Cinema e Argumento

Três atores, três filmes… com Brenno Bezerra

Uma interpretação delicada e econômica. Outra biográfica e de rara esperteza dramática para o gênero. E, por fim, aquela de viés clássico para ninguém colocar defeito. É diversa e muito bem pensada a trinca de interpretações selecionada pelo amigo blogueiro Brenno Bezerra. Fã incondicional de Nicole Kidman e  colega cinéfilo que, assim como eu, também acompanha há anos a temporada de premiações, Brenno, vale lembrar, me deu o privilégio, anos atrás, de participar das pesquisas para o seu livro Resenhistas na Web: O Novo Crítico de Cinema, lançado em 2015. É sempre estimulante trocar ideias com cinéfilos de gosto democrático e que reconhecem que a qualidade do cinema está nos olhos de quem vê. E, durante esses anos acompanhando o Brenno, tenho a certeza de que ele se encaixa nessa definição. Para conhecer um pouco mais o trabalho desse colega blogueiro, basta acessar o blog Rede Cinéfila.

Nicole Kidman (Reencontrando a Felicidade)
Quem conhece bem minha relação com o cinema sabe que minha atriz preferida é Nicole Kidman, que, por sinal, despertou em mim esse grande fanatismo justamente nos primeiros anos pós-divórcio de Tom Cruise, quando lançou Moulin Rouge! – Amor em Vermelho, Os Outros e As Horas, e acabou ganhando o Oscar por este último. Mesmo que posteriormente tenha feito boas atuações, era notável que ela já não estava mais em seu alto nível, e a qualidade dos filmes era decepcionante. Aí veio 2010 e o cinema foi brindado com o emocionante Reencontrando a Felicidade, onde os fãs puderam ver a Nicole que eles tanto veneram de volta, na mais forte carga dramática que ela tem total capacidade de executar em suas performances. Melhor atuação de sua carreira? Não, de forma alguma. Mas foi a atuação do recomeço, para mostrar que a estrela não estava apagada. Oito anos depois, posso constatar que ela ainda vive um belo auge e é uma rainha que não perde a majestade.

Sean Penn (Milk – A Voz da Igualdade)
Se alguém me perguntar se há uma atuação do século XXI que pode ser incluída entre as melhores de todos os tempos, eu diria, sem pensar duas vezes: Sean Penn, em Milk – A Voz da Igualdade. Não só por toda a sua postura pessoal e de seus personagens ao lado de sua carreira (muitos metidos a machões), ele ousa e impressiona ao não abrir e se deixar consumir por cada virtude, característica e/ou trejeito do Harvey Milk, se entregando de maneira voraz a cada cena e deixando o espectador de boca aberta minuto após minuto, fazendo de sua performance um autêntico show à parte num excelente filme, com outros excelentes atores. Uma atuação memorável e que recebeu seus merecidos reconhecimentos.

Elizabeth Taylor (Quem Tem Medo de Virginal Woolf?)
Ela é tida como a maior atriz de todos os tempos, diva dos olhos azuis e um forte exemplo de uma época em que a atriz mais bem paga era necessariamente a mais talentosa. A obra-prima de Mike Nichols, Quem Tem Medo de Virginal Woolf?, foi concebida para dar, em seu suspense, um grande destaque aos quatro personagens centrais, e de fato tal objetivo fora alcançado, mas ninguém pode negar que o chamou mesmo a atenção, cena após cena, foi aquela mulher embriagada, sem pudor, tão repugnantemente desprezível quanto admiravelmente forte e destemida, levando Elizabeth Taylor a encarnar alguém mais feia e velha do que ela. O surpreendente é que estas características sugaram o ápice do talento de Elizabeth Taylor, que já era consagrado, mas ali fez dela uma unanimidade inquestionável. A maneira como Liz interpretou a Martha, nenhuma atriz faria igual.

O Destino de Uma Nação

You can not reason with a tiger when your head is in its mouth!

Direção: Joe Wright

Roteiro: Anthony McCarten

Elenco: Gary Oldman, Lily James, Kristin Scott Thomas, Ben Mendelsohn, Stephen Dillane, Ronald Pickup, Nicholas Jones, Samuel West, David Schofield, Richard Lumsden,  Malcolm Storry,  Hilton McRae

Darkest Hour, EUA/Reino Unido, 2017, Drama, 125 minutos

Sinopse: Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a Alemanha nazista que pode significar o fim de anos de conflito. (Adoro Cinema)

Costumo lançar duas exigências quando vou ao encontro das cinebiografias. A primeira é de que elas precisam ser fiéis aos seus biografados, abraçando tanto as suas qualidades quanto as suas imperfeições, algo que o recente Bingo – O Rei das Manhãs fez tão bem. E a segunda é de que inovem de alguma maneira, seja no que for. Lanço as exigências porque gosto de ser surpreendido, mas também porque não existe estilo de filme menos criativo e provocador do que esse, com obras sempre tão lineares, pouco inventivas e excessivamente entregues a seus atores, dando a entender que basta um intérprete estar parecido com seu respectivo biografado para elas terem cumprido o seu propósito. Em cartaz nos cinemas brasileiros, O Destino de Uma Nação tanto não inova em qualquer aspecto quanto joga boa parte de suas responsabilidades para Gary Oldman, escolha que, claro, já encaminhou toda a papelada para que o ator vença o Oscar 2018, mas que dificilmente fará com que a produção em si seja lembrada por outra razão que não seja a celebração desse experiente profissional jamais celebrado até então.

À parte sua estrutura formalíssima, O Destino de Uma Nação passa longe de ser um relato empolgante sobre Winston Churchill por não ser exatamente fiel ao seu biografado. O momento retratado é bom — aquele em que Churchill, recém eleito primeiro-ministro da Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial, precisa escolher entre firmar um acordo com a Alemanha nazista de Adolf Hitler ou enfrentar o temido ditador que está prestes a exterminar o exército britânico —, o que, por incrível que pareça, não traz a tensão que seria tão bem-vinda para um conflito dessa magnitude. Por ser didático na forma, O Destino de Uma Nação é mais explicativo e menos cinematográfico, apoiado em um roteiro que se baseia na personalidade e nos discursos de Churchill, que tinha o indiscutível dom da oratória. E explorar tanto as qualidades do personagem não deixa de ser um demérito, pois, nesse caso, o talento não está nas criações do longa e sim nas coisas como elas realmente eram, aconteceram e foram ditas pelo primeiro-ministro.

Partindo para o plano da interpretação de Churchill, o irreconhecível Gary Oldman parece ter se divertido à beça por debaixo das pesadas maquiagens e próteses, mas, anterior ao seu trabalho como ator, existe o roteiro de Anthony McCarten (A Teoria de Tudo), que, seguindo mais ou menos o que fez Abi Morgan em A Dama de Ferro, tenta a todo momento amenizar ou até mesmo a omitir o lado polêmico e controverso do personagem. Gosto de ressaltar que ajustes são inevitáveis em adaptações, ao passo que, por outro lado, não ser fiel aos fatos, é mais do que infidelidade: é também desonestidade (O Rei do Show é um recente exemplo disso). Quando chega próximo de retratar um Winston Churchill mais genioso, difícil e irredutível, O Destino de Uma Nação imediatamente dá um jeito de humanizá-lo, seja com a entrada de figuras femininas que só existem para isso (a esposa vivida por Kristin Scott Thomas, a datilógrafa interpretada por Lily James e as filhas cujos nomes nem sabemos direito) ou com a ideia de torná-lo um adorável rabugento. O longa se esquiva de aprofundar as questões que levam Churchill a ser um personagem ao mesmo tão difícil e fascinante, assim como induz o espectador a rir de suas grosserias e intolerâncias ao invés de investigar a origem desse temperamento.

É curiosa essa irregularidade do britânico Joe Wright como diretor, capaz de obras intensas do ponto de vista dramático e técnico (Desejo e Reparação permanece imbatível como sua obra máxima) e também de outras superficiais e sem muita personalidade, como O Solista, Peter Pan e agora esse O Destino de Uma Nação. Em seu relato de Churchill, Wright se cercou de amigos talentosos e profissionais irrepreensíveis (o compositor italiano Dario Marianelli, o fotógrafo francês Bruno Delbonnel), todos realizando trabalhos que, assim como o do diretor, podem não ser inovadores do ponto de vista técnico, mas que, ao menos, conferem aquela classe tão característica das biografias realizadas no Reino Unido. E talvez esteja aí a maior das decepções com o resultado apenas mediano de O Destino de Uma Nação: com o time que reuniu, era de se esperar, no mínimo, um caldo mais consistente, especialmente quando temos como referência o ótimo John Lithgow, que colecionou pencas de (merecidos) elogios por sua performance como Churchill na primeira temporada do seriado The Crown. Wright e sua turma bem que poderiam ter colocado mais energia no projeto para fazer alguma diferença. Talento é o que não falta aos envolvidos.

Rapidamente: “Doentes de Amor”, “Star Wars: Os Últimos Jedi”, “Viva: A Vida é Uma Festa” e “Victoria e Abdul”

Unindo criatividade e emoção, Viva: A Vida é Uma Festa leva a cultura mexicana para o mundo com uma história que celebra a memória de quem ainda está aqui e de quem já se foi.

DOENTES DE AMOR (The Bick Sick, 2017, de Michael Showalter): Como explicar o encanto repentino das premiações com Doentes de Amor? A reação entusiasmada é surpreendente não porque estamos falando de uma comédia, gênero historicamente menosprezado frente aos dramas, mas porque é difícil encontrar qualidades que classifiquem o filme de Michael Showalter como uma produção para ser lembrada na futuramente. Entre os detratores, existe a piada de que Doentes de Amor nada mais é do que um episódio estendido e sem graça do seriado Master of None. Como não vejo o programa escrito e estrelado por Aziz Ansari, fico apenas na afirmação de que o longa é, no máximo dos máximos, apenas uma história simpática e que desenvolve o já conhecido arco de um personagem que anseia por se libertar das amarras de toda uma cultura familiar que lhe é imposta. Há de se reconhecer que o filme dá uma guinada interessante e corajosa para criar o contexto que, aos poucos, passa a acarretar reflexões sobre redenção, culpa e a reconstrução do amor. Contudo, a partir de determinado momento, o enredo não sai mais do lugar, mesmo com a entrada de outros personagens, entre eles a sogra impaciente de Holly Hunter, que, sabemos, não levará muito tempo para amolecer. No geral, Doentes de Amor tenta provar sua inteligência ao fazer graça com o humor sem graça, mas não consegue ultrapassar as fronteiras da mera simpatia.

STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI (Star Wars: Episode VIII – The Last Jedi, 2017, de Rian Johnson): A troca na cadeira de direção deixou o público em polvorosa: com a saída de J.J. Abrams e a entrada de Rian Johnson, Star Wars: Os Últimos Jedi dividiu opiniões em tudo que é canto, mas o novo capítulo da mais clássica saga intergalática do cinema perde certo fôlego porque nada mais é do que o capítulo intermediário de uma trilogia. São raríssimas as obras produzidas nesse contexto que conseguem ser muito mais do que uma mera ponte entre o primeiro e o último capítulo de uma narrativa. Por isso, é injusto dizer que Rian Johnson, também autor do roteiro, decepciona atrás das câmeras por ter descaracterizado Star Wars ou coisa do gênero. Johnson tinha o tremendo desafio de pisar pela primeira vez em Star Wars com um filme de transição, e a sua opção foi frear a ação e lançar um olhar mais apurado aos personagens e às mitologias do universo, escolha esperta do ponto de vista artístico, mas que deve servir muito mais ao público com vasto conhecimento da saga. Como entretenimento do tipo que traz diversão e adrenalina, Os Últimos Jedi ameniza aventura e pode muito bem deixar a velha impressão de que levou tempo demais (152 minutos, especificamente) para não avançar muito em uma história que, claro, promoverá suas principais conclusões apenas no capítulo final, marcado para estrear apenas em dezembro de 2019. 

VIVA: A VIDA É UMA FESTA (Coco, 2017, de Lee Unkrich e Adrian Molina): Pensem o milagre que é um filme como Viva: A Vida é Uma Festa ter saído do papel. Milagre porque essa é uma animação produzida em solo estadunidense que fala sobre morte, fantasmas e caveiras não a partir do Halloween, uma tradição fortemente enraizada e celebrada no país, mas sim do universo mexicano, onde é celebrado o emblemático dia de los muertos. Apropriamento cultural para encher o bolso? Nada disso. Primeiro porque Viva: A Vida é Uma Festa tem um frescor tremendo por justamente falar de temas comuns a todos nós — a saudade deixada por quem já se foi, os contrastes entre diferentes gerações familiares, as heranças culturais e emocionais que precisam ser preservadas ou transformadas — sob a perspectiva de um universo latino, capturando com graça e precisão aspectos emblemáticos desse povo, a exemplo da indiscutível força das mulheres e o respeito cultivado por elas localmente. Segundo porque o México caiu de amores pela animação, conferindo-lhe o título de filme mais lucrativo da história do país. Mais do que o encanto pela reprodução do folclore mexicano, a paixão é justificada, pois Viva é criativo, repleto de mensagens emocionantes e, especialmente ao final, uma experiência de arrasar o coração. É a salvação que estávamos precisando para a fraca safra de animações estadunidenses dos últimos meses.

VICTORIA E ABDUL: O CONFIDENTE DA RAINHA (Victoria & Abdul, 2017, de Stephen Frears): Raro caso de diretor que se dedica a contar histórias sobre mulheres de idade avançada, Stephen Frears, em sua carreira recente, realmente abraçou por completo esse conceito: somente nos últimos dez anos, dirigiu Helen Mirren em A Rainha, Judi Dench em Philomena, Meryl Streep em Florence: Quem é Essa Mulher? e, em 2017, voltou a trabalhar com Dench em Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha, talvez o exemplar menos instigante entre os citados.Ainda que entregue menos do que o esperado sobre a tenacidade de uma amizade (a forma como o filme desenvolve a conexão entre os dois protagonistas é rasteira), o longa, do ponto de vista temático, compensa essa falha ao encenar como o apreço pelos desfavorecidos, pelo diferente e pelo transgressor podem ser temperos perigosos para as relações políticas (em certo ponto, questionam até a sanidade mental da rainha simplesmente por ela ser amiga de um indiano!), intolerância que hoje é muito significativa para o cenário político que vivemos no Brasil. O contraste também se reflete no elenco: enquanto Ali Fazal é limitado como Abdul, Dench, claro, faz tudo parecer fácil como a adorável rabugenta Victoria. Não é nem de longe o projeto mais carismático, original ou cativante dos envolvidos, mas deve ser o suficiente para quem busca o simples e tradicional jeito britânico de fazer biografias de época.

Os indicados ao Oscar 2018

Mais uma vez líder de indicações, A Forma da Água, de Guillermo Del Toro concorre em 13 categorias do Oscar 2018. Filme de Guillermo Del Toro ganha força após Três Anúncios Para Um Crime não emplacar Martin McDonagh em direção.

Com uma lista na medida para agradar gregos e troianos, o Oscar 2018 começa com surpresas decisivas para a temporada. Logo de cara, já é possível atestar o enfraquecimento de Três Anúncios Para Um Crime na disputa, visto que o diretor Martin McDonagh não conseguiu chegar entre os finalistas da categoria de melhor direção, o que certamente abre possibilidades significativas para A Forma da Água, que lidera a lista com 13 indicações. Em detrimento de McDonagh, os votantes optaram por Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma), dando um toque ainda mais especial em uma categoria marcada pela pluralidade: Jordan Peele (Corra!), um negro; Guillermo Del Toro (A Forma da Água), um mexicano; e Greta Gerwig (Lady Bird), uma mulher, também estão na disputa.

Por falar em Trama Fantasma, o filme de Paul Thomas Anderson venceu as dificuldades de sua estreia tardia ao conquistar indicações em melhor filme, ator (Daniel Day-Lewis), atriz coadjuvante (Lesley Manville, que já merecia uma menção desde os tempos de Mais Um Ano, de Mike Leigh) trilha sonora (a primeira para o excepcional Jonny Greenwood) e figurino. Quem não repetiu o feito de driblar a promoção tardia foi The Post, o que é no mínimo estranho: de elenco estelar e assinado por um diretor consagrado em Hollywood, o longa é finalista apenas em melhor filme e melhor atriz para Meryl Streep. 

Quem faz história na lista é a Netflix, que, pela primeira vez, viu um filme seu ser indicado ao Oscar: Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississippi concore em melhor fotografia (Rachel Morrison é a primeira mulher a concorrer na categoria), canção original (“Mighty River”), roteiro adaptado (onde também entraram surpresas como Logan e O Artista do Desastre) e atriz coadjuvante (Mary J. Blige). Por fim, mais duas ausências dignas de nota: Em Pedaços, que venceu o Globo de filme estrangeiro, e James Franco, que sabe-se lá o porquê de um dia terem acreditado que seria finalista por O Artista do Desastre. 

A cerimônia do Oscar 2018 acontece no dia 4 de março. Confira abaixo a lista completa de indicados:

MELHOR FILME
Corra!
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água

Lady Bird: É Hora de Voar
Me Chame Pelo Seu Nome
The Post: A Guerra Secreta

Trama Fantasma
Três Anúncios Para um Crime

MELHOR DIREÇÃO
Christopher Nolan (Dunkirk)
Guillermo del Toro (A Forma da Água)
Greta Gerwig (Lady Bird: É Hora de Voar)
Jordan Peele (Corra!)
Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma)

MELHOR ATRIZ
Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
Margot Robbie (Eu, Tonya)
Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Saoirse Ronan (Lady Bird: É Hora de Voar)

MELHOR ATOR
Daniel Day Lewis (Trama Fantasma)
Daniel Kaluuya (Corra!)
Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)
Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)
Timotheé Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Allison Janney (Eu, Tonya)
Laurie Metcalf (Lady Bird: É Hora de Voar)
Lesley Manville (Trama Fantasma)
Mary J. Blige (Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi)
Octavia Spencer (A Forma da Água)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo)
Richard Jenkins (A Forma da Água)
Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Woody Harrelson (Três Anúncios Para Um Crime)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Corra!
Doentes de Amor
A Forma da Água
Lady Bird – É Hora de Voar
Três Anúncios Para Um Crime

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
O Artista do Desastre
A Grande Jogada
Logan
Me Chame Pelo Seu Nome
Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi

MELHOR ANIMAÇÃO
The Breadwinner
Com Amor, Van Gogh

O Poderoso Chefinho
O Touro Ferdinando
Viva: A Vida é Uma Festa

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Corpo e Alma (Hungria)
Sem Amor (Rússia)
Uma Mulher Fantástica (Chile)
The Insult (Líbano)

The Square – A Arte da Discórdia (Suécia)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Abacus: Small Enough to Jail

Faces Places
Icarus
Last Men in Aleppo
Strong Island

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Mighty River” (Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi)
“Mystery of Love” (Me Chame Pelo Seu Nome)
“Remember Me” (Viva: A Vida é Uma Festa)
“Stand Up for Something” (Marshall)
“This is Me” (O Rei do Show)

MELHOR FOTOGRAFIA
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água
Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi

MELHOR FIGURINO
A Bela e a Fera
O Destino de Uma Nação
A Forma da Água
Trama Fantasma
Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS
O Destino de Uma Nação
Extraordinário
Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

MELHOR MIXAGEM DE SOM
Blade Runner 2049
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Blade Runner 2049
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
A Forma da Água
Star Wars – Os Últimos Jedi

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Blade Runner 2049
Guardiões da Galáxia 2
Kong: A Ilha da Caveira
Planeta dos Macacos: A Guerra
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
A Bela e a Fera
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água

MELHOR MONTAGEM
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Eu, Tonya
A Forma da Água
Três Anúncios Para Um Crime

MELHOR TRILHA SONORA
Dunkirk
A Forma da Água
Trama Fantasma
Três Anúncios Para Um Crime
Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR CURTA-METRAGEM
DeKalb Elementary
The Eleven O’Clock
My Nephew Emmett
The Silent Child
Watu Wote/All of Us

MELHOR CURTA-METRAGEM – DOCUMENTÁRIO
Edith+Eddie
Heaven is a Traffic Jam on the 405
Heroin(e)
Kayayo: The Living Shopping Baskets
Knife Skills
Traffic Stop

MELHOR CURTA-METRAGEM – ANIMAÇÃO
Dear Basketball
Garden Party
Lou
Negative Space
Revolting Rhymes

Os vencedores do Screen Actors Guild Awards 2018

Allison Janney e o seu SAG por Eu, Tonya: junto com Gary Oldman, Frances McDormand e Sam Rockwell, a atriz garante o favoritismo absoluto ao Oscar.

Entre todas as cerimônias de premiação que já vi desde quando comecei a assisti-las em 2005, conto em uma mão quantas foram tão previsíveis quanto a do Screen Actors Guild Awards de 2018. Em cinema, não houve surpresa alguma, onde todos os intérpretes repetiram os prêmios conquistados no Globo de Ouro e no Critics’ Choice Awards: Frances McDormand, Gary Oldman, Allison Janney e Sam Rockwell, que já são, indiscutivelmente, favoritos absolutos ao Oscar. Entre as narrativas seriadas, a mesma sensação: com exceção dos prêmios de elenco para This is Us e melhor atriz para Claire Foy (The Crown), todas as outras categorias repetiram seus vencedores (William H. Macy, por Shameless é uma exceção nos prêmios como um todo, mas uma figurinha repetida do SAG).

Tanta repetição é resultado de uma temporada onde várias cerimônias acontecem praticamente juntas, o que causa esse efeito de uma influenciar diretamente a outra. Por isso, nos últimos anos, tem sido bacana o Oscar acontecer tão tarde, quando os votantes absorveram mais os filmes, já passaram pelo calor do momento e conseguem procurar alternativas em terrenos amplamente (re)conhecidos até então. Não sei se você gosta de surpresas como a de Moonlight, Spotlight ou Birdman ganhando a categoria principal (eu também não gosto de algumas delas), mas em uma coisa precisamos concordar: no final das contas, independente de concordar ou não, quem mais surpreende mesmo é o Oscar. E é sempre bom ver a pluralidade ganhando espaço. Confira abaixo os vencedores do SAG Awards 2018:  

CINEMA

MELHOR ELENCO: Três Anúncios Para Um Crime
MELHOR ATRIZ: Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
MELHOR ATOR: Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Allison Janney (Eu, Tonya)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)

SÉRIES

MELHOR ELENCO – SÉRIE DRAMA: This is Us
MELHOR ELENCO – SÉRIE COMÉDIA: Veep
MELHOR ATRIZ – SÉRIE DRAMA: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATOR – SÉRIE DRAMA: Sterling K. Brown (This is Us)
MELHOR ATRIZ – SÉRIE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus (Veep)
MELHOR ATOR – SÉRIE COMÉDIA: William H. Macy (Shameless)
MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE/TELEFILME: Nicole Kidman (Big Little Lies)
MELHOR ATOR – MINISSÉRIE/TELEFILME: Alexander Skarsgård (Big Little Lies)