Filmes em DVD

Réquiem Para Um Sonho, de Darren Aronofsky
Com Ellen Burstyn, Jared Leto e Jennifer Connelly

Réquiem Para Um Sonho é uma experiência única. Darren Aronosfky realizou um filme que desperta várias sensações no espectador. Transitando entre o drama e o suspense psicológico, Aronofsky traz angústia, repulsa, medo e emoção com o resultado final. Fazendo uma parceria extraordinária com a emblemática trilha de Clint Mansell e com os grandes desempenhos (em especial o de Ellen Burstyn), o filme alcança um resultado no mínimo obrigatório para qualquer cinéfilo. O problema é saber quem vai conseguir mergulhar nesse filme pessimista e perturbador. Eu, por exemplo, apesar de ter adorado tudo, não tenho intenções de revê-lo. Precisarei ter muita força e disposição para embarcar novamente nessa verdadeira viagem perturbadora construída por Aronofsky.
FILME: 8.5

Vaidosa, de Vincent Sherman
Com Bette Davis, Claude Rains e Richard Waring

Bette Davis é a minha Meryl Streep do passado: quando penso que não posso mais me surpreender com seu desempenho, eis que surge mais uma pérola. É o caso de Vaidosa, que traz mais uma marcante interpretação de Davis. O melhor de tudo é perceber que ela é apenas uma parte de um filme repleto de acertos que trabalha muito bem a sua proposta principal. Os conflitos são interessantes, os personagens bem explorados e a parte técnica está na medida exata. Mas, não adianta, o show mesmo é de Davis, interpretando uma das muitas mulheres de sua carreira que um dia foram lindas e populares mas que precisam aprender a lidar com o esquecimento e o fracasso. Excelente!
FILME: 8.5

Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada, de Peter Hedges (revisto)
Com Steve Carell, Juliette Binoche e Dianne Wiest

Sabe aquele tipo de história agridoce, agradável e que traz uma sensação muito boa? Pois é, assim é Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada. Apesar do título bobo, o filme nem de perto aposta nas típicas soluções e situações de habituais comédias românticas. Além de trazer, possivelmente, o melhor desempenho da carreira de Steve Carell (mais contido e eficiente do que nunca, provando também funcionar como um sujeito sério e melancólico), temos no elenco a simpatia de Juliette Binoche e as presenças das eficientes Dianne Wiest e Alison Pill. Um filme a ser descoberto!
FILME: 8.5

Lembranças de Hollywood, de Mike Nichols (revisto)
Com Meryl Streep, Shirley MacLaine e Dennis Quaid

Quem pensa que Meryl Streep só foi soltar a voz em Mamma Mia! deveria assistir Lembranças de Hollywood. Comandada por Mike Nichols, Meryl cantou e apresentou mais um excelente desempenho nesse filme bem simples. É, Lembranças de Hollywood não tem grandes atrativos. O destaque mesmo é Meryl e, claro, Shirley MacLaine. Ambas ótimas e melhores ainda quando estão juntas em cena. Os momentos musicais funcionam (a cena final com I’m Cheking Out é ótima) e tudo está no seu devido lugar. Seria um pouco melhor caso não apostasse em conflitos banais da complicada relação mãe/filha e em um romance passageiro que nada acrescenta ao enredo.
FILME: 8.0

Deixe Ela Entrar, de Tomas Alfredson
Com Kare Hedebrant, Lina Leandersson e Per Ragnar

Tinha uma ideia completamente diferente de Deixe Ela Entrar. Não esperava encontrar um longa-metragem de ritmo lento e que apostasse mais em dramas do que em suspense. Ainda assim, foi um filme que funcionou para mim, mesmo que não seja tudo o que estavam dizendo por aí) O melhor de tudo é que todo o mistério e o sobrenatural envolvendo a natureza de uma personagem não está representado de forma explícita. É tudo bem disfarçado e sutil, sem exageros. Interpretado com qualidade (especialmente pelos jovens protagonistas), Deixe Ela Entrar é uma boa surpresa. Só deveria ser vendido de outra maneira, já que é um exemplar dramatizado de um tema que normalmente é cheio de firulas no cinema comercial.
FILME: 8.0

Lágrimas Amargas, de Stuart Heisler
Com Bette Davis, Starling Hayden e Natalie Wood

De todas as produções estreladas por Bette Davis que falam de mulheres decadentes (o melhor, sem dúvida, é o divertidíssimo O Que Terá Acontecido a Baby Jane?), essa é a mais óbvia. Lágrimas Amargas é convencional e, de certa forma, previsível. Mas quem se importa com isso quando temos uma Bette Davis bebendo litros de álcool, falando sozinha com um Oscar, indo para a cadeia e até mesmo roubando perfumes? Ela é a força desse filme que não tem muita inspiração e que é certinho demais. Sem ela, Lágrimas Amargas seria apenas uma experiência cinematográfica corriqueira na carreira da atriz.
FILME: 7.5
















