Cinema e Argumento

Apostas para o Globo de Ouro

MELHOR FILME DRAMA: A Rede Social

– runner-up: Cisne Negro

MELHOR FILME COMÉDIA/MUSICAL: Minhas Mães e Meu Pai

– runner-up: não quero acreditar que qualquer outro possa vencer além desse.

MELHOR ATOR EM DRAMA: Colin Firth (O Discurso do Rei)

– runner-up: Jesse Eisenberg (A Rede Social)

MELHOR ATRIZ EM DRAMA: Natalie Portman (Cisne Negro)

– runner-up: Nicole Kidman (Rabbit Hole)

MELHOR ATOR EM COMÉDIA/MUSICAL: Johnny Depp (Alice no País das Maravilhas)

– runner-up: Jake Gyllenhaal (O Amor e Outras Drogas)

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA/MUSICAL: Annette Bening (Minhas Mães e Meu Pai)

– runner-up: Julianne Moore (Minhas Mães e Meu Pai)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Christian Bale (O Vencedor)

– runner-up: Andrew Garfield (A Rede Social)

MELHOR ATRIZ COADJUAVANTE: Amy Adams (O Vencedor)

– runner-up: Melissa Leo (O Vencedor)

MELHOR DIREÇÃO: David Fincher (A Rede Social)

– runner-up: Christopher Nolan (A Origem)

MELHOR ROTEIRO: A Rede Social

runner-up: O Discurso do Rei

MELHOR TRILHA SONORA: Hans Zimmer (A Origem)

– runner-up: Trent Reznor & Atticus Ross (A Rede Social)

MELHOR ANIMAÇÃO: Toy Story 3

– runner-up: Como Treinar o Seu Dragão

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: Biutiful (Espanha)

– runner-up: Em Um Mundo Melhor (Dinamarca)

MELHOR CANÇÃO: “Coming Home” (Country Song)

– runner-up: “I See the Light” (Enrolados)

Na coleção… As Confissões de Schmidt

Não é fácil falar do nosso filme favorito, não é mesmo? Pelo menos pra mim, essa é uma missão que envolve uma avaliação meio “cega”. Difícil questionar algum aspecto ou falar mal de algum momento do filme que conquistou o nosso coração por completo. Às vezes, ele nem é considerado por muitos como um grande filme, mas, por alguma razão, conseguiu um lugar especial na formação cinéfila de um indivíduo. Pois é exatamente assim a minha relação com As Confissões de Schmidt, uma produção pouco valorizada, mas que me desperta um carinho todo especial.

Warren Schmidt (Jack Nicholson) é um homem recém aposentado. Ele trabalhava como estatístico e agora está preso numa rotina. Quando a súbita morte de sua mulher o pega de surpresa, Schmidt percebe que está sozinho, já que a filha (Hope Davis) mora em outra cidade e está prestes a se casar com um sujeito medíocre. Tentando dar algum sentido para sua vida, o protagonista decide apadrinhar um menino pobre da África chamado Ndugu. Schmidt, portanto, fica encarregado de sempre mandar uma contribuição financeira e uma carta para o garoto. Assim, ele passa a compartilhar com o jovem Ndugu pensamentos que nunca havia dividido nem mesmo para a falecida esposa. Nesse meio tempo, parte em uma viagem para o casamento da filha.

Tinha uns 13 anos quando assisti As Confissões de Schmidt pela primeira vez. Ou seja, ainda não cultivava de forma tão intensa a minha vida de cinéfilo. Mas, mesmo com a minha falta de interação com o mundo de cinema, fiquei extremamente comovido quando assisti a esse filme de Alexander Payne. Jack Nicholson me conquistou logo de cara, a mistura entre drama e comédia foi certeira para o meu gosto pessoal e, nos créditos finais, fiquei surpreso por estar derramando lágrimas com a belíssima cena do desfecho. Não sei se é porque me identifico com o personagem, mas algo nesse longa-metragem me fisgou em todos os aspectos.

Com uma ótima trilha sonora de Rolfe Kent, As Confissões de Schmidt tem como principal engrenagem uma extraordinária performance de Jack Nicholson (a minha favorita de toda a carreira do ator). Longe de qualquer caricatura habitual (e isso não é um menosprezo quando se fala em Nicholson), o ator encontrou a harmonia perfeita entre drama e comédia. Vencedor do Globo de Ouro por esse filme, ele merecia, inclusive, ter vencido o Oscar por um desempenho tão surpreendente como esse. Aliam-se a ele as ótimas Kathy Bates e Hope Davis, bem como um roteiro cheio de narrações em off sublimes e cenas muito reflexivas.

As Confissões de Schmidt foi o filme que marcou o início da minha verdadeira paixão pelo cinema. Talvez nem seja considerado pelo público cinéfilo uma obra-prima. Mas é com essa definição que o longa de Alexander Payne reside na minha mente. Marcante para mim desde o momento em que eu o vi pela primeira vez até quando recebi o dvd de presente, As Confissões de Schmidt me emociona até hoje, nunca perdendo todo o brilho que enxerguei pela primeira vez anos atrás. Tem mais do que mero valor cinematográfico para mim. Tem valor humano. Ainda sofro com o personagem, choro com a cena final e reverencio esse filme por ter me mostrado como o cinema pode ser muito mais que uma mera diversão. Em certos casos, ele pode mudar uma vida. Foi o que aconteceu comigo. Será mesmo que eu seria esse apaixonado pela sétima arte se não fosse o dia em que conferi As Confissões de Schmidt?

FILME: 10.0


Melhores de 2010 – Canção Original

Todas as incursões de Eddie Vedder no cinema foram maravilhosas. Na Natureza Selvagem, por exemplo, perderia parte de sua poesia se não tivesse aquela fabulosa trilha sonora. Em Comer Rezar Amar, Vedder, mais uma vez, resume muito bem a jornada de um personagem. Dessa vez, ele vem com Better Days. O filme de Ryan Murphy é monótono e sem vida, mas a canção dá um toque todo especial para os créditos finais da adaptação do best-seller de Elizabeth Gilbert. Não é só a letra cheia de significados – e nunca simples ou óbvias, como todas as outras de Vedder – mas também a melodia, que se incorpora com exatidão ao espírito que o longa-metragem tenta mas não consegue passar. Resumo da ópera: a canção teve o poder de sintetizar todo o filme. Melódica, com uma ótima letra e totalmente condizente com a mensagem do roteiro. Muito mais, foi além: tem vários significados que o próprio roteiro não conseguiu transmitir.

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WHEN YOU FIND ME (Adam)

Adam foi um filme que chegou diretamente em DVD no Brasil no início desse ano e quase não teve repercussão. Pois, então, fica a dica: esse é um sincero filme independente que merece ser conferido. Além do ótimo desempenho de Hugh Dancy como um jovem com síndrome de Asperger, a produção também traz a ótima canção When You Find Me. Cantada por Joshua Radin, ela tem uma melodia que fica na cabeça e que se encaixa de forma certeira no mundo do personagem-título.

WE BELONG TOGETHER (Toy Story 3)

Longe de ser um compositor que tem o meu apreço, Randy Newman, pelo  menos, conseguiu me deixar bem satisfeito com a canção que fez originalmente para Toy Story 3. Mesmo que inserida em um contexto estranho (afinal, o filme acaba em um rio de lágrimas e, do nada, a música feliz começa a tocar quebrando o clima), We Belong Together é uma homenagem aos amigos e a tudo que passamos com essa nossa segunda família. Outro ponto alto dessa ótima animação da Pixar.

TAKE IT ALL (Nine)

Nine nem chega a ser esse horror todo que dizem por aí, mas é fato que o longa decepcionou – incluindo na parte musical. No entanto, a trilha tem seus bons momentos. Se Cinema Italiano é a mais pop e divertida de todas, peca por ter uma letra que beira ao ridículo. É por isso que Take It All é a melhor canção do musical de Rob Marshall. Entoada de forma impecável pela francesa Marion Cotillard, encaixa-se com precisão no contexto dramático em que é executada no filme, além da boa letra.

THE WEARY KIND (Coração Louco)

É sempre um problema escolher apenas uma música de um filme que está repleto delas. Coração Louco tem uma história musicalizada ao extremo e é meio injusto escolher apenas uma, como se ela se destacasse das demais. Todavia, The Weary Kind é uma espécie de “resumo” de todo o estilo musical do filme, tendo uma melodia bem simples e uma letra que nos lembra a mensagem e a proposta do filme. Nada espetacular, mas totalmente apropriada para o longa.

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Escolha do público:

1. “The Weary Kind” (9 votos, 30%)

2. “We Belong Together” (8 votos, 26.67%)

3. “Better Days” (6 votos, 20%)

4. “Take it All” (6 votos, 20%)

5. “When You Find Me” (1 voto, 3.33%)

Filmes em DVD

Como Treinar o Seu Dragão, de Dean DeBlois e Chris Sanders

Com as vozes de Jay Baruchel, Gerard Butler e America Ferrera

Uma boa surpresa vinda da Dreamworks, que parecia redimida a viver das fracassadas continuações de Shrek. Ao contrário das últimas aventuras do ogro verde, Como Treinar o Seu Dragão é interessante do início ao fim e vai além dos meros personagens simpáticos. Essa animação da dulpa Dean DeBlois e Chris Sanders pode até trazer algumas lições batidas e uma história cheia de conflitos repetidos, mas é bom constatar que a equipe lidou com isso da forma mais agradávei possível. Ou seja, Como Treinar o Seu Dragão não é o estouro que muitos apontam, mas, sem dúvida, é uma animação super recomendável!

FILME: 8.0

Brilho de Uma Paixão, de Jane Campion

Com Abbie Cornish, Ben Whishaw e Paul Schneider

Ainda existem bons filmes de época sobre amores cheios de poesia? Sim. Brilho de Uma Paixão é um deles. Podemos encontrar nesse filme de Jane Campion o tradicional estilo narrativo desse tipo de história e algumas resoluções bem previsíveis. Mas quem gosta do formato certamente vai apreciar o que esse filme tem a oferecer. Já quem não consegue embarcar pode se incomodar com o ritmo lento e a falta de inovação. Entretanto, Brilho de Uma Paixão funciona como romance e ainda traz uma excelente interpretação de Abbie Cornish, bem como um excelente trabalho técnico – principalmente no que se refere aos figurinos. Resumindo: um filme que acerta em cheio no gosto dos apaixonados por filmes de época e romances intelectuais.

FILME: 8.0

Recontagem, de Jay Roach

Com Kevin Spacey, Tom Wilkinson e Laura Dern

Outro satisfatório telefilme da HBO, que tem se especializado em reunir nomes notáveis para suas produções. Mesmo que traga Kevin Spacey, Tom Wilkinson e Laura Dern em bons momentos (a última impecável na sua ótima caricatura), Recontagem é um filme mais de roteiro do que de atuações. Narrando toda a roubalheira que foi a eleição de George W. Bush nas eleições de 2000, o longa de Jay Roach utiliza uma estrutura bem acadêmica para desenvolver a história. Isso, inclusive, tira um pouco do ritmo da história, que, em diversos momentos, torna-se cansativa e repetitiva. Mas a boa notícia é que Recontagem tem uma trama que sempre prende o espectador. Todos nós queremos saber os bastidores de toda aquela confusão nas eleições. E esse é o maior mérito do filme.

FILME: 8.0

Terapia do Amor, de Ben Younger (revisto)

Com Uma Thurman, Meryl Streep e Bryan Greenberg

Foi com esse filme que Meryl Streep começou a sua atual onda de comédias. O início dessa fase foi positivo, uma vez que ela já demonstrava muita naturalidade e desenvoltura para o humor em Terapia do Amor. Ela não é a estrela do filme, mas conseguiu brilhar lado a lado junto com a verdadeira protagonista, Uma Thurman (que aqui está em uma interpretação bem satisfatória). Terapia do Amor é previsível e fala sobre alguns temas que já foram trabalhados à exaustão nas comédias românticas. Mas é difícil resistir ao ótimo trabalho de Meryl e Uma nesse longa simpático e que, inclusive, possui um final bittersweet e até mesmo maduro para esse tipo de história.

FILME: 7.5


Tron – Uma Odisséia Eletrônica, de Steven Lisberger

Com Jeff Bridges, Bruce Boxleitner e David Warner

Digam o que quiser (incluindo que os efeitos foram ótimos para década e que a concepção visual foi ideal para a época do lançamento), mas Tron – Uma Odisseia Eletrônica é um filme que não soube envelhecer. O trabalho do diretor Steve Lisberger ficou parado no tempo e hoje tem pouco a mostrar em valores cinematográficos e até mesmo tecnológicos. A história não poderia ser mais simples e se o recente Tron – O Legado consegue tapar os buracos do roteiro falho com o uso extraordinário de efeitos, esse filme original não consegue porque simplesmente não tem qualquer tipo de impacto nos dias de hoje. Portanto, fica fácil evidenciar os problemas desse trabalho mediano e que não passa de apenas uma boa ideia.

FILME: 6.5

Nine, de Rob Marshall (revisto)

Com Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard e Penélope Cruz

Em uma revisão, Nine caiu no meu conceito. Mas não esqueçam: acho que o filme está longe de ser esse horor que todos apontam. Rob Marshall sempre foi um péssimo diretor (não sei o que enxergam de especial no igualmente irregular Chicago) e esperar que Nine fosse o musical da década era pura ilusão. O filme impressiona com a quantidade de atores talentosos (e o elenco é, sem dúvida, um destaque), mas é uma pena que todos os atores sejam tão mal aproveitados em participações passageiras. A única que consegue se sobressair e realmente ter momentos de puro destaque é a francesa Marion Cotillard, que é o coração do filme e que tem os números musicais mais interessantes. Era Marion que merecia reconhecimento por esse filme, e não Penélope Cruz, que está apenas satisfatória mas que acabou recebendo, inexplicavelmente, indicações a diversos prêmios. Nine, no final das contas, sofre por não ter um argumento consistente nem uma história sequencial. Tudo parece solto e com clipes musicais mal costurados.

FILME: 6.0

O Sequestro do Metrô 123, de Tony Scott

Com Denzel Washington, John Travolta e James Gandolfini

Não sei como um bom ator como Denzel Washington resolveu resumir sua atual carreira a esses filmes de ação/suspense de segunda categoria. O Sequestro do Metrô 123 é previsível do início ao fim, apostando nas mais clichês escolhas desse tipo de produção. Todo mundo sabe o que vai acontecer e como cada cena vai se suceder. Denzel parece muito acomodado e nem parece se esforçar, como se soubesse que está participando de um filme sem importância. O problema, no entanto, é que John Travolta acha que está arrasando com um personagem caricato e que o ator faz questão de enfeitar com muitos exageros. Tony Scott e Denzel Washington já haviam trabalhado juntos anteriormente e agora chegam aos cinemas com Incontrolável. A amizade dos dois deve ser forte, porque, se depender do que vimos aqui, estamos prestes a encontrar uma dupla que só faz filmes sem emoção e datados como O Sequestro do Metrô 123.

FILME: 5.5

Melhores de 2010 – Ator Coadjuvante

O Oscar que Michael Douglas recebeu por Wall Street – Poder e Cobiça foi meio questionável. Ora, ele nem era o verdadeiro protagonista da história! Mais um daqueles casos em que certa interpretação é maximizada pelas premiações só para que algum ator conceituado consiga um prêmio mais “importante”. Dessa vez, na continuação de subtítulo O Dinheiro Nunca Dorme, colocaram Michael Douglas no lugar certo e ajustaram o personagem à posição de coadjuvante. Os anos se passaram e o ator permanece impecável como o ganancioso Gordon Gekko. Contudo, a situação aqui é diferente. Gekko acaba de sair da prisão e, ao que tudo indica, está arrependido das escolhas erradas que fez no passado e quer se redimir. Só que a dúvida continua no ar e não sabemos se as atitudes dele são confiáveis ou não. Douglas trabalha com extremo talento esse personagem, deixando o espectador o tempo inteiro em dúvida sobre o caráter de Gekko. O ator sabe exatamente o que fazer com ele e, durante cada minuto que aparece em cena, todos os holofotes pairam sobre Douglas. Nada mais justo, já que seu personagem é o que existe de mais sofisticado no filme.

ANDREW GARFIELD (A Rede Social)

Se todos os personagens de A Rede Social parecem unidimensionais, Andrew Garfield se destaca justamente por ter o único personagem que não parece um robô desprovido de emoções. Enquanto todas as outras figuras do filme de David Fincher são frias e mecânicas, o Eduardo Saverin de Garfield tem fúria, coragem e arrependimento. O ator é uma das revelações da temporada e, de todos do elenco, é o que tem a melhor interpretação. Ele é um sopro de humanidade num filme seco e frio, onde apenas a figura de Garfield traz humanidade para o enredo. O ator é uma grata surpresa que merece ter seu devido reconhecimento.

STANLEY TUCCI (Um Olhar do Paraíso)

Um Olhar do Paraíso foi uma das maiores frustrações de 2010. Além de estragar uma excelente história, não trabalhou de forma mais interessante as ótimas atrizes que tinha em mãos, como Saoirse Ronan e Susan Sarandon. Entretanto, foi bom ver um irreconhecível Stanley Tucci sendo o total destaque entre o elenco. Alguns dizem que Tucci beira o caricatural e que, em diveros momentos, cai em exageros. Não vejo dessa forma. Intenso e eficiente como o problemático vizinho que assassina a protagonista, o ator demonstrou versatilidade e competência no papel que é a verdadeira engrenagem de Um Olhar do Paraíso.

EWAN MCGREGOR (O Golpista do Ano)

Ewan McGregor já foi um sujeito promissor. Hoje, ele amarga participações em filmes que não fazem sucesso e que nem ganham muita repercussão. É o caso de O Golpista do Ano. O filme estrelado por Jim Carrey realmente não é grande coisa, mas tem um Ewan McGregor cheio de inspiração. Como o delicado presidiário gay que se apaixona pelo vigarista Steven Russell (Jim Carrey), McGregor encontrou o tom certo para representar seu personagem. Traduzido toda a paixão incondicional que seu Phillip Morris possui por seu namorado vigarista, McGregor, sem dúvida, é uma das razões para se assistir O Golpista do Ano.

JEREMY RENNER (Atração Perigosa)

Não sou um dos maiores fãs de Jeremy Renner. Inclusive, nem teria indicado o ator ao Oscar por Guerra ao Terror. Mas não dá para ignorar o desempenho dele em Atração Perigosa. Se Ben Affleck ainda deve muito como ator, Renner supriu as necessidades do longa de um bom desempenho masculino. Além de ter uma das cenas mais intensas do filme, Renner construiu um personagem decidido e que, ao contrário do protagonista, não se rende a sentimentos ou arrependimentos. Ele não abre mão de seus princípios, custe o que custar. E isso está muito bem representado na performance do ator.

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Escolha do público:

1. Andrew Garfield (22 votos, 53.66%)

2. Michael Douglas (7 votos, 17.07%)

3. Jeremy Renner (7 votos, 17.07%)

4. Stanley Tucci (4 votos, 9.76%)

5. Ewan McGregor (1 voto, 2.44%)