Cinema e Argumento

Melhores de 2012 – Direção de Arte

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É o típico caso em que o filme não foi unanimidade, mas cujo trabalho técnico foi reconhecido – e premiado – por onde passou. E A Invenção de Hugo Cabret merece todos os elogios do mundo pelo visual minucioso e encantador. O que mais impressiona, sem qualquer sombra de dúvida, é a direção de arte do italiano Dante Ferretti. Poucas vezes Paris impressionou além do cartão-postal e foi reconstituída de forma tão bela. Fica visível para o espectador que cada detalhe foi devidamente pensado e o resultado desse conjunto de acertos é o excepcional trabalho que podemos ver ao longo do filme. Das ruas da capital francesa até os cenários que são palco das homenagens ao cinema, A Invenção de Hugo Cabret nunca deixa de ser instigante ao transportar o espectador para dentro daquele mágico universo. Mesmo quem não se empolga com o filme (como é o meu caso) há de reconhecer a preciosidade alcançada por Ferretti nessa especialíssima direção de arte.

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 OUTROS INDICADOS:

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A Terra Média volta a encantar graças também à direção de arte em O Hobbit – Uma Jornada Inesperada / O Impossível reconstituiu com perfeição a devastação e o caos hospitalar da Tailândia pós-tsunami / Singela, nostálgica e cheia de simbologias, a direção de arte é um dos pontos altos de Moonrise Kingdom / Muito além dos efeitos visuais, Prometheus ainda realiza um belo trabalho de direção de arte para dar vida ao universo de Ridley Scott.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | 2010 – O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet | 2007 – Maria Antonieta

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. A Invenção de Hugo Cabret (32.14%, 18 votos)

2. Moonrise Kingdom (32.14%, 18 votos)

3. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (16.07%, 9 votos)

4. Prometheus (14.29%, 8 votos)

5. O Impossível (5.36%, 3 votos)

Lincoln

Do you think we choose the times into which we are born? Or do we fit the times we are born into?

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Direção: Steven Spielberg

Roteiro: Tony Kushner, baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin

Elenco: Daniel Day-Lewis, Sally Field, Tommy Lee Jones, David Strathairn, Joseph Gordon-Levitt, Lee Pace, John Hawkes, Hal Holbrook, Jackie Earle Haley, Dane DeHaan, Joseph Cross, Jared Harris

EUA, 2012, Drama, 150 minutos

Sinopse: Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, o filme se passa durante a Guerra Civil norte-americana, que acabou com a vitória do Norte. Ao mesmo tempo em que se preocupava com o conflito, o 16º presidente norte-americano, Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), travava uma batalha ainda mais difícil em Washington: ao lado de seus colegas de partido, ele tentava passar uma emenda à Constituição dos Estados Unidos que acabava com a escravidão. (Adoro Cinema)

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O ano é 1865, mas o momento retratado por Lincoln levanta questões que ainda hoje são inexplicavelmente motivos de discussões fervorosas ao redor do mundo. Está certo que a escravidão chegou ao fim, mas ainda vivemos em um mundo onde direitos básicos são negados a várias minorias. Que digam, por exemplo, os homossexuais, frequentemente mortos pelo simples fato de gostarem de pessoas do mesmo sexo. Negros deixando de ser escravos, mulheres alcançando o direito ao voto e, agora, gays querendo o mínimo de respeito perante a lei… Pense em tudo isso e Lincoln se mostra ainda atual e, por que não, urgente. O filme mostra que a escravidão foi moralmente superada – em um passado não muito distante (há menos de dois séculos!) – e que batalhas parecidas por direitos continuam acontecendo. Mais do que isso, ressalta a necessidade de vivermos em harmonia numa sociedade justa para todos.

Lincoln é interessante justamente por retratar um momento historicamente excepcional dentro da história dos direitos humanos: aquele em que o presidente estadunidense Abraham Lincoln conseguiu finalmente aprovar a emenda que abolia a escravidão em seu país. Uma conquista que deixou um legado inegável não só para os Estados Unidos, mas para o mundo inteiro. Porém, em termos cinematográficos, Lincoln não chega a ter o mesmo espírito das ideias revolucionárias do protagonista ou o mesmo frescor das questões que suscita. Escrito por Tony Kushner (da antológica minissérie Angels in America e de Munique, o último grande filme de Spielberg), com base no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, o roteiro de Lincoln é tudo aquilo que sua duração (150 minutos) sugere: uma lenta e patriota história política contada exclusivamente em diálogos. Ou seja, quem não tem paciência com o formato e não conhece pelo menos a base da política estadunidense corre o sério risco de não aguentar o filme até a metade.

Mas digamos que você dê uma chance a Lincoln… A boa notícia é que o longa tem sim pontos positivos. Além do valor especial pelo momento que encena, o resultado apresenta uma boa disciplina de Steven Spielberg atrás das câmeras: ao contrário do que vimos em Cavalo de Guerra, aqui ele mostra maior controle dos tons que emprega na dramaticidade. Também não dá para ser ingênuo e deixar de perceber frequentemente o patriotismo enaltecido (o filme se prolonga desnecessariamente só para trazer um momento “emocionante” nos minutos finais, para citar um caso mais escancarado), mas vale a pena reconhecer seu auto-controle e também o de toda a equipe, começando pela trilha de John Williams, muito mais discreta que o habitual, e pelo próprio design de produção, outro elemento que não quer sufocar o filme. E Kushner, mesmo não tendo escrito um roteiro necessariamente instigante e enxuto, também tem a consciência de não cair na tentação em vários momentos e açucarar a história – o que se reflete na Mary Todd Lincoln, de Sally Field, que poderia facilmente se tornar uma caricatura. Spielberg soube ser menos melodramático e isso é, no mínimo, um ponto positivo para esse diretor que não entregava um trabalho realmente relevante há anos.

A disciplina também se estende ao elenco, repleto de nomes consagrados e outros que despontaram nos últimos anos. É um grupo de respeito, o que certamente fortalece o filme. Se o show é mesmo de Daniel Day-Lewis (assim como Meryl Streep, ele é geneticamente incapaz de entregar um desempenho sequer abaixo da média), Lincoln nunca é prejudicado por sua inifinita lista de atores, principalmente porque todos eles – dada a dimensão de suas importâncias no enredo – são bem aproveitados pelo roteiro de Kushner. Por isso mesmo, é bom ver Day-Lewis contracenando com profissionais tão competentes, entre eles David Strathain, Hal Holbrook, Tommy Lee Jones e Sally Field – esta última saindo um pouco do tipo “Regina Duarte” que repetiu diversas vezes em pequenos filmes e no seriado Brothers & Sisters. Portanto, se existe um aspecto incontestável a Lincoln, esse é o competente trabalho de elenco.

Lincoln, em suma, é um trabalho simbólico para a recente carreira de seu diretor (e também para Abraham Lincoln, que aqui recebe o seu maior e mais bem sucedido filme), mas excetuando todas as reflexões que levanta e os atores em cena, essa cinebiografia não se diferencia muito entre as milhares que vimos na última década. Talvez seja culpa do zelo com algumas abordagens, da narrativa bastante linear ou da falta de preocupação em ser mais ambicioso tematicamente (percebam que, no filme, o resto do mundo não existe, a escravidão só existe nos Estados Unidos e toda a glória é somente deles pelo fim da mesma). Mas tem seu público, o que pode ser comprovado nas 12 indicações que recebeu ao Oscar 2013, incluindo uma para outro belo momento da carreira de Daniel Day-Lewis. O ator, que recusou o papel várias vezes exigindo mudanças no roteiro, era a única escolha de Spielberg para o papel.  E ele entrou nos moldes do ator para tê-lo em seu filme. Não é qualquer intérprete que tem – e merece – esse poder. Mas Day-Lewis pode. Não tem como questionar.

FILME: 7.5

3*

Melhores de 2012 – Maquiagem

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Há quem diga que o trabalho de maquiagem baseado em figuras da vida real é mais fácil justamente por ter uma referência, algo a ser reproduzido. Que heresia! É justamente o contrário: tendo alguém como parâmetro, a exigência das plateias é muito maior e o trabalho, claro, precisar ser muito mais minucioso. E J. Roy Helland, colaborador de Meryl Streep desde o tempo de A Escolha de Sofia, em parceria com o trabalho prostético de Mark Coulier, reproduziu com perfeita fidelidade todas as fases da polêmica Margaret Thatcher. Isso é o que existe de fascinante na maquiagem de A Dama de Ferro: mais do que impressionar com uma idosa e frágil Thacher, ela acompanha todas as transições de visual da personagem durante décadas. Como a própria Meryl discursou várias vezes na temporada de premiações de 2012, seu trabalho como atriz não seria possível sem a irrepreensível dedicação de Helland e Coulier. Uma maquiagem que serve a sua intérprete com a mesma magnitude.

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OUTROS INDICADOS:

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Fundamental para mostrar todas as facetas do monsieur Oscar (Dennis Lavant), a maquiagem de Holy Motors ajuda a construir o fascinante delírio que o filme é / A veracidade dos efeitos do tsunami na Tailândia também está presente no eficiente trabalho de maquiagem de O Impossível.

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. A Dama de Ferro (43.18%, 19 votos)

2. Holy Motors (36.36%, 16 votos)

3. O Impossível (20.45%, 9 votos)

SAG 2013: apostas (atualizado com vencedores)

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A próxima parada da temporada 2013 de premiações é o Screen Actors Guild Awards, que acontece nesse domingo (27). Aqui no Brasil, a transmissão da cerimônia fica com a TNT, a partir das 23h. E o Cinema e Argumento, claro, não pode deixar de fazer suas apostas. Importante lembrar que o SAG, apesar de ser votado exclusivamente por atores, não é necessariamente decisivo na corrida pelo Oscar: ano passado, Viola Davis foi a melhor atriz por Histórias Cruzadas enquanto Meryl Streep ficou com o Oscar por A Dama de Ferro, por exemplo.

Outro detalhe a ser considerado é que muitos dos atores oscarizados que concorrem ao SAG não tem o prêmio mais almejado da noite de amanhã: nomes como Sally Field, Maggie Smith, Robert De Niro e Marion Cotillard não possuem a estatueta em casa (Sally tem apenas pelo seriado Brothers & Sisters). Sem falar que o prêmio adora uma veterana (lembram das infinitas vitórias de Betty White e do ano que esnobaram Cate Blanchett e Tilda Swinton para premiar Ruby Dee por O Gângster?).

Por fim, também não podemos esquecer que, para o SAG, o prêmio de melhor elenco pode significar melhor filme (só isso para explicar a derrota de Dúvida para Quem Quer Ser Um Milionário?, anos atrás). Enfim, tudo está bem encaminhado para amanhã (e tudo o que falamos pode se mostrar irrelevante), mas é sempre bom ficar de olho em possíveis surpresas. Abaixo, nossos palpites para as categorias de cinema:

MELHOR ELENCO: O Lado Bom da Vida / alt: Lincoln

Argo foi o vencedor da noite. Surpresa? Não mais. E agora: o Oscar se rende e assume que errou premiando Argo como melhor filme ou dá uma de Crash, ignora todo mundo e vai de Lincoln mesmo? Façam suas apostas!

MELHOR ATOR: Daniel Day-Lewis (Lincoln) / alt: não tem

Daniel Day-Lewis. That’s all.

MELHOR ATRIZ: Jessica Chastain (A Hora Mais Escura) / alt: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)

O prêmio foi para Jennifer Lawrence, o que não dá para ser considerado uma surpresa. Nova estrela por nova estrela, Lawrence é mais conhecida do que Chastain e sua estrada até agora é mais interessante (foi a luz do sonolento Inverno da Alma), com trabalhos autorais e outros mais comerciais. A disputa continua entre ela e Chastain, mas, agora, com o SAG, suas chances são bem maiores. E ela tem Harvey Weinstein ao seu lado. Ou seja…

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Philip Seymour Hoffman (O Mestre) / alt: Tommy Lee Jones (Lincoln)

Primeira vez que Tommy Lee Jones confirma seu suposto favoritismo para o Oscar. Não me entusiasmo tanto com seu desempenho (recentemente, também fez o mesmo papel de senhor rabugento em Um Divã Para Dois), mas a disputa continua incerta, já que Philip Seymour Hoffman venceu o Critics’ Choice e Christoph Waltz o Globo de Ouro. Nada é certo ainda. Não será surpresa alguma qualquer um deles vencendo o Oscar.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Anne Hathaway (Os Miseráveis) / alt: Sally Field (Lincoln)

Já dá para entregar o Oscar para a Anne Hathaway? Ganhou o Critics’ Choice, o Globo de Ouro e agora o SAG. Só uma macumba muito forte pra ela não vencer tudo nessa temporada. E a cena de I Dreamed a Dream já está destinada a ser o grande momento de sua carreira. E não precisa nem ver o filme para deduzir isso.

Melhores de 2012: indicados

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“007 – Operação Skyfall” lidera a lista de melhores de 2012 do Cinema e Argumento

Já é tradição no Cinema e Argumento escolher quais os filmes que mais se destacaram ao longo do ano em várias categorias. E, para escolhermos os melhores de 2012, resolvemos adotar um procedimento diferente. Ao invés de anunciarmos os indicados e vencedores a cada post, publicamos agora apenas a lista completa de indicados para, posteriormente, divulgarmos apenas os vencedores. Uma tentativa de aumentar o suspense, digamos assim.

Lembrando que nossas escolhas contemplam apenas os filmes inéditos lançados comercialmente no Brasil durante o ano em questão, tanto nos cinemas quanto em home video. Também vale ressaltar que nós decidimos em qual categoria certos casos “polêmicos” se enquandram: entendemos, por exemplo, que, apesar de 007 – Operação Skyfall ser baseado no personagem criado por Ian Fleming, isso não define o roteiro como adaptado. Oara nós, o que vale é a história. Por falar no filme de Sam Mendes, ele lidera a nossa lista, com oito indicações, seguido por O Impossível com sete e Guerreiro, Holy Motors e Precisamos Falar Sobre o Kevin com cinco cada.

OBS: durante a próxima semana, estaremos de férias. Voltamos no dia 27, com nossas apostas para o SAG 2013. Até lá! =)

MELHOR FILME

007 – Operação Skyfall
Argo
Guerreiro
Precisamos Falar Sobre o Kevin
A Separação

MELHOR DIREÇÃO

Ben Affleck (Argo)
Gavin O’Connor (Guerreiro)
Leos Carax (Holy Motors)
Lynne Ramsay (Precisamos Falar Sobre o Kevin)
Sam Mendes (007 – Operação Skyfall)

MELHOR ATRIZ

Charlize Theron (Jovens Adultos)
Glenn Close (Albert Nobbs)
Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Michelle Williams (Sete Dias Com Marilyn)
Tilda Swinton (Precisamos Falar Sobre o Kevin)

MELHOR ATOR

Denis Lavant (Holy Motors)
George Clooney (Os Descendentes)
Jean Dujardin (O Artista)
Rodrigo Santoro (Heleno)
Tom Holland (O Impossível)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Janet McTeer (Albert Nobbs)
Judi Dench (007 – Operação Skyfall)
Sandra Bullock (Tão Forte e Tão Perto)
Shailene Woodley (Os Descendentes)
Viola Davis (Histórias Cruzadas)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Ewan McGregor (O Impossível)
Ezra Miller (As Vantagens de Ser Invisível)
Javier Bardem (007 – Operação Skyfall)
Max Von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)
Nick Nolte (Guerreiro)

MELHOR ELENCO

Guerreiro
Histórias Cruzadas
O Impossível
Moonrise Kingdom
A Separação

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

007 – Operação Skyfall
Holy Motors
Moonrise Kingdom
A Separação
Weekend

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Argo
Frankenweenie
Heleno
Precisamos Falar Sobre o Kevin
As Vantagens de Ser Invisível

MELHOR ANIMAÇÃO

As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne
Frankenweenie

O Mundo dos Pequeninos

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
O Impossível
A Invenção de Hugo Cabret
Moonrise Kingdom
Prometheus

MELHOR FIGURINO

O Artista
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
Jane Eyre
W.E. – O Romance do Século

MELHOR FOTOGRAFIA

007 – Operação Skyfall
As Aventuras de Pi
Heleno
A Invenção de Hugo Cabret
Moonrise Kingdom

MELHORES EFEITOS VISUAIS

As Aventuras de Pi
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
O Impossível
Prometheus
Os Vingadores

MELHOR TRILHA SONORA

As Aventuras de Pi
O Impossível
Jane Eyre
Tão Forte e Tão Perto
W.E. – O Romance do Século

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Lay Your Head Down” (Albert Nobbs)
“Masterpiece” (W.E. – O Romance do Século)
“Skyfall” (007 – Operação Skyfall)
“Strange Love” (Frankenweenie)
“Who Were We?” (Holy Motors)

MELHOR MONTAGEM

Argo
Guerreiro
O Homem Que Mudou o Jogo
Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Precisamos Falar Sobre o Kevin

MELHOR EDIÇÃO/MIXAGEM DE SOM

007 – Operação Skyfall
Drive
O Homem Que Mudou o Jogo
Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
O Mundo dos Pequeninos

MELHOR MAQUIAGEM

A Dama de Ferro
Holy Motors
O Impossível