Vamos falar sobre o Emmy? – Parte 3

Caiu bastante o nível de MODERN FAMILY na terceira temporada. No início, a série tinha a seu favor o fato de ser extremamente simples em sua proposta (narrar o cotidiano de três famílias distintas) – e, por isso mesmo, universal – mas o programa já perdeu o fôlego. Dá para entender o porquê de Modern Family ter vencido o Emmy três vezes seguidas. Porém, já é hora de trocar o disco. Se não for para voltar a consagrar 30 Rock, que lembrem, então, de algum dos seriados estreantes – já que esse é o ano deles. A verdade é que Modern Family não ficou ruim, só não é mais digna de celebrações. E isso inclui o próprio elenco, já que nomes como Sofía Vergara e Eric Stonestreet, constantes destaques anteriormente, também caíram na repetição. Se a série vencer, o que é bem provável, será por puro comodismo dos votantes.

THE SONG OF LUNCH não é uma experiência para todos. Narrado literalmente como um poema, esse telefilme da BBC traz dois grandes atores do cinema britânico na história de um casal que se reencontra anos depois de separados em um almoço que fará um balanço do que deu errado na relação. E se Emma Thompson concorre como melhor atriz em telefilme/minissérie – na única indicação de The Song of Lunch – basta assistir ao resultado para questionar tal nomeação. Não por causa de Thompson, óbvio, mas porque o enredo é focado inteiramente nos sentimentos do personagem interpretado por Alan Rickman, que também é o responsável pelas narrações em off. Ele, sempre subestimado, que deveria representar The Song of Lunch no Emmy…

Ainda não sei dizer com certeza o que penso sobre SMASH. Pior do que poderia ser mas inferior ao que prometia, a série criada por Theresa Rebeck conseguiu quatro indicações ao Emmy, sendo três delas relacionadas, claro, ao mundo musical. E, por mais que muitas vezes a série caia na obviedade dos números musicais “imaginários” em um palco, o resultado até que é bem interessante no setor, com algumas canções que realmente grudam (History is Made at Night é uma delas). Porém, em termos de trama, o resultado é bem frágil, com dilemas que estão longe de alcançar qualquer originalidade. Se, por um lado, o programa parecia prestes a se vender trazendo um número com Rumor Has It, da Adele, e uma participação de Nick Jonas, por outro conseguiu manter certa autenticidade. Nada grandioso, mas de bom entretenimento. Smash ainda concorreu com Uma Thurman na categoria de atriz convidada. Não levou nada (as categorias “secundárias” foram anunciadas semana passada).

Já faturou os Emmy de elenco em série dramática e chega como uma possível surpresa para a cerimônia do próximo domingo. Não é de se admirar, afinal, Homeland tem todos os elementos para alcançar a consagração: uma história muito contemporânea sobre um tema sempre presente na vida dos estadunidenses. Guerra, tortura, terroristas… 24 Horas já trouxe muito disso, mas a série estrelada por Claire Danes apresenta um enfoque mais dramático e contemplativo sobre esse universo. Particularmente, não considero um grande seriado, e a própria Claire Danes – considerada favorita na categoria de atriz em série dramática – é apenas satisfatória na temporada como um todo (seus momentos “maiores” estão no final). No ano em que Breaking Bad concorre com uma temporada tão completa, não seria muito justo ver Homeland como a série responsável por tirar os vários anos de reinado de Mad Men na categoria principal. Especialmente porque a temática da série não parece ter fôlego para durar muito tempo…

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