Cinema e Argumento

Na coleção… A Malvada

Se você ainda dá credibilidade para o Oscar, deve saber que A Malvada é o primeiro de dois filmes que conseguiram o recorde de 14 indicações ao prêmio. Dá para entender facilmente o porquê de Titanic estar ao lado do filme estrelado por Bette Davis. Mas também dá para entender, na mesma proporção, o porquê desse trabalho de Joseph L. Mankiewicz ter recebido tanta celebração. A Malvada nada mais é que um filme que tem todas as suas engrenagens funcionando em pura sintonia.

Bette Davis, mais elegante e diva do que nunca, interpreta a estrela de teatro Margo Channing. Famosa por suas peças, ela recebe a visita de uma ingênua menina que diz ser a sua maior fã. No entanto, Eve Harrington (Anne Baxter) está longe de ser esse poço de pureza. Ela quer reproduzir a técnica de Margo e também alcançar o sucesso que sua ídola conquistou através dos anos. Ou seja, a malvada do título enganador não é Bette Davis e sim Anne Baxter.

Talvez o maior mérito de A Malvada seja a habilidade do diretor Makiewicz em falar sobre teatro sem realizar um filme somente calcado nesse tipo de arte. A produção está longe de parecer um teatro filmado. É cinema mesmo. Claro que as interpretações possuem esse estilo (até porque esse era o estilo vigente naquela época), mas nada que deixe A Malvada com cara de uma peça teatral. A direção de arte explorada com precisão, bem como os impecáveis figurinos ajudam a construir o clima mais cinematográfico do filme.

Em relação às atuações, elas são um show a parte. Ao passo que Bette Davis aparece na atuação mais emblemática de sua carreira, Anne Baxter também não fica muito atrás ao mesclar diversos tipos de abordagens para sua personagem. Reparem também numa ligeira aparição de Marilyn Monroe. Atuações clássicas, direção segura e roteiro marcante (existem várias frases memoráveis citadas até os dias de hoje) transformam A Malvada em um clássico obrigatório!

FILME: 9.0

Piores de 2010

1. Atividade Paranormal 2: Não sei se “isso” pode ser chamado de cinema, mas nem lembro a última vez que assisti a um filme tão sem propósito e gratuito como esse. Além de destruir por completo o que o primeiro filme tinha de “interessante” (e vale lembrar que não era muita coisa), essa continuação chega a assustar por ser tão repetitiva e vazia. Nada funciona, é uma história sobre o nada e ainda consegue deixar, novamente, um final que insinua uma nova continuação. Completo absurdo. Socorro!

2. Sex and the City 2: Pode até não ser o pior filme do ano, mas foi um dos que mais conseguiu me deixar cheio de fúria. Essa continuação é um completo desastre em todos os sentidos. Quase três horas de filme para narrar um monte de bobagens, mostrar várias situações constrangedoras e colocar as atrizes em cenas lamentáveis. Os figurinos, que antes eram um atrativo, parecem ter saído do guarda-roupa da Nany People para ilustrar uma história interminável e que traz os conflitos mais imbecis de 2010. Quase estrega a memória e a reputação do seriado…

3. Eclipse: Meu currículo deveria ser enviado ao Vaticano para que eu pudesse virar santo. Sério, porque só eu mesmo para ainda ter alguma esperança com essa série e ainda me prestar para ir ao cinema (por vontade própria) para assistir a mais uma continuação da história de amor entre a louca suicida Bella (Kristen Stewart) e o gay enrustido Edward (Robert Pattinson), que se ouriça todo com o lobisomem Jacob (Taylor Lautner). Mas parei por aqui. Eclipse é o meu limite. Não quero mais me irritar com personagens tão detestáveis, história redundante e tentativas bestas de trazer emoção.

4. Caso 39: Hoje em dia, ver filme com o nome de Renée Zellweger é sinônimo de dar muitas risadas. No mau sentido, claro. Mas com Caso 39, Renée parece ter abraçado a mediocridade de uma vez por todas. Caindo nos maiores clichês do gênero e em absurdos que o roteiro simplesmente não faz questão de explicar, é um filme que aposta no batido enredo da menina possuída por algum espírito maligno e que engana a todos com seu jeitinho meigo de coitadinha. Renée, imobilizada de tanto botox, não consegue fazer uma expressão sem deixar o espectador na dúvida se ela está chorando, rindo ou com medo.

5. Sherlock Holmes: Pior que filme ruim é filme chato. Sei que todo mundo vai discordar de mim e dizer que se divertiu com Sherlock Holmes. Eu simplesmente não consegui. Já tinha preconceito para assistir esse filme porque detesto Robert Downey Jr., mas nada tinha me preparado para uma história tão indiferente, que disvirtua o personagem-título e ainda comete o erro de realizar uma aventura… sem aventura! Sherlock Holmes é chato, sem qualquer suspense de “investigação” e um verdadeiro sonífero.

6. Nosso Lar: Enredo enfadonho e que deve ser considerado um produto espritual de auto-ajuda, não um produto cinematográfico. Os personagens irritam por sempre estarem com um sorriso no rosto, dando conselhos e ensinando várias lições. Todo mundo tem algo de especial para mostrar ao protagonista em um cenário futurístico plastificado. Tudo muito zen e forçado. Só deve funcionar para quem acredita em espiritismo – talvez, nem para eles. O resto deve passar longe, já que Nosso Lar não dialoga com todos os públicos.

7. O Último Mestre do Ar: Dirigido por M. Night Shyamalan? Não precisa nem pensar duas vezes: um dos piores do ano certo! Se com Fim dos Tempos eu até cogitava a possibilidade de Shy estar em crise existencial, com O Último Mestre do Ar ele provou ter se tornado péssimo mesmo. Dói no meu coração falar isso de um diretor que realizou longas tão excelentes como O Sexto Sentido e A Vila. Contudo, não dá mais… Shyamalan é uma verdadeira enganação e O Último Mestre do Ar transborda a irregularidade e a má qualidade da direção do indiano.

8. A Caixa: Richard Kelly realizou um ótimo cult chamado Donnie Darko. Na tentativa de fazer algo igualmente engenhoso e cheio de situações inteligentes-beirando-o-incompreensível, derrapou nas próprias pretensões com A Caixa. O resultado? Uma história que é complicada além do necessário e que chega a irritar de tão enrolada e cheia de problemáticas que não chegam a lugar algum. Fica o recado para o sr. Kelly: um filme cult e inteligente surge naturalmente e não enfiando goela abaixo teorias malucas e cenas engenhosas.

9. Cadê os Morgan?: Comédias de gente rica da cidade que são obrigadas a conviver com pessoas caipiras do interior já normalmente me irritam, mas Cadê os Morgan? ainda traz de brinde um casal cheio de inexpressividade e com química nula. Hugh Grant (no piloto-automático) e Sarah Jessica Parker (com um ar de má vontade) não conseguem combinar, algo que só traz ainda mais antipatia para a história boba e enrolada. Humor fraco e romance inexistente formam a insossa mistura que é Cadê os Morgan?

10. Comer Rezar Amar: Assistir a esse filme foi uma das maiores frustrações que tive em 2010. Ryan Murphy, que sabe enganar bem o espectador ao disfarçar suas fracas tramas com diversão (Glee é uma prova disso), não conseguiu sequer fazer um guilty pleasure. Nem o carisma de Julia Roberts ou as belas locações (mal utilizadas) conseguiram salvar Comer Rezar Amar. É um filme monótono, previsível do início ao fim e que leva mais de duas horas para contar uma história que simplesmente não evolui em conflitos. Para um longa que se propõe a ser uma reflexão sobre relacionamentos, o resultado, na realidade, tornou-se uma luta contra o sono.

Melhores de 2010 – Filme

A premiação dos melhores de 2010 do Cinema e Argumento chega ao fim. Espero que vocês tenham gostado das minhas seleções. E, agora, depois de dois meses com atualizações quase que diárias, o blog tira uma curta temporada de férias. O retorno fica programado para semana que vem! Até mais, pessoal!

Amor. Tragédia. Solidão. Colin Firth. Julianne Moore. Tom Ford. Abel Korzeniowski. Cada cena é uma obra de arte. O filme do ano.

A ORIGEM, de Christopher Nolan

A Origem é um filme grandioso com jeito de clássico contemporâneo. Claro, não é sempre que encontramos um longa com uma direção tão magistral e elementos técnicos notáveis. Engenhoso e cheio de bons atores, A Origem foi um marco do cinema em 2010. Basta assistir ao filme para saber o porquê.

TROPA DE ELITE 2 – O INIMIGO AGORA É OUTRO, de José Padilha

Fui assistir Tropa de Elite 2 com extrema desconfiância. O primeiro estava longe de ser tudo aquilo que diziam e esse segundo parecia receber elogios ainda mais exagerados. Fiquei feliz em estar enganado. De fato, essa continuação é um exemplar de grande qualidade do cinema brasileiro. Produzido com competência, também tem muito conteúdo. Grande surpresa.

OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE, de Esmir Filho

Identificação é meio caminho andado para eu adorar um filme. Foi assim com Os Famosos e os Duendes da Morte. Identificação não apenas no jeito de fazer cinema de Esmir Filho, mas também no lado emotivo da história. Filme singular no cinema brasileiro recente e que merecia muito mais reconhecimento e compreensão.

LUNAR, de Duncan Jones

Lunar, além de ser um filme subestimado, foi uma das grandes surpresas de 2010. Injusto seria redimi-lo apenas ao marcante desempenho de Sam Rockwell. O diretor e roteirista Duncan Jones nos trouxe uma história bem pontuada e que consegue se sustentar com apenas um personagem. A parte técnica (em especial a trilha de Clint Mansell) é outro achado.

EDUCAÇÃO, de Lone Scherfig

Crescer não é tarefa das mais fáceis e Educação consegue mostrar essa jornada de uma forma muito atrente. Com o habitual charme britânico, a produção faz um ótimo desenvolvimento psicológico e emocional da protagonista, interpretada pela excelente Carey Mulligan. Destaco, também, a reconstituição de época e os outros atores do elenco, mesmo aqueles em breves participações, como Emma Thompson.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 1, de David Yates

Surpreendente trabalho de adaptação da primeira e monótona parte do livro de J.K Rowling, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 consegue fazer aquilo que O Enigma do Príncipe não conseguiu: evolução de cinema sem mutilar as origens da história. Yates acertou em todas escolhas, trazendo um tom apocalíptico e melancólico para a saga.

A FITA BRANCA, de Michael Haneke

Antes de assistir A Fita Branca, já tinha quatro pedras nas mãos e me irritava só de pensar que esse filme pudesse ser pretensioso e pedante. Fui desarmado. Haneke, mais uma vez, me conquistou. Não é o meu longa favorito dele (ainda prefiro A Professora de Piano), mas, sem dúvida, temos aqui outro trabalho marcante do diretor.

A ENSEADA, de Louie Psihoyos

Documentário é um gênero que me atrai bastante, principalmente aqueles filmes que seguem esse estilo ao fazer uma denúncia. A Enseada o faz com louvor, trazendo belas imagens e, também, momentos chocantes. Um filme bem completo e que, por sinal, traz uma maravilhosa trilha produzida por J. Ralph. Merece ser conferido.

AMOR SEM ESCALAS, de Jason Reitman

Um filme que vai além de seus méritos de elenco ou direção. Amor Sem Escalas tem sinceridade e passa uma sensação muito agradável. O desfecho é clichê e não segue tudo aquilo que o roteiro até então tinha trabalhado, mas nada que apague o charme dessa produção cheia de excelentes diálogos.

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Escolha do público:

1. A Origem (27 votos, 40.03%)

2. Direito de Amar (16 votos, 23.88%)

3. A Fita Branca (6 votos, 8.96%)

4. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 (5 votos, 7.46%)

5. Amor Sem Escalas (4 votos, 5.97%)

6. Os Famosos e os Duendes da Morte (4 votos, 5.97%)

7. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (4 votos, 5.97%)

8. Educação (1 voto, 1.49%)

9. A Enseada (0%, 0 votos)

10. Lunar (0%, 0 votos)

Melhores de 2010 – Diretor

Logo quando saí da sala de cinema já considerava a direção de Christopher Nolan para A Origem como uma das melhores dos últimos anos. Hoje, a cada dia, essa minha certeza só aumenta. Toda vez que tenho a oportunidade de rever esse longa, fico ainda mais impressionado com o resultado alcançado pelo britânico. A Origem é orquestrado de forma magistral, onde Nolan consegue deixar todos os elementos visuais e narrativos em plena sintonia. Autor também do ótimo roteiro, ele não só realizou um verdadeiro clássico contemporâneo como também representa o novo jeito de fazer blockbuster com conteúdo. A Origem é para se divertir e para se ver em tela grande, mas também para pensar e prestar atenção em cada detalhe com o objetivo de juntar todas as peças da história mirabolante. E quem, hoje em dia, consegue unir tudo isso em um só trabalho? Poucos. E Nolan é um deles.

TOM FORD (Direito de Amar)

Já não é de hoje que novatos impressionam em seus primeiros trabalhos. Sam Mendes foi um que arrasou logo no seu trabalho de estreia, Beleza Americana. Ao meu ver, Tom Ford alcança o mesmo feito. Dono de uma linguagem visual de impressionar, o estilista mostra pleno domínio de habilidades cinematográficas para comandar uma história melancólica e sofrida, que sempre pulsa em suas emoções e em seus setores técnicos. Subestimado, é um diretor para ficar de olho.

JUAN JOSE CAMPANELLA (O Segredo dos Seus Olhos)

Se até então Juan Jose Campanella realizava longas menores e sem o intuito de grandiosidades, eis que ele aparece com O Segredo dos Seus Olhos, um filme mais ambicioso (o plano-sequencia do estádio de futebol é executado com perfeição) e comandado com precisão. Romance, drama e investigação formam o eficiente retrato proposto por Campanella. Ou seja, O Segredo dos Seus Olhos passeia pelos mais variados gêneros – e sai vitorioso em todos eles.

JOSÉ PADILHA (Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro)

José Padilha já se destacava no primeiro Tropa de Elite. Agora, ele está ainda melhor – inclusive, já entra para a lista dos mais importantes diretores brasileiros da atualidade. Mestre em dirigir sequências de ação, agora ele também mostra alta competência ao comandar uma história que vai além do cotidiano policial. Política e ideologias também são bem retratadas por Padilha. Tropa de Elite 2, desde já, é um dos grandes filmes brasileiros em função da maravilhosa direção.

MICHAEL HANEKE (A Fita Branca)

Adoro Michael Haneke. Quase sempre admiro todos os seus trabalhos (a exceção é Caché, pretensioso demais para o meu gosto) e A Fita Branca seguiu o mesmo caminho. Incutindo suspense e subjetividade em um cenário que lembra muito o clima de A Vila (e isso é um bom sinal, já que sou fã desse filme de M. Night Shyamalan), Haneke desenvolve personagens com a precisão de sempre e ainda tem o dom de deixar tudo sempre interessante. O cinema estrangeiro de 2010 está de parabéns!

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Escolha do público:

1. Christopher Nolan (22 votos, 59.46%)

2. Michael Haneke (5 votos, 13.51%)

3. Tom Ford (5 votos, 13.51%)

4. Juan Jose Campanella (3 votos, 8.11%)

5. José Padilha (2 votos, 5.41%)

Melhores de 2010 – Elenco

Não sei o porquê de terem apreciado tanto Minhas Mães e Meu Pai. Na minha opinião, o único aspecto realmente digno de reconhecimento no filme de Lisa Cholodenko é o elenco. E, convenhamos, que elenco ótimo! Longe de ser apenas um monólogo de Annette Bening como as premiações apontaram, o longa é muito mais do que apenas a atriz. Bening, claro, está ótima, mas é muito injusto resumir tudo somente a ela. Julianne Moore, igualmente boa, faz um excelente par com a atriz de Beleza Americana. Uma dupla impecável. Os filhos também estão em bons momentos. Enquanto o jovem Josh Hutcherson comprova que deixou conseguiu se desvencilhar da imagem infantil que tanto lhe marcou em ABC do Amor, Mia Wasikowska comprova que não é aquela ineficiência vista em Alice no País das Maravilhas. Para completar, Mark Ruffalo mostra estar super à vontade como o mais novo intruso da família. Por isso, volto a repetir: se não fosse por esse elenco excelente, Minhas Mães e Meu Pai seria um longa-metragem esquecível do início ao fim.

PRECIOSA – UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA

Mais do que uma direção que evita melodramas, Preciosa – Uma História de Esperança é, primordialmente, um filme de atuações – e dos mais variados tipos. Temos a intensidade dramática da sofrida Gabourey Sidibe, a crueldade de Mo’Nique e a luz no fim do túnel que Paula Patton faz questão de mostrar para a personagem-título. Ainda, claro, existe a pequena mas satisfatória participação de Mariah Carrey. Ótimo grupo de atrizes!

TROPA DE ELITE 2 – O INIMIGO AGORA É OUTRO

Tropa de Elite não é só Wagner Moura! É de se lamentar que ele seja o único ator do longa que é ressaltado pela maioria do público e da crítica. Se o anterior já tinha André Ramiro em papel extremamente eficiente, agora o elenco ganha mais figuras e alcança um nível digno de reconhecimento. Eficiência presente em coadjuvantes como Irandhir Santos, humanidade e visceralidade formam o verossímil Tropa de Elite 2.

A ORIGEM

Todos os atores de A Origem estão impecáveis em seus respectivos papéis. Claro que alguns não brilham tanto quanto outros, mas é bom ver um elenco em plena sintonia, onde todos parecem trabalhar para o completo êxito do longa-metragem. Se Leonardo DiCaprio prova, de uma vez por todas, que é um sujeito extremamente confiável, ele também recebe o suporte de uma coadjuvante maravilhosa (Marion Cotillard) e de tantos outros que são sempre eficientes.

AMOR SEM ESCALAS

Você consegue imaginar Amor Sem Escalas sem o charme de George Clooney, a simpatia de Anna Kendrick ou a competência de Vera Farmiga? Pois é, o longa de Jason Reitman não seria o mesmo sem esse trio perfeito de atores. Além de terem o timing cômico perfeito para os momentos cômicos e a habilidade necessária para fazer drama, conseguem conquistar qualquer um com a sinceridade de suas interpretações.

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Escolha do público:

1. A Origem (13 votos, 35.14%)

2. Minhas Mães e Meu Pai (7 votos, 18.92%)

3. Amor Sem Escalas (7 votos, 18.92%)

4. Preciosa – Uma História de Esperança (6 votos, 16.22%)

5. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (4 votos, 10.81%)