Cinema e Argumento

SAG 2015: apostas

guildas

Amanhã temos mais uma parada da temporada de premiações com o Screen Actors Guild Awards. O prêmio, entregue pelo sindicato de atores dos Estados Unidos, promete ser previsível nas categorias de cinema (sendo o único suspense a categoria de ator, dividida entre Michael Keaton e Eddie Redmayne). Enquanto isso, na TV, a situação já é mais imprevisível, mas porque o SAG resolveu ignorar programas iniciantes como Transparent e The Affair – ou seja, complicado prever quem vai ganhar em uma lista que só concorrem programas já defasados como Modern Family e The Big Bang Theory. Devido à realização do Miss Universo na noite deste domingo, a cerimônia do Screen Actors Guild Awards só será transmitida pelo canal na segunda-feira, às 22h30. Ou seja, amanhã é dia de buscar live streaming à noite na internet! Abaixo, a nossa lista de apostas. 

MELHOR ELENCO

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
alt: Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ATRIZ

Julianne Moore (Para Sempre Alice)
alt: Rosamund Pike (Garota Exemplar)

MELHOR ATOR

Michael Keaton (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância))
alt: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)
alt: Meryl Streep (Caminhos da Floresta)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons (Whiplash: Em Busca da Perfeição)
alt: Robert Duvall (O Juiz)

MELHOR ELENCO DE SÉRIE DRAMA

House of Cards
alt: Boardwalk Empire

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMA

Viola Davis (How to Get Away With Murder)
alt: Julianna Margulies (The Good Wife)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMA

Kevin Spacey (House of Cards)
alt: Matthew McCounaghey (True Detective)

MELHOR ELENCO DE SÉRIE COMÉDIA

Modern Family
alt: Orange is the New Black

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE COMÉDIA

Julia Louis-Dreyfus (Veep)
alt: Julie Bowen (Modern Family)

MELHOR ATOR EM SÉRIE COMÉDIA

Jim Parsons (The Big Bang Theory)
alt: Eric Stonestreet (Modern Family)

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE/TELEFILME

Frances McDormand (Olive Kitteridge)
alt: Cicely Tyson (Trip to Bountiful)

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE/TELEFILME

Mark Ruffalo (The Normal Heart)
alt: Benedict Cumberbatch (Sherlock: His Last Vow)

O mesmo blog, um novo visual

Ok, confesso: sou um pouco neofóbico. Um pouco não. Muito, eu diria. Sempre fui resistente a mudanças. Em tudo. Inclusive no que se refere a minha própria vida, seja ela pessoal ou profissional. Por isso foi muito difícil tomar a decisão de, após sete anos, dar uma repaginada no visual do Cinema e Argumento. Foi difícil porque eu não queria perder a identidade do blog, parecer um endereço completamente diferente ou abandonar o estilo com que eu tanto me acostumei ao longo do tempo.

Ontem, quando fechei o blog para escolher um novo layout, pensei que seria uma jornada longa e cansativa – afinal, sou meio obsessivo com detalhes. Para minha própria surpresa – e espero que isto também signifique um certo desapego com a mania de não gostar de mudanças – tudo ocorreu de forma bastante rápida e natural. Não doeu como eu achei que doeria. Creio que, nesta mudança, encontrei um meio-termo bastante positivo entre manter o que eu considerava ser a identidade visual do Cinema e Argumento e trazer novos elementos.

Não sei quanto a vocês (espero que possam me iluminar melhor esta questão!), mas acho que, com as escolhas tomadas, consegui deixar o blog um pouco mais contemporâneo e atraente. Primordial foi a ocupação de mais espaço (o layout anterior parecia ser bastante menor e com muitos espaços em branco) ou, então, a maior presença da nossa cor principal sempre discreta (o verde) e o aumento do destaque de importantes elementos que conduzem a leitura como os títulos. Marcando a mudança, também coloquei, nas letras, uma tonalidade mais forte se comparada aos posts anteriores para os escritos que virão daqui para a frente.

O que também me surpreendeu nesta jornada de repaginação foi a escolha do novo banner, que se deu com bastante naturalidade. Não esperava que fosse me apaixonar logo de cara por mais este excelente trabalho do meu amigo de longa data Márcio Ramos, que sempre assinou os banners aqui do blog. Mas tudo foi certeiro. Escolhi filmes que têm alguma conexão pessoal comigo mas também belas imagens para dar qualidade visual à montagem. Espero que, nessa positiva renovação sem maiores obstáculos, existam acertos que agradem também a vocês, leitores. Afinal, não teria chegado até aqui e pensado em mudar se não fosse por cada um de vocês. Um abraço e, por favor, me contem suas opiniões sobre as mudanças! Seguimos em frente.

Invencível

If you can take it, you can make it.

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Direção: Angelina Jolie

Roteiro: Joel Coen, Ethan Coen, Richard LaGravenese e William Nicholson, baseado no livro “Unbroken: A World War II Story of Survival”, de Laura Hillenbrand

Elenco: Jack O’Connell, Domhnall Gleeson, Garrett Hedlund, Takamasa Ishihara, Finn Wittrock, Jai Courtney, Maddalena Ischiale, Vincenzo Amato, John Magaro, Luke Treadaway, Louis McIntosh, Ross Anderson, C.J. Valleroy

Unbroken, EUA, 2014, Drama, 137 minutos

Sinopse: O drama retrata a história real do atleta olímpico Louis Zamperini (Jack O’Connell), que sofre um acidente de avião e cai em pleno mar. Ele luta durante 47 dias para reencontrar a terra firme e quando consegue é capturado pelos japoneses em plena Segunda Guerra Mundial. (Adoro Cinema)

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Existe um grande avanço de proporções e credibilidade envolvendo o fator Angelina Jolie na produção de Invencível. A atriz, que estreou na direção de longas-metragens de ficção em 2011 com Na Terra de Amor e Ódio, tem desacelerado sua carreira como atriz para se dedicar cada vez mais a causas humanitárias e ao relato de histórias que de alguma forma lhe encantam. De 2011 para cá, sua posição de diretora parece ter se consolidado, já que Invencível reúne muitos nomes consagrados do cinema. Do roteiro escrito a oito mãos pelos irmãos Coen, Richard LaGravenese (As Pontes de Madison) e William Nicholson (Gladiador) ao trabalho de fotografia do mestre Roger Deakins e de trilha sonora do francês Alexandre Desplat, o novo filme dirigido por Jolie, porém, sequer aproveita os talentos envolvidos com o projeto. Não adianta ter cacife para juntar as pessoas certas se a coordenação é errada. Por isso, ao final, invencíveis mesmo se tornam os espectadores por terem resistido a este longa convencional, cansativo, repetitivo e sem personalidade.

Explorando um pouco mais o seu fetiche com torturas, Angelina Jolie dessa vez aumenta a quantidade de violência em tempos de guerra com Invencível. Se no péssimo Na Terra de Amor e Ódio ela já demonstrava um certo masoquismo infundado com a relação entre torturados e torturadores, aqui a situação piora, com a diretora ambientando quase metade de seu longa em campos de detenção onde japoneses maltratam os estadunidenses durante praticamente 24 horas por dia – e durante longos minutos da história. Antes fosse a tortura uma ferramenta para engrandecer a heroica resistência do protagonista Louis Zamperini (Jack O’Connell, em bom desempenho), mas Invencível se utiliza apenas do choque pelo choque nas sequências envolvendo torturas, sem qualquer efeito dramático além, claro, do óbvio impacto visual das cenas físicas. É nesta eterna repetição de mostrar o sofrido dia a dia de Zamperini em terras inimigas que o filme se perde por completo, tornando-se incrivelmente arrastado e redundante.

Não fica muito evidente a razão que levou Angelina Jolie a ter se envolvido com esta história, especialmente quando ela, tão humanitária, faz um retrato unidimensional da trajetória do protagonista (e, aliás, por que só a história dele é heroica e também não a do seu amigo que passou basicamente pelas mesmas situações mas é esquecido ao longo da trama?). Em Invencível, mocinhos e vilões são perfeitamente identificáveis: enquanto os estadunidenses são os indefesos injustiçados, os japoneses são os crueis irracionais. Clint Eastwood sabe bem o poder de contar uma história abordando os dois lados da moeda (A Conquista da Honra e, principalmente, Cartas de Iwo Jima são exemplares nesta abordagem), mas Jolie parece não ter aprendido nada quando trabalhou com o veterano diretor em A Troca, fazendo de Invencível um filme sem qualquer complexidade em termos de guerra ou suas possibilidades dramáticas. Uma história como a de Louis Zamperini já é meio caminho andado rumo aos certos, mas o roteiro não está muito preocupado em ir além do óbvio – o que contradiz totalmente a chamada do longa, que promete contar uma história inacreditável.

Os erros de Invencível, contudo, começam já em seus primeiros momentos. É certo que a sequência inicial envolvendo um confronto aéreo é dotada de certa tensão, mas logo o filme começa a inexplicavelmente ir e voltar no tempo. Inexplicavelmente porque não existe sentido em se utilizar dessa ferramenta por duas razões bastante básicas: a) ela – ao contrário do também recente Livre, que se estrutura inteiramente de forma bem sucedida a partir de idas e vindas no tempo – não é uma tática que pontuará o filme, pelo contrário: não demora muito para que essa escolha seja abandonada; e b) construir este início de forma não linear sequer auxilia com que o presente do protagonista ganhe mais emoção ou seja melhor compreendido por meio de recortes passados. É óbvio que Invencível ganharia muito mais caso contado de forma sequencial porque, assim, se tivéssemos acompanhado a trajetória do protagonista desde a infância sem saber o que acontecerá depois, teríamos um envolvimento crescente com o personagem, e não constantemente interrompido com abordagens tão opostas (no presente, grandes confrontos aéreos em plena guerra; no passado, uma juventude marcada pela consagração profissional no atletismo). Dá até mesmo a sensação de que são dois filmes dentro de um.

O que dizer, então, da longa parte ambientada em alto-mar com três personagens tentando sobreviver durante dias a fio em dois pequenos botes? Se, depois do ótimo Até o Fim, fica complicado fazer algo realmente impressionante em uma circunstância como essa, pouco ajuda o fato de Invencível tomar tanto tempo de sua metragem para mostrar situações em alto-mar que já vimos em milhares de outros relatos envolvendo sobrevivência marítima. Por ser um capítulo bastante longo da trama, os desavisados podem até se confundir e achar que este é um filme sobre sobrevivência em alto-mar. Com uma técnica longe de ser inspirada (a trilha sonora de Alexandre Desplat é óbvia e nem Roger Deakins está em um momento notável na fotografia), o longa às vezes sobe o som, entrega frases prontas em despedidas na estação de trem, sugere metáforas fáceis (o protagonista levantando uma viga enquanto é maltratado por um soldado lembra preguiçosamente Jesus Cristo sendo açoitado com a cruz nas costas) e apela para querer emocionar com frases prontas, mas a comoção é zero. Nem nas emoções fáceis dá para defender Angelina Jolie. Sinal disso é que, quando a guerra chega ao fim em  o alívio fica não pelo término do sofrimento dos personagens, mas pelo nosso, já que isso é sinal que o filme está prestes a acabar. Angelina Jolie ganha mais sendo atriz.

Whiplash: Em Busca da Perfeição

But I tried. I actually fucking tried. And that’s more than most people ever do.

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Direção: Damien Chazelle

Roteiro: Damien Chazelle

Elenco: Miles Teller, J.K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist, Austin Stowell, Nate Lang, Chris Mulkey, Damon Gupton, Charlie Ian, Jayson Blair, C.J. Vana, Suanne Spoke, Max Kasch, Kavita Patil

Whiplash, EUA, 2014, Drama, 107 minutos

Sinopse: O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (JK Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental. (Adoro Cinema)

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Logo quando o Brasil passou o vexame de ser derrotado pela Alemanha na semifinal da Copa do Mundo que sediava em 2014, era fácil encontrar análises atestando que a Alemanha demonstrou infinita superioridade por ser um time que prioriza o trabalho em equipe e, acima de tudo, a disciplina. Se Terence Fletcher (J.K. Simmons), o professor de jazz de Whiplash: Em Busca da Perfeição, existisse de verdade, certamente defenderia tal teoria, pois, para ele, de nada adianta o talento se não existe a extrema dedicação e um rígido direcionamento. Claro que, no filme comandado pelo estreante em longas Damien Chazelle, Fletcher chega realmente a extremos para tirar o máximo de perfeição musical de seus alunos, mas a mensagem é a mesma e Whiplash, ao buscar a potencialização dessa lógica por meio do cinema, cria uma experiência com níveis crescentes de angústia que culminam em um dos clímax mais hipnotizantes dos últimos anos.

A busca pela perfeição já havia sido mostrada com grande inovação anos atrás em Cisne Negro e é fácil encontrar semelhanças temáticas entre Whiplash e o filme estrelado por Natalie Portman, mas, apesar da aproximação, são produções bastante distintas porque tratam de artes diferentes (um é sobre dança, o outro sobre música) e porque o longa de Chazelle consolida muito mais a relação aluno/professor como pilar de sua história. O diretor, também autor do roteiro, é certeiro ao desenvolver quase todo o filme em cenas com as duras aulas do personagem de J.K. Simmons e ao transmitir toda a força destes momentos não só para o texto mas também para a técnica: percebam como a todo o momento a câmera está extremamente próxima aos rostos do personagens, além de capturar, com planos bastante fechados, toda a intimidação que o mestre passa quando fala incessantemente ao pé do ouvido do aprendiz Andrew (Miles Teller) na hora de um ensaio. Mas não se engane: para além da disciplina advinda da rigidez deste ambiente, os alunos também têm admiração e respeito bastante compreensíveis por aquela figura.

É óbvio que o desempenho visceral de J.K. Simmons (no auge de sua carreira prolífera mas até então fadada a papeis coadjuvantes corriqueiros) é peça fundamental para que Whiplash consiga fazer qualquer espectador se sentir um dos alunos, compartilhando da tensão criada pela disciplina quase militar dos ensaios. Só que a ótima atuação de Simmons é um belo complemento para o exemplar trabalho de direção de Chazelle que, ao gravitar constantemente em torno do professor na regência dos ensaios, compreende por completo o poder de uma câmera bem posicionada para fisgar o espectador sem uma palavra sequer. Exemplo disso é a cena envolvendo o primeiro ensaio quando nós, espectadores, ansiosos pelo suspense envolvendo a mitificação do professor, precisamos aguardar breves segundos para acabar com nossa angústia quando Chazelle se desloca da visão dos músicos para, em um mesmo movimento, se posicionar na mão do professor que finalmente dará o sinal para que o ensaio comece. É um silêncio de breves – mas cortantes – segundos.

Se por um momento Whiplash parece tratar o personagem de Simmons como uma figura unidimensional, aos poucos o roteiro nos apresenta justificativas e passagens de humanização dele, tudo sem qualquer pieguice. Questões importantes como o fato de Terence realmente ter um comportamento abusivo para um ambiente acadêmico também não são deixadas de lado. Por outro lado surgem conflitos pouco criativos para um roteiro tão cuidadoso, como a conveniente sucessão de problemas responsável por fazer o protagonista se atrasar para um importante compromisso. Sorte que tudo é compensado por um diretor ciente do que está fazendo atrás das câmeras. Chazelle, ainda certeiro na aposta de Miles Teller como protagonista (o jovem nunca pareceu promissor e não tem um rosto marcante, mas dá conta total do recado), prova de uma vez por todas o seu talento na sequência final que, fora a envolvente sintonia com o poder da música por si só, é uma aula de como orquestrar todas as ferramentas do cinema com puro brilhantismo, da excepcional montagem à excelente fotografia. É a técnica fazendo algo empolgante como há anos não víamos em uma sequência final. E também o próprio roteiro, resolvendo questões decisivas da trama sem uma palavra sequer – e sem precisar delas. Como o próprio filme sugere com a chegada dos créditos finais, as palmas ficam por nossa conta.

Os indicados ao Oscar 2015

Em uma lista repleta de (boas) surpresas, a francesa Marion Cotillard finalmente voltou a ser lembrada pelo Oscar por seu desempenho em Dois Dias, Uma Noite

Em uma lista repleta de (boas) surpresas, a francesa Marion Cotillard finalmente voltou a ser lembrada pelo Oscar por seu desempenho em Dois Dias, Uma Noite

Quem esperava previsibilidade dos indicados ao Oscar 2015 teve belas surpresas na manhã desta quinta-feira (15). Há tempos a Academia não trazia tantas indicações ignoradas em outros prêmios e várias surpresas inesperadas. Difícil reclamar da lista. Entre as interpretações, dei pulos de felicidade com a lembrança para Marion Cotillard por Dois Dias, Uma Noite. Além do desempenho extraordinário, é também uma reparação com a atriz, que há anos merecia várias lembranças no prêmio e era solenemente ignorada. Também é gratificante a indicação para Laura Dern, uma grande atriz esnobada por todas as outras listas da temporada com Livre e merecidamente lembrada aqui. Nos estrangeiros, a Argentina mais uma vez conseguiu chegar entre os finalistas com uma indicação para Relatos Selvagens, um dos grandes filmes de 2014 que também era estranhamente esnobado anteriormente.

Outra imensa felicidade que tive ao conhecer os indicados foi a dupla indicação para Alexandre Desplat, sendo uma delas por O Grande Hotel Budapeste. Sem falar que, ao contrário do que aparenta, a lembrança por O Jogo da Imitação também é merecidíssima. Foxcatcher foi lembrado em direção (outra escolha inesperada que muito me agrada) mas estranhamente não conseguiu ficar entre os oito indicados da categoria principal. Enquanto isso, alguns longas voltaram à vida, como Selma e Sr. Turner, enquanto outros nomes falharam em chegar na lista, como Jennifer Aniston e Jake Gyllenhaal. Quem perde força com a lista é A Teoria de Tudo, um filme que, até então, era a minha aposta para bater Boyhood em melhor filme. Mas, ao que tudo indica, as surpresas param entre os indicados e Richard Linklater deve mesmo levar a melhor com seu projeto de 12 anos. Conversaremos mais sobre a lista futuramente. Abaixo, a lista completa de indicados.

MELHOR FILME
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Boyhood: Da Infância à Juventude
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Selma
Sniper Americano
A Teoria de Tudo
Whiplash: Em Busca da Perfeição

MELHOR DIREÇÃO
Alejandro González Iñárritu (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância))
Richard Linklater (Boyhood: Da Infância à Juventude)
Bennett Miller (Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo)
Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste)
Morten Tyldum (O Jogo da Imitação)

MELHOR ATOR
Steve Carell (Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo)
Bradley Cooper (Sniper Americano)
Benedict Cumberbatch (O Jogo da Imitação)
Michael Keaton (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância))
Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

MELHOR ATRIZ
Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite)
Felicity Jones (A Teoria de Tudo)
Jullianne Moore (Para Sempre Alice)
Rosamund Pike (Garota Exemplar)
Reese Witherspoon (Livre)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Robert Duvall (O Juiz)
Ethan Hawke (Boyhood: Da Infância à Juventude)
Edward Norton (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância))
Mark Ruffalo (Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo)
J. K. Simmons  (Whiplash: Em Busca da Perfeição)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)
Laura Dern (Livre)
Keira Knightley (O Jogo da Imitação)
Emma Stone (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância))
Meryl Streep (Caminhos da Floresta)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Boyhood: Da Infância à Juventude
Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo
O Grande Hotel Budapeste
O Abutre

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Sniper Americano
O Jogo da Imitação
Vício Inerente
A Teoria de Tudo
Whiplash: Em Busca da Perfeição

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Interestelar
Caminhos da Floresta
Sr. Turner

MELHOR MONTAGEM
Sniper Americano
Boyhood: Da Infância à Juventude
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Whiplash: Em Busca da Perfeição

MELHOR FOTOGRAFIA
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
O Grande Hotel Budapeste
Ida
Sr. Turner
Invencível

MELHOR FIGURINO
O Grande Hotel Budapeste
Vício Inerente
Caminhos da Floresta
Malévola
Sr. Turner

MELHOR MAQUIAGEM
Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo
O Grande Hotel Budapeste
Guardiões da Galáxia

MELHOR MIXAGEM DE SOM
Sniper Americano
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Interestelar
Invencível
Whiplash: Em Busca da Perfeição

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Sniper Americano
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
Interestelar
Invencível

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Capitão América: O Soldado Invernal
Planeta dos Macacos: O Confronto
Guardiões da Galáxia
Interestelar
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Ida (Polônia)
Leviatã (Rússia)
Tangerines (Estônia)
Timbuktu (Mauritânia)
Relatos Selvagens (Argentina)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Everything is Awesome” (Uma Aventura Lego)
“Glory” (Selma)
“Grateful” (Além das Luzes)
“I’m Not Gonna Miss You” (Glenn Campbell: I’ll Be Me)
“Lost Stars” (Mesmo Se Nada der Certo)

MELHOR TRILHA SONORA
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Interestelar
Sr. Turner
A Teoria de Tudo

MELHOR ANIMAÇÃO
Big Hero 6
The Boxtrolls
Como Treinar o seu Dragão 2
Song of the Sea
The Tale of the Princess Kaguya

MELHOR DOCUMENTÁRIO LONGA-METRAGEM
Citizenfour
Finding Vivian Maier
Last Days in Vietnam
The Salt of the Earth
Virunga

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM
Crisis Hotline: Veterans Press 1
Joanna
Our Curse
The Reaper (La Parka)
White Earth

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
The Bigger Picture
The Dam Keeper
Feast
Me and my Moulton
A Single Life

MELHOR CURTA-METRAGEM
Aya
Boogaloo and Graham
Butter Lamp (La Lampe au Beurre De Yak)
Parvaneh
The Phone Call