Cinema e Argumento

Melhores de 2010 – Atriz Coadjuvante

Quando penso em Nine o primeiro nome que me vem à cabeça é o de Marion Cotillard. Preterida pelas premiações enquanto a sua companheira de tela Penélope Cruz recebia várias indicações, Cotillard foi a verdadeira estrela desse musical decepcionante. Dona dos melhores momentos musicais, a francesa, mais uma vez, demonstrou grande versatilidade. Introspectiva (ela é total destaque quando canta My Husband Makes Movies) e sensual (arrasa em Take it All), Cotillard é o coração de Nine. Sua Luisa Contini é a única lembrança positiva que o espectador leva dessa passageira experiência proporcionada pelo diretor Rob Marshall. Marion, portanto, conseguiu se firmar como uma das mais talentosas atrizes de sua geração e, desde já, é um nome que sabemos que dificilmente desapontará. Afinal, ser a melhor  interpretação de um elenco que traz Daniel Day-Lewis, Judi Dench e Sophia Loren não é para qualquer uma. Cotillard nos entrega uma atuação na medida e que ficou comigo durante um bom tempo após o filme. E existe melhor jeito de avaliar o quanto uma interpretação marcou se não o quanto ela fica na nossa memória após os créditos finais?

VERA FARMIGA (Amor Sem Escalas)

Anna Kendrick tinha o papel mais “simpático” e que também utilizava muito mais a emoção do que o de Vera Farmiga. Entretanto, como na maioria dos casos, tenho forte tendência a apreciar melhor os papéis contidos. Combinando perfeitamente com George Clooney (os dois formam um dos melhores casais do cinema contemporâneo), Farmiga demonstra competência em cada cena de Amor Sem Escalas. Transmitindo toda a independência e maturidade de uma mulher dedicada por completo ao mundo profissional, a atriz foi um dos grandes destaques do filme de Jason Reitman. Pena que não teve chances contra Mo’Nique na época dos prêmios.

MO’NIQUE (Preciosa – Uma História de Esperança)

Para ser bem sincero, não acho que Mo’Nique seja todo esse estouro que as premiações disseram ou que a crítica apontou. De qualquer forma, não posso deixar de reconhecer tudo o que a atriz conseguiu realizar em Preciosa – Uma História de Esperança. Se durante mais da metade do filme ela surge como uma maquiavélica mãe que parece não ter nenhum sentimento pela filha ou por qualquer um, também alcança destaque quando humaniza a sua personagem em uma sequência decisiva do longa. Em determinados momentos, parece que sua representação cai em repetições – mas, por sorte, é um retrato que sempre consegue chamar a atenção e atingir o público.

JULIANNE MOORE (Direito de Amar)

Certas atrizes são tão maravilhosas que nem precisam de muito tempo em cena para uma marcante aparição. Se Viola Davis já havia conseguido esse feito com Dúvida, Julianne Moore conseguiu repetir a situação em Direito de Amar. No auge de sua beleza com um visual estonteante, a subestimada atriz brilhou em cada minuto no filme de Tom Ford. Como a rica e bela mulher que é cheia de amigos mas, no fundo, é solitária e frustrada por não ter sido a escolha amorosa de George (Colin Firth), Moore traduziu com perfeição o glamour e as decepções de uma mulher que está longe de ser o que aparenta. Trabalho irretocável.

SAMANTHA MORTON (O Mensageiro)

Outra atriz injustiçada não só na última temporada de premiações, mas também nos últimos anos. Samantha Morton compreendeu todo o lado emocional proposto por O Mensageiro e entregou uma atuação digna de aplausos. Emotiva mas longe da visceralidade dos seus companheiros de tela, Ben Foster e Woody Harrelson, Morton adota um tom mais singelo para compor sua personagem. Escolha acertada, já que esse tipo de representação combinou totalmente com Morton, que foi um dos destaques mais interessantes de O Mensageiro. Ela é uma grande contribuição para esse retrato humano sobre os efeitos da guerra do Iraque.

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Escolha do público:

1. Mo’Nique (13 votos, 34.21%)

2. Julianne Moore (11 votos, 28.95%)

3. Marion Cotillard (10 votos, 26.32%)

4. Samantha Morton (2 votos, 5.26%)

5. Vera Farmiga (2 votos, 5.26%)

Biutiful

Direção: Alejandro González Iñárritu

Elenco: Javier Bardem, Maricel Álvarez, Hanaa Bouchaib, Guillermo Estrella, Eduard Fernández, Cheikh Ndiaye, Diaryatou Daff

México, 2010, Drama, 147 minutos

Sinopse: Catalunha. Uxbal (Javier Bardem) coordena vários negócios ilícitos, que incluem a venda de produtos nas ruas da cidade e a negociação do trabalho de um grupo de chineses, cujo custo é bem menor por não serem legalizados e viverem em condições precárias. Além disto, ele possui o dom de falar com os mortos e usa esta habilidade para cobrar das pessoas que desejam saber mais sobre seus entes que partiram há pouco tempo. Uxbal precisa conciliar sua agitada vida com o papel de pai de dois filhos, já que a mãe deles, Marambra (Maricel Álvarez), é instável. Até que, após sentir fortes dores por semanas, ele resolve ir ao hospital. Lá descobre que está com câncer e que tem poucos meses de vida.

Em Biutiful, a história de Uxbal (Javier Bardem) segue duas correntes. A primeira é sobre a difícil vida que ele leva com os filhos, a descoberta do câncer de próstata e o relacionamento com a problemática ex-mulher, Marambra (Maricel Álvarez). A segunda é sobre como Uxbal coordena uma série de atividades ilícitas, entre elas a pirataria e o trabalho de um grupo de orientais que vive no México ilegalmente. Quando decide narrar a primeira abordagem, Biutiful alcança os seus melhores momentos. Já na hora de trabalhar a segunda, cai na monotonia. Ou seja, funciona numa parcela e peca na outra.

O mexicano Alejandro González Iñárritu sempre realizou filmes compridos, mas nunca, em nenhum momento, deixou suas produções se tornarem cansativas. Amores Brutos, 21 Gramas e Babel, por exemplo, eram lentos, mas nunca monótonos. Biutiful, por um outro lado, é o primeiro filme do diretor que pode deixar o espectador meio aborrecido. Com uma narrativa pouco interessante quando decide narrar as atividades ilícitas do protagonista, o roteiro peca por dar atenção demais a esse assunto e não apostar prioritariamente no que existe de melhor no enredo: o drama de Uxbal ao lidar com um câncer e com os filhos. É algo para se lamentar, uma vez que, nos momentos finais (especialmente em função da boa trilha de Gustavo Santaolalla), Biutiful dá a entender que essa é a parte que ele quer que o público leve na memória.

Em contraponto, Alejandro González Iñárritu continua sendo um diretor que sabe filmar muito bem os aspectos sociais de países – aqui a pobreza e as dificuldades da Espanha são salientadas pela fotografia e pelos jogos de câmera utilizados por ele. Também permanece como um sujeito que sabe orquestrar bons atores. E é com toda certeza que afirmo que Biutiful não seria o mesmo sem a extraodirnária presença de Javier Bardem. Mostrando-se sempre versátil, Bardem é um dos atores expoentes do seu país e, por esse trabalho, chegou a ganhar a Palma de Ouro em Cannes. Humano na medida exata e sempre incrivelmente eficiente, ele é a razão para se assistir Biutiful, um longa com momentos interessantes, mas que termina sendo o mais fraco da carreira do diretor.

FILME: 6.5


O Oscar das ausências…

Ah, querida Julianne Moore! Não adianta mais você tentar se reinventar!

Já foram três anos consecutivos…

Arrasou  na cegueira. Dançou lindamente com Colin.

Nem como esposa de Annette. O Oscar tem algum problema contigo!

Nem BAFTA ou Globo de Ouro. Nada te ajudou a ser finalista em melhor atriz!
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Mas consolo sempre existe… Ah, se existe!

Querida Julie, pense que o gênio Nolan também não está lá.

Pense que o filme do Fincher já não tem mais o mesmo brilho.

Num mundo de injustiças, o Oscar sempre consegue se superar.

Esse é mais um ano sem Julianne Moore.

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Esse é mais um ano de escolhas previsíveis, quando não absurdas.

Mais um ano de apresentadores que não despertam expectativas.

Mas, como sempre, mais um ano que vamos xingar e continuar assistindo…

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Tron sem efeitos, Garfield esnobado, DiCaprio esquecido.

O Oscar já não é mais um prêmio querido.

Na missão de ser o maior prêmio do cinema, se esforça em ser o oposto.

Indicados: Framboesa de Ouro + Oscar 2011

Se existe um prêmio que a Sandra Bullock realmente mereceu ano passado foi o Framboesa de Ouro de pior atriz pelo péssimo Maluca Paixão. Só. Ela não deveria nem ter sido indicada a qualquer outra premiação além dessa. Mas por mais que a vitória dela no Framboesa tenha sido justa, o prêmio já não é mais o mesmo. Se antes realmente celebrava os piores do ano, nos últimos anos mostrou-se uma verdadeira brincadeira que fica desvalorizando alguns profissionais gratuitamente. Portanto, assim como o MTV Movie Awards (que, num tempo que me escapa à memória, também foi legal), não tem mais credibilidade alguma comigo.

No entanto, para minha surpresa, eis que hoje me deparo com uma lista impecável vinda do Framboesa de Ouro. Impecável, com todas as letras. Possivelmente, essa deve ter sido a seleção mais justa que já vi na história do prêmio. A lista é liderada por Eclipse, O Último Mestre do Ar e, claro, Sex and the City 2. Para a saga Crepúsculo, as indicações óbvias de pior filme, diretor, roteiro e remake/sequência/prequel. O filme de Shyamalan e o longa das quatro amigas nova-iorquinas também foram indicados nessas respectivas categorias.

Falar mal de Eclipse (que também conseguiu indicações de pior atriz para a sempre péssima Kristen Stewart e pior ator para Robert Pattinson e Taylor Lautner) e de O Último Mestre do ar é cair no lugar-comum. São filmes muito ruins e que, de fato, merecem todas as indicações que receberam. Contudo, o que mais me deixou contente nessa lista foi o justo massacre de Sex and the City 2. O resultado recebeu bombardeio até dos fãs e ver todo o quarteto indicado a pior atriz, além de Liza Minelli por sua participação vergonha alheia como coadjuvante, é mais do que correto.

Além disso, outros filmes fracassados como Gente Grande, Os Vampiros Que Se Mordam, O Caçador de Recompensas e Fúria de Titãs também tiveram menções. Mais um destaque é a categoria de “Pior uso do 3D”. Uma ótima ideia para “celebrar” como a indústria de Hollywood cobra preços abusivos por filmes que nem sabem usar direito essa tecnologia. Ou seja, o Framboesa de Ouro desse ano é um completo acerto. A lista está maravilhosa (só colocaria Avitividade Paranormal 2 para completar a festa) e o prêmio parece que voltou a se dar o respeito. Isso sim é celebrar os verdadeiros piores do ano! Confira aqui a lista dos indicados.

E o prêmio de carreira irregular foi para Sandra Bullock! Ganhou o Framboesa de Ouro num dia e derrotou Meryl Streep e Helen Mirren no outro ao ganhar o Oscar de melhor atriz. Ela tinha o apoio do público e muita bilheteria ao seu favor, mas foi justamente bombardeada por ter vencido um Oscar que não era seu. Não foi só ela que abalou a já decepcionante visão que eu tinha da premiação (e afirmo que também abalou a de muita gente). A festa em si conseguiu o mesmo feito. Ninguém mais se lembra de Guerra ao Terror e a cerimônia não poderia ter sido mais passageira.

Agora fica a pergunta: o que o Oscar vai aprontar esse ano para tentar recuperar a série de escolhas erradas que fez ano passado? Amanhã, o presidente da Academia e a vencedora do último Oscar de atriz coadjuvante, Mo’Nique, vão anunciar a lista de finalistas para a próxima edição do prêmio. Insisto que ainda é muito cedo para afirmar que A Rede Social é o vencedor certo da festa. Não se surpreendam caso o Oscar queira fazer algo diferente da previsível cerimônia do ano passado. Eles não devem cometer o mesmo erro. Inclusive, não devem premiar outra queridinha de comédias românticas cujo prêmio não vai fazer diferença alguma em sua carreira…

O Cinema e Argumento, então, resolve arriscar alguns palpites para a lista que será divulgada amanhã. Já se foi o tempo em que tinha paciência para também apostar em categorias técnicas. Portanto, ficam, abaixo, as minhas apostas apenas para as categorias principais. Tentei fugir um pouco do óbvio (a previsibilidade anda tão grande que chega a ser um pouco suspeita) e arriscar aqui ou ali. E você, como acha que vai ser a próxima edição do Oscar?

MELHOR FILME [acertos: 10/10]

127 HORAS

BRAVURA INDÔMITA

CISNE NEGRO

O DISCURSO DO REI

INVERNO DA ALMA

MINHAS MÃES E MEU PAI

A ORIGEM

A REDE SOCIAL

TOY STORY 3

O VENCEDOR

MELHOR DIRETOR [acertos: 3/5]

DARREN ARONOFSKY / Cisne Negro

DANNY BOYLE / 127 Horas

DAVID FINCHER / A Rede Social

TOM HOOPER / O Discurso do Rei

CHRISTOPHER NOLAN / A Origem

MELHOR ATRIZ [acertos: 3/5]

ANNETTE BENING / Minhas Mães e Meu Pai

JENNIFER LAWRENCE / Inverno da Alma

LESLEY MANVILLE / Another Year

JULIANNE MOORE / Minhas Mães e Meu Pai

NATALIE PORTMAN / Cisne Negro

MELHOR ATOR [acertos: 5/5]

JAMES FRANCO / 127 Horas

JAVIER BARDEM / Biutiful

JEFF BRIDGES / Bravura Indômita

JESSE EISENBERG / A Rede Social

COLIN FIRTH / O Discurso do Rei

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE [acertos: 5/5]

AMY ADAMS / O Vencedor

HAILEY STANFIELD / Bravura Indômita

HELENA BONHAM CARTER / O Discurso do Rei

JACKI WEAVER / Reino Animal

MELISSA LEO / O Vencedor

MELHOR ATOR COADJUVANTE [acertos: 4/5]

CHRISTIAN BALE / O Vencedor

ANDREW GARFIELD / A Rede Social

MARK RUFFALO / Minhas Mães e Meu Pai

JEREMY RENNER / Atração Perigosa

GEOFFREY RUSH / O Discurso do Rei

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL [acertos: 4/5]

ANOTHER YEAR

CISNE NEGRO

O DISCURSO DO REI

MINHAS MÃES E MEU PAI

A ORIGEM

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO [acertos: 4/5]

ATRAÇÃO PERIGOSA

A REDE SOCIAL

BRAVURA INDÔMITA

INVERNO DA ALMA

TOY STORY 3

Melhores de 2010 – Roteiro Adaptado

Fiquei duas vezes impressionado com o roteiro de Tom Ford e David Scearce para Direito de Amar. A primeira foi quando assisti o filme sem qualquer conhecimento da obra original, Um Homem Só – Flagrante de Uma Profunda Solidão, de Christopher Isherwood. A segunda foi após ter lido o texto do britânico. Em ambas oportunidades ficou evidente, pelo menos pra mim, a potente força dramática de um filme que encontra na sutileza a sua principal engrenagem. Direito de Amar é um filme de emoções contidas que se acumulam a cada minuto de projeção e que no, final das contas,  resultam em algo extremamente melancólico. A elegância da narrativa constrói uma das histórias mais bonitas sobre perda dos últimos anos. Sem falar de uma brusca mudança no protagonista que, no livro, era um sujeito amargamente antipático e que, no longa, tornou-se um homem sofrido e triste, porém admirável. Uma escolha mais do que acertada e que só melhorou ainda mais as emoções de Direito de Amar. Um filme que conseguiu ser melhor que o livro. Algo raro de se encontrar. Para uma dupla de iniciantes, Ford e Scearce se mostraram verdadeiros gênios.

OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE

O roteiro de Os Famosos e os Duendes da Morte é um dos mais raros no cinema brasileiro contemporâneo. Gostando ou não do longa de Esmir Filho, ninguém poderá dizer que o resultado se parece com qualquer outro que tenha sido produzido no Brasil recentemente. Muito disso se deve não apenas ao trabalho de Esmir atrás das câmeras como diretor, mas também ao roteiro que ele escreveu junto com Ismael Caneppele, autor do livro que deu origem ao filme. Trabalhando os dilemas do protagonista de forma extremamente metafórica e subjetiva, o roteiro de Os Famosos e os Duendes da Morte pode, sem dúvida alguma, servir de exemplo de inspiração e maturidade para o cinema nacional.

EDUCAÇÃO

O estilo britânico de narrar histórias não está presente apenas na direção de Lone Scherfig ou na reconstituição de época de Educação. O estilo britânico também se mostra vivo na forma como o roteiro faz um preciso delineamento da trajetória de Jenny (Carey Mulligan). Para muitos, pode ter um ritmo meio lento e sem acontecimentos, mas isso é essencial para que o texto de Nick Hornby construa, com várias sutilezas, o crescimento emocional e psicológico da personagem. Pode ser que, durante o filme, até não notemos (e esse é um grande mérito), mas, no final, vemos que a Jenny do desfecho está longe de ser aquela que nos foi apresentada inicialmente.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 1

Pelo menos para mim, essa primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte era uma tragédia anunciada. Detesto a primeira parte do livro de J.K. Rowling e o filme tinha tudo para seguir a monotonia que reinava durante a primeira parcela do livro. Para a minha surpresa, Steve Kloves fez um trabalho surpreendente com o roteiro. A maioria do público que não teve contato com a obra original condenou o ritmo lento do enredo. Porém, a verdade é que a versão cinematográfica conseguiu ser bem melhor que a literária. Não só no sentido de descobertas ou de acontecimentos mágicos na vida do protagonista. A emoção também foi bem pontuada.

AMOR SEM ESCALAS

Quando Preciosa – Uma História de Esperança tirou o Oscar de roteiro adaptado das mãos de Amor Sem Escalas, a confusão foi grande. Muitos reclamaram da escolha, enquanto uma pequena parcela apoiava. Fico no grupo que considerava essencial a vitória do filme de Jason Reitman na categoria, ao passo que o melhor, Direito de Amar, nem concorria. Amor Sem Escalas tem aquele tipo de texto que narra uma história contemporânea e, ao mesmo tempo, traz diálogos inteligentes e reflexivos. Existem algumas previsibilidades no desenvolvimento – especialmente no final – mas nada que apague o dinamismo desse ótimo trabalho.

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Escolha do público:

1. Direito de Amar (15 votos, 38.46%)

2. Amor Sem Escalas (14 votos, 35.09%)

3. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 (5 votos, 12.82%)

4. Educação (3 votos, 7.69%)

5. Os Famosos e os Duendes da Morte (2 votos, 5.13%)