Últimas Trilhas Sonoras

Angels in America, por Thomas Newman

Procurei essa trilha sonora por pura curiosidade, porque gosto muito de Thomas Newman e dessa ótima produção feita para TV. Acabei me surpreendendo muito. Não esperava um trabalho tão impecável e memorável como esse, que sem dúvida alguma está entre o melhor que o compositor já realizou em toda a sua carreira. O que mais chama a atenção é a grande técnica de Newman em criar composições que misturam melancolia, suspense e até ação. Mauve Antartica, The Great Work Begins e Quartet são excelentes exemplos que mostram toda a qualidade desse álbum que é obrigatório para quem é fã do compositor.
Hairspray, por Vários

Toda simplicidade do musical de Adam Shankman está expressa nessa contagiante trilha sonora que possui os mais diversos tipos de canção – inocentes (Good Morning Baltimore), contagiantes (The Nicest Kids In Town) e melacólicas (I Know Where I’ve Been). O elenco canta bem e as músicas funcionam dentro e fora do filme. Mais um mérito desse singelo musical que conquista com a sua inocência que nunca chega a ser irritante. A minha favorita do álbum é You Can’t Stop the Beat.

Charlie and the Chocolate Factory, por Danny Elfman

Mais uma vez Danny Elfman entrou completamente no clima dos filmes de Tim Burton e realizou uma trilha à altura do diretor. A trilha de A Fantástica Fábrica de Chocolate é bem divertida e ao mesmo tempo cheia de qualidade, especialmente nas canções-tema dos personagens. Mesmo que Elfman crie uma trilha com características infantis – por causa da temática do filme – nunca abandona as características musicais que lhe fizeram ser reconhecido. É outra parceria de Tim Burton que sempre dá certo.

Angels & Demons, por Hans Zimmer

Hans Zimmer não teve muita originalidade ao fazer essa trilha de Anjos e Demônios. O estilo das canções é totalmente derivado da trilha de O Código Da Vinci. Inclusive, a canção 503 é praticamente uma cópia de Chevaliers de Sangreal em sua melodia. Zimmer, como sempre, entrega um trabalho consistente, mas que fica devendo justamente por ser um produto derivado de outro trabalho do compositor. Um pouco de originalidade não faria mal para a trilha de Anjos e Demônios.

The Illusionist, por Philip Glass

De tudo que já ouvi de Philip Glass até hoje, esse é o que menos gostei. Não porque a trilha seja ruim ou porque Glass faça um trabalho irregular, mas porque parece um trabalho apressado – soa como uma reciclagem de tudo que o compositor já fez. Por mais que a trilha funcione muito bem no filme, separadamente não chega a empolgar, o que é uma pena. Não tem nenhuma faixa memorável nem técnicas mais interessantes. Mas ainda assim é Philip Glass, o que significa que sempre merece uma espiada, independente do resultado.
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Harry Potter and the Goblet of Fire, por Patrick Doyle

Primeira – e até agora única – vez que a série perdeu a mão nesse setor. Se John Williams cumpriu a sua missão de criar composições memoráveis para a série, Patrick Doyle fez o oposto. O compositor parece nem se esforçar nesse álbum, que beira o óbvio e não tem graça alguma. Pode até ter um efeito ok nas cenas do filme, mas quando analisada perde muitos pontos. Sorte que Doyle só fez esse trabalho e foi substituído por Nicholas Hooper, que recuperou de forma excelente o clima musical da série em A Ordem da Fênix.












