Cinema e Argumento

Emmy 2012: indicados

“Breaking Bad” não lidera indicações, mas conseguiu vaga em novas e importantes categorias, o que pode levar o programa a uma possível consagração.

Hoje peço licença para falar um pouco sobre TV. O motivo? Saíram os indicados ao Emmy 2012. Como sempre, a lista é cheia de surpresas e bastante imprevisível. A entrega dos prêmios acontece no dia 23 de setembro. Para conferir a lista completa, clique aqui. Abaixo, breves comentários sobre os indicados:

– Sete atrizes indicadas em atriz de comédia. Melissa McCarthy está lá. Laura Linney não. Em que mundo vivemos?

– Jane Krakowski arrasou na sexta temporada de 30 Rock, mas ficou de fora da disputa de atriz coadjuvante.

– Kathryn Joosten foi o coração do último episódio de Desperate Housewives e a indicação foi meio exagerada. Mas não é de hoje que os votantes têm um fraco pela atriz. Imagina agora, então, que a indicação é póstuma.

– A terceira temporada de Modern Family foi bem fraca. O entusiasmo dos votantes poderia ser menor. E menos para The Big Bang Theory também. Muito menos…

– Breaking Bad cresceu bastante desde o último ano. Inclusive, conseguiu novas indicações em categorias de atuação. E a melhor delas é a do clássico tio Salamanca como ator convidado. Mas que todos os atores ganhem, eles merecem! E a série também.

– Glenn Close voltando na disputa. Pena que ela não tem muito o que fazer na fraquíssima quarta temporada de Damages.

– Ainda insistem em Michael C. Hall… Mas pelo menos esqueceram a série de uma vez por todas.

– Downton Abbey é sensação no Emmy mesmo. E a melhor notícia é o reconhecimento para Michelle Dockery e Maggie Smith.

– O que viram em Hemingway & Gellhorn? É o telefilme mais chato em muitos anos!

– Adoro Emma Thompson, mas quem comanda The Song of Lunch é Alan Rickman. O prêmio de melhor atriz vai, claro, para Julianne Moore. Vitória mais aguardada!

– Game Change, por sinal, pode ganhar tudo que não vou ficar triste.

– Não vejo American Horror Story, mas fiquei feliz pela indicação de Frances Conroy, uma atriz excepcional.

O som das trilhas

Foi uma interessante iniciativa do Oscar lançar oficialmente as composições feitas originalmente para a 84ª edição. A festa em si foi pura monotonia e a parte musical presente nesse álbum aparecia de forma muito tímida, mas basta ouvir o trabalho separadamente para encontrar resultados bem interessantes. The 84th Academy Awards: Celebrate the Music reúne compositores como Hans Zimmer e A.R. Rahman, além de uma bela versão de Esperanza Spalding para What a Wonderful World. O auge do álbum, porém, é Celebrate the Oscars, inspirada e eclética composição de Zimmer.

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A elegante série Downton Abbey não teria o mesmo charme sem a eficiente trilha criada por John Lunn. Além da ótima composição-tema, ele emprega sempre o tom correto para a história da família Crawley e seus subalternos: as melodias dramáticas nunca são apelativas e as de “comédia” possuem o tom certo de, digamos, excentricidade. Trilhas instrumentais de TV não são lançadas com tanta frequências, mas a de Dowton Abbey fez por merecer. Assim como toda a parte técnica do programa criado pelo roteirista Julian Fellowes, é exemplar e superior a de muitos filmes por aí.

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Com o lançamento de Drive, quase ninguém valorizou o trabalho que Cliff Martinez já havia realizado anteriormente para Contágio. Só com a faixa de abertura, They’re Calling My Flight (que é a mais marcante do longa) já conseguimos perceber a versatilidade do compositor. E, ao longo da trilha, faixa a faixa, isso só se confirma: a variedade está não apenas entre batidas eletrônicas e sonoridades mais convencionais, mas também no próprio tom das composições. Um trabalho muito completo que está a serviço desse filme que é o mais relevante realizado por Soderbergh em muitos anos.

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Excepcional drama televisivo da HBO, In Treatment também tem a seu favor a excelente trilha sonora de Richard Marvin. O compositor, que já tem em seu currículo um marco da televisão (Six Feet Under), aplica na série estrelada por Gabriel Byrne toda a sua sutileza com o piano. Capaz de criar melodias incrivelmente melancólicas, Marvin consegue se reciclar sem nunca soar cansativo. Pena que é um álbum muito difícil de se encontrar… Destaque para Oliver – Week 4 – Season 2, que, mesmo sendo tema de um personagem desinteressante, captura toda a dramaticidade da série.

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O compositor Marc Streitenfeld tem uma sólida parceria com o diretor Ridley Scott. Juntos, já realizaram Robin HoodO GângsterRede de Mentiras, entre outros. Agora, eles voltam a trabalhar juntos em Prometheus. Assim como nas outras trilhas que realizou para os trabalhos de Scott, Streitenfeld apresenta, novamente, um álbum totalmente condizente com o longa-metragem em questão. O problema é que se a trilha dele para Prometheus funciona muito bem junto com o filme, separadamente soa convencional, sem grandes momentos. Definitivamente, não é para se ouvir repetidas vezes.

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Deve ser uma instrução do próprio diretor Christopher Nolan: todas as trilhas que Hans Zimmer faz para os filmes dele têm exatamente o mesmo estilo. Por isso, até mesmo para quem não presta muita atenção em trilhas, esse álbum de The Dark Knight Rises pode parecer bastante familiar. Com ou sem Nolan, Zimmer é sempre bom e aqui, novamente, ele não desaponta. Só faltou o fator novidade, já que em faixas como Rise identificamos facilmente ecos das composições A Origem, por exemplo. Talvez com o filme deva ser mais impactante. Mas, assim como a de Prometheus, não tem grande impacto se analisada separadamente.

2012 até agora…

Fraco. Fraquíssimo. Assim podemos definir o ano de 2012 até agora. Oscar repleto de decepções, filmes-pipoca que não cumprem a missão de entretenimento, poucos dramas de impacto, ausência de grandes blockbusters. Pois é, esperamos que até o final do ano a situação melhore. O Cinema e Argumento faz um pequeno balanço do que foi exibido até agora.

Precisamos Falar Sobre o Kevin é muito mais do que o poderoso desempenho de Tilda Swinton: é, também, um longa de qualidades inegáveis e com uma narrativa singular. O Artista ganhou todos os prêmios da temporada, mas em nada é mais brilhante do que os clássicos mudos do cinema. Meryl Streep conseguiu sobreviver intacta ao que Phyllida Lloyd fez em A Dama de Ferro e só por isso sua interpretação já é uma das melhores do ano. Guerreiro chega apenas em DVD no Brasil, sendo que deveria ter exibições no cinema por ser tão emocionante e mostrar que histórias banais podem sim ser extremamente envolventes. São dois filmes dentro de A Invenção de Hugo Cabret, e eles não combinam. George Clooney tem um de seus melhores momentos como ator em Os Descendentes, mas o diretor Alexander Payne está domesticado demais. Histórias Cruzadas nada mais é do que um bom trabalho de seu elenco feminino – em especial da sempre maravilhosa Viola Davis. Cavalo de Guerra… bom, melhor deixar pra lá. Drive, o filme mais estiloso do ano até agora. Em W.E. – O Romance do Século, Madonna não entende que seu status se limita apenas ao mundo da música.

O iraniano A Separação tinha o melhor roteiro original da award season. Daniel Radcliffe é esforçado, mas A Mulher de Preto não. Subestimado, Poder Sem Limites é uma das agradáveis surpresas de 2012. Charlize Theron é o ponto alto de Jovens Adultos. Keira Knightley estraga Um Método Perigoso. Stephen Daldry foi injustamente apedrejado pelo apenas satisfatório Tão Forte e Tão Perto. A bela trilha de Harry Escott e a atuação de Michael Fassbender permanecem com o espectador após Shame. A adaptação de Jogos Vorazes foi sensação, mas o filme não justifica tanto barulho. Mia Wasikowska está em seu melhor momento no cinema com Jane Eyre, que ainda traz uma linda trilha de Dario Marianelli. O errado Deus da Carnificina é defendido só por ser um filme de Roman Polanski. Prometheus é o blockbuster do ano até agora. Tim Burton chega mais perto do fundo do poço com Sombras da Noite. Andrew Garfield e Emma Stone são muito melhores do que o desnecessário O Espetacular Homem-Aranha. A Disney sufoca a liberdade criativa da Pixar em Valente.

Sombras da Noite

If a man can become a monster, then a monster can become a man.

Direção: Tim Burton

Roteiro: Seth Grahame-Smith, baseado na série homônima de Dan Curtis

Elenco: Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Chlöe Grace Moretz, Eva Green, Helena Bonham Carter, Jackie Earle Haley, Christopher Lee, Alice Cooper, Ray Shirley

Dark Shadows, EUA, 2012, Comédia, 113 minutos

Sinopse: 1752. Joshua (Ivan Kaye) e Naomi Collins (Susanna Cappellaro) deixam a cidade inglesa de Liverpool juntamente com o filho, Barnabás, rumo aos Estados Unidos. A intenção deles era escapar de uma terrível maldição que atingiu a família. Vinte anos depois, Barnabás (Johnny Depp) é um playboy inveterado que tem a cidade de Collinsport aos seus pés. Após seduzir e partir o coração de Angelique Bouchard (Eva Green), sem saber que era uma bruxa, ele é transformado em vampiro e preso numa tumba por dois séculos. Quando enfim desperta, dois séculos depois, encontra sua propriedade em ruínas e os poucos familiares ainda vivos escondem segredos uns dos outros. Em meio a um mundo desconhecido, Barnabás se interessa por Victoria Winters (Bella Heathcote), a tutora do jovem David (Gulliver McGrath). (Adoro Cinema)

Tim Burton sabe dar visual a um filme. Só que há um bom tempo já deixou de saber contar uma história. Sweeney Todd, por mais interessante que seja, chama mais atenção pelo lado do musical do que pelo desenvolvimento da trama em si. Alice no País das Maravilhas, então, melhor deixar de lado para não remoer aquela enorme decepção… Por isso, não é surpresa alguma Sombras da Noite causar tanta preguiça e má vontade. Só que a situação é pior do que se esperava: além de ser um dos piores filmes da carreira do diretor, essa nova parceria entre Tim Burton e Johnny Depp só atesta o quanto o primeiro esqueceu de que antes se prioriza a  história para depois  dar atenção ao visual, e como o segundo já decidiu que atuará para sempre no piloto-automático.

Sombras da Noite traz, novamente, um Tim Burton inexpressivo, submerso em uma acomodada repetição de estilo e visual. Só que agora tudo dentro de uma história completamente bagunçada. Ao adaptar a série de TV homônima para o cinema, o diretor, em parceria com o roteirista Seth Grahame-Smith, orquestrou uma história que sofre, justamente, por ter traços episódicos demais. São personagens demais e foco de menos. Nenhuma figura de Sombras da Noite é bem desenvolvida, nem mesmo o próprio protagonista Barnabas Collins (Depp). O filme, assim, é uma miscelânea desinteressante de vários tipos bizarros e situações avulsas. Falta história no filme – e isso, claro, afeta diretamente o ritmo, que se torna arrastado em função da falta de um conflito condutor no roteiro.

Quem é mais benevolente e consegue deixar o senso crítico de lado até pode se divertir com a proposta de humor do filme. Mas, sinceramente, não consegui embarcar em piadas que já foram exploradas à exaustão no cinema, especialmente aquelas do homem que acorda depois de muito tempo e não entende nada de carros, tecnologia e novos comportamentos da sociedade. Definitivamente, originalidade não é a palavra-chave do filme. Já quando tenta dar alguma dimensão dramática ou de suspense para a história, Sombras da Noite usa truques artificiais e sem impacto, como a boba revelação envolvendo um lobisomem e despedidas indiferentes de alguns personagens (Helena Bonham Carter, por exemplo, sai repentinamente da história sem qualquer efeito interessante para o enredo).

O elenco tenta. E parece que eles estão mesmo se divertindo. Só que não nos convidam para a diversão. Ainda vale destacar algo que é de deixar qualquer um profundamente triste: a acomodação de Johnny Depp. Sem entregar um desempenho inovador desde sabe-se lá quando, o ator constrói um Barnabas Collins que nada mais é do que uma infinita variação de trejeitos de outros personagens seus, como o capitão Jack Sparrow (percebam o jeito de andar, as caretas de surpresa, o jeito de mover a boca). Se fosse para eleger alguém que mais se destaca, certamente seria Eva Green – mais pelo que o papel proporciona do que por maiores brilhantismos dela. Ah, e ainda temos a personagem da velhinha avulsa que não diz uma palavra sequer, mas que por ser justamente aleatória tem seu valor.

Se a direção de arte continua boa – mas não inovadora – e o clima sombrio característico do diretor também, por outro lado tais escolhas não surtem mais o mesmo efeito. Inclusive, com Sombras da Noite, é válido questionar até mesmo a capacidade de Burton de fazer homenagens: proposital ou não (e se não for, a situação fica ainda pior), uma das cenas finais é cópia descarada de um momento de A Morte Lhe Cai Bem, do diretor Robert Zemeckis. Só que, se o filme estrelado por Meryl Streep, Goldie Hawn e Bruce Willis era espirituoso e ria de suas próprias bobagens, Sombras da Noite já não consegue ter essa mesma inspiração. Aliás, perto dessa pequena tragédia de Burton, A Morte Lhe Cai Bem pode muito bem ser considerado até obra-prima.

FILME: 4.5

O que passou…

AMOR À PRIMEIRA VISTA (Falling in Love, 1984, de Ulu Grosbard): De todos os filmes menores que Meryl Streep protagonizou nos anos 1980, esse é o que menos sobreviveu com qualidade. Hoje, Amor à Primeira Vista soa antiquado, sem graça e com pouquíssimo a dizer. Talvez até para os padrões da época já tenha sido mediano, mas, com o tempo, só teve suas fragilidades evidenciadas. Devemos ser sinceros e admitir que o longa de Ulu Grosbard está longe de ofender ou sequer ser ruim, mas com Meryl Streep, Robert De Niro e Dianne Wiest, o resultado poderia – e merecia – ser bem superior. Entretanto, é apenas um romance inexpressivo com leves toques de drama. E a mistura nunca empolga. 6.0/10

A DIFÍCIL ARTE DE AMAR (Heartburn, 1986, de Mike Nichols): Se Amor à Primeira Vista não envelheceu muito bem, A Difícil Arte de Amar pode dizer que conseguiu preservar parte de seus pontos positivos. Talvez seja mérito do roteiro da recém falecida Nora Ephron. Ela não é uma grande roteirista, mas levanta questões sempre pertinentes sobre relacionamentos com certa eficiência. Aqui não é diferente: Meryl Streep e Jack Nicholson dão vida à essa história de casamento e traição inspirada na vida da própria Ephron. É uma comédia dramática extremamente simples que traz Meryl Streep mais “gente como a gente” do que nunca e um Jack Nicholson igualmente à vontade. Só não ser muito crítico para aproveitar o resultado… 7.5/10

A FILHA DE GIDEON (Gideon’s Daughter, 2005, de Stephen Poliakoff): Antes de mais nada, A Filha de Gideon é uma grande chance para Bill Nighy, um ator pouco aproveitado e que, nesse filme, está sublime – inclusive, mereceu o Globo de Ouro que recebeu pelo seu trabalho. Ele é o protagonista desse telefilme da BBC sobre o cotidiano de um famoso publicitário que precisa lidar com seus clientes, a falta de comunicação com a filha e a nova amizade que começou com uma mulher que acabou de perder o filho. É uma história muito sutil, interpretada por um elenco de qualidade (além de Nighy, tem Emily Blunt, Miranda Richardson e Tom Hardy) e que sabe a medida certa para os dramas que apresenta – inclusive no uso da excelente trilha. 8.0/10

O GAROTO DA BICICLETA (Le Gamin au Vélo, 2011, de Jean-Pierre e Luc Dardenne): Não é nenhum exagero fazer comparações entre Tão Forte e Tão PertoO Garoto da Bicicleta. Ambos falam sobre crianças extremamente geniosas que lidam com a ausência de uma figura paterna e que, em jornadas solitárias, não parecem precisar da ajuda das mulheres presentes em suas vidas. Só que se o primeiro é (injustamente) acusado de ser muito melodramático, o segundo não me instigou por ser justamente o oposto: racional, clínico, quase frio. Principalmente porque é difícil ter compaixão pelo protagonista. É de se admirar sempre a abordagem naturalista dos irmãos Dardenne. No entanto, falta algo em O Garoto da Bicicleta, que também tem um ato final muito abrupto e sem grandes surpresas. 7.0/10

IDENTIDADE PARANORMAL (Shelter, 2009, de Måns Mårlind e Björn Stein): É só ver o pôster do filme ou ler a sinopse para pressentir a bobagem que é Identidade Paranormal, lançado diretamente em home video aqui no Brasil. E o que você pensou sobre o filme está certo – elevado ao cubo. Não entendo que tipo de diretor consegue fazer um filme tão horrível quando tem duas duas atrizes do calibre de Julianne Moore e Frances Conroy no elenco. Já é sabido que as duas constantemente estão envolvidas em bombas, mas ambas poderiam ter evitado essa desgraça… Identidade Paranormal tem uma história boba (sempre a psiquiatra que vira investigadora, né?), suspense nulo, resoluções que seguem um caminho completamente inverso do que a história estava seguindo e uma direção completamente amadora. Enfim, no início até parece um filme ruim para se ver de madrugada – mas, aos poucos, revela que nem isso consegue ser. 2.0/10

LAS MALAS INTENCIONES (idem, 2011, de Rosario Garcia-Montero): Assisti no Festival de Cinema de Gramado do ano passado, e foi um dos longas da mostra competitiva latina que mais me agradou. Las Malas Intenciones, já exibido também no Festival de Berlim, é um filme peruano que tem muito a ver com O Labirinto do Fauno no que se refere ao seu foco narrativo: aqui, os dramas são contados a partir do ponto de vista de uma menina mais esperta do que outras de sua idade, enquanto os adultos servem apenas de suporte para seus dilemas. Indispensável elogiar a jovem Fátima Búntix, que segurou muito bem o filme com um desempenho exemplar. Ela, como a inteligente Caetana, que acha necessário morrer no dia em que seu novo irmão nascer, incorpora com precisão todas as boas situações criadas por esse excelente drama. 8.0/10