Cinema e Argumento

Melhores de 2007 – Direção

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Melhor Direção

– Alejandro González Iñárritu, por Babel

Não sou muito fã de Babel. Quer dizer, adoro o filme, mas não o acho uma obra-prima como muitos apontam. No entanto, fiquei completamente maravilhado e surpreendido com a grande direção do competente Alejandro González Iñárritu que, apesar de não ter realizado seu melhor filme (ainda fico com Amores Brutos), apresentou sua melhor direção. Maduro e minimalista, o preciso trabalho de Iñárritu é o aspecto mais positivo do filme, junto com as ótimas interpretações do elenco. Se o Oscar desse ano tivesse sido por merecimento (afinal, Scorsese só levou porque deviam pra ele) certamente a estatueta seria de Babel. Realizando o filme de forma quase documental, Iñárritu acertou nesse estilo, que acaba fluindo muito bem em suas mãos. Se tivéssemos uma maior agilidade no roteiro, o filme seria ainda melhor. De qualquer forma, ele acaba sendo o melhor diretor do ano, ao menos na minha perspectiva. É o único trabalho do diretor onde a direção se sobressai ao filme.

OUTROS INDICADOS:

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Clint Eastwood, por Cartas de Iwo Jima. É difícil acreditar que um filme de guerra do porte de Cartas de Iwo Jima seja dirigido por um senhor de idade avançada como Clint Eastwood. Mas se tratando do veterado diretor, nada é surpreendente. Depois de roubar a cena (literalmente!) quando tirou o Oscar de Scorsese coma sua Menina de Ouro, Clint retorna ao cinema com dois grandes filmes. Mas foi a versão japonesa que mais se destacou. Utilizando um tom muito humano e deixando de lado batalhas intermináveis ou sangue pra todo o lado, o diretor deu uma aula de como se fazer um filme de guerra sem que ele caia no tédio ou na chatice. Um grande feito, diga-se de passagem.

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Paul Greengrass, por O Ultimato Bourne. É inegável que Paul Greengrass é um diretor mais do que promissor. Depois de toda a incrível habilidade demonstrada em Vôo United 93, ele investiu em O Ultimato Bourne, onde conseguiu me surpreender mais ainda (feito que não conseguiu com o volume anterior da série). Com a câmera na mão – nada de tripés, inclusive nas cenas de ação e correria – ele deu mais uma prova de que é um talentoso diretor, sendo um dos melhores do atual cinema de Hollywood. Não apenas realizou o melhor filme desse ano, como repaginou a série e conseguiu fãs que a série não tinha nos capítulos anteriores. E eu me incluo nessa categoria.

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David Fincher, por Zodíaco. Como todos podem ver, através da minha lista de indicados desse ano, não sou muito fã de Zodíaco, apesar de ter gostado muito do resultado do filme. Contudo, é impossível deixar de lado a ótima direção do competente David Fincher que fez com que esse filme de mais de 2h30 não se tornasse um tédio em nenhum momento. Comandando o suspende com grande habilidade e segurança, Fincher também foi excelente ao dirigir o elenco, arrancando grandes interpretações de todos os atores (especialmente de Jake Gyllenhaal e Mark Ruffalo). Teria mais chances se eu gostasse mais do filme. De qualquer forma, merece créditos pela ótima direção.

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Stephen Frears, por A Rainha. A cada filme que produz, o diretor Stephen Frears sobe mais no meu conceito. Depois de Ligações Perigosas, Coisas Belas e Sujas e Senhora Henderson Apresenta, ele me conquistou definitivamente com seu elegante trabalho em A Rainha. Com um jeito único de contar histórias, sem nunca cair em clichês ou no melodrama barato, Frears fez desse seu último trabalho, um dos melhores de sua carreira. Utilizando um estilo mais documental e tons de dramas contidos, ele realizou um dos melhores trabalhos do ano que com certeza é extremamente digno de sua indicação nessa minha categoria. Frears ainda chegará a conquistar um Oscar, e ficarei muito contente ao vê-lo vencedor.

Melhores de 2007 – Atriz

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Melhor Atriz

– Marion Cotillard, por Piaf – Um Hino Ao Amor

A maquiagem que favorece o desempenho de Marion Cotillard na cinebiografia da cantora francesa Edith Piaf é mero detalhe de uma grande interpretação que foi a mais comentada depois do destaque dado para Helen Mirren e sua personificação da rainha Elizabeth. Mesmo que o filme seja extremamente convencional e falho no seu relato cronológico dos fatos, Marion conseguiu se sobressair, apresentando um desempenho simplestemante brilhante. Conquistando o favoritismo para o Oscar de Melhor Atriz em 2008, ela superou todos os outros trabalhos do ano, realizando o melhor trabalho feminino apresentado no cinema em 2007. Por mais que tenha que vencer as barreiras do prenconteito da Academia com estrangeiros, Marion vai com toda a força para o Oscar, levando a grande torcida da crítica especializada.

OUTROS INDICADOS:

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Judi Dench, por Notas Sobre Um Escândalo. Judi Dench é uma atriz que tive extrema dificuldade em apreciar. O único trabalho dela que eu realmente havia gostado era Sra. Henderson Apresenta. Mas eis que ela surge com esse seu poderoso desempenho, que é o melhor entre os personagens femininos fictícios desse ano. Com uma complexidade única, a personagem Barbara Covett foi vivida de forma impecável pela atriz, que realizou a melhor interpretação de toda a sua carreira. Além disso, está num filme maravilhoso, com um roteiro que favorece completamente seu desempenho. Mesmo que tenha uma linda companheira de cena (Cate Blanchett), ela domina completamente o setor de atuação.

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Helen Mirren, por A Rainha. Antes do surgimento de Marion Cotillard e sua Edith Piaf, era Helen Mirren a dona do cargo de Melhor Atriz do ano. Vencedora do Oscar por seu trabalho no filme de Stephen Frears, Mirren deu um show de atuação no filme, utilizando as palavras de forma única e os tons de voz exatos para demonstrar toda a soberania da rainha Elizabeth. De longe, foi o maior destaque de um filme que tem vários aspectos brilhantes. Extremamente memorável e inesquecível, o trabalho de Mirren é um daqueles que vai ficar no hall de “personificações” mais conhecidas do cinema contemporâneo. Contida e sublime, por pouco não venceu nessa categoria.

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Ashley Judd, por Possuídos. Sem dúvida alguma essa é a triz mais injustiçada desse ano, por causa do fracasso comercial do filme e da pouca atenção que recebeu da crítica, que não foi muito positiva em seus comentários. Fiquei com a impressão de que o filme poderia ser melhor, mas é completamente impossível ficar indiferente ao soberbo desempenho de Ashley Judd, que apresenta o melhor trabalho de sua carreira. Surpreendente e poderosa, roubou completamente a cena e fez uma parceria brilhante com o ótimo Michael Shannon. Além de ser um personagem muito perturbador, é atraente por causa da competência de Ashley. Merece uma segunda chance.

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Kate Winslet, por Pecados Íntimos. Das indicadas, essa foi a atriz que mais perdeu força desde a estréia do seu filme. Ficou na minha lista apenas por causa de minha admiração por Winslet e por ser um bom desempenho, ainda que não o melhor da atriz em um filme dramático. Versátil e poderosa, Winslet não está especialmente marcante em Pecados Íntimos, até porque divide a tela com outros competentes atores, mas conseguiu apresentar mais um bom trabalho para a sua brilhante carreira, que com certeza um dia lhe levará ao Oscar. No entanto, Kate Winslet foi merecedora dessa indicação sim, com todos os méritos. Além de ter dado um impulso à sua carreira.

Outros destaques de 2007: Angelina Jolie (O Preço da Coragem), Annette Bening (Correndo Com Tesouras), Charlize Theron (No Vale das Sombras), Fernanda Torres (Saneamento Básico), Hilary Swank (Escritores da Liberdade), Kirsten Dunst (Maria Antonieta) e Nicole Kidman (A Pele).

Melhores de 2007 – Ator

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Melhor Ator

– Forest Withaker, por O Último Rei da Escócia

O ator Forest Whitaker conseguiu um grande feito no excelente O Último Rei da Escócia. Durante boa parte do filme, ele é uma figura encantadora e magnética, atraindo completamente o espectador. Aos poucos, vai se tornando em alguém perigoso e irracional, que se revela um verdadeiro perigo. Interpretações mutantes como essas são difíceis de se achar, e esse estilo me agrada particularmente. Por esse motivo, Whitaker leva o meu prêmio de melhor ator do ano. Fica claro que o filme não é totalmente dele, afinal James McAvoy fez um brilhante trabalho, mas o maior destaque acaba sendo ele. Premiado com o Oscar e o Globo de Ouro, entre outros, Forest Whitaker foi bastante elogiado, mas seu filme não teve maior destaque porque não se saiu muito bem entre a crítica e o público. Como adoro O Último Rei da Escócia, é impossível eu ficar indiferente ao ótimo trabalho do ator.

OUTROS INDICADOS:

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Wagner Moura, por Tropa de Elite. Se pedissem para eu escolher a maior revelação nacional do ano, não pensaria duas vezes: Wagner Moura. Além de ter feito um bom trabalho naquela pavorosa novelinha da Globo, celebrou a vitória em Saneamento Básico. Mas foi com Tropa de Elite (filme celebrado em excesso, na minha opinião “do contra”) que ele se firmou como um dos melhores, se não o melhor, ator de sua geração. Ele vai muito além dos gritos que seu personagem exige ou das cenas pesadas; ele consegue trazer verossimilhança para o personagem, que se torna cada vez mais interessante, especialmente nas memoráveis narrações em off. Pena que eu não gostei tanto do filme.

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Peter O’Toole, por Vênus. É inegável que Peter O’Toole apresentou uma ótima interpretação em Vênus. Apesar do visível desgaste físico, conseguiu surpreender com uma minimalista atuação. Pena que ela esteja em um filme tão monótono e fraco, onde o roteiro não envolve. O’Toole dá o melhor de si, assim como o resto do elenco (destaque para Jodie Whitaker). Ele consegue dar muita humanidade a esse personagem solitário, confuso e complexo. Gosto bastante do seu estilo de interpretar, mas o fato de eu não ter gostado do filme, acabou influenciando minha opinião em relação ao desempenho. Um trabalho competente e surpreendente para a idade do ator.

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Patrick Wilson, por Pecados Íntimos. Muito se falou dos desempenhos de Kate Winslet, Jackie Earle Haley e até mesmo de Jennifer Connelly, mas quase ninguém parece ter gostado do desempenho de Patrick Wilson, a não ser eu. Para quem tinha feito trabalhos completamente inexpressivos como O Fantasma da Ópera, Patrick Wilson conseguiu se superar, mantendo-se no mesmo nível de excelência de atuação dos que seus companheiros de tela. Seu estilo não é baseado em choros, sotaques ou maneirismos, mas em silêncios contidos e olhares observadores. Pena que não conseguiu espaço nas premiações, pois certamente era merecedor de uma indicação.

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Tommy Lee Jones, por No Vale das Sombras. O desempenho de Tommy Lee Jones é o maior acerto do novo filme de Paul Haggis. A princípio ele pode não convenver muito mas, na medidada em que o tempo avança, acabamos nos envolvendo com sua emoção contida e com sua vontade de encontrar o verdadeiro culpado pela morte do filho. É a melhor interpretação do longa e as maiores chances do filme para conseguir alguma indicação nas futuras premiações. Acredito que ele chegará ao Oscar, pois seu trabalho é muito merecedor. Teria mais força se o papel fosse mais humano e tivesse uma dimensão dramática maior.

Outros destaques de 2007: James McAvoy (O Último Rei da Escócia), Leonardo DiCaprio (Diamante de Sangue), Matt Damon (O Ultimato Bourne e O Bom Pastor)Michael Shannon (Possuídos), Richard Gere (O Vigarista do Ano), Will Ferell (Mais Estranho Que a Ficção) e Will Smith (À Procura da Felicidade).

Melhores de 2007 – Atriz Coadjuvante

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Melhor Atriz Coadjuvante

– Imelda Staunton, em Harry Potter e a Ordem da Fênix

Na pele de Dolores Jane Umbridge, a sádica professora de defesa contra as artes das trevas, Imelda Staunton roubou completamente a cena e arrasou em uma perfeita caracterização da odiada personagem criada por J.K Rowling em Harry Potter e a Ordem da Fênix. De longe, ela é a maior e melhor figura do mal já representada na série, até mais que Voldemort e Snape. Também é a grande interpretação de Harry Potter, pois nunca nenhum outro ator conseguiu chegar perto de tal brilhantismo. Talvez muitos achem que eu estou superestimando a interpretação da atriz, mas levem em consideração que tenho uma admiração cega por ela, uma vez que a atriz conseguiu me conquistar em todos os seus trabalhos que já tive a oportunidade de conferir. Ao mesmo tempo em que consegue despertar ódio no espectador, Imelda causa ótimas risadas, tornando-se um dos mais interessantes personagens já inseridos na trama cinematográfica de Harry Potter. Como eu havia previsto, não vai ser lembrada para o Oscar de coadjuvante; o que é uma pena, já que merecia concorrer.

OUTRAS INDICADAS:

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Cate Blanchett, em Notas Sobre Um Escândalo. Assim que assisti o filme de Richard Eyre, achei o papel de Cate Blanchett fácil demais. É um dos poucos papéis que a atriz está completamente livre de maquiagens e sotaques, sendo puramente “Cate Blanchett”. Mas ainda bem que ela não se restringiu a uma interpretação simples e convencional: deu alma à ingênua Sheba Hart e, apesar de seu desempenho ser inferior ao da sua companheira de tela, não ficou atrás em nenhum momento na qualidade de sua interpretação. Destacando-se em diversos momentos (especialmente no brilhante “duelo” final com Judi Dench), Notas trouxe para Blanchett uma de suas melhores interpretações.

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Rinko Kikuchi, em Babel. Já não é de hoje que papéis de mudas me conquistam. Se Holly Hunter me impressionou com O Piano, Rinko Kikuchi também chamoi minha atenção em Babel. Totalmente submersa no papel de uma garota muito problemática, complexa, carente e com problemas de afeto, Kikuchi mostrou grande competência, arrasando com sua ótima interpretação merecedora de Oscar. De todos os atores do elenco, ela é a que mais se destaca. Caso resolva investir na carreira, deve obert grande êxito, devido ao seu enorme potencial. Espero que continue atuando, pois talento e capacidade não lhe faltam. Só não sai vencedora em minha lista porque tenho muito afeto por Imelda Staunton.

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Meryl Streep, em Leões e Cordeiros. Muitas pessoas já andam dizendo que indicar Meryl Streep já é algo clichê, que ela já se tornou uma hors concours e que não necessita mais da atenção das premiações. Discordo totalmente. Ficar ambivalente aos seus brilhantes trabalhos é uma heresia. Ela não está brilhante em Leões e Cordeiros, mas é a melhor interpretação do filme de Redford. A cena em que ela questiona seus princípios de jornalista ao chegar na redação onde trabalha já justifica essa sua indicação. O destaque para o ótimo desempenho da atriz foi completamente afetado pelo fracasso do filme. Mas como eu sempre digo: uma boa atuação sempre supera um fracasso.

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Jennifer Hudson, em Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho. Fiquei irritado quando Hudson venceu o Oscar de coadjuvante esse ano. Não que ele não seja merecido, afinal ela é o grande destaque do filme, mas o impacto sua performance ficou totalmente escondido através de sua poderosa e impactante voz. Ela é mais cantora do que atriz. No entanto, não desmereço seu grande trabalho, que conseguiu me cativar, especialmente na arrepiante cena em que a atriz canta “And I Am Telling You I’m Not Going”. Deixando todo o resto do elenco comer poeira (literalmente!), Jennifer Hudson foi a grande surpresa do filme, e com todos os méritos.

Outros destaques de 2007: Adriana Barraza (Babel), Emma Thomspon (Mais Estranho Que a Ficção), Joan Allen (O Ultimato Bourne), Julie Walters (Lições de Vida), Margo Martindale (Paris, Te Amo), Michele Pfeiffer (Hairspray – Em Busca da Fama), Sharon Stone (Bobby), Sandra Bullock (Confidencial) e Susan Sarandon (No Vale das Sombras).

Melhores de 2007 – Ator Coadjuvante

Melhor Ator Coadjuvante

Casey Affleck, por O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford

Logo quando foi lançado, O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford atraía atenções apenas para o aguardado desempenho de Brad Pitt, que venceu o Festival de Veneza na categoria de melhor ator. Contudo, ninguém previu que Casey Affleck iria roubar a cena completamente. A mistura de ingenuidade e ambição do covarde Robert Ford do título é expressa de forma impecável pelo ator, que arrasa no papel e deixa Brad Pitt muito ofuscado.

OUTROS INDICADOS:

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Jackie Earle Haley, em Pecados Íntimos. De todos os personagens desse ano, o pedófilo de Pecados Íntimos é, sem dúvida, o mais difícil. O personagem exige uma certa generosidade do espectador, que dificilmente vai conseguir entendê-lo e aceitá-lo. Sabendo dessas barreiras com o público, o competente Jackie Earle Haley utilizou um desempenho contido nos momentos certos e explosivo nos mais impactantes. Disputando o “palco” com a soberba Kate Winslet e com o surpreendente Patrick Wilson, Jackie não ficou atrás, muito pelo contrário – mostrou incrível potencial e talento. Não é um estilo de atuação que particularmente me agrada, mas não posso deixar de reconhecer tal excelência.

Djimon Houson, em Diamante de Sangue. O africano Djimon Houson já havia demonstrado ser um excelente ator por conta de seu ótimo desempenho em Terra de Sonhos. Aqui em Diamante de Sangue ele reforçou sua excelência e apresentou o desempenho que ficou praticamente o ano inteiro como o melhor coadjuvante, sendo ultrapassado apenas no fim do ano por Casey Affleck. Djimon é a emoção do longa e consegue ser muito melhor que Leonardo DiCaprio. Foi merecidamente indicado ao Oscar por sua atuação e merecia ser o vencedor, sendo bem mais marcante que o próprio vencedor da categoria, o veterano Alan Arkin, por Pequena Miss Sunshine. Mas um dia Djimon deve chegar lá.

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John Travolta, em Hairspray – Em Busca da Fama. É muito errado da parte de quem diz que a interpretação de John Travolta só ganha contornos cômicos por causa da maquiagem, que o tornou bizarro. Os trejeitos e o tom de voz que o ator criou o transformaram em um personagem curioso e pra lá de divertido, o que mais chama a atenção no delicioso musical. Sua participação é grande e é uma das principais apostas do filme para conseguir indicação ao Oscar. Caso obtenha uma nomeação, será merecido, pois fazia bastante tempo que Travolta não entregava um desempenho tão excelente como esse. Emergindo de grandes tragédias, ele conquistou como Edna Turnblad.

Tom Wilkinson, em Conduta de Risco. Sempre tive muito respeito por Tom Wilkinson, que arrasou em seu memorável papel em Entre Quatro Paredes e conseguiu dar vida a um filme com pouco charme, Mentiras Sinceras. Seu papel nesse Conduta de Risco é de certa forma bem limitado se comparado as presenças de Tilda Swinton e George Clooney, mas Wilkinson aproveita cada minuto do seu tempo em cena, conseguindo alcançar um ótimo desempenho que não deve em nada para os seus companheiros de cena em nenhum momento. Mais uma prova da grandiosidade desse excelente e subestimado ator, que ainda não teve seu merecido reconhecimento por conta da crítica.

Outros destaques de 2007: Alfred Molina (O Vigarista do Ano), André Ramiro (Tropa de Elite), Brad Pitt (Babel), David Strathairn (O Ultimato Bourne), Dustin Hoffman (Mais Estranho Que a Ficção), Michael Sheen (A Rainha).

Melhores de 2007 – Roteiro Adaptado

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Melhor Roteiro Adaptado

– Notas Sobre Um Escândalo –

Por Patrick Marber, baseado no livro “Anotações Sobre Um Escândalo”, de Zöe Heller.

Desde Closer – Perto Demais, o roteirista Patrick Marber havia chamado minha atenção com seus diálogos ácidos e realistas. Em Notas Sobre Um Escândalo, trabalho que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de roteiro ano passado, ele trabalha solidão e obsessão de uma forma direta e objetiva, que mantem uma certa tensão na trama durante todo o filme. Seu roteiro encabeçou a minha lista porque conseguiu transformar um material morno e pouco surpreendente em uma projeção muito bem atuada e conduzinda, que também é uma das melhores do ano. Enquanto Barbara Covett (Judi Dench, maravilhosa) recebeu um diferente foco, a coadjuvante Sheba Hart (Cate Blanchett, ótima) recebeu maiores dimensões para um melhor andamento da trama. Por mais que a história não seja explosiva como o título sugere e muito menos original, conseguiu me surpreender por ser interessante e ágil na medida exata, sem qualquer tipo de enrolação que são típicas em histórias como essa.

OUTROS INDICADOS:

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Pecados Íntimos, por Todd Field & Tom Perrotta, baseado no livro “Criancinhas”, de Tom Perrotta. Esse é o roteiro mais fiel em termos de adaptação desse ano. Só não leva meu prêmio porque prefiro o estilo de Notas Sobre Um Escândalo. Todd Field e Tom Perrotta deram um tratamento intenso e subjetivo para essa complicada e difícil história de traição, erros e arrependimentos, que se passa nas casas de uma cidade americana. É um roteiro para poucos, principalmente porque exige do espectador certa atenção e paciência para entender a complexa história que é cheia de entrelinhas e mensagens subliminares. De qualquer forma, é uma adaptação brilhante, cheia de grandes momentos dramáticos.

harrypotter.jpgHarry Potter e a Ordem da Fênix, por Michael Goldenberg, baseado em livro de mesmo nome, de J.K Rowling. A maioria dos leitores da série do menino-bruxo devem concordar comigo quando digo que o livro A Ordem da Fênix é cheio de defeitos e coisas desnecessárias. Por causa disso, eu não tinha muitas expectativas com o longa, mas o roteirisa Michael Goldenberg conseguiu eliminar os excessos da obra de J.K Rowling e absorver todo o clima político e sombrio para o longa metragem. O roteiro tem seus momentos fracos e em diversas partes é confuso e um pouco monótono, mas é cheio de momentos inovadores e deslumbrantes. No final das contas, o filme acabou ficando muito superior ao livro.

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O Ultimato Bourne, por Tony Gilroy, Scott Burns e George Nolfi, baseado em livro de mesmo nome, de Robert Ludlum. Normalmente, quando se fala em O Ultimato Burne, os créditos vão sempre para o diretor Paul Greengrass. Mas devemos levar em consideração que o roteiro é um fator essencial para esse brilhante filme de ação. Muito bem arquitetado, conseguiu superar o volume anterior (que já não acho brilhante) e ainda entregou uma das melhores histórias de aventura dos últimos anos no cinema.  Todas as perguntas relacionadas ao personagem protagonistas são respondidas claramente, e os roteiristas não se preocuparam em inovar, mas sim em serem extremamente satisfatórios.

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O Despertar de Uma Paixão, por Ron Nyswaner, baseado em “O Véu Pintado”, de W. Somerset Maugham. Pena que o título brasileiro seja enganador, já que O Despertar de Uma Paixão não é a história de um casal feliz e apaixonado que vive um grande amor, mas sobre a redenção pessoal de dois seres humanos que com o tempo perderam a capacidade de se identificar e amar um ao outro. Fazia bastante tempo que eu não via uma história desse gênero tão bem contada e envolvente, que consegue emocionar sem ser piegas ou clichê. O roteiro dá uma grande dimensão aos personagens, que aos poucos vão conseguindo a simpatia do espectador e no final das contas acabamos torcendo por eles.

Melhores de 2007 – Roteiro Original

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Melhor Roteiro Original

Ratatouille, por Brad Bird.

Nunca pensei que um desenho animado venceria essa importante categoria na minha “premiação”. Nada mais do que merecido, pois não existe recompensa mais original do que Ratatouille nesse ano. Incrivelmente adorável, único e divertido, conseguiu criar um enorme charme com sua história e acabou me conquistando completamente. Eu não esperava muita coisa dessa nova animação de Brad Bird, porque o diretor havia me decepcionado profundamente com seu trabalho anterior: Os Incríveis, mas a história do sonhado ratinho Remy caiu no meu gosto. Reconstituindo a cidade de Paris de forma encantadora, ainda tem personagens muito humanos e divertidos (em especial o crítico negativo chamado Anton Ego, dublado brilhantemente por Peter O’Toole). A trilha é de Michael Giacchino e ainda traz uma simpática canção: Le Festin, interpretada por Camille. Quanto mais falo de Ratatouille mais me dá vontade de revê-lo, de admirar seus brilhantismos. Faz muito tempo que um desenho me causou algo parecido. Independente disso, no final das contas, é sem dúvida o melhor roteiro original desse ano.

OUTROS INDICADOS:

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A Rainha, por Peter Morgan. Falar de uma complicada semana política que afetou profundamente a monarquia inglesa não é tarefa das mais fáceis para um roteirista. Ainda bem que o ótimo Peter Morgan conseguiu criar um roteiro na medida para o filme de Stephen Frears – trabalhando questões políticas deixando que o espectador tire suas próprias conclusões, mostrando os bastidores da realeza e acima de tudo a humaninade por trás de uma mulher soberana. Ainda que não seja genial ou empolgante, o roteiro é muito bem arquitetado e instigante, com uma interessante narrativa documental que só melhora a cada minuto que passa.

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Babel, por Guillermo Arriaga. Assim que o filme fracassou no Oscar, o diretor Alejandro González-Iñárritu desfez a parceria com o roteirista Guillermo Arriaga, que havia roteirizado os filmes anteriores do diretor (Amores Brutos e Sobre Meninos e Lobos). Não entendi o porquê dessa atitude, uma vez que o roteiro de Babel é ótimo. Por mais que lembre muito outros filmes e sua estrutura não chegue a ser muito original, consegue trabalhar suas tramas paralelas sem problemas, nunca deixando nada tedioso ou confuso. Em diversos momentos é instigante e faz pensar, tornando o filme um entretenimento cabeça. Confesso que não sou fã do filme, mas o roteiro merece destaque nos melhores do ano.

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O Último Rei da Escócia, por Peter Morgan. Acho que somente eu adorei muito esse filme. Fiquei completamente envolvido pela temática política que se mistura com tensão e nervosismo de forma única. O roteiro quase não tem problemas é muito bem conduzido pelo brilhante Peter Morgan, que acabou sendo mais reconhido por seu trabalho em A Rainha e foi preterido por esse, que é igualmente bom. Utilizando um pouco de cada coisa (o talento dos atores, os conflitos ideológicos, o drama, o suspense), Morgan acabou formulando um dos melhores roteiros do ano. As duas horas de projeção passam ligeirinho e o resultado é ótimo. Heresia de quem diz que o filme é totalmente de Forest Whitaker.

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Mais Estranho Que a Ficção, por Zach Helm. Esse roteiro é uma das mais gratas surpresas do ano, e Zach Helm foi considerado até mesmo o novo “Charlie Kaufman”. Não é para tanto, mas devo admitir que fui entretido durante cada minuto por esse roteiro que conseguiu trazer ao exagerado Will Ferrel a melhor interpretação de toda a sua fraca carreira. Com várias partes geniais, outras divertidas e algumas até mesmo dramáticas, o maior êxito de Mais Estranho Que a Ficção é a genial história criada por Helm. Só não gosto do final, que não coincide com todo o ótimo trabalho do roteiro. Não que seja ruim, mas poderia ser mais original e menos previsível. Mas mesmo assim não decepciona.

Melhores de 2007 – Elenco

Melhor Elenco

– Bobby –

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Bobby. Se os atores do filme de Emilio Estevez têm tempo limitado em cena para brilhar, ao menos eles conseguem deixar uma enorme impressão pelo conjuto, e não individualmente. A variedade de atores é imensa – desde “musas” (Sharon Stone e Demi Moore) e veteranos (Anthony Hopkins) até talentos promissores (Freddy Rodriguez). São eles que formam a base de filme que se apóia totalmente nas atuações, até porque o roteiro é bem comum e sem maiores atrativos. Os destaques vão para Freddy Rodriguez, Sharon Stone e  Helen Hunt, os que têm mais presença dramática na trama. São por eles que o espectador deve perdoar a banalidade de Bobby, e aproveitar seus ótimos momentos.

OUTROS INDICADOS:

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Pecados Íntimos. Além do soberbo roteiro, fomos presenteados por um show do elenco no segundo filme de Todd Field. Não apenas a brilhante Kate Winslet está excelente, mas Patrick Wilson e Jackie Earle Haley também. O primeiro, até então limitado, surpreende. O segundo, assusta e causa impacto.

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O Ultimato Bourne. Dificilmente um filme de ação consegue criar personagens tão verossímeis. Felizmente é o caso de O Ultimato Bourne, que constrói personagens muito verdadeiros. Seja Matt Damon, a ótima Joan Allen ou o novato na série David Strathairn (que por sinal foi uma acertada e brilhante aquisição).

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Babel. Os “famosos” do elenco ficaram de pano de fundo para duas grandes interpretações de atrizes desconhecidas: Rinko Kikuchi e Adriana Barraza. Cate Blanchett, Gael García Bernal e especialmente Brad Pitt também estão ótimos, mas são as duas que dão o verdadeiro show. Um elenco impecável para um excelente filme.

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Hairspray – Em Busca da Fama. Como disse em minha crítica, o elenco do filme é o maior destaque de tudo. Todos completamente carismáticos e no ritmo nostálgico do filme, sejam os estreantes ou os veteranos. Conseguem divertir na medida exata e tornam o musical ainda mais prazeroso.

Melhores de 2007 – Trilha Sonora

Melhor Trilha Sonora

– Alexandre Desplat, por A Rainha

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Alexandre Desplat, por A Rainha. A maioria considera o trabalho de Desplat em O Despertar de Uma Paixão melhor do que em A Rainha. Mas toda vez que eu coloco o cd da trilha pra rodar e sou contemplado pela faixa-título “The Queen” fico cada vez mais impressionado com o grande trabalho do compositor. Ainda que a maioria das músicas sejam uma variação delas mesmas entre si, cada uma tem seu estilo único, encantando com seu minimalismo. Merecia ter sido premiado no Oscar, onde a razoável trilha de Babel venceu essa trilha e outra igualmente boa – Notas Sobre Um Escândalo, de Philip Glass, meu compositor favorito. Quem sabe Desplat não vence esse ano com sua trilha em A Bússola de Ouro?

OUTROS INDICADOS:

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Nicholas Hooper, por Harry Potter e a Ordem da Fênix. Depois do fraco trabalho anterior, a trilha da série conseguiu se reestabelecer com a espetacular trilha de Hooper, que só não é a melhor do ano por causa de Alexandre Desplat e Philip Glass, que realizaram trabalhos melhores. Um trabalho marcante para série do bruxo.

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Alexandre Desplat, por O Despertar de Uma Paixão. Outra coletânea brilhante do compositor, que só não teve maior destaque entre os críticos porque o filme não caiu nas graças dos especializados. Mas de forma alguma deve-se desprezar essa tocante trilha, que apesar de funcionar melhor fora do filme, é ótima de qualquer maneira.

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Philip Glass, por Notas Sobre Um Escândalo. Além de ser meu compositor favorito, Glass consegue ser mutante.  Transmitiu todo o suspense da trama de Notas Sobre Um Escândalo em uma trilha nervosa e intensa. Também merece destaque por seu excelente trabalho em Sem Reservas.

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Gustavo Santaolalla, por Babel. Não é alguém cujo trabalho me encanta, mas é suficientemente competente para entrar na lista. O Oscar foi um exagero, mas a função das composições é imensa. Encaixando-se perfeitamente com o filme, não é o maior momento da carreira dele, mas mesmo assim confirma seu talento.

Melhores de 2007 – Figurino

– Maria Antonieta –

figurino.jpgMaria Antonieta. Outro prêmio mais do que merecido para o perfeito trabalho técnico do filme de Sofia Coppola. Foi o único quesito que acabou sendo lembrado pelo Oscar, e merecidamente consagrado com a estaueta dourada. Os figurinos poderiam ser extremamente previsíveis como normalmente são em filme como esses, mas Milena Canonero conseguiu impressionar e inovar em seu trabalho com as grandiosas e minimalistas roupagens de cada personagem. Os figurinos impecáveis também devem ser considerados como um dos melhores trabalhos nessa categoria dessa última década, se unindo a outros impressionantes como Moulin Rouge.

OUTROS INDICADOS:

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Piaf – Um Hino Ao Amor. Heresia de quem diz que Piaf não tem outro ótimo aspecto além de Marion Cotillard. Claro que o filme é completamente dela, mas não devemos desmerecer o trabalho técnico, especialmente os bem cuidados figurinos, que se encaixaram perfeitamente no clima francês de época do filme.

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A Rainha. Os figurinos são bem simples, mas conseguem encantar exatamente por isso. Nada de exageros estéticos ou grandiosidades, tudo na medida exata para representar as roupas da realeza inglesa na semana da morte da princesa Diana. O trabalho não é memorável, sem dúvida, mas merece destaque.

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Hairspray – Em Busca da Fama. Outra produção em que os figurinos conquistam pela simplicidade. A encantadora época dos anos 60 encantou pelas roupas de cada personagem. Seja no excentrismo de Edna (John Travolta), no jeito clássico de Velma (Michelle Pfeiffer) ou no exagero de Maybelle (Queen Latifah).

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Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho. A dedicação estética da equipe de Dreamgirls foi imensa. Assim como a direção de arte, os figurinos também impressionam por suas nuances brilhantes e coloridas, encaixando-se perfeitamente no perfil das Dreamettes. Só não é o melhor do ano por causa de Maria Antonieta.

Melhores de 2007 – Montagem

Melhor Montagem

– Babel –

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Babel. Em um filme como Babel, onde várias histórias paralelas são contadas ao mesmo tempo, uma boa montagem é essencial para um desenvolvimento claro das tramas. Felizmente, a edição do filme de Alejandro González Iñárritu foi incrivelmente bem-sucedida, com tomadas simplesmente brilhantes; todas as histórias se intercalam com grande êxito, onde a narrativa nunca perde o ritmo entre elas. Apesar de ter grandes concorrentes esse ano, como O Ultimato Bourne e Diamante de Sangue, Babel se sobressai. Se o filme já não é tão brilhante, ao menos consegue conquistar nessa categoria e também na madura direção.

OUTROS INDICADOS:

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Diamante de Sangue. O setor técnico desse filme de Edward Zwick é ótimo; tanto que recebeu 3 respeitáveis indicações ao Oscar. De todo o conjunto, o que eu mais aprecio, acima de tudo, é a ágil edição, que caiu como uma luva para essa movimentada história repleta de ação, correrias, explosões e tiroteiros.

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O Ultimato Bourne. Os filmes de ação sempre tem a sua edição favorecida por causa de seu gênero. Mas não é apenas por causa disso que a montagem de Ultimato é uma das melhores do ano. Em sintonia com a excelente direção de Greengrass, tornou o último capítulo da saga de Burne o melhor deles.

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Cartas de Iwo Jima.  Repleto de tomadas brilhantemente dirigidas, as cenas se intercalam com uma correta, porém competente montagem, que consegue se destacar nas melhores do ano, ainda que fique nas mais fracas. O filme de Eastwood não funciona tanto como um drama, mas é brilhante em seu lado técnico.

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Ratatouille. Por falta de um concorrente mais forte (até porque não vi vários filmes desse ano), Ratatouille entra nessa lista, mas nem por isso sem méritos. As aventuras do ratinho Remy não seriam tão interessantes se a montagem não fluisse tão bem. Ágil e minimalista, deve se orgulhar de sua competente edição.

Melhores de 2007 – Edição/Mixagem de Som

– O Ultimato Bourne –

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O fator que mais torna a ação de O Ultimato Bourne empolgante é a direção do super competente Paul Greengrass. Mas é inegável que o som e os efeitos sonoros também são essenciais para que tudo flua de forma rápida e impressionante nos momentos específicos. Na trilogia de Bourne, é nesse capítulo onde o som tem maior presença, deixando o espectador até mesmo desnorteado (no bom sentido) com suas explosões, corridas e lutas. A trilha sonora também merece destaque por ser perfeita para o frenético ritmo da trama. Além de ser o melhor filme do ano, O Ultimato Bourne, com todos os méritos, possue o melhor som e os melhores efeitos sonoros do ano. A melhor opção em filmes de ação.

OUTROS INDICADOS:

rata.jpgRatatouille. Cada barulho feito pelos personagens adoráveis de Ratatouille são hipnotizantes, sejam os tiros de espingarda, os passos ou os pratos caindo. Os sons se aproximam da perfeição quando traduzem para tela os movimentos de cada personagem. Certamente um grande destaque do ano.

piratas.jpgPiratas do Caribe – No Fim do Mundo. Como disse em minha resenha, esse é o pior dos três, além de ser muito monótono e decepcionante. Porém, é o mais bem acabado no setor técnico, especialmente no auditivo. Quem viu o filme em uma boa sala de cinema, sabe como Piratas do Caribe evoluiu nesse quesito.

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Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho. Nesse quesito os musicais sempre se superam, e não foi diferente com Dreamgirls, que com suas vozes poderosas e músicas contagiantes conseguiu envolver os ouvidos do espectador que teve a oportunidade assistir a esse show para os ouvidos no cinema.

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Homem Aranha 3. Uma enorme decepcão mas que, assim como Piratas do Caribe – No Fim do Mundo, aperfeiçoou-se no lado técnico. Os sons receberam melhor tratamento, especialmente nas cenas de batalha. Ainda que não seja um trabalho excelente, conseguiu se destacar entre os melhores lançados neste ano.

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