Cinema e Argumento

44º Festival de Cinema de Gramado #9: “Elis”, de Hugo Prata

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O diretor Hugo Prata diz que seu maior drama ao realizar Elis foi escolher o que permanecia ou ficava de fora da biografia daquela que é, possivelmente, a maior cantora que o Brasil já teve. Os dilemas de Prata estão refletidos na tela: na ânsia de contemplar tudo o que podia da vida de Elis Regina, o roteiro escrito a seis mãos pelo próprio Prata com Luiz Bolognesi e Vera Egito comete o clássico erro de tentar sintetizar uma vida inteira sem necessariamente comunicar algo. Muitos fatos sobre a trajetória da eterna Pimentinha são apresentados na obra (a juventude tímida, a turbulenta vida amorosa, as mudanças de visual, as polêmicas na ditadura, sua projeção internacional) mas, infelizmente, a construção de sua mitologia, tanto musical quanto pessoal, fica prejudicada pela pressa e pela falta de proporção entre quantidade e qualidade dos relatos.

Conhecido por sua carreira em videoclipes, o diretor diz também que é muito natural seu primeiro longa-metragem ser sobre música dada toda a experiência ao filmar o segmento e a adoração que sempre teve por Elis Regina. O que acontece é que, musicalmente falando, Elis é uma longa coletânea de videoclipes dentro de uma linha dramática cuja maior missão é colocar na tela o máximo de personagens e situações. Dessa forma, nenhum número musical é particularmente marcante na produção, onde canções como a icônica Como Nossos Pais surgem sem uma contextualização maior de época, criação ou identificação da própria cantora com o material. São inúmeras as cenas de Elis (Andreia Horta) no estúdio cantando diversos clássicos – e, claro, mesmo sendo um deleite para os ouvidos, narrativamente as sequências têm pouco a acrescentar à construção dramática da trama.

Atravessando anos de vida e abreviando relações (incluindo com os próprios filhos da cantora) em questão de segundos, Elis adota um tom altamente novelesco, por exemplo, na forma como captura a ditadura (com direito a uma insistente trilha instrumental de suspense quando a protagonista é observada pelos militares em sua casa) ou na desatenção com pontos básicos de sua narrativa (o pai da protagonista simplesmente some depois de meia hora de história, enquanto a mãe nunca é vista). Andreia Horta, que vive o papel que foi de Laila Garin nos palcos em Elis, a Musical, inicialmente se cerca apenas da reprodução de trejeitos, mas, aos poucos, começa a tomar o filme para si, especialmente quando representa uma Elis Regina já de cabelo curto e à beira de um colapso emocional cujas razões são mostradas timidamente (aqui, praticamente inexiste o problema da cantora com as drogas). Se Elis fosse uma obra mais concentrada na personalidade de sua personagem e menos diluída em uma longa lista de acontecimentos, a atriz só teria a ganhar – e Elis Regina finalmente teria um registro cinematográfico semelhante à força de sua carreira. 

44º Festival de Cinema de Gramado #8: “O Silêncio do Céu”, de Marco Dutra

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O astro argentino Leonardo Sbaraglia protagoniza, ao lado da brasileira Carolina Dieckmann, o segundo longa-metragem solo da carreira de Marco Dutra. Foto: Pedro Luque

Quem gosta de cinema brasileiro contemporâneo e ainda não conferiu qualquer trabalho da turma oriunda do coletivo Filmes do Caixote precisa urgentemente corrigir a falha no currículo. Afinal, desconhecer toda a criatividade transgressora do musical Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas, ou toda beleza escondida por trás das tragédias femininas de O Que Se Move, assinado por Caetano Gotardo, por exemplo, é crime dos grandes. A chance para a correção é perfeita, pois agora Marco Dutra, que assinou, ao lado de Rojas, o celebrado Trabalhar Cansa, assina seu segundo longa-metragem solo: O Silêncio do Céu, cuja primeira exibição aconteceu na mostra competitiva do 44º Festival de Cinema de Gramado. A estreia não deixa de ser mais uma ambiciosa adição ao currículo do grupo do Caixote, visto que o longa protagonizado pelo astro argentino Leonardo Sbaraglia (o homem que vive uma verdadeira viagem ao inferno após ofender um  motorista na estrada em Relatos Selvagens) busca problematizar, a partir de uma história rodada no Uruguai, as consequências na vida de um casal que se silencia após uma cena de estupro envolvendo a mulher (Carolina Dieckmann).

Particularmente, gosto menos de O Silêncio do Céu do que de Sinfonia da Necrópole ou O Que Se Move porque o filme de Marco Dutra, escrito por ele em parceria com Gotardo e Lucía Puenzo (filha do premiado diretor Luiz Puenzo, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro por A História Oficial), é mais interessante na forma do que na essência. Importante saber: a experiência não se trata de um filme-denúncia em tempos que o feminismo e questões importantes como a do estupro surgem cada vez mais urgentes. O que se vê em O Silêncio do Céu são os angustiantes dias desse homem chamado Mario que, impotente ao presenciar escondido o horror de ver sua mulher sendo estuprada, precisa lidar com uma paralisação posterior: ele volta para casa e não consegue verbalizar o assunto com a esposa, que, por sua vez, também não comenta nada sobre o ocorrido. A partir daí, o longa de Marco Dutra vira uma jornada bastante pessoal do marido para entender não apenas toda a situação envolvendo sua inércia e o trauma silencioso da mulher, mas também o ímpeto cada vez mais perigoso de fazer justiça com toda a situação.

É por se tornar basicamente um filme sobre uma crescente busca pelos instintos primitivos de vingança que, em uma análise fria da história, O Silêncio do Céu não se engrandece tanto. Falta uma certa complexidade porque o filme se preocupa pouco em contar a trama a partir do ponto de vista da mulher, deslocando seus holofotes quase que inteiramente para a investigação secreta desse marido que, dia a dia, se envereda em caminhos que o colocam frente a frente com essa violência que, por muitas razões que cabe ao espectador dizer quais, ele não conseguiu interromper. Em tese, não deixa de ser convencional o relato do sujeito que busca explicações através de seus próprios meios, mas o que faz com que o longa nunca se torne previsível é a habilidade de Marco Dutra em saber criar o tom de um suspense com uma pegada hitchcockiana sem se utilizar de ferramentas fáceis. Ou seja, o que pesa menos no texto é amplamente compensado pela direção firme e extremamente climática.

Méritos também devem ser creditados ao argentino Leonardo Sbaraglia, que tem a difícil missão de compor um homem comum que nunca é tratado como um frouxo, mas sim como um marido confuso que, tentando recuperar um casamento em crise, termina confrontado por suas próprias fragilidades e inseguranças. Enquanto Carolina Dieckmann é boa ao lidar com um material consideravelmente mais restrito (o que é resultado direto do filme não se focar tanto no íntimo de sua personagem), Sbaraglia rouba a cena, contribuindo para o suspense ao criar um sujeito que não entende muito bem o que está fazendo e muito menos o que pode fazer. Dessa forma, O Silêncio do Céu fortalece, na direção e em seu protagonista, resoluções e desenvolvimentos que parecem um tanto simplistas se comparado ao ótimo trabalho de Dutra na ambientação do filme. Mais um ponto para os talentos do Caixote!

44º Festival de Cinema de Gramado #7: um dia com Rachel Griffiths

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Rachel Griffiths veio à Serra Gaúcha para apresentar o desafiador Mammal na programação do Festival de Cinema de Gramado. Foto: Edison Vara/Pressphoto

O destino é mesmo uma coisa curiosa. Afinal, se alguém viesse do futuro e me contasse, nunca acreditaria que eu teria conhecido Rachel Griffiths – e não nos Estados Unidos ou na Austrália (terra natal da atriz), mas no Rio Grande do Sul mesmo, estado onde moro. Pois isso aconteceu em mais um dos grandes momentos que o Festival de Cinema de Gramado já me proporcionou ao longo dos seis anos consecutivos em que estou por aqui. Griffiths veio ao evento serrano para apresentar Mammal, drama que protagoniza e que foi exibido no Palácio dos Festivais como resultado de uma parceria de Gramado com o Sundance Channel.

Atenciosa, a atriz conversou individualmente com jornalistas presentes no Festival e, após a sessão com entrada franca de Mammal, se encontrou com o público para falar sobre a obra dirigida por Rebecca Daly. Acho Griffiths uma grande atriz, de O Casamento de Muriel a Brothers & Sisters, e sempre lamento que o cinema e a TV não a tenham valorizado devidamente nos últimos anos. Por isso mesmo fiz questão de contá-la sobre a minha admiração e sobre como Six Feet Under literalmente mudou a minha vida. Ela disse que também mudou a dela e relembrou o quanto o seriado a impressionou desde o início (“O episódio-piloto tem o melhor roteiro que já li”) e a importância dele para a narrativa televisiva (“Ainda hoje é uma referência para a dramaturgia da TV moderna”).

Em breve ela estará de volta ao mundo televisivo com When We Rise, minissérie dirigida por Gus Van Sant com roteiro de Dustin Lance Black que percorre diversas décadas para narrar o nascimento e a evolução dos direitos civis para a população LGBT. Apesar da carreira expressiva na TV, Griffiths também lembra com muito carinho dos filmes que realizou, em especial O Casamento de Muriel, onde diz ter vivido uma “química mágica” com Toni Collette, e Hilary & Jackie, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante – e o glamour desse reconhecimento foi algo um pouco chocante para a atriz, já que ela conta que, ao participar da cerimônia, percebeu que virou atriz para contar histórias e não para ser entrevistada sobre a cor de suas unhas ou seus vestidos.

Pessoalmente e profissionalmente, foi uma tarde inesquecível, seguida da sessão de Mammal, filme protagonizado por Griffiths que já passou pelo Festival de Sundance e será exibido dia 19 de novembro no Sundance Channel, que, aqui no Brasil, é possível acessar via Sky. Mammal traz o DNA de personagens difíceis e complexos que a atriz colecionou ao longo de sua carreira, com a diferença de que a protagonista Margaret, ao contrário, por exemplo, da inesquecível Brenda Chenowith, de Six Feet Under, não é uma mulher decidida e que sabe o que faz. Pelo contrário, essa mãe que abandonou o filho há muitos anos e agora recebe a notícia de sua morte simplesmente não sabe o que fazer com tantos sentimentos mutilados.

Em um filme onde os diálogos praticamente inexistem, Griffiths tira de letra um papel extremamente complicado, que envolve ainda uma relação emocionalmente perigosa com um jovem problemático e sem-teto. De ritmo pausado, Mammal causa desconforto mesmo mostrando o encontro de duas pessoas perdidas na vida que, quando se conhecem, conseguem estabelecer alguma conexão, mesmo que seja torta e fora dos padrões para olhares alheios. Mais do que isso, o filme de Rebecca Daly quase sufoca o espectador com seus afetos desajustados, sua tensão erótica e, claro, sua fórmula distante de padrões. Griffiths brincou, na apresentação da sessão, que esse era um filme que faria a plateia precisar de um drink após os créditos finais. 

Com toda razão. E o meu ainda veio com a felicidade e realização de ter passado praticamente um dia inteiro ao lado dessa grande mulher.

Reproduzo também abaixo, na íntegra, a matéria que produzi oficialmente para o evento, como trabalho de assessoria de imprensa, sobre a passagem da atriz pelo Festival: Ler mais

44º Festival de Cinema de Gramado #6: “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho

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O febril momento político que o Brasil atravessa influencia Aquarius para o bem e para o mal. No sentido positivo, o novo longa-metragem do pernambucano Kleber Mendonça Filho se engrandece em diálogos como aquele em que Clara (Sonia Braga), jornalista aposentada que resiste às tentativas de uma grande empreiteira que deseja comprar seu apartamento, enfrenta Diego (Humberto Carrão) dizendo que as pessoas costumam relacionar o problema da falta de educação aos pobres, quando, na verdade, o problema do Brasil é a má educação dos ricos, pessoas que acreditam que dinheiro define caráter. Em contrapartida, os cartazes empunhados pelo elenco do filme em Cannes denunciando o indiscutível golpe que o Brasil sofre podem ofuscar a tese de que Aquarius é um filme grande por si só – e sobre muitas coisas além da provocação de contar uma história sobre uma experiência de vida que entra em rota de colisão com um poder supostamente maior.

Dividido em três partes (O Cabelo de Clara, O Amor de Clara e O Câncer de Clara), Aquarius é, antes de mais nada, o retrato de uma mulher de meia-idade com suas alegrias, anseios e frustrações, contemplando desde a sua reivindicação pela atenção dos filhos não tão presentes a uma divertidíssima noite de bebida e música com o seu grupo de melhores amigas. No meio disso tudo, vem a empreiteira Bonfim, que, após comprar todos os apartamentos do edifício da protagonista, tenta, a todo custo, convencê-la a se desfazer da moradia. Em tese, é uma trama aparentemente simples, mas Kleber Mendonça Filho, cineasta e cinéfilo experiente que é, sabe dar as devidas simbologias à jornada de uma verdadeira heroína. Sim, Clara, interpretada magistralmente por Sonia Braga em um papel que o cinema brasileiro lhe devia há décadas, é uma grande heroína – e não simplesmente por ser uma mulher que, apesar de doce, contida e aparentemente frágil, resistiu à vida inteira, inclusive a um câncer que até hoje, eventualmente, volta a assombrar sua vida. Na representação de Aquarius, a grandeza de Clara surge também a partir da personificação do mal, presente na figura do jovem empreiteiro que a cerca cada vez mais.

Interpretado com certeira ironia por Humberto Carrão, Diego representa essa geração que já nasce com o futuro nas mãos e alça voos altos e rápidos na vida. É o jovem que, mesmo tão novo, se apresenta de forma estranhamente conservadora, acreditando que nome e dinheiro são indiscutivelmente superiores a qualquer história de vida que a protagonista queira conservar no edifício onde mora. Entendemos o carinho que Clara nutre pelo prédio porque, no primeiro ato, ao encenar uma memória da protagonista, o filme desenha saudosamente um aniversário que diz tudo sobre sua família, seus amores e suas dores (e, talvez, um aparador nunca tenha tido um significado tão simbólico no cinema brasileiro). Ao passo em que Aquarius demora a apontar os caminhos que realmente vai seguir, Kleber vai, aos poucos, discretamente fazendo essa costura entre a íntima história de uma mulher de idade avançada e os significados muito maiores de cada situação. Pode ser um filme sobre resistência, maturidade, família e, principalmente, direitos – o que fica claramente exposto na grande cena em que a protagonista, em mais um embate com o jovem empreiteiro, diz que só sairá morta do edifício-título. O apartamento é de Clara. Ela quer ficar. Ela não não vai vender. E ela tem esse direito. Simples assim.

Sonia Braga, que, em inúmeras ocasiões, faz questão de afirmar que Aquarius lhe devolveu o cinema brasileiro, é impecável em todas as frentes de personalidade de sua personagem. É o típico momento em que uma grande atriz lembra o espectador, a cada minuto, do porquê ter se tornado um ícone. Todo o elenco, na realidade, é muito coeso porque fora ela e o próprio Carrão, ainda há outros atores extremamente críveis em cena, entre eles, Maeve Jinkings que, trabalhando com uma personagem difícil, tem um momento particularmente marcante em uma reunião familiar com a mãe. Com estreia comercial prevista para o dia 1º de setembro, Aquarius consolida Kleber Mendonça Filho como um de nossos maiores realizadores. É impressionante como o melhor de toda a sua carreira como jornalista e cinéfilo está novamente e plenamente convergida na tela. Assim como O Som ao Redor, é provável que nem todos comprem o conceito do estilo, mas, aos que souberem e conseguirem apreciar, Aquarius é mesmo tudo o que foi dito até agora. Mais uma vez, Gramado abre uma de suas edições em grande estilo.

44º Festival de Cinema de Gramado #5: a festa vai começar

gramado44Não são poucas as expectativas para a edição deste ano do Festival de Cinema de Gramado. O evento serrano só comemora a sua simbólica 45ª edição em 2017, mas, julgando pelo line-up de 2016, a festa bem que já poderia ser agora. Particularmente, muito me encanta o alto nível do quarteto de homenageados: Sonia Braga, uma de nossas maiores divas; José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão, mestre do terror brasileiro; Cecilia Roth, chica de Almodóvar e estrela do cinema ibero-americano; e Tony Ramos, sinônimo de grandes bilheterias. Acho que esse time chega a superar o de 2012 (Betty Faria, Eva Wilma, Juan José Campanella e Arnaldo Jabor), o meu favorito até então. Gramado 2016 tem tributo a ícones de todos os estilos de cinema, e essa característica é importantíssima por desmistificar a ideia de festivais como festas segmentadas.

Continuo discordando da insistência de crítica e imprensa de que um festival como Gramado deve ter apenas títulos inéditos para fazer jus ao seu prestígio. Isso é balela. Ainda assim, a “falha” foi corrigida e o evento deste ano, pelo menos na mostra brasileira, terá apenas títulos que farão suas estreias nacionais na Serra Gaúcha. A aposta em comédias é arriscada, mas conceitualmente relevante: mesmo que determinados filmes não inspirem tanta confiança, o curador Rubens Ewald Filho foi certeiramente enfático ao defender a tese de que a crítica ainda precisa fazer o exercício de não ter preconceito com o gênero (e isso é global: até o Oscar tem sérias dificuldades em reconhecer o humor em categorias que não sejam as de roteiro). Vamos ver se a quebra de paradigma será bem sucedida ou se tudo indica mesmo que O Silêncio do Céu, aguardado drama assinado pelo cult Marco Dutra, é o favorito pela matemática da exclusão.

A falta de pluralidade e representatividade da mostra brasileira (filmes assinados somente por homens e todos do eixo Rio-São Paulo) é significativamente compensada na latina, onde dez países estão representados em diversas coproduções e três mulheres colocam sua assinatura nas direções das obras. Internacionalmente falando, ainda há outro aspecto que carimba as expectativas em torno da edição: em parceria inédita, Gramado recebe representantes do prestigiado Festival de Sundance para a exibição de dois filmes, intercâmbios culturais e discussões acerca da consolidação desse novo relacionamento. Por falar nos filmes que Sundance exibe na Serra Gaúcha, um deles conta com uma sessão comentada por sua protagonista: Mammal traz ninguém menos que Rachel Griffiths para o Festival. E, como fã incondicional de Six Feet Under e grande adorador da era de ouro de Brothers & Sisters e do filme O Casamento de Muriel, vocês podem imaginar meu entusiasmo.

Novamente, pelo sexto ano consecutivo, estaremos no evento contando tudo para vocês com matérias especiais e críticas dos filmes concorrentes. A festa já vai começar: o 44º Festival de Cinema de Gramado acontece de 26 de agosto a 03 de agosto, antecedido por uma noite especial para a comunidade gramadense no dia 25. Até lá!