruin McDonagh não tivesse ficado de fora da categoria de direção. É raríssimo um filme ganhar o Oscar na categoria principal sem indicação para seu diretor (Argo venceu anos atrás, mas o movimento reivindicando o esquecimento de Ben Affleck era infinitamente maior). Também existe o agravante do sistema de votação de melhor filme escolher a obra que, na escala de preferência dos votantes, alcançou a melhor média de aprovação. E Três Anúncios é ao mesmo tempo defendido e rejeitado com igual intensidade. Em tese, é caminho fácil para A Forma da Água, um longa mais apaziguador, faturar os dois grandes prêmios da noite.

Se a responsabilidade de escolher os vencedores estivesse nas minhas mãos, o cenário seria bastante diferente, mesmo gostando muito de sete dos nove indicados ao Oscar de melhor filme (uma estatística que tem sido compartilhada por muita gente e que acredito ser histórica desde que passaram a ser selecionadas até 10 obras para o prêmio principal). Não pensaria duas vezes antes de escolher Trama Fantasma como o melhor candidato de diversas categorias, incluindo melhor filme e direção. Já entre os atores, torcida total Sally Hawkins (A Forma da Água), Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma), Laurie Metcalf (Lady Bird: A Hora de Voar) e Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo). As categorias restantes vocês podem conferir abaixo junto à minha lista de apostas. 

Antes de assistir à cerimônia de 90 anos do Oscar, reforço o convite que todos participem da nossa live no Facebook. É a partir das 20h com comentários sobre favoritos nas categorias de filme e direção, além das categorias técnicas (os atores já foram comentadas em outras transmissões que seguem disponíveis na página). Lembrando que o Oscar 2018 será transmitido aqui no Brasil pela TNT a partir das 22h. A apresentação é de Jimmy Kimmel. Quem quiser relembrar a lista de indicados basta clicar aqui.

MELHOR FILMEA Forma da Água / alt: Três Anúncios Para Um Crime
Meu voto: Trama Fantasma

MELHOR DIREÇÃO: Guillermo Del Toro (A Forma da Água) / alt: Jordan Peele (Corra!)
Meu voto: Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma)

MELHOR ATRIZ: Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime) / alt: Sally Hawkins (A Forma da Água)
Meu voto: Sally Hawkins (A Forma da Água)

MELHOR ATOR: Gary Oldman (O Destino de Uma Nação) / alt: Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
Meu voto: Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Allison Janney (Eu, Tonya) / alt: Laurie Metcalf (Lady Bird: A Hora de Voar)
Meu voto: Laurie Metcalf (Lady Bird: A Hora de Voar)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime) / alt: Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Meu voto: Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo)

MELHOR ROTEIRO ORIGINALTrês Anúncios Para Um Crime / alt: Corra!
Meu voto: Lady Bird: A Hora de Voar

MELHOR ROTEIRO ADAPTADOMe Chame Pelo Seu Nome / alt: Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi
Meu voto: Me Chame Pelo Seu Nome

MELHOR FOTOGRAFIABlade Runner 2049 / alt: A Forma da Água
Meu voto: Blade Runner 2049

MELHOR FIGURINOTrama Fantasma / alt: A Bela e a Fera
Meu voto: Trama Fantasma

MELHOR MIXAGEM DE SOMDunkirk / alt: Em Ritmo de Fuga
Meu voto: Dunkirk

MELHOR EDIÇÃO DE SOMDunkirk / alt: Em Ritmo de Fuga
Meu voto: Dunkirk

MELHORES EFEITOS VISUAISBlade Runner 2049 / alt: Planeta dos Macacos: A Guerra
Meu voto: Blade Runner 2049

MELHOR TRILHA SONORAA Forma da Água / alt: Dunkirk
Meu voto: Trama Fantasma

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃOA Forma da Água / alt: Blade Runner 2049
Meu voto: Blade Runner 2049

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Remember Me” (Viva – A Vida é Uma Festa) / alt: “This is Me” (O Rei do Show)
Meu voto: “Mystery of Love” (Me Chame Pelo Seu Nome)

MELHOR FILME ESTRANGEIROSem Amor (Rússia) / alt: Uma Mulher Fantástica (Chile)
Meu voto: Sem Amor (Rússia)

MELHOR ANIMAÇÃOViva – A Vida é Uma Festa / alt: Com Amor, Van Gogh
Meu voto: Viva – A Vida é Uma Festa

MELHOR DOCUMENTÁRIOVisages, Villages / alt: Últimos Homens em Aleppo

MELHOR CURTA-METRAGEMThe Silent Child / alt: DeKalb Elementary

MELHOR CURTA-METRAGEM (ANIMAÇÃO)Lou / alt: Garden Party

MELHOR CURTA-METRAGEM (DOCUMENTÁRIO)Edith+Eddie / alt: Heroin(e)

Cinema e Argumento comenta o Oscar 2018 com programação especial em vídeo

Lives do blog sobre o Oscar 2018 será comandada pelo editor Matheus Pannebecker, com a participação da jornalista Lou Cardoso. Foto: Bianca Carneiro.

Como forma de aquecimento para o Oscar 2018, que acontece no próximo domingo, 4 de março, o Cinema e Argumento realizará uma série de transmissões ao vivo na página do blog no Facebook para fazer suas avaliações e apostas para a festa mais aguardada e disputada do cinema mundial.

De sexta-feira até domingo, o editor Matheus Pannebecker estará acompanhado da jornalista Lou Cardoso, autora do blog Cine Lou e repórter do jornal Correio do Povo, para comentar as categorias principais da premiação. O cinéfilo Acauã Brondani também faz participações especiais na programação. 

Lembrando que, nesta temporada, o Cinema e Argumento já realizou duas lives comentando todos os nove filmes indicados na categoria principal do Oscar. Com as próximas três transmissões, o blog contabilizará mais de cinco horas de produção de conteúdo em vídeo sobre a cerimônia. Todas as transmissões ficam arquivadas na página.

Confira abaixo as informações sobre a programação que começa hoje no Facebook:

  • SEXTA-FEIRA, 2 de março, às 20h: atores protagonistas e coadjuvantes
  • SÁBADO, 3 de março, às 20h: atrizes protagonistas e coadjuvantes
  • DOMINGO, 4 de março, às 20h: filmes, direção e apostas técnicas

Os vencedores do BAFTA 2018

Melhor filme do BAFTA 2018, Três Anúncios Para Um Crime também repete no prêmio britânico as estatuetas para Frances McDormand e Sam Rockwell.

Está registrada e sacramentada a temporada mais previsível e entediante de todos. Normalmente, essa é uma firmação que parece ser repetida ano após ano, mas, dessa vez, temos fatos: pela primeira vez, os vencedores das quatro categorias de atuação (Frances McDormand, Gary Oldman, Allison Janney e Sam Rockwell) se repetiram no Globo de Ouro, no Screen Actors Guild Awards, no Critics’ Choice Awards e no BAFTA. Com essa estatística, é caminho certo para que ganhem o Oscar também. A lógica é bastante semelhante em filme e direção, onde Três Anúncios Para Um Crime e A Forma da Água se alteram na primeira e Guillermo Del Toro (A Forma da Água) reina soberano na segunda. O BAFTA assinou embaixo de tudo isso, dando ligeira vantagem para Três Anúncios Para Um Crime, que saiu o prêmio com as estatuetas de melhor filme, atriz, ator coadjuvante, roteiro original e filme britânico. A divisão entre melhor filme e melhor direção parece um cenário real para o Oscar. Já considerando o segmento técnico, um panorama distributivista, onde apenas A Forma da ÁguaBlade Runner 2049 conquistaram duas categorias. Tratando-se de merecimento, há pouco o que ser celebrado: são injustificadas as reações tão eufóricas para Três Anúncios Para Um Crime e é perfeitamente possível trocar todos os vencedores entre os intérpretes premiados, mas isso é assunto para o futuro. Confira abaixo a lista completa de vencedores:

MELHOR FILME: Três Anúncios Para Um Crime
MELHOR DIREÇÃO: Guillermo Del Toro (A Forma da Água)
MELHOR ATRIZ: Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
MELHOR ATOR: Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Allison Janney (Eu, Tonya)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)
MELHOR ROTEIRO ORIGINALTrês Anúncios Para Um Crime
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Me Chame Pelo Seu Nome
MELHOR FILME BRITÂNICOTrês Anúncios Para Um Crime
MELHOR TRILHA SONORAA Forma da Água

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADOSO Destino de Uma Noção
MELHOR ANIMAÇÃO: Viva – A Vida é Uma Festa
MELHOR FIGURINOTrama Fantasma
MELHOR MONTAGEMEm Ritmo de Fuga
MELHOR FOTOGRAFIA: Blade Runner 2049

MELHORES EFEITOS VISUAIS: Blade Runner 2049
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: A Forma da Água
MELHOR SOMDunkirk

MELHOR DOCUMENTÁRIOEu Não Sou Seu Negro
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: A Criada (Coréia do Sul)
MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃOPoles Apart
MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO: Cowboy Dave

EEE RISING STAR: Daniel Kaluuya (Corra!)

Os indicados ao Oscar 2018

Mais uma vez líder de indicações, A Forma da Água, de Guillermo Del Toro concorre em 13 categorias do Oscar 2018. Filme de Guillermo Del Toro ganha força após Três Anúncios Para Um Crime não emplacar Martin McDonagh em direção.

Com uma lista na medida para agradar gregos e troianos, o Oscar 2018 começa com surpresas decisivas para a temporada. Logo de cara, já é possível atestar o enfraquecimento de Três Anúncios Para Um Crime na disputa, visto que o diretor Martin McDonagh não conseguiu chegar entre os finalistas da categoria de melhor direção, o que certamente abre possibilidades significativas para A Forma da Água, que lidera a lista com 13 indicações. Em detrimento de McDonagh, os votantes optaram por Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma), dando um toque ainda mais especial em uma categoria marcada pela pluralidade: Jordan Peele (Corra!), um negro; Guillermo Del Toro (A Forma da Água), um mexicano; e Greta Gerwig (Lady Bird), uma mulher, também estão na disputa.

Por falar em Trama Fantasma, o filme de Paul Thomas Anderson venceu as dificuldades de sua estreia tardia ao conquistar indicações em melhor filme, ator (Daniel Day-Lewis), atriz coadjuvante (Lesley Manville, que já merecia uma menção desde os tempos de Mais Um Ano, de Mike Leigh) trilha sonora (a primeira para o excepcional Jonny Greenwood) e figurino. Quem não repetiu o feito de driblar a promoção tardia foi The Post, o que é no mínimo estranho: de elenco estelar e assinado por um diretor consagrado em Hollywood, o longa é finalista apenas em melhor filme e melhor atriz para Meryl Streep. 

Quem faz história na lista é a Netflix, que, pela primeira vez, viu um filme seu ser indicado ao Oscar: Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi concore em melhor fotografia (Rachel Morrison é a primeira mulher a concorrer na categoria), canção original (“Mighty River”), roteiro adaptado (onde também entraram surpresas como LoganO Artista do Desastre) e atriz coadjuvante (Mary J. Blige). Por fim, mais duas ausências dignas de nota: Em Pedaços, que venceu o Globo de filme estrangeiro, e James Franco, que sabe-se lá o porquê de um dia terem acreditado que seria finalista por O Artista do Desastre

A cerimônia do Oscar 2018 acontece no dia 4 de março. Confira abaixo a lista completa de indicados:

MELHOR FILME
Corra!
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água

Lady Bird: É Hora de Voar
Me Chame Pelo Seu Nome
The Post: A Guerra Secreta

Trama Fantasma
Três Anúncios Para um Crime

MELHOR DIREÇÃO
Christopher Nolan (Dunkirk)
Guillermo del Toro (A Forma da Água)
Greta Gerwig (Lady Bird: É Hora de Voar)
Jordan Peele (Corra!)
Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma)

MELHOR ATRIZ
Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
Margot Robbie (Eu, Tonya)
Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Saoirse Ronan (Lady Bird: É Hora de Voar)

MELHOR ATOR
Daniel Day Lewis (Trama Fantasma)
Daniel Kaluuya (Corra!)
Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)
Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)
Timotheé Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Allison Janney (Eu, Tonya)
Laurie Metcalf (Lady Bird: É Hora de Voar)
Lesley Manville (Trama Fantasma)
Mary J. Blige (Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi)
Octavia Spencer (A Forma da Água)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo)
Richard Jenkins (A Forma da Água)
Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Woody Harrelson (Três Anúncios Para Um Crime)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Corra!
Doentes de Amor
A Forma da Água
Lady Bird – É Hora de Voar
Três Anúncios Para Um Crime

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
O Artista do Desastre
A Grande Jogada
Logan
Me Chame Pelo Seu Nome
Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi

MELHOR ANIMAÇÃO
The Breadwinner
Com Amor, Van Gogh

O Poderoso Chefinho
O Touro Ferdinando
Viva: A Vida é Uma Festa

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Corpo e Alma (Hungria)
Sem Amor (Rússia)
Uma Mulher Fantástica (Chile)
The Insult (Líbano)

The Square – A Arte da Discórdia (Suécia)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Abacus: Small Enough to Jail

Faces Places
Icarus
Last Men in Aleppo
Strong Island

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Mighty River” (Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi)
“Mystery of Love” (Me Chame Pelo Seu Nome)
“Remember Me” (Viva: A Vida é Uma Festa)
“Stand Up for Something” (Marshall)
“This is Me” (O Rei do Show)

MELHOR FOTOGRAFIA
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água
Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi

MELHOR FIGURINO
A Bela e a Fera
O Destino de Uma Nação
A Forma da Água
Trama Fantasma
Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS
O Destino de Uma Nação
Extraordinário
Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

MELHOR MIXAGEM DE SOM
Blade Runner 2049
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Blade Runner 2049
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
A Forma da Água
Star Wars – Os Últimos Jedi

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Blade Runner 2049
Guardiões da Galáxia 2
Kong: A Ilha da Caveira
Planeta dos Macacos: A Guerra
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
A Bela e a Fera
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água

MELHOR MONTAGEM
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Eu, Tonya
A Forma da Água
Três Anúncios Para Um Crime

MELHOR TRILHA SONORA
Dunkirk
A Forma da Água
Trama Fantasma
Três Anúncios Para Um Crime
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR CURTA-METRAGEM
DeKalb Elementary
The Eleven O’Clock
My Nephew Emmett
The Silent Child
Watu Wote/All of Us

MELHOR CURTA-METRAGEM – DOCUMENTÁRIO
Edith+Eddie
Heaven is a Traffic Jam on the 405
Heroin(e)
Kayayo: The Living Shopping Baskets
Knife Skills
Traffic Stop

MELHOR CURTA-METRAGEM – ANIMAÇÃO
Dear Basketball
Garden Party
Lou
Negative Space
Revolting Rhymes

Os vencedores do Screen Actors Guild Awards 2018

Allison Janney e o seu SAG por Eu, Tonya: junto com Gary Oldman, Frances McDormand e Sam Rockwell, a atriz garante o favoritismo absoluto ao Oscar.

Entre todas as cerimônias de premiação que já vi desde quando comecei a assisti-las em 2005, conto em uma mão quantas foram tão previsíveis quanto a do Screen Actors Guild Awards de 2018. Em cinema, não houve surpresa alguma, onde todos os intérpretes repetiram os prêmios conquistados no Globo de Ouro e no Critics’ Choice Awards: Frances McDormand, Gary Oldman, Allison Janney e Sam Rockwell, que já são, indiscutivelmente, favoritos absolutos ao Oscar. Entre as narrativas seriadas, a mesma sensação: com exceção dos prêmios de elenco para This is Us e melhor atriz para Claire Foy (The Crown), todas as outras categorias repetiram seus vencedores (William H. Macy, por Shameless é uma exceção nos prêmios como um todo, mas uma figurinha repetida do SAG).

Tanta repetição é resultado de uma temporada onde várias cerimônias acontecem praticamente juntas, o que causa esse efeito de uma influenciar diretamente a outra. Por isso, nos últimos anos, tem sido bacana o Oscar acontecer tão tarde, quando os votantes absorveram mais os filmes, já passaram pelo calor do momento e conseguem procurar alternativas em terrenos amplamente (re)conhecidos até então. Não sei se você gosta de surpresas como a de MoonlightSpotlight ou Birdman ganhando a categoria principal (eu também não gosto de algumas delas), mas em uma coisa precisamos concordar: no final das contas, independente de concordar ou não, quem mais surpreende mesmo é o Oscar. E é sempre bom ver a pluralidade ganhando espaço. Confira abaixo os vencedores do SAG Awards 2018:  

CINEMA

MELHOR ELENCOTrês Anúncios Para Um Crime
MELHOR ATRIZ: Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
MELHOR ATOR: Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Allison Janney (Eu, Tonya)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)

SÉRIES

MELHOR ELENCO – SÉRIE DRAMAThis is Us
MELHOR ELENCO – SÉRIE COMÉDIA: Veep
MELHOR ATRIZ – SÉRIE DRAMA: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATOR – SÉRIE DRAMA: Sterling K. Brown (This is Us)
MELHOR ATRIZ – SÉRIE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus (Veep)
MELHOR ATOR – SÉRIE COMÉDIA: William H. Macy (Shameless)
MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE/TELEFILME: Nicole Kidman (Big Little Lies)
MELHOR ATOR – MINISSÉRIE/TELEFILME: Alexander Skarsgård (Big Little Lies)

Apostas para o Screen Actors Guild Awards 2018

Com transmissão marcada aqui no Brasil para às 23h (horário de Brasília), pela TNT, o Screen Actors Guild Awards, que acontece no próximo domingo (21), é a nova parada dessa temporada de premiações. Importante termômetro para as categorias de interpretação rumo ao Oscar, o SAG muito provavelmente deve consolidar a vitoriosa trajetória de Três Anúncios Para Um Crime, que saiu amplamente premiado do Globo de Ouro em importantes categorias como melhor filme, melhor atriz e melhor ator coadjuvante. Mas Frances McDormand conseguirá fazer história como a primeira atriz a levar para casa o segundo SAG de protagonista em cinema? Ou Saoirse Ronan tem força suficiente para levar a melhor com Lady Bird? Em uma noite que promete poucas surpresas, essa é uma das maiores incógnitas. Confira abaixo as nossas apostas:

CINEMA

MELHOR ELENCO: Três Anúncios Para Um Crime / alt: Corra!
MELHOR ATRIZ: Saoirse Ronan (Lady Bird: É Hora de Voar) / alt: Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
MELHOR ATOR: Gary Oldman (O Destino de Uma Nação) / alt: Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Allison Janney (Eu, Tonya) / alt: Laurie Metcalf (Lady Bird: É Hora de Voar)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime) / alt: Willem Dafoe (Projeto Flórida)

SÉRIES

MELHOR ELENCO – SÉRIE DRAMA: The Handmaid’s Tale / alt: This is Us
MELHOR ELENCO – SÉRIE COMÉDIA: Black-ish / alt: Glow
MELHOR ATRIZ – SÉRIE DRAMA: Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale) / alt: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATOR – SÉRIE DRAMA: Sterling K. Brown (This is Us) / alt: Jason Bateman (Ozark)
MELHOR ATRIZ – SÉRIE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus (Veep) / alt: Uzo Aduba (Orange is the New Black)
MELHOR ATOR – SÉRIE COMÉDIA: Anthony Anderson (Black-ish) / alt: Aziz Ansari (Master of None)
MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE/TELEFILME: Nicole Kidman (Big Little Lies) / alt: Laura Dern (Big Little Lies)
MELHOR ATOR – MINISSÉRIE/TELEFILME: Alexander Skarsgård (Big Little Lies) / alt: Jeff Daniels (Godless)

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