Cinema e Argumento

Oscar 2015: quem serão os indicados?

oscar

Hora de brincar novamente de apostas. A temporada de premiações está aí e o calendário não dá trégua. Amanhã, é dia de finalmente conhecer os indicados ao Oscar 2015. Este ano a disputa parece mais previsível e morna do que o habitual (se é que isso é possível), mas nunca vale subestimar o prêmio, que frequentemente reserva pelo menos algumas surpresas nas categorias principais. A briga pela liderança de indicações deve ficar entre Birdman e O Grande Hotel Budapeste, com leve vantagem do segundo, que tem a seu favor uma técnica simplesmente excepcional. Abaixo, nossas apostas nas categorias principais e breves comentários!

MELHOR FILME
Birdman
Boyhood: Da Infância à Juventude
Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo
Garota Exemplar
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
A Teoria de Tudo
Whiplash – Em Busca da Perfeição

FIQUE DE OLHO EM: Sniper Americano. É Clint Eastwood, indicado ao DGA. Ponto. No mais, é sempre um mistério o número de filmes que serão indicados. Desde que se abriu a possibilidade para 10 indicados, somente nove chegaram à disputa. Pela matemática, creio que os oito listados acima são os que têm reais possibilidades de chegaram à disputa, com menores possibilidades para Selma, Caminhos da Floresta e Livre.

MELHOR DIREÇÃO
Alejandro González-Iñárritu (Birdman)
Damien Chazelle (Whiplash – Em Busca da Perfeição)
James Marsh (A Teoria de Tudo)
Richard Linklater (Boyhood: Da Infância à Juventude)
Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste)

FIQUE DE OLHO EM: Clint Eastwood (Sniper Americano). Nunca subestime o poder do veterano, que ontem chegou entre os finalistas do DGA e é um querido da Academia (no ano de Cartas Para Iwo Jima só o Oscar o indicou a melhor filme). De qualquer forma, é nesta categoria que devem se concentrar as maiores surpresas, dado os excelentes trabalhos e a infinidade de estilos apresentados no ano que passou. Também é uma categoria tumultuada por si só (quem não lembra de Ben Affleck e Kathryn Bigelow sendo esnobados em 2013?). Não levo tanta fé na indicação de Wes Anderson, que me parece um diretor com carreira alternativa demais, mas a matemática está toda a seu favor. Damien Chazelle é o novato do ano que comanda um filme altamente elogiado (ele foi lembrado na categoria de direção no BAFTA) e, se os votantes realmente abraçarem A Teoria de Tudo, ainda rola uma indicação para James Marsh – que já tem em casa um Oscar de documentário por O Equilibrista.

MELHOR ATRIZ
Amy Adams (Grandes Olhos)
Felicity Jones (A Teoria de Tudo)
Julianne Moore (Para Sempre Alice)
Reese Witherspoon (Livre)
Rosamund Pike (Garota Exemplar)

FIQUE DE OLHO EM: Jennifer Aniston (Cake – Uma Razão Para Viver). Não incluí a atriz na lista porque além de já ter sido esnobada anos atrás com Por Um Sentido na Vida, ainda tem muitos preconceitos para quebrar: é atriz de comédia vinda da TV que nunca conseguiu firmar carreira no cinema, atuando basicamente em comédias que variam da indiferença ao mau gosto. Além disso, nos últimos dois anos, duas atrizes indicadas a todos os prêmios (Helen Mirren por Hitchcock e Emma Thompson por Walt nos Bastidores de Mary Poppins) não chegaram à corrida do Oscar, e Aniston é a que mais tem chances de repetir o “feito”. Sem falar que é zona de conforto indicar Amy Adams. Minha torcida fica (de novo) com a injustiçada Marion Cotillard por Era Uma Vez em Nova York ou Dois Dias, Uma Noite (muito mais pelo segundo).

MELHOR ATOR
Bradley Cooper (Sniper Americano)
Benedict Cumberbatch (O Jogo da Imitação)
Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)
Jake Gyllenhaal (O Abutre)
Michael Keaton (Birdman)

FIQUE DE OLHO EM: Ralph Fiennes (O Grande Hotel Budapeste). Vibraria horrores se Fiennes fosse lembrado, já que está em um dos melhores momentos de sua carreira. Mas é papel cômico e a jornada desse gênero em indicações a prêmios não é fácil. Ao mesmo tempo, parece irresistível não indicar Bradley Cooper, estrela em redenção e aceitação que está na cabeça dos votantes há dois anos (O Lado Bom da Vida e Trapaça), sem falar que protagoniza um filme de Clint Eastwood. Fora Cooper e Fiennes, todos os outros são apostas certas, com Steve Carell, ao meu ver, sendo transferido para os coadjuvantes como fez certeiramente o BAFTA.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Emma Stone (Birdman)
Jessica Chastain (O Ano Mais Violento)
Keira Knightley (O Jogo da Imitação)
Meryl Streep (Caminhos da Floresta)
Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)

FIQUE DE OLHO EM : Laura Dern (Livre). Das categorias de interpretação, é a que parece a mais fechada. A dúvida é se Meryl Streep realmente será lembrada por um papel que normalmente não estaria listado aqui caso não tivesse a assinatura de uma veterana como ela. Se ficar de fora, é possível que Laura Dern seja lembrada por Livre. Antes das primeiras listas saírem, ela era cotada por seu ótimo desempenho no filme, mas foi solenemente esquecida. Ainda vale lembrar que esse é um filme de Jean-Marc Vallé, que ano passado chegou aos indicados de melhor filme com Clube de Compras Dallas, além de ter Reese Witherspoon já concorrendo como protagonista.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Edward Norton (Birdman)
Ethan Hawke (Boyhood: Da Infância à Juventude)
J.K. Simmons (Whiplash – Em Busca da Perfeição)
Mark Ruffalo (Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo)
Steve Carell (Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo)

FIQUE DE OLHO EM: Robert Duvall (O Juiz). Nunca levei fé na indicação de Duvall e, se Carell realmente for lembrado aqui e não entre os protagonistas, ele é certamente o nome que ficará de fora. A matemática indica a sua lembrança, mas acho muito mais fácil Carell merecidamente chegar entre os coadjuvantes por seu ótimo desempenho em Foxcatcher. Uma vidada como essa já aconteceu anos atrás com Kate Winslet, celebrada como coadjuvante por O Leitor mas vencedora do Oscar como protagonista. Se Selma ainda tiver alguma vida na disputa, também vale ficarmos atentos ao veterano Tom Wilkinson.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
O Abutre
Birdman
Boyhood: Da Infância à Juventude
Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo
O Grande Hotel Budapeste

FIQUE DE OLHO EM: Selma. Com Whiplash sendo considerado adaptado pelo Oscar, é bastante possível que Foxcatcher, lembrado pelo WGA, consiga chegar aqui. Todos os outros são praticamente apostas certas, formando uma disputa interessante de acompanhar. Novamente, se Selma sobreviver, também é uma opção aqui.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Garota Exemplar
O Jogo da Imitação
Sniper Americano
A Teoria de Tudo
Whiplash – Em Busca da Perfeição

FIQUE DE OLHO EM: Livre. Não há muito o que duvidar dessa lista, mas um bom filme motivacional sempre pode ganhar o coração dos votantes.

Rapidamente

Philip Seymour Hoffman vive um homem comum atormentado por compulsões sexuais em uma das várias histórias do excelente Felicidade

Philip Seymour Hoffman vive um homem comum atormentado por compulsões sexuais em uma das várias histórias do excelente Felicidade

FELICIDADE (Happiness, 1998, de Todd Solondz): O título vende uma ideia diferente e Felicidade pode realmente ter um humor bastante específico e discreto, mas a verdade é que este longa de Todd Solondz é repleto de agruras, mostrando seres humanos problemáticos, infelizes e passando por extremos. Do psicólogo que tenta controlar a sua natureza pedófila (Dylan Baker, em um de seus melhores momentos) ao homem comum viciado em sexo mas que não consegue consumar relação com mulher alguma (Philip Seymour Hoffman), o roteiro, escrito pelo próprio Solondz e indicado ao Globo de Ouro, só não se torna depressivo porque tem esse humor crítico e ácido que, de certa forma, amortece as tantas tragédias pessoais contadas ao longo da história. Durante pouco mais de duas horas (que se desenrolam com um belo ritmo), Felicidade fala sobre questões bastante delicadas sem descambar para estereótipos ou muito menos para superficialidades. Tudo está na medida nesta experiência que se torna ainda mais eficiente com o ótimo elenco. Não é um filme necessariamente acessível por ter humor mas tampouco restrito como suas tramas cruas sugerem. Na realidade, é altamente recomendável, justamente, por achar um brilhante meio termo entre essas duas propostas.

LOCKE (idem, 2014, de Steven Knight): Volta e meia surgem filmes como esse, passados quase em tempo real em um único cenário. Um dos que mais me marcou foi o angustiante Enterrado Vivo e que, possivelmente, deve ter sido o mais recente neste formato que conferi. Retorno à proposta agora com este Locke, estrelado por Tom Hardy (em um de seus desempenhos mais relevantes), que coloca o ator durante pouco mais de 90 minutos em um carro pelas estradas da Inglaterra. Enquanto dirige, Ivan, o personagem vivido por Hardy, resolve várias questões que cotidianas pendentes enquanto se dirige a uma cidade para um compromisso inadiável. Dois aspectos particulares me incomodaram. Primeiro: percebam como o protagonista, apesar de um erro específico (e que move toda a trama), é o marido do ano, sujeito íntegro e ser humano admirável. Julgando pelo que acontece desenrolar da história, ele é perfeito. Segundo: não vejo como alguém consegue administrar milhares de problemas enlouquecedores ao mesmo tempo em que dirige sem tirar os olhos do retrovisor ou seque encostar o carro para pensar. É um bobo detalhe que me tirou um pouco do filme. Sem falar que todos os conflitos mostrados em Locke só se tornam mais extraordinários porque são resolvidos por telefone dentro de um carro. Se esquecermos a circunstância e analisarmos friamente os conflitos discutidos, o longa de Steven Knight pode ser até bem convencional.

OPERAÇÃO BIG HERO (Big Hero 6, de Don Hall e Chris Williams): Demora demais a engrenar esta nova animação da Disney que, caso não fosse tão prolixa em sua primeira metade e conseguisse ir direto ao ponto da aventura, seria realmente uma grande diversão. Só que Operação Big Hero se prolonga demais ao tentar criar um fundo dramático para o jovem Hiro (voz de Ryan Potter), confundindo um pouco o espectador sobre qual a verdadeira proposta em desenvolvimento. Mesmo terminado o filme é um tanto difícil explicar Operação Big Hero, o que não é muito estimulante. De qualquer forma, apesar também de alguns furos no roteiro, o filme comandado pela dupla Don Hall e Chris Williams tem seus momentos com uma aventura que chega a ser empolgante nos seus ápices. A história ainda tem um personagem já destinado a ser inesquecível entre as animação contemporâneas: o carismático robô Baymax (voz de Scott Adsit). Difícil dizer que algumas reviravoltas são particularmente interessantes ou críveis (a revelação da identidade do vilão não me fisgou) e que o filme tem um roteiro bem resolvido, mas os pequenos não devem se importar muito com isso – o que, dependendo do ponto de vista, pode ser um elogio ou uma grande crítica.

O ÚLTIMO CONCERTO (A Late Quartet, 2012, de Yaron Zilberman): Dá para notar a inexperiência do israelense Yaron Zilberman na direção de dramas com esse O Último Concerto (anteriormente, ele só havia comandado um documentário chamado Watermarks, em 2004). Tudo é muito frágil na história roteirizada pelo próprio Zilberman em parceria com Seth Grossman, uma vez que tudo é facilmente previsível, e vários conflitos desaparecem com a mesma rapidez com que surgem. No entanto, o que mais incomoda em O Último Concerto é como o personagem de Christopher Walken – o músico que descobre ter Mal de Parkinson e resolve realizar uma última apresentação para se despedir de seu grupo – se torna quase um figurante em um filme muito mais preocupado em mostrar a vida individual de cada um dos membros do quarteto do que de fato trabalhar a suposta grande amizade de 25 anos que existe entre eles. Por isso, logo ao final, quando o tal último concerto se aproxima, não existe muita emoção, pois mal nos lembrávamos da existência de Christopher Walken. O Último Concerto não um momento sequer que represente, de forma bonita e carinhosa, a supostamente forte relação dos amigos. Assim, é quase um desperdício ver nomes como Walken, Philip Seymour Hoffman e Catherine Keener em uma trama sobre dramas familiares e matrimoniais que em momento algum escapam da obviedade.

Os vencedores do Globo de Ouro 2015

O excelente O Grande Hotel Budapeste desbancou Birdman na categoria de melhor filme comédia/musical ganhando força na temporada de premiações

O excelente O Grande Hotel Budapeste desbancou Birdman na categoria de melhor filme comédia/musical. A vitória impulsiona a já boa trajetória do filme de Wes Anderson na temporada de premiações

As surpresas do Globo de Ouro 2015 ficaram muito mais na parte de TV do que na de cinema. Como tenho acompanhado pouco das novas séries, me limito a comentar brevemente apenas o que me traz comoção particular, como a excelente Transparent, que ganhou os prêmios de melhor série e ator de comédia. Sou grande fã do desempenho repleto de sutilezas de Jeffrey Tambor e também da série em si, que, com grande dignidade, fala de forma humana e singela sobre o mundo LGBT – e o melhor de tudo: com foco total no ser humano e não na panfletagem. Também fiquei contente com a vitória de Matt Bomer como coadjuvante, já que, em The Normal Heart, sua beleza grega não é obstáculo para que possa entregar um desempenho realmente comovente (e que só foi celebrado aqui).

Ainda em TV, surpreendentes mesmo foram as derrotas de Viola Davis como atriz em série dramática por How to Get Away With Murder e Frances McDormand como atriz em minissérie por Olive Kitteridge. Não conferi as vencedoras, mas é bom elas terem feito um trabalho excepcional mesmo, já que Viola e Frances estão maravilhosas em seus respetivos desempenhos. No mais, o Globo de Ouro continua tendo um grande fraco por séries novatas (percebam que programas veteranos dificilmente ganham), o que resulta em vitórias que, pelo que li em fóruns e nas redes sociais, não são lá tão merecidas, como a total consagração de The Affair e a lembrança de Gina Rodriguez como atriz em série de comédia por Jane the Virgin.

Já em cinema, três nomes se consolidam de vez como os favoritos absolutos desta temporada de premiações: Julianne Moore como melhor atriz por Para Sempre Alice, J.K. Simmons como melhor ator coadjuvante por Whiplash – Em Busca da Perfeição e Patricia Arquette como atriz coadjuvante por Boyhood: Da Infância à Juventude (essa última beneficiada por mais uma dessas ondas irreversíveis de favoritismos meio injustificáveis e imbatíveis que os prêmios adoram inventar). Outros nomes também ganharam relativa força com vitórias ontem: Eddie Redmayne na categoria de melhor ator com A Teoria de Tudo (não subestimem o papel infalível que ele tem para desbancar Michael Keaton) e O Grande Hotel Budapeste, que agora já deverá ser realmente o possível recordista de indicações ao Oscar com a vitória surpreendente em melhor filme de comédia, deixando de escanteio o favoritíssimo Birdman. Como sou um grande fã do filme de Wes Anderson, não reclamo nadinha.

Mais brevemente: fiquei muito contente com a vitória da belíssima trilha de A Teoria de Tudo (provavelmente também deve levar o Oscar) e surpreso com a vitória de Leviatã, responsável por desbancar o favorito Ida (se bem que uma lista sem Relatos Selvagens e Dois Dias, Uma Noite me desperta desânimo). Por fim, o Globo de Ouro este ano ainda se despediu da dupla Amy Poehler e Tina Fey. Não dá pra dizer que o adeus delas foi em grande estilo (a piada com a Coréia se estendeu muito além do necessário), mas certamente são figuras que os produtores vão ter dificuldade em substituir. Próxima parada: Screen Actors Guild Awards no dia 25 de janeiro. Abaixo, a lista completa de vencedores.

CINEMA

MELHOR FILME DRAMA: Boyhood: Da Infância à Juventude
MELHOR FILME COMÉDIA/MUSICAL: O Grande Hotel Budapeste
MELHOR ATOR EM DRAMA: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)
MELHOR ATOR EM COMÉDIA/MUSICAL: Michael Keaton (Birdman)
MELHOR ATRIZ EM DRAMA: Julianne Moore (Para Sempre Alice)
MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA/MUSICAL: Amy Adams (Grandes Olhos)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: J.K. Simmons (Whiplash – Em Busca da Perfeição)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)
MELHOR DIREÇÃO: Richard Linklater (Boyhood: Da Infância à Juventude)
MELHOR ROTEIRO: Birdman
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Glory” (Selma)
MELHOR TRILHA SONORA: A Teoria de Tudo
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: Leviatã (Rússia)
MELHOR ANIMAÇÃO: Como Treinar Seu Dragão 2

TV

MELHOR SÉRIE DRAMA: The Affair
MELHOR SÉRIE COMÉDIA/MUSICAL: Transparent
MELHOR MINISSÉRIE/TELEFILME: Fargo
MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMA: Kevin Spacey (House of Cards)
MELHOR ATOR EM SÉRIE COMÉDIA/MUSICAL: Jeffrey Tambor (Transparent)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Billy Bob Thornton (Fargo)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMA: Ruth Wilson (The Affair)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE COMÉDIA/MUSICAL: Gina Rodriguez (Jane the Virgin)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Maggie Gyllenhaal (The Honourable Woman)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE/MINISSÉRIE/TELEFILME: Matt Bomer (The Normal Heart)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE/MINISSÉRIE/TELEFILME: Joanne Fragott (Downton Abbey)

Globo de Ouro 2015: apostas

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Amanhã é dia de conhecer os vencedores da primeira grande premiação desta temporada. O Globo de Ouro, que será transmitido pela TNT a partir das 22h (com a cerimônia começando às 23h), finalmente nos dará um norte sobre quem são os verdadeiros favoritos este ano. Será mesmo que Boyhood tem força o suficiente para o ser queridinho e chegar ao Oscar? Eddie Redmayne será o principal concorrente de Michael Keaton na disputa de melhor ator? O Grande Hotel Budapeste terá força na competição além dos prêmios técnicos? E Julianne Moore, o ano é definitivamente dela mesmo? Não é uma noite para se esperar grandes surpresas, mas sim algumas diretrizes para o que vamos acompanhar nesta award season daqui para frente. Fiquem, abaixo, com a nossa lista de apostas! Voltamos a conversar após a premiação.

MELHOR FILME DRAMA

Boyhood: Da Infância à Juventude
alt: O Jogo da Imitação

MELHOR FILME COMÉDIA/MUSICAL

Birdman
alt: O Grande Hotel Budapeste

MELHOR ATOR EM DRAMA

Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)
alt: Steve Carell (Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo)

MELHOR ATOR EM COMÉDIA/MUSICAL

Michael Keaton (Birdman)
alt: Ralph Fiennes (O Grande Hotel Budapeste)

MELHOR ATRIZ EM DRAMA

Julianne Moore (Para Sempre Alice)
alt: Rosamund Pike (Garota Exemplar)

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA/MUSICAL

Julianne Moore (Mapa Para as Estrelas)
alt: Emily Blunt (Caminhos da Floresta)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons (Whiplash – Em Busca da Perfeição)
alt: Edward Norton (Birdman)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)
alt: Meryl Streep (Caminhos da Floresta)

MELHOR DIREÇÃO

Richard Linklater (Boyhood: Da Infância à Juventude)
alt: Alejandro González-Iñárritu (Birdman)

MELHOR ROTEIRO

Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste)
alt: Richard Linklater (Boyhood: Da Infância à Juventude)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Opportunity” (Annie)
alt: “Yellow Flicker Beat” (Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1)

MELHOR TRILHA SONORA

Jóhann Jóhannsson (A Teoria de Tudo)
alt: Alexandre Desplat (O Jogo da Imitação)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Ida (Polônia)
alt: Força Maior (Suécia)

MELHOR ANIMAÇÃO

Operação Big Hero
alt: Uma Aventura Lego

_

MELHOR SÉRIE DRAMA

House of Cards
alt: The Affair

MELHOR SÉRIE COMÉDIA/MUSICAL

Transparent
alt: Orange is the New Black

MELHOR MINISSÉRIE/TELEFILME

True Detective
alt: The Normal Heart

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMA

Kevin Spacey (House of Cards)
alt: Dominic West (The Affair)

MELHOR ATOR EM SÉRIE COMÉDIA/MUSICAL

Jeffrey Tambor (Transparent)
alt: William H. Macy (Shameless)

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE/TELEFILME

Matthew McCounaghey (True Detective)
alt: Mark Ruffalo (The Normal Heart)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMA

Viola Davis (How to Get Away With Murder)
alt: Julianna Margulies (The Good Wife)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE COMÉDIA/MUSICAL

Julia Louis-Dreyfus (Veep)
alt: Gina Rodriguez (Jane the Virgin)

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE/TELEFILME

Frances McDormand (Olive Kitteridge)
alt: Maggie Gyllenhaal (The Honourable Woman)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE/MINISSÉRIE/TELEFILME

Matt Bomer (The Normal Heart)
alt: Bill Murray (Olive Kitteridge)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE/MINISSÉRIE/TELEFILME

Allison Janney (Mom)
alt: Uzo Aduba (Orange is the New Black)

Os indicados ao BAFTA 2015

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Se analisarmos com bastante atenção, a lista do BAFTA, apesar de não ter grandes surpresas, está cheia de sinais. De cara, já dá para perceber que A Teoria de Tudo é o filme destinado a ser odiado nessa temporada de premiações: ele representa o tipo de longa clássico que as premiações adoram premiar. A exemplo do que aconteceu no ano de O Discurso do Rei, é bem provável que, em 2015, voltemos a ver filmes de propostas diferentes e originais (Boyhood, Birdman e O Grande Hotel Budapeste) serem deixados de lado em detrimento de uma obra mais acadêmica. Ora, se chatear com isso não é errado, afinal, seria revigorante ver filmes inovadores em estética ou narrativo sendo premiados. Mas tampouco é certo se chatear com tal fato, pois, nessa altura do campeonato, já deveríamos saber que é exatamente isso que as premiações adoram – e que a temporada de prêmios nada mais é do que sobre quem se vende melhor para todos os públicos.

Retomo essa discussão porque, mesmo com O Grande Hotel Budapeste liderando a lista com 11 indicações, A Teoria de Tudo é claramente o queridinho dos britânicos (certamente ganha a categoria de filme britânico ou até mesmo a principal). Enquanto na temporada de O Discurso do Rei só se falava em A Rede Social até o filme de David Fincher começar a perder força a partir do BAFTA (que não poupou estatuetas para o longa de Tom Hooper), não se surpreenda se, agora, Boyhood for A Rede Social de 2015 e A Teoria de Tudo for O Discurso do Rei. Esse é o primeiro sinal claro de muitos que o BAFTA deu nessa lista divulgada hoje pela manhã. Não vale, porém, levar muito em consideração a esnobada de Meryl Streep como coadjuvante por Caminhos da Floresta, uma vez que ela aconteceu apenas para cumprir a cota de bairrismo com Imelda Staunton em Pride.

No que vale ficar de olho: Jennifer Aniston fora de competição Há dois anos consecutivos o Oscar ignora uma atuação amplamente indicada por outros prêmios – Helen Mirren por Hitchcock, Emma Thompson por Walt nos Bastidores de Mary Poppins – e Aniston não é uma atriz de grande nome para ser dada como certa, sem falar que é mais fácil indicar Amy Adams. Depois, a lembrança de Damien Chazelle em melhor direção por Whiplash (o Oscar adora novatos, vide o ano de Indomável Sonhadora), o posicionamento de Steve Carell como coadjuvante (o que é justo, e, em 2009, o BAFTA foi o único que colocou Kate Winslet como protagonista por O Leitor) e o fato de que, sim, O Grande Hotel Budapeste tem tudo para ser levado a sério nas categorias principais. A cerimônia de premiação do BAFTA acontece no dia 8 de fevereiro. Abaixo, a lista completa de indicados.

MELHOR FILME
Birdman
Boyhood: Da Infância à Juventude
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
A Teoria de Tudo

MELHOR DIREÇÃO
Alejandro González-Iñárritu (Birdman)
Damien Chazelle (Whiplash – Em Busca da Perfeição)
James Marsh (A Teoria de Tudo)
Richard Linklater (Boyhood: Da Infância à Juventude)
Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste)

MELHOR ATOR
Benedict Cumberbatch (O Jogo da Imitação)
Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)
Jake Gyllenhaal (O Abutre)
Michael Keaton (Birdman)
Ralph Fiennes (O Grande Hotel Budapeste)

MELHOR ATRIZ
Amy Adams (Grandes Olhos)
Felicity Jones (A Teoria de Tudo)
Julianne Moore (Para Sempre Alice)
Reese Witherspoon (Livre)
Rosamund Pike (Garota Exemplar)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Edward Norton (Birdman)
Ethan Hawke (Boyhood: Da Infância à Juventude)
J.K. Simmons (Whiplash – Em Busca da Perfeição)
Mark Ruffalo (Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo)
Steve Carell (Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Emma Stone (Birdman)
Imelda Staunton (Pride)
Keira Knightley (O Jogo da Imitação)
Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)
Rene Russo (O Abutre)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
O Abutre
Birdman
Boyhood: Da Infância à Juventude
O Grande Hotel Budapeste
Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
As Aventuras de Paddington
Garota Exemplar
O Jogo da Imitação
Sniper Americano
A Teoria de Tudo

MELHOR FILME BRITÂNICO
71
As Aventuras de Paddington
O Jogo da Imitação
Pride
Sob a Pele
A Teoria de Tudo

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Dois Dias, Uma Noite (Bélgica)
Ida (Polônia)
Leviatã (Rússia)
The Lunchbox (Índia)
Trash (Reino Unido)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
20.000 Dias na Terra
Citizenfour
A Fotografia Oculta de Vivian Maier
A Um Passo do Estrelato
Virunga

MELHOR ANIMAÇÃO
Uma Aventura Lego
Os Boxtrolls
Operação Big Hero

MELHOR TRILHA SONORA
Birdman
O Grande Hotel Budapeste
Interestelar
Sob a Pele
A Teoria de Tudo

MELHOR FOTOGRAFIA
Birdman
O Grande Hotel Budapeste
Ida
Interestelar
Sr. Turner

MELHOR EDIÇÃO*
O Abutre
Birdman
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
A Teoria de Tudo
Whiplash – Em Busca da Perfeição
*Devido a empate, a categoria contempla seis indicados

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
O Grande Hotel Budapeste
Grandes Olhos
Interestelar
O Jogo da Imitação
Sr. Turner

MELHOR FIGURINO
Caminhos da Floresta
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Sr. Turner
A Teoria de Tudo

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADOS
Caminhos da Floresta
O Grande Hotel Budapeste
Guardiões da Galáxia
Sr. Turner
A Teoria de Tudo

MELHOR SOM
Birdman
O Grande Hotel Budapeste
O Jogo da Imitação
Sniper Americano
Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Guardiões da Galáxia
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
Interestelar
Planeta dos Macacos: O Confronto
X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido