Os indicados ao Screen Actors Guild Awards 2019

Emily Blunt em O Retorno de Mary Poppins: atriz entra para o seleto grupo de atrizes que conseguiram dupla indicação nas categorias de Cinema do Screen Actors Guild Awards.
Com uma enxurrada de surpresas, o Screen Actors Guild Awards divulgou hoje a lista de indicados para a sua edição comemorativa de 25 anos. Votado exclusivamente por atores, o prêmio é um importante termômetro para o Oscar, visto que uma significativa parte do colegiado que escolhe os vencedores da distinção outorgada pela Academia são atores. Por isso mesmo, não há dúvidas de que Lady Gaga e Nasce Uma Estrela chegam mesmo com força total na temporada (uma cantora emplacar reconhecimento entre atores profissionais é a prova cabal desse prestígio) e que filmes mais populares como Pantera Negra e Bohemian Rhapsody têm tudo para estar estar entre os indicados ao Oscar de melhor filme, dadas as suas indicações a melhor elenco aqui.
No caminho oposto temos Vice, que emplacou lembranças para Amy Adams em coadjuvante (agora aparente favorita após a surpreendente exclusão de Regina King por Se a Rua Beale Falasse) e para Christian Bale em melhor ator, mas não para o elenco na categoria principal. Queridinha do SAG, Viola Davis, que já acumula cinco prêmios do Sindicato, não foi lembrada por As Viúvas, o que comprova de uma vez por todas a baixa do filme de Steve McQueen na temporada. Outra surpresa foi Nicole Kidman ter ficado de fora: se não fosse como protagonista por O Peso do Passado, era de se esperar que ela levasse uma indicação como coadjuvante por Boy Erased: Uma Verdade Anulada.
Considerando séries, minisséries e telefilmes, o SAG costuma ter prestígio extra também pelo fato de não estabelecer prêmios separados para coadjuvantes, que que podem ser considerados na mesma medida que os protagonistas nas categorias de melhor ator ou atriz. E é por isso mesmo que as indicações de Patricia Clarkson (Sharp Objects), Penélope Cruz (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) e Joseph Fiennes (The Handmaid’s Tale) soam exageradas: não apenas eles não seriam os melhores concorrentes como coadjuvantes por si só como jamais mereciam competir com desempenhos de maiores dimensões, como o do próprio Darren Criss em The Assassination of Gianni Versace. Por outro lado, todos os aplausos do mundo para o SAG ao trazer o devido reconhecimento a Ozark, uma das pérolas da Netflix que pouca gente assiste e que tem um dos grandes desempenhos do ano: o de Julie Ganrer como a tempestuosa e trágica Ruth Langmore, aqui merecidamente equiparada com a colega Laura Linney em melhor atriz.
Mesmo assim, a maior estrela dessa edição do SAG é Emily Blunt, que conseguiu um feito pouco usual: uma indicação dupla nas categorias de Cinema. Como coadjuvante, concorre por Um Lugar Silencioso, onde está ótima em um filme de terror, gênero que costuma ser solenemente ignorado pelos prêmios (Toni Collette, por Hereditário, vem sendo prejudicada por isso). Já como protagonista, emplaca com uma das grandes surpresas dessa temporada: O Retorno de Mary Poppins, musical dirigido por Rob Marshall que vem sendo amplamente abraçado pela crítica. A classificação de coadjuvante por Um Lugar Silencioso é absurda, e se Blunt levará ou não para casa uma das estatuetas é outra história, mas só a dupla indicação já traz um valioso reconhecimento a essa intérprete que já esteve digna de nota em filmes como Sicario: Terra de Ninguém, O Diabo Veste Prada, A Jovem Rainha Victoria, Meu Amor de Verão e até no péssimo A Garota no Trem, mas que nunca chegou ao Oscar.
Os vencedores do Screen Actors Guild Awards 2019 serão conhecidos no dia 27 de janeiro. Fique abaixo com a lista completa de indicados:
CINEMA
MELHOR ELENCO
Bohemian Rhapsody
Infiltrado na Klan
Nasce Uma Estrela
Pantera Negra
Podres de Ricos
MELHOR ATRIZ
Emily Blunt (O Retorno de Mary Poppins)
Glenn Close (A Esposa)
Lady Gaga (Nasce Uma Estrela)
Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)
Olivia Colman (A Favorita)
MELHOR ATOR
Bradley Cooper (Nasce Uma Estrela)
Christian Bale (Vice)
John David Washington (Infiltrado na Klan)
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
Viggo Mortensen (Green Book: O Guia)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams (Vice)
Emily Blunt (Um Lugar Silencioso)
Emma Stone (A Favorita)
Margot Robbie (Duas Rainhas)
Rachel Weisz (A Favorita)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Adam Driver (Infiltrado na Klan)
Mahershala Ali (Green Book: O Guia)
Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
Sam Elliott (Nasce Uma Estrela)
Timothée Chalamet (Querido Menino)
SÉRIES, MINISSÉRIES E TELEFILMES
MELHOR ELENCO EM DRAMA
The Americans
Better Call Saul
The Handmaid’s Tale
This is Us
Ozark
MELHOR ELENCO EM COMÉDIA
Atlanta
Barry
Glow
The Kominsky Method
The Marvelous Mrs. Maisel
MELHOR ATRIZ EM DRAMA
Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
Julia Garner (Ozark)
Laura Linney (Ozark)
Robin Wright (House of Cards)
Sandra Oh (Killing Eve)
MELHOR ATOR EM DRAMA
Bob Odenkirk (Better Call Saul)
Jason Bateman (Ozark)
John Krasinski (Jack Ryan)
Joseph Fiennes (The Handmaid’s Tale)
Sterling K. Brown (This is Us)
MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA
Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
Alison Brie (GLOW)
Jane Fonda (Grace and Frankie)
Lily Tomlin (Grace and Frankie)
Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
MELHOR ATOR EM COMÉDIA
Alan Arkin (The Kominsky Method)
Bill Hader (Barry)
Henry Winkler (Barry)
Michael Douglas (The Kominsky Method)
Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE/TELEFILME
Amy Adams (Sharp Objects)
Emma Stone (Maniac)
Patricia Arquette (Escape at Dannemora)
Patricia Clarkson (Sharp Objects)
Penélope Cruz (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE/TELEFILME
Anthony Hopkins (King Lear)
Antonio Banderas (Genius: Picasso)
Bill Pullman (The Sinner)
Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
Hugh Grant (A Very English Scandal)
Os vencedores do Emmy 2018

Rachel Brosnahan na noite dominada por The Marvelous Mrs. Maisel entre as comédias: programa levou a Amazon pela primeira vez ao prêmio de melhor série.
Se há uma vencedora poderosíssima na edição comemorativa de 70 anos do Emmy, essa é a Amazon, que, pela primeira vez, faturou a categoria melhor série na premiação, depois de não ter conseguido o feito com a celebrada Transparent. E não há como questionar as seis estatuetas principais conquistadas pela irresistível The Marvelous Mrs. Maisel no segmento de comédia: melhor série, direção, roteiro, atriz (Rachel Brosnahan), atriz coadjuvante (Alex Borstein) e elenco. Enquanto a Netflix sofre para tentar ganhar algum prêmio que não seja de minissérie para Black Mirror, a Amazon se firma como uma das plataformas on demand mais conceituadas da atualidade, entregando produções sofisticadas, elegantes e que trabalham de forma exemplar a equação quantidade X qualidade, como é o caso da própria Mrs. Maisel.
Por outro lado, a premiação dos dramas foi fracionada do início ao fim, com estatuetas para diversos seriados: The Americans, Westworld, The Crown e, claro, a grande surpresa da noite que foi Game of Thrones como a melhor série dramática, surgindo aos 45 do segundo tempo para tomar o prêmio que até então era dado como certo para The Handmaid’s Tale, que despencou em uma queda vertiginosa sem uma vitória sequer, e depois para The Crown, que, ao longo da premiação, começou a tomar espaço com prêmios importantes (atriz, direção e, na semana passada, melhor elenco). Por fim, a minissérie da noite foi, como esperado, The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story, mais pela pompa da produção e pelo status dos envolvidos do que necessariamente por merecimento, inclusive em um ano pouco expressivo para a categoria.
Confira abaixo a lista dos vencedores entre as categorias de drama, comédia e minissérie:
MELHOR SÉRIE DRAMA: Game of Thrones
MELHOR SÉRIE COMÉDIA: The Marvelous Mrs. Maisel
MELHOR MINISSÉRIE: The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
MELHOR ATRIZ EM DRAMA: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA: Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Regina King (Seven Seconds)
MELHOR ATOR EM DRAMA: Matthew Rhys (The Americans)
MELHOR ATOR EM COMÉDIA: Bill Hader (Barry)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM DRAMA: Thandie Newton (Westworld)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM COMÉDIA: Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Merritt Wever (Godless)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM DRAMA: Peter Dinklage (Game of Thrones)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM COMÉDIA: Henry Winkler (Barry)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Jeff Daniels (Godless)
MELHOR ROTEIRO EM COMÉDIA: The Marvelous Mrs. Maisel, pelo episódio Pilot
MELHOR DIREÇÃO EM COMÉDIA: The Marvelous Mrs. Maisel, pelo episódio Pilot
MELHOR ROTEIRO EM MINISSÉRIE/TELEFILME: USS Callister: Black Mirror
MELHOR DIREÇÃO EM MINISSÉRIE/TELEFILME: The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story, pelo episódio The Man Who Would Be on Vogue
MELHOR ROTEIRO EM DRAMA: The Americans, pelo episódio Start
MELHOR DIREÇÃO EM DRAMA: The Crown, pelo episódio Paterfamilias
Apostas para o Emmy 2018

Em plena segunda-feira (17), o Emmy revelará os vencedores da sua edição comemorativa de 70 anos. A cerimônia será transmitida no Brasil pela TNT, a partir das 20h. Game of Thrones e The Handmaid’s Tale lideram as indicações no segmento dramático, mas é de se esperar que a segunda volte para casa com o maior número de estatuetas, repetindo pelo menos dois prêmios do ano anterior (melhor série e atriz em drama) e acrescentando outros (Yvonne Strahovski como coadjuvante). Quanto às comédias, The Marvelous Mrs. Maisel, da Amazon, parece ser à favorita ao prêmio principal e a outros de atuação (na semana passada, a série já levou a categoria de melhor elenco em série de comédia, entre os prêmios que são entregues pelo Emmy antes da cerimônia oficial). Nas minisséries, The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story deve levar a melhor em uma seleção que está bem menos entusiasmante que a do ano passado nesse segmento. Relembre aqui a lista de indicados e confira os nossos palpites para a premiação:
MELHOR SÉRIE DRAMA: The Handmaid’s Tale / alt: Game of Thrones
MELHOR SÉRIE COMÉDIA: The Marvelous Mrs. Maisel / alt: Atlanta
MELHOR MINISSÉRIE: The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story / alt: Godless
MELHOR ATRIZ EM DRAMA: Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale) / alt: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA: Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel) / alt: Allison Janney (Mom)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Laura Dern (O Conto) / alt: Edie Falco (Law & Order: True Crime)
MELHOR ATOR EM DRAMA: Sterling K. Brown (This is Us) / alt: Jason Bateman (Ozark)
MELHOR ATOR EM COMÉDIA: Donald Glover (Atlanta) / alt: Ted Danson (The Good Place)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) / alt: Jeff Daniels (The Looming Tower)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM DRAMA: Yvonne Strahovski (The Handmaid’s Tale) / alt: Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM COMÉDIA: Laurie Metcalf (Roseanne) / alt: Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Penélope Cruz (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) / alt: Judith Light (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM DRAMA: Mandy Patinkin (Homeland) / alt: Peter Dinklage (Game of Thrones)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM COMÉDIA: Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel) / alt: Alec Baldwin (Saturday Night Live)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE/TELEFILME: Jeff Daniels (Godless) / alt: Edgar Ramírez (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
Quais são as chances de “O Grande Circo Místico” levar o Brasil ao Oscar?

O Grande Circo Místico é o sétimo filme de Cacá Diegues a ser escolhido para representar o Brasil na disputa por uma vaga ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
A Comissão de Seleção da Academia Brasileira de Cinema anunciou hoje, 11 de setembro, que O Grande Circo Místico representará o Brasil na disputa por uma vaga entre os cinco finalistas ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Em tese, a escolha é acertada, pois estamos falando do novo longa de Cacá Diegues, um ícone do cinema brasileiro conhecido internacionalmente. O Grande Circo Místico também tem um elenco de primeira, além de certa carreira internacional, já que foi exibido fora de competição no último Festival de Cannes. Entretanto, na prática, a escolha não se justifica porque o filme simplesmente não está à altura dessa representativa missão.
Já havia comentado as razões que me distanciam de O Grande Circo Místico na crítica publicada aqui no blog durante a cobertura do 46º Festival de Cinema de Gramado, mas é uma questão lógica: com uma recepção fraquíssima tanto em Cannes quanto em Gramado, era de se esperar que a comissão tivesse percebido o quanto tais reações mornas já apontavam a falta de envolvimento das plateias com o filme, que chega aos cinemas brasileiros no dia 15 de novembro. Sem o aval das duas grandes exibições que teve até agora, O Grande Circo Místico zarpa rumo à corrida por uma vaga entre os cinco finalistas do Oscar de melhor filme estrangeiro com chances quase nulas de chegar lá.
Desde Central do Brasil, em 1999, não figuramos na categoria (e a chance mais expressiva que tivemos recentemente foi com Que Horas Ela Volta?), um longo jejum que, dado o lindo cenário da nossa produção atual, já deveria ter sido quebrado. Algo, no entanto, parece ter desestabilizado a comissão desde a desastrosa escolha de Pequeno Segredo em tempos de Aquarius. Afinal, Bingo – O Rei das Manhãs, produção escolhida ano passado, tinha isoladamente qualidades de sobra para ser um forte concorrente, mas sequer havia sido exibido internacionalmente e realmente não se encaixava na linguagem das produções escolhidas pelo Oscar. Dessa forma, O Grande Circo Místico marca agora o terceiro ano consecutivo em que a seleção poderia ter um representante muito mais expressivo, mesmo que, no final das contas, ele também não nos colocasse entre os finalistas ao prêmio da Academia (e aí o erro seria da Academia de Hollywood e não nosso).
Se a decisão foi novamente errada, qual, então, seria a certa? Sou suspeito para falar porque Benzinho tem em mim um fã incondicional, mas essa era a produção com o melhor conjunto de variáveis para chegar aos votantes: de temática universal, fala com delicadeza sobre dramas afetivos e familiares de fácil identificação, além de ter começado sua trajetória internacional no Festival de Sundance, um importantíssimo celeiro do cinema independente internacional. Hoje, em sua devida dimensão de filme quase alternativo, Benzinho ainda é um sucesso no Brasil e já está viajando comercialmente mundo afora. Ah, e também não seria loucura alguma ainda fazer uma pequena campanha ao Oscar de melhor atriz para a Karine Teles! E, se não fosse o filme de Gustavo Pizzi, não seria crime algum escolher Ferrugem por sua contemporaneidade temática e por sua passagem em Sundance, já que títulos transgressores e mais ousados como As Boas Maneiras e O Animal Cordial dificilmente teriam qualquer chance.
Relembre a lista dos filmes escolhidos desde o ano 2000 para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar de filme estrangeiro:
2017 – Bingo – O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende
2016 – Pequeno Segredo, de David Schurmann
2015 – Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
2014 – Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro
2013 – O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
2012 – O Palhaço, de Selton Mello
2011 – Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro, de José Padilha
2010 – Lula, o Filho do Brasil, de Fabio Barreto
2009 – Salve Geral, de Sérgio Rezende
2008 – Última Parada 174, de Bruno Barreto
2007 – O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburger
2006 – Cinema, Aspirinas e Urubus, de Marcelo Gomes
2005 – 2 Filhos de Francisco, de Breno Silveira
2004 – Olga, de Jayme Monjardim
2003 – Carandiru, de Hector Babenco
2002 – Cidade de Deus, de Fernando Meirelles
2001 – Abril Despedaçado, de Walter Salles
2000 – Eu, Tu, Eles, de Andrucha Waddington
