Cinema e Argumento

Por onde anda Jack Nicholson?

warren

O último filme que ele finalizou foi em 2007. De acordo com o IMDB, não tem longa-metragem à vista. Ele não foi em nenhuma premiação esse ano; nem apareceu para sentar na sua habitual primeira fila do Oscar. Teria Jack Nicholson simplesmente desistido do cinema? I miss you, Jack!

ellen!

eu ADORO a Ellen!

ps: créditos para meu amigo Acauã, que me mostrou esse vídeo divertidíssimo.

Filmes em DVD

rec

[REC], de Jaume Balagueró e Paco Plaza

Com Manuela Velasco, Feran Terraza e Pablo Rosso

4

O cinema falado em espanhol vem se especializando em filmes de suspense. Depois de O Orfanato, [REC] aterrorizou muita gente no cinema. Não é pra menos, o filme da dupla Jaume Balagueró e Paco Plaza é extramente tenso do início ao fim, com sustos constantes e cenas perturbadoras. A ideia não é lá muito original – existem milhares filmes de zumbis por aí – mas a produção é tão bem arquitetada em seu suspense, que fica impossível resistir ao excelente resultado. Tem gente que vai reclamar do final, que tem um quê de inconclusão derivado de A Bruxa de Blair, e da estrutura convencional – pessoas gritando pra todos os lados, sangue, barulhos estrondosos. Mas eu pergunto: quem se importa com isso quando temos um suspense exemplar se desenvolvendo diante de nossos olhos?

FILME: 8.5

psycho

Psicose, de Alfred Hitchcock

Com Anthony Perkins, Janet Leigh e Vera Miles

35

Gus Van Sant estragou completamente a minha recepção com esse clássico de Alfred Hitchcock. Não que eu tenha desaprovado o resultado, o problema é que eu já sabia de tudo o que acontecia e assisti o longa sem qualquer surpresa ou suspense. Todo mundo sabe que a refilmagem de Gus Van Sant é uma coisa pavorosa – aliás, eu acho que devia ser proibido a refilmagem de clássicos do cinema – mas é fácil entrar no clima do ótimo filme de Hitchcock. Primeiro porque o filme em si já tem grande impacto visual em todos os aspectos, desde os atores bem fotografados e as cenas dirigidas excepcionalmente, sem falar da memorável trilha de Bernard Herrmann. Psicose é um clássico com todos méritos possíveis e sem dúvida alguma é uma obra obrigatória. Só aconselho que ninguém faça a mesma coisa que eu, assistir a refilmagem antes. Porque, ao menos pra mim, o original não fluiu da maneira que deveria por causa de um certo impostor chamado Gus Van Sant.

FILME: 8.0

inthebedroom

Entre Quatro Paredes, de Todd Field (revisto)

Com Tom Wilkinson, Sissy Spacek e Marisa Tomei

35

Todd Field tem só dois filmes no seu currículo e já é um sujeito bem respeitado. Seu estilo me agrada bastante – criar dramas dentro das casas da cidade, com pessoas banais e que anseiam por um futuro melhor. Entre Quatro Paredes é um filme essencialmente de atuação e roteiro, não vai muito além disso. Talvez seja por esse motivo que ele não chegue a me encantar tanto como deveria. Contudo, os atores e o roteiro suprem essa falta de maiores surpresas do longa. Os protagonistas (Sissy Spacek e Tom Wilkinson), ambos indicados ao Oscar, entregam atuações espetaculares e conferem grande humanidade para o casal de pais que acaba de perder o filho. Já a coadjuvante Marisa Tomei não é tão interessante, já que seu papel não ganha maiores dimensões. Um pouco longo e sem ritmo, Entre Quatro Paredes prima por tratar de um tema complicado com grande habilidade dramática, sem cair nos exageros ou ficar na qualidade rasa. Uma produção interessante e que vai agradar os que gostam desse estilo de filme.

FILME: 8.0

cryinthedark

Um Grito no Escuro, de Fred Schepisi

Com Meryl Streep, Sam Neill e David Hoflin

35

A interpretação de Meryl Streep nesse filme rendeu para a atriz o prêmio de melhor atriz em Cannes, além de mais uma indicação ao Oscar. Aqui ela interpreta uma mulher que tem que provar na justiça que não assassinou a própria filha. Um filme comum de tribunal e sobre a jornada de uma família tentando provar inocência, mas que instiga o espectador a torcer por eles. Ou não, já que um imenso público na história acredita que ela é culpada. O grande mérito do diretor Fred Schepisi é não deixar claro a cena da morte da garota. O espectador não sabe muito bem o que acontece e também pode ficar com um pé atrás em relação a protagonista. Um Grito no Escuro é um filme simples, mas que funciona em todos os seus setores.

FILME: 8.0

graceisgone

Nossa Vida Sem Grace, de James C. Strouse

Com John Cusack, Alessandro Nivola e Emily Churchill

3

Tenho certa resistência com dramas sobre perdas que não investem toda sua alma na dramaticidade. Nossa Vida Sem Grace tem momentos melancólicos, mas nunca chega a ser suficientemente interessante em suas tristezas. O resultado, então, nunca passa do aceitável, formando uma sessão apenas satisfatória e que não deixa marcas. A boa trilha de Clint Eastwood – uma das suas melhores como compositor – confere ao filme um bom clima. No entanto, é a performance de John Cusack que dá alma para Nossa Vida Sem Grace, filme que ganharia muito mais se trabalhasse de forma mais dolorosa a história que desenvolve.

FILME: 7.5

Entre Lençóis

Entre Lençóis, de Gustavo Nieto Roa

Com Reynaldo Gianechhini e Paola Oliveira

2

Eu adoro as suas mãos, sabia disso?

– É? O que elas tem demais?

– As suas são lindas: o formato dos dedos, a textura, o desenho das unhas.

– Não é tudo igual?

– Não, claro que não! Sabia que dá pra saber como um homem é na cama só de olhar para as mãos dele?

– Você tá de sacanagem!

– Não estou não. Inclusive eu acho que escolhi você pela forma como você pegava o seu copo de whisky ou então como colocava as mãos sobre a mesa.

[Risos e uma música cafona no fundo. Ela começa a fazer cócegas no pescoço dele.]

– Não acredito que a parte do meu corpo que você mais gosta sejam as minhas mãos.

– Eu não disse isso! Eu disse que foi a parte que me chamou a atenção. Você tem um monte de coisas que eu gosto.

– É? Tipo o quê?

[Ele coloca a língua entre os dentes e faz uma cara sensual. Uma música excêntricamente cômica como as de Desperate Housewives começa no fundo.]

– Tipo… suas orelhas.

– Você tá de sacanagem! [de novo! ele fala isso o filme inteiro.]

– Não tô, eu adoro o formato delas! Adoro! Adoro seu nariz, a grossura do seu pescoço. E essa veia aqui que aparece quando você franze a testa.

– Esqueceu do meu cotovelo!

[Ambos dão risadas]

– O que você gosta de você?

– Eu sempre tive orgulho dos meus olhos, da minha boca, dos meus músculos.

– Eu também gosto disso. Mas o que eu posso fazer se essas suas orelhinhas são tão bonitinhas?!

[Ambos dão risadas novamente]

E imaginem 90 minutos de filme com esses tipos de diálogos e outros mais cafonas e clichês ainda. Olha, eu até dava um prêmio de roteiro pra esse filme!

FILME: 5.0

Últimas Trilhas Sonoras

Antes de mais nada gostaria de comentar a minha ausência aqui pelo blog. O ano já começou a todo vapor na faculdade e ando cheio de tarefas. Por isso, as postagens aqui no blog vão acontecer nesse ritmo mesmo. Até pensei em abandoná-lo por uns tempos, mas decidi continuar postando só que em velocidade devagar. Sem falar, claro, que serão posts bem limitados, de resenhas de filmes e trilhas apenas. Nada de memes, especiais ou coisas do gênero. Não tenho muito tempo para dedicar a esses tipos de posts, sem contar que eles demandam mais dedicação e tempo de minha parte. Então, pessoal,  agradeço a compreensão de vocês. Qualquer coisa, estamos aí! Por enquanto, retorno ao meu relatório de Produção e Planejamento Gráfico e Editorial =P

Kill Bill – Volume 1, por Vários

4

Tarantino é considerado um diretor pop por diversas razões. Uma delas é a trilha sonora de suas produções. Impossível não se contagiar com a enorme diversidade musical do álbum de Kill Bill – Voume 1. Tarantino faz questão de marcar as melhores cenas do filme com excelentes músicas e o conjunto final é maravilhoso. Desde o clássico confronto de O-Ren Ishii (Lucly Liu) e The Bride (Uma Thurman) ao som de Don’t Let Me Be Misunderstood até os memoráveis créditos iniciais com Bang Bang (My Baby Shot Me Down) ganham uma alma essencialmente cult. Uma coletânea para se ter em casa.

Frost/Nixon, por Hans Zimmer

4

Começa de forma espetacular com a faixa Watergate e só mantem esse excelente nível durante toda a trilha. Hans Zimmer pode até pisar na bola de vez em quando com umas trilhas irregulares – como O Código Da Vinci, por exemplo – mas sabe realizar excelentes trabalhos como aqui em Frost/Nixon, outra trilha injustamente ignorada pelo Oscar. O maior mérito do trabalho de Zimmer é fazer com que a sua trilha funcione dentro e fora do filme, conquistando com seus arranjos originais e competentes. Merecia mais reconhecimento. Muito mais.

About Schmidt, por Rolfe Kent

4

O trabalho de Rolfe Kent em As Confissões de Schmidt é bem eclético, acompanhando muito bem as inconstantes emoções do personagem. Quando Schmidt fica triste, a trilha fica melancólica; quando Schmidt se irrita, a trilha fica cômica. Esse é o grande mérito desse simples trabalho que conquista por causa de sua grande simplicidade. Tudo combina muito bem com o filme de Alexander Payne. Temos também uma faixa com a carta que o protagonista escreve para seu filho adotivo na África falando mal de sua família e sobre como é ruim envelhecer. Hilário… E triste também. Assim como o filme.

A Beutiful Mind, por James Horner

35

Sou grande fã de James Horner – que tem trabalhos memoráveis como Titanic e Casa de Areia e Névoa. Nessa trilha de Uma Mente Brilhante, ele realiza outro trabalho muito bom, mas que não chega a ser um dos mais inspirados. É exatamente uma característica sua que atrapalha o resultado do álbum – Horner, na maioria das vezes, utiliza composições muito compridas. Se em alguns casos isso funciona muito, aqui nem tanto. São 75 minutos de trilha e chega a ser até difícil ouvir tudo, já que tem que ter muita paciência pra isso. Entretanto, de forma alguma isso desmerece essa boa trilha do compositor, que mais uma vez acertou. Mesmo que com pouco brilho.

The Passion of the Christ, por John Debney

3

Na maioria das vezes, filmes envolvendo religião sempre inventam de colocar aqueles corais entoando melodias sacras na trilha. A Paixão de Cristo é um exemplo. Sou admirador desse filme de Mel Gibson – mas que vi uma vez só e não faço questão de ver novo porque sofri de tanta angústia o longa inteiro – mas a trilha sonora não funciona fora do filme. Dentro da história causa sim emoção, mas no cd soa banal, sem inspiração. Foi indicada ao Oscar de melhor trilha sonora e perdeu para Em Busca da Terra do Nunca. De certo os votantes a indicaram por causa das sensações que ela transmite durante a jornada de Jesus na película.