Melhores de 2018 – Figurino

Figurinista dos filmes de Paul Thomas Anderson desde quando o cineasta estreou em longas-metragens com Jogada de Risco em 1996, Mark Bridges recriou para Trama Fantasma toda a inspiração da moda britânica dos anos 1950, imaginando o que vestiria a geração que chegava ao fictício ateliê House of Woodcock para encomendar as desejadas criações do estilista vivido por Daniel Day-Lewis. É um trabalho sofisticado que não torna as peças hiperbólicas, como se elas fossem um personagem à parte, já que, em cada vestido projetado por Reynolds, existe muito do perfeccionismo e da forte personalidade do protagonista. Partindo dessa perspectiva, Mark Bridges trabalhou de forma muito próxima com Day-Lewis, definindo junto ao ator quais seriam os traços não das roupas daquela época, mas sim daquelas que o personagem teria criado com tanto controle e orgulho. O belíssimo resultado rendeu ao figurinista um segundo e incontestável Oscar (o primeiro veio por O Artista em 2012). Ainda disputavam a categoria: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, O Destino de Uma Nação, A Forma da Água e O Retorno de Mary Poppins.
EM ANOS ANTERIORES: 2017 – Jackie | 2016 – Carol | 2015 – Macbeth: Ambição e Guerra | 2014 – O Grande Hotel Budapeste | 2013 – Anna Karenina | 2012 – W.E. – O Romance do Século | 2011 – O Discurso do Rei | 2010 – A Jovem Rainha Victoria | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Elizabeth – A Era de Ouro | 2007 – Maria Antonieta
Melhores de 2018 – Design de Produção

Inicialmente idealizado como uma obra em preto e branco, A Forma da Água logo se coloriu quando o diretor Guillermo Del Toro convocou Paul D. Austerberry para assinar o design de produção do filme junto à dupla Jeffrey A. Melvin e Shane Vieau. Austerberry não apenas convenceu Del Toro que seu filme seria muito mais pulsante e instigante caso abandonasse a ideia do preto e branco como analisou com o diretor cada uma das 3.500 cores da paleta proposta para o design de produção do projeto. Mais do que isso, Austerberry, Melvin e Vieau mergulharam criativamente nas assumidas referências estéticas do cineasta, como o longa Os Sapatinhos Vermelhos, de 1948, para moldar os cenários e as decorações dos diferentes núcleos de A Forma da Água. Entre os laboratórios onde Elisa (Sally Hawkins) trabalha e os apartamentos envelhecidos em cima de um cinema de rua, o design de produção do filme transita entre a fantasia e o realista com detalhes tão mínimos quanto impressionantes. Ainda disputavam a categoria: Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, O Retorno de Mary Poppins, Roma e Sem Fôlego.
EM ANOS ANTERIORES: 2017 – Blade Runner 2049 | 2016 – Animais Fantásticos e Onde Habitam | 2015 – Expresso do Amanhã | 2014 – O Grande Hotel Budapeste | 2013 – Anna Karenina | 2012 – A Invenção de Hugo Cabret | 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | 2010 – O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet | 2007 – Maria Antonieta
Melhores de 2018 – Atriz Coadjuvante

Com mais de 80 produções no currículo, Laurie Metcalf é uma veterana da TV e do teatro que, em 2018, viveu tardiamente o momento mais expressivo de sua carreira cinematográfica. Consagrada em inúmeras associações de críticos por seu desempenho em Lady Bird: A Hora de Voar, Metcalf concentra uma imensa parcela do afeto transmitido por esse longa que marca a estreia de Greta Gerwig na direção. Como a mãe da protagonista-título, a atriz busca toda a delicadeza e, principalmente, os contrastes emocionais de uma mãe que, pelas mais diferentes razões, pouco consegue se comunicar com a própria filha. Entre duras exigências maternas e reprimidas demonstrações de carinho, ela encanta ao iluminar, com inteligência e sutileza, as camadas de um papel incrivelmente cotidiano, mas que, por meio de sua performance, torna-se tão complexo, vivo e fascinante quanto a própria vida. Ainda disputavam a categoria: Elizabeth Debicki (As Viúvas), Lesley Manville (Trama Fantasma), Mackenzie Davis (Tully) e Rachel McAdams (Desobiência).
EM ANOS ANTERIORES: 2017 – Clarisse Abujamra (Como Nossos Pais) | 2016 – Juliana Paes (A Despedida) | 2015 – Kristen Stewart (Acima das Nuvens) | 2014 – Lesley Manville (Mais Um Ano) | 2013 – Helen Hunt (As Sessões) | 2012 – Viola Davis (Histórias Cruzadas) | 2011 – Amy Adams (O Vencedor) | 2010 – Marion Cotillard (Nine) | 2009 – Kate Winslet (O Leitor) | 2008 – Marcia Gay Harden (O Nevoeiro) | 2007 – Imelda Staunton (Harry Potter e a Ordem da Fênix)
Melhores de 2018 – Trilha Sonora

Guitarrista da banda Radiohead, Jonny Greenwood é, facilmente, uma das grandes revelações dos últimos anos em termos de trilha sonora para o cinema. Tudo graças ao cineasta Paul Thomas Anderson, que, em 2007, lhe confiou a trilha do épico Sangue Negro. A colaboração entre os dois se aperfeiçoou em outros títulos como O Mestre e Vício Inerente, até alcançar a legítima perfeição em Trama Fantasma. Ao longo de 18 composições, Greenwood captura tanto o relacionamento tortuoso entre Reynolds (Daniel Day-Lewis) e Alma (Vicky Krieps) quanto a sofisticação do mundo da alta costura britânica dos anos 1950. Após idealizar a trilha tendo como conceito o tipo de música que o próprio protagonista ouviria, Greenwood apresentou uma trilha que nos conduz por diferentes emoções e reações, como se fosse uma relato com vida própria, mas sem nunca se desvincular do filme em si. Ainda disputavam a categoria: A Forma da Água, O Primeiro Homem, Sem Fôlego e Você Nunca Esteve Realmente Aqui.
EM ANOS ANTERIORES: 2017 – La La Land: Cantando Estações | 2016 – Carol | 2015 – Sicario: Terra de Ninguém | 2014 – Ela | 2013 – Gravidade | 2012 – Tão Forte e Tão Perto | 2011 – A Última Estação | 2010 – Direito de Amar | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Desejo e Reparação| 2007 – A Rainha
