Apostas para o Globo de Ouro

Meryl Streep, a queridinha desse blog, rumo ao seu sétimo Globo de Ouro.
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Melhor filme drama: É até meio óbvio que Avatar será o vencedor nessa categoria. Todo mundo viu, todo mundo gostou, todo mundo venera. Já é a segunda maior bilheteria da história e ainda tem apelo comercial – o que conta para o Globo de Ouro, que costuma ser bem “popular”. Caso dê uma louca nos votantes, quem vence é Amor Sem Escalas, o mais “queridinho” entre os críticos.
Melhor filme comédia/musical: Nessa altura do campeonato Nine anda tão mal das pernas que nem sei se o filme tem todo esse potencial pra vencer. No entanto, o Globo de Ouro adora musicais (Dreamgirls e Sweeney Todd foram os mais recentes vitoriosos na categoria) e o super elenco pode influenciar bastante para uma vitória do filme de Rob Marshall. A surpresa pode ser (500) Dias Com Ela, um filme que é muito querido e tem uma legião de admiradores.
Melhor ator drama: Não adianta, sempre que George Clooney aparece ele está cercado de boas energias. Ou ele está ótimo mesmo (como em Conduta de Risco) ou está num filme que recebe grande apoio, como é o caso desse Amor Sem Escalas. Esse é um de concorrentes interessantes na categoria, mas aqui Clooney deve levar a melhor. Numa segunda opção, coloco Morgan Freeman, que tem um papel que normalmente favorece bastante, ainda que eu torça e acredite em um prêmio para o Colin Firth.
Melhor ator comédia/musical: Logo quando vi o nome de Daniel Day-Lewis nessa lista, dei uma risada alta e disse que, sem sombra de dúvidas, ele ia ganhar. Hoje já não tenho tanta certeza, mas acho que ele ainda é o mais provável vitorioso dessa categoria. Mas quem sabe não resolvem consolar o Matt Damon, já que ele vai perder mesmo na categoria de ator coadjuvante?
Melhor atriz drama: Não nego: Carey Mulligan pode estar mesmo maravilhosa em Educação, mas não creio que ela consiga grande repercussão nessa temporada de prêmios. O Globo de Ouro deve ser o único grande prêmio dela, já que Meryl Streep não concorre nessa categoria. É uma vitória quase certa. Quase, já que é bom ficar de olho aberto com a Sandra Bullock. De olho bem aberto, por sinal.
Melhor atriz comédia/musical: Não tem essa lorota de “divisão” de votos. Faz tempo que isso não acontece. Então, não vai ser nem um pouco difícil para a Meryl Streep ganhar seu sétimo Globo de Ouro, seja por Julie & Julia ou Simplesmente Complicado. Minha intuição diz que ela vai ganhar pelo filme de Nancy Meyers (até porque a premiação gostou bastante do filme, já que deu até uma indicação para o roteiro), mas acho extremamente complicado o Globo de Ouro contradizer todas as outras listas e não premiá-la por sua hilária representação de Julia Child.
Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz na cabeça. Tem apoio de todo mundo e realmente merece por sua extraordinária interpretação. Não dá nem pra cogitar a possibilidade de um outro concorrente, mas se fosse pra escolher alguém, eu escolheria Stanley Tucci. Ele é um dos atores coadjuvantes mais versáteis e ainda teve ótima aparição em Julie & Julia.
Melhor atriz coadjuvante: Chegou a hora da Julianne Moore e, com o Globo de Ouro, ela vai alçar vôo nas premiações. Mo’Nique, tão celebrada, tem um passado cinematográfico bem cretino e ultimamente anda falando mais do que devia (principalmente em seus comentários desdenhando o Oscar). Moore, por um outro lado, é tida como uma das grandes atrizes de sua geração e o fato de nunca ter vencido um prêmio importante pesa ao seu favor. Não quero acreditar que ela vá deixar de ser celebrada novamente. E principalmente por alguém como Mo’Nique.
Melhor diretor: James Cameron, além de levar o prêmio principal, também deve levar o prêmio de diretor pelas razões já citadas. Tá certo que até existe uma campanha para a Kathryn Bigelow ser a primeira mulher a ganhar algum prêmio relevante e para o Quentin Tarantino finalmente ser reconhecido como deveria, mas Cameron trouxe o grande espetáculo da temporada. E mesmo que eu não o admire tanto como a maioria, devo reconhecer que é o favorito e que tem sim os seus méritos.
Melhor roteiro: O Globo de Ouro, normalmente, costuma viajar na maionese nessa categoria e premiar alguém que ninguém esperava. Mas, na maioria das vezes, é uma boa surpresa. Bastardos Inglórios deve, portanto, levar a melhor. Não sou fã do roteiro (até acho o aspecto mais fraco do filme), mas o texto tem grandes momentos e um tratamento típico de Tarantino. É um grande feito, conseguir mexer com fatos históricos e ainda assim conseguir incluir um tom pessoal. Logo atrás, na minha opinião, vem Up in the Air.
Melhor Canção: Nessa categoria não tenho nenhum palpite formado, até porque, pra mim, é indiferente quem vai vencer. Não torço nem tenho simpatia por nenhum dos candidatos. Mas, seguindo o comercialismo do prêmio, u2 deve sair com a estueta para a canção feita para o longa Entre Irmãos. Desde que I See You não ganhe, já tá de bom tamanho.
Melhor trilha sonora: Tenho até medo de apostar nessa categoria, já que todas são trilhas que gosto muito. Minha torcida absoluta fica para a perfeita trilha de Abel Korzeniowski para O Direito de Amar. Como o Globo de Ouro adora novos talentos, aqui está uma oportunidade de premiar alguém merecedor até o último fio de cabelo. Mas se fosse para escolher uma opção mais óbvia, essa seria Michael Giacchino e seu trabalho em Up – Altas Aventuras.
Melhor Animação: Up – Altas Aventuras. Precisa dizer alguma coisa?
Melhor filme estrangeiro: Un Prophète. Sei lá, chutei.
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e, pra quem se interessar, em breve as apostas de TV no Séries e Argumento.















