Cinema e Argumento

vacation!

Inspirado em um dos mais recentes singles da banda Alphabeat, Vacation, resolvi tirar umas férias. Do blog, claro, já que trabalho e faculdade continuam… De qualquer forma, é coisa rápida: só um breve tempo para colocar tudo em dia, organizar a vida, fazer provas, concluir matérias pendentes, planejar formatura e… poder respirar nesse meio tempo! Em algum dia da próxima semana, o Cinema e Argumento está de volta. Até lá, pessoal! =)

Emmy 2012: resultados

O Emmy 2012 foi bastante parecido com o Oscar que vimos no início do ano: cerimônia sem vida, surpresas não muito interessantes e um resultado geral bem aquém do esperado. Só que uma atriz salvou a noite. E se Meryl Streep foi a luz de um Oscar terrível, Julianne Moore foi o motivo para que o Emmy 2012 seja lembrado. Injustiçada durante anos em todas as premiações, a atriz de 51 (!) anos venceu seu primeiro grande prêmio. Como a republicana Sarah Palin, Moore foi consagrada por seu estupendo desempenho em Virada no Jogo. Reconhecimento mais do que merecido para uma grande atriz. Antes tarde do que nunca, não?

De resto, mais do mesmo: ainda tento entender o alto nível de empolgação com Modern Family, uma série que já está sem fôlego. Repetir prêmios para Eric Stonestreet e, principalmente, Julie Bowen foi exagero. Só que a edição desse ano também pecou nos dramas: se Breaking Bad e Downton Abbey pareciam vir com tudo para tirar o reinado de Mad Men, eis que o programa criado por Matthew Weiner deu adeus ao Emmy por causa de… Homeland. Tudo bem que o prêmio de melhor elenco, anunciado semana passada, já anunciava um certo entusiasmo exacerbado com esse programa novato, mas aí Damian Lewis ganhar de Bryan Cranston como melhor ator? Difícil engolir. Não quero dizer que Homeland é uma série ruim, mas, ao meu ver, é bastante limitada: a primeira temporada se resume a um mistério que nunca consegue necessariamente enganar, e é difícil prever como a série conseguirá se sustentar daqui para frente. Não seria surpresa nenhuma ver Homeland sendo esquecida futuramente…

Enfim, o Emmy 2012 representa o fim da era Mad Men e nunca esperou-se um desfecho tão amargo, sem um prêmio sequer. Sei que é moda falar mal do grande vencedor, mas Homeland não merecia ser a série responsável pelo esquecimento de Mad Men. Dessa forma, o Emmy, apesar da lista sempre cheia de momentos inesperados, dessa vez não teve grandes momentos e suas escolhas erradas podem muito bem surtir efeito no próximo ano: em 2013 saberemos se Homeland é o que realmente apontam, se Breaking Bad acabará sem o grande reconhecimento que merece e se Mad Men continuará sendo vítima do mesmo crime que cometeram com Six Feet Under: zero celebração para os atores. E, nós, como sempre, estaremos lá apostando, xingando e torcendo… Afinal, do que sobreviveriam as premiações se não de nossas torcidas? Confiram, abaixo, a lista de vencedores:

Melhor série dramática: Homeland

Melhor atriz em série dramática: Claire Danes (Homeland)

Melhor ator em série dramática: Damian Lewis (Homeland)

Melhor direção em série dramática: Timothy Van Patten (Boardwalk Empire, episódio To the Lost)

Melhor atriz coadjuvante em série dramática: Maggie Smith (Downton Abbey)

Melhor roteiro em série dramática: Alex Gansa, Howard Gordon e Gideon Raff (Homeland, episódio Pilot)

Melhor ator coadjuvante em série dramática: Aaron Paul (Breaking Bad)

Melhor telefilme/minissérie: Virada no Jogo

Melhor ator em telefilme/minissérie: Kevin Costner (Hatfields & McCoys)

Melhor diretor em telefilme/minissérie: Jay Roach (Virada no Jogo)

Melhor atriz em telefilme/minissérie: Julianne Moore (Virada no Jogo)

Melhor roteiro em telefilme/minissérie: Danny Strong (Virada no Jogo)

Melhor ator coadjuvante em telefilme/minissérie: Tom Berenger (Hatfields & McCoys)

Melhor atriz coadjuvante em telefilme/minissérie: Jessica Lange (American Horror Story)

Melhor série cômica: Modern Family

Melhor atriz em série cômica: Julia Louis-Dreyfus (Veep)

Melhor ator em série cômica: Jon Cryer (Two and a Half Men)

Melhor direção em série cômica: Steven Levitan (Modern Family, episódio Baby on Board)

Melhor atriz coadjuvante em série cômica: Julie Bowen (Moden Family)

Melhor roteiro em série cômica: Louis C.K. (Louie, episódio Pregnant)

Melhor ator coadjuvante em série cômica: Eric Stonestreet (Modern Family)

Vamos falar sobre o Emmy? – Parte 4 (apostas)

Chegou a hora de conheceremos os vencedores da 64ª edição do Emmy. Na cerimônia que acontece hoje, a partir das 21h (horário de Brasília), a disputa é, como sempre, acirrada. Mad Men reinará absoluta pelo quinto ano consecutivo? Ou Downton Abbey, nova sensação, conseguirá desbancar o programa? Tudo pode acontecer nessa premiação completamente imprevisível e que, apesar de ser frequentemente injusta, é uma das mais divertidas de se assistir em função, justamente, da imprevisibilidade – o que não acontece em prêmios como Oscar e Globo de Ouro. Nossa torcida, vale registrar, fica com Breaking Bad. Em qualquer categoria. Aqui no Brasil, a transmissão fica a cargo do Warner Channel. Abaixo, nossas apostas:

DRAMA

Melhor série: Mad Men / alt: Downton Abbey

Melhor ator: Bryan Cranston (Breaking Bad) / alt: Steve Buscemi (Boardwalk Empire)

Melhor atriz: Claire Danes (Homeland) / alt: Michelle Dockery (Downton Abbey)

Melhor ator coadjuvante: Aaron Paul (Breaking Bad) / alt: Giancarlo Esposito (Breaking Bad)

Melhor atriz coadjuvante: Maggie Smith (Downton Abbey) / alt: Anna Gunn (Breaking Bad)

Melhor direção: Michael Cuesta (Homeland, pelo episódio Pilot) / alt: Phil Abraham (Mad Men, pelo episódio The Other Woman)

Melhor roteiro: Semi Chellas e Matthew Weiner (Mad Men, pelo episódio The Other Woman) / alt: Julian Fellowes (Downton Abbey, pelo episódio #2.7)

COMÉDIA

Melhor série: Modern Family / alt: 30 Rock

Melhor ator: Alec Baldwin (30 Rock) / alt: Louis C.K. (Louie)

Melhor atriz: Amy Poehler (Parks and Recriation) / Melissa McCarthy (Mike & Molly)

Melhor ator coadjuvante: Ed O’Neill (Modern Family) / Ty Burell (Modern Family)

Melhor atriz coadjuvante: Kathryn Joosten (Desperate Housewives) / alt: Kristen Wiig (Saturday Night Live)

Melhor direção: Steven Levitan (Modern Family, pelo episódio Baby on Board) / alt: Lena Dunham (Girls, pelo episódio She Did)

Melhor roteiro: Amy Poehler (Parks and Recriation, pelo episódio The Debate) / alt: Louis C.K. (Louie, pelo episódio Pregnant)

TELEFILME/MINISSÉRIE

Melhor telefilme/minissérie: Virada no Jogo / alt: American Horror Story

Melhor ator: Idris Elba (Luther) / alt: Woody Harrelson (Virada no Jogo)

Melhor atriz: Julianne Moore (Virada no Jogo) / alt: Nicole Kidman (Hemingway & Gellhorn)

Melhor ator coadjuvante: Ed Harris (Virada no Jogo) / alt: Martin Freeman (Sherlock)

Melhor atriz coadjuvante: Jessica Lange (American Horror Story) / alt: Frances Conroy (American Horror Story)

Melhor direção: Jay Roach (Virada no Jogo) / alt: Paul McGuigan (Sherlock, pelo episódio A Scandal in Belgravia)

Melhor roteiro: Danny Strong (Virada no Jogo) / alt: Steven Moffat (Sherlock, pelo episódio A Scandal in Belgravia)

Vamos falar sobre o Emmy? – Parte 3

Caiu bastante o nível de MODERN FAMILY na terceira temporada. No início, a série tinha a seu favor o fato de ser extremamente simples em sua proposta (narrar o cotidiano de três famílias distintas) – e, por isso mesmo, universal – mas o programa já perdeu o fôlego. Dá para entender o porquê de Modern Family ter vencido o Emmy três vezes seguidas. Porém, já é hora de trocar o disco. Se não for para voltar a consagrar 30 Rock, que lembrem, então, de algum dos seriados estreantes – já que esse é o ano deles. A verdade é que Modern Family não ficou ruim, só não é mais digna de celebrações. E isso inclui o próprio elenco, já que nomes como Sofía Vergara e Eric Stonestreet, constantes destaques anteriormente, também caíram na repetição. Se a série vencer, o que é bem provável, será por puro comodismo dos votantes.

THE SONG OF LUNCH não é uma experiência para todos. Narrado literalmente como um poema, esse telefilme da BBC traz dois grandes atores do cinema britânico na história de um casal que se reencontra anos depois de separados em um almoço que fará um balanço do que deu errado na relação. E se Emma Thompson concorre como melhor atriz em telefilme/minissérie – na única indicação de The Song of Lunch – basta assistir ao resultado para questionar tal nomeação. Não por causa de Thompson, óbvio, mas porque o enredo é focado inteiramente nos sentimentos do personagem interpretado por Alan Rickman, que também é o responsável pelas narrações em off. Ele, sempre subestimado, que deveria representar The Song of Lunch no Emmy…

Ainda não sei dizer com certeza o que penso sobre SMASH. Pior do que poderia ser mas inferior ao que prometia, a série criada por Theresa Rebeck conseguiu quatro indicações ao Emmy, sendo três delas relacionadas, claro, ao mundo musical. E, por mais que muitas vezes a série caia na obviedade dos números musicais “imaginários” em um palco, o resultado até que é bem interessante no setor, com algumas canções que realmente grudam (History is Made at Night é uma delas). Porém, em termos de trama, o resultado é bem frágil, com dilemas que estão longe de alcançar qualquer originalidade. Se, por um lado, o programa parecia prestes a se vender trazendo um número com Rumor Has It, da Adele, e uma participação de Nick Jonas, por outro conseguiu manter certa autenticidade. Nada grandioso, mas de bom entretenimento. Smash ainda concorreu com Uma Thurman na categoria de atriz convidada. Não levou nada (as categorias “secundárias” foram anunciadas semana passada).

Já faturou os Emmy de elenco em série dramática e chega como uma possível surpresa para a cerimônia do próximo domingo. Não é de se admirar, afinal, Homeland tem todos os elementos para alcançar a consagração: uma história muito contemporânea sobre um tema sempre presente na vida dos estadunidenses. Guerra, tortura, terroristas… 24 Horas já trouxe muito disso, mas a série estrelada por Claire Danes apresenta um enfoque mais dramático e contemplativo sobre esse universo. Particularmente, não considero um grande seriado, e a própria Claire Danes – considerada favorita na categoria de atriz em série dramática – é apenas satisfatória na temporada como um todo (seus momentos “maiores” estão no final). No ano em que Breaking Bad concorre com uma temporada tão completa, não seria muito justo ver Homeland como a série responsável por tirar os vários anos de reinado de Mad Men na categoria principal. Especialmente porque a temática da série não parece ter fôlego para durar muito tempo…

TOP 10: trilhas sonoras contemporâneas

É sempre um prazer falar de trilhas. E quando, através do Twitter, me sugeriram um TOP 10 sobre esse tema, fiquei, claro, muito entusiasmado. No entanto, elencar trilhas sonoras de toda a existência do cinema é, no mínimo, injusto. Portanto, resolvi fazer um recorte: assim como no post de filmes estrangeiros, optei por falar sobre exemplares contemporâneos – de 2000 até agora – o que é bem mais fácil e acessível a todos. Na lista, compositores estadunidenses, argentinos, franceses, poloneses e italianos. E todas as trilhas listadas são, ao meu ver, dignas de ocuparem espaço na coleção de todo bom fã do gênero!

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1. AS HORAS, por Philip Glass: Já devo ter feito todos os elogios do mundo ao trabalho de Philip Glass para As Horas, mas nunca me canso de falar sobre essa trilha que – não hesito em afirmar – é uma das melhores já feitas no cinema. Que ela tem toda a precisão que só um mestre como Glass poderia trazer todo mundo já sabe, mas o que conta mesmo é a forma como a trilha, além de ser uma ferramenta narrativa essencial do filme, ainda é um personagem à parte. O compositor nunca esteve tão inspirado frente ao piano – e isso inclui a sua carreira não só no cinema, mas na música como um todo. Pura perfeição. A não premiação no Oscar ainda é um dos maiores absurdos dessa vida.

2. DIREITO DE AMAR, por Abel Korzeniowski: Se alguém chegou perto de alcançar o nível de Philip Glass em As Horas, esse foi o polonês Abel Korzeniowski. Sua trilha para o subestimado Direito de Amar é tão impressionante que parece ser de um verdadeiro compositor veterano. Só que essa foi sua primeira trilha fora da Polônia com algum tipo repercussão. Ouvir esse álbum, que ainda conta com composições adicionais de Shimgeru Umbayashi, e não ficar completamente arrasado com a versatilidade e a habilidade do compositor em criar passagens geniais – e, por muitas vezes, dolorosas – é uma missão simplesmente impossível. Serve perfeitamente ao filme de Tom Ford.

3. LEONTINA, por Jorge Aliaga: Exibido no 40º Festival de Cinema de Gramado, o documentário chileno Leontina ainda é inédito no circuito comercial brasileiro. Porém, é bom ficar de olho no nome do responsável pela trilha sonora desse injustiçado filme. Fica evidente a sintonia entre o compositor argentino Jorge Aliaga e o diretor Boris Peters nessa trilha responsável por definir todo o ritmo de Leontina. Aqui, os belos violinos são fundamentais para enaltecer a íntima proposta desse documentário sobre envelhecimento e solidão. Muito mais do que uma trilha, o trabalho de Aliaga, bem como todos dessa lista, ultrapassa as fronteiras do cinema e se torna uma ótima pedida para qualquer apreciador de música.

4. DESEJO E REPARAÇÃO, por Dario Marianelli: Joe Wright alcançou o seu auge como diretor em Desejo Reparação, um verdadeiro clássico contemporâneo. E o mesmo pode ser dito do trabalho do italiano Dario Marianelli, que chegou a vencer o Oscar pela trilha realizada para esse longa. Originalidade é a palavra-chave dessa trilha que, misturando os mais clássicos instrumentos com sonoridades inusitadas (as teclas de uma máquina de escrever, por exemplo), está sempre totalmente à altura dos momentos sublimes e grandiosos do filme de Joe Wright. Marcante.

5. A VILA, por James Newton Howard: Aspecto fundamental para levar o espectador para dentro do clima do filme, a trilha sonora de A Vila é um dos grandes momentos de James Newton Howard, que trabalha constantemente com M. Night Shyamalan, mesmo em tragédias como Fim dos Tempos. Aqui, ambos estão extremamente inspirados e Howard, ao adotar o trabalho com violinos como “matéria-prima”, realizou um trabalho que vai do drama ao suspense com uma versatilidade de impressionar. Certamente, A Vila não seria o mesmo filme sem a trilha sonora que é certeira ao nos levar para dentro do universo criado por Shyamalan.

6. O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN, por Yann Tiersen: Filme à parte (não vejo nada de especial nesse longa a não ser Audrey Tautou e a técnica), O Fabuloso Destino de Amélie Poulain deu ao francês Yann Tiersen a chance de realizar aquele que é, possivelmente, o trabalho mais encantador  de sua carreira. A trilha, que hoje é utilizada em qualquer produto audiovisual que mostre a França, é uma verdadeira ode ao país. Do início ao fim, o álbum nos oferece uma prazerosa viagem ao território francês. Trilha muito subestimada e que merecia todos os reconhecimentos possíveis – mas, certamente, o tempo fez jus ao que ela representa.

7. CASA DE AREIA E NÉVOA, por James Horner: Um dos filmes mais intensos da década passada, Casa de Areia Névoa é uma verdadeira surpresa não só em termos dramáticos, mas na própria direção de Vadim Perlman ou, claro, na estupenda trilha sonora de James Horner. Mais conhecido por seus trabalhos para grandes filmes como Titanic e Avatar, o compositor tem aqui aquele que é, possivelmente, o melhor trabalho de sua carreira. As composições são delicadas e totalmente de acordo com o filme, mesmo aquelas que têm cerca de 15 minutos de duração. Horner dá o tom certo ao longo e, na lógica de que menos é mais, entrega um resultado simplesmente sublime.

8. ADEUS, LENIN!, por Yann Tiersen: Dois anos depois de realizar a trilha sonora de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, Yann Tiersen realizou outro trabalho superlativo: Adeus, Lenin!. Sucesso de público na Alemanha, o filme de Wolfang Backer deve boa parte de sua delicadeza e de sua melancolia ao que Tiersen compôs para a história. É um álbum que, ao utilizar piano em todas as faixas, consegue criar melodias inesquecíveis, como Summer 78. Mais uma vez, Tiersen foi injustiçado e não teve reconhecimento por sua trilha, mas é assim que nascem os trabalhos que resistem intactos ao tempo.

9. RÉQUIEM PARA UM SONHO, por Clint Mansell: Filme mais perturbador já realizado por Darren Aronofsky, Réquiem Para Um Sonho tem boa parte de sua intensa carga dramática na trilha sonora do sempre ótimo Clint Mansell. A clássica Lux Aeterna, tão utilizada em programas da TV brasileira, é apenas um exemplo de como Mansell compreendeu por completo o espírito incômodo proposto por Aronofsky. É, certamente, um trabalho de admirável precisão e que pontua de forma contundente a temática de Réquiem Para Um Sonho. Como sempre, uma grande trilha – impactante até hoje – ignorada pelas premiações.

10. O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON, por Alexandre Desplat: Não é justo falar de trilhas contemporâneas sem mencionar Alexandre Desplat. Repleto de trabalhos ecléticos e de destaque nos últimos anos, o compositor tem seu ponto alto, certamente, em O Curioso Caso de Benjamin Button. Uma trilha é clássica quando basta ouvirmos apenas uma composição para lembrarmos imediatamente do filme. E é assim com o trabalho de Desplat para o filme de David Fincher. Bastam algum segundos de Postcards, por exemplo, para embarcarmos em uma viagem rumo a O Curioso Caso de Benjamin Button. Poucos têm esse mérito.