Cinema e Argumento

Melhores de 2012 – Canção Original

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É provável que You Know My Name, canção de Chris Cornell para 007 – Cassino Royale, ainda seja o momento mais interessante da franquia musicalmente. Entretanto, o que Adele e Paul Epworth realizaram em Skyfall demonstra total conhecimento e sintonia com o que é proposto pelo diretor Sam Mendes no mais novo longa-metragem estrelado pelo icônico personagem James Bond – que, em 2012, completou cinco décadas no cinema com um trabalho a sua altura. Na inconfundível e poderosa voz de Adele, a canção vencedora do Oscar 2013 tem uma sonoridade retumbante e uma letra que merece ser descoberta. E o mais importante: é um belo diálogo entre o passado e o presente. Se o estilo de Skyfall lembra bastante o charme que tornou James Bond um personagem clássico, logo nos lembramos que ela foi criada por uma dupla que ainda tem muito pela frente, tanto em termos de idade quanto em termos de carreira. A nova geração compreendeu muito bem o que o agente secreto simboliza. E, no ano de seu aniversário, ele não poderia pedir uma canção mais adequada.

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OUTROS INDICADOS:

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Em Albert Nobbs, Glenn Close foi quem escreveu a letra da ótima Lay Your Head Down, que se torna quase uma lullaby com a melodia de Brian Byrne / W.E. – O Romance do Século é um filme repleto de erros, mas, junto com a ótima trilha de Abel Korzeniowski, Madonna dá conta do recado em Masterpiece / A adorável Strange Love, de Frankenweenie, é mais um acerto de Karen O no cinema / Who Were We?, de Holy Motors, foi a canção que melhor compreendeu o uso da música como ferramenta narrativa entre os filmes lançados em 2012.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – “Life’s a Happy Song” (Os Muppets) | 2010 – “Better Days” (Comer Rezar Amar) | 2009 – “By the Boab Tree” (Austrália) | 2008 – “Falling Slowly” (Apenas Uma Vez)

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. “Skyfall”, de 007 – Operação Skyfall (63.33%, 19 votos)

2. “Who Were We?”, de Holy Motors (20%, 6 votos)

3. “Masterpiece”, de W.E. – O Romance do Século (10%, 3 votos)

4. “Strange Love”, de Frankenweenie (6.67%, 2 votos)

5. “Lay Your Head Down”, de Albert Nobbs (0%, 0 votos)

Melhores de 2012 – Ator Coadjuvante

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Pena que Guerreiro não tenha recebido a atenção que merecia devido a sua má distribuição (aqui no Brasil, chegou a ser lançado diretamente em home video). O máximo de reconhecimento que recebeu foi para o coadjuvante Nick Nolte, que, inclusive, concorreu ao Oscar 2012 de melhor ator coadjuvante. Na realidade, ele merecia ter levado todos os prêmios daquela temporada. Entre os inúmeros méritos do filme de Gavin O’Connor, a interpretação de Nolte é, certamente, um dos mais impressionantes. É verdade que o seu Paddy Conlon pode ser uma vez ou outra baseado na vida pessoal do ator (Nolte já chegou a ser preso por dirigir embriagado), mas o ator lida com o papel do pai ex-alcoolista com uma dignidade singular.  Assim como todo o longa, ele sabe conduzir um personagem essencialmente previsível sem cair em qualquer clichê. Por mais que os filhos de Paddy sejam resistentes em aceitá-lo de volta devido a um passado doloroso que nunca é esmiuçado (e nem precisa), também sentimos compaixão por esse homem que, agora velho, solitário e sóbrio, quer recuperar os laços familiares que um dia destruiu. É um trabalho forte (a cena com Tom Hardy no hotel é de arrepiar) e que em nada é apelativo ou fora de tom. Digno de aplausos.

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OUTROS INDICADOS:

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EWAN MCGREGOR (O Impossível)

Em certo ponto de O Impossível, parece que Ewan McGregor será completamente esquecido. Por sorte, quando o ator retorna, consegue recuperar cada minuto que ficou fora de cena. Com pelo menos um momento de partir o coração (o da ligação), o ator segura com vitalidade o papel do pai que, mesmo desesperado e inseguro, precisa sempre ser uma fortaleza diante de seus pequenos filhos. McGregor tem aqui a sua melhor chance em anos e dá sua contribuição ao excepcional trabalho de elenco do filme.

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EZRA MILLER (As Vantagens de Ser Invisível)

Talvez o maior destaque da interpretação de Ezra Miller em As Vantagens de Ser Invisível seja a versatilidade. Isso se apóia na ideia de que o ator poderia carregar eternamente o fardo de ter sido um dos personagens mais asquerosos dos últimos anos em Precisamos Falar Sobre o Kevin. Só que Ezra mudou o seu destino: surgindo iluminado e cheio de desenvoltura nesse hit alternativo jovem de 2012, ele entregou uma composição muito sutil de um homossexual que, apesar das excentricidades, nunca cai no exagero.

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JAVIER BARDEM (007 – Operação Skyfall)

Sem qualquer resquício do seu inesquecível Anton Chigurh de Onde os Fracos Não Têm Vez, Javier Bardem construiu, em 007 – Operação Skyfall, um vilão inteiramente novo. E o ator deveria se especializar nessa habilidade, já que Silva foi considerado por muitos como o melhor vilão de toda franquia James Bond. Exagero? Longe disso. Mesmo com Judi Dench em um ótimo momento, Bardem roubou a cena entre os coadjuvantes com uma interpretação intrigante e cheia de dubiedades.

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MAX VON SYDOW (Tão Forte e Tão Perto)

Veterano com uma carreira bastante ativa (participa de pelo menos um filme por ano), Max Von Sydow não chega, no entanto a receber papeis com chances mais significativas. Mas Tão Forte e Tão Perto é uma dessas raras interpretações que só poderia dar certo e se destacar nas mãos de um ator com a experiência dele. Sem dizer uma palavra (literalmnt), Von Sydow é responsável por boa parte das emoções genuínas do filme de Stephen Daldry.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – Alan Rickman (Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2) | 2010 – Michael Douglas (Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme) | 2009 – Christoph Waltz (Bastados Inglórios) | 2008 – Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez) | 2007 – Casey Affleck (O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford)

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. Ezra Miller, por As Vantagens de Ser Invisível (31.82%, 14 votos)

2. Javier Bardem, por 007 – Operação Skyfall (29.55%, 13 votos)

3. Nick Nolte, por Guerreiro (20.45%, 9 votos)

4. Max Von Sydow, por Tão Forte e Tão Perto (11.36%, 5 votos)

5. Ewan McGregor, por O Impossível (6.82%, 3 votos)

Melhores de 2012 – Fotografia

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Você pode até não se entusiasmar com As Aventuras de Pi como um todo, mas é impossível deixar de reconhecer a belíssima técnica do filme. Da trilha de Mychael Danna aos impecáveis efeitos visuais, o que mais se destaca na parte técnica é a fotografia do chileno Claudio Miranda, premiado com o Oscar 2013 na respectiva categoria. Ele, que já havia feito um ótimo trabalho em O Curioso Caso de Benjamin Button, consegue se superar em As Aventuras de Pi, ajudando o filme de Ang Lee a se tornar uma experiência visualmente impecável. Não são apenas as cenas mais “apelativas” (o voo da baleia, os peixes voadores, o pôr-do-sol em alto mar) que parecem perfeitas pinturas, mas a própria forma como Miranda enquadra o jovem Pi Patel. Sempre compreendendo que, apesar das paisagens tentadoras, o filme não pode se tornar apenas uma exploração das mesmas, ele nos deixa sempre muito próximos do protagonista – o que mostra uma total compreensão da proposta do roteiro de David Magee e da direção de Ang Lee. Um trabalho que se presta a explorar todas as possibilidades visuais e detalhistas daquele universo e que sempre nos lembra que uma fotografia não deve ser um destaque à parte: ela precisa traduzir e, acima de tudo, complementar as ideias da história contada.

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OUTROS INDICADOS:

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A fotografia de 007 – Operação Skyfall é um dos pontos altos da carreira do mestre Roger Deakins / Evocando as tonalidades de preto-e-branco do time Botafogo, a fotografia de Heleno é minuciosa e traz um inegável charme ao filme estrelado por Rodrigo Santoro / O impecável trabalho técnico de A Invenção de Hugo Cabret também é muito bem explorado pelo trabalho do fotógrafo Robert Richardson / Em plena sintonia com a direção de arte e com o mundo idealizado por Wes Anderson, a fotografia de Moonrise Kingdom é fundamental para a criação do clima nostálgico presente na obra.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – A Árvore da Vida | 2010 – Direito de Amar | 2009 – Quem Quer Ser Um Milionário? | 2008 – Ensaio Sobre a Cegueira

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. Moonrise Kingdom (35.71%, 15 votos)

2. As Aventuras de Pi (30.95%, 13 votos)

3. 007 – Operação Skyfall (16.67%, 7 votos)

4. A Invenção de Hugo Cabret (11.09%, 5 votos)

5. Heleno (4.76%, 2 votos)

Melhores de 2012 – Efeitos Visuais

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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada é esse filme de excessos narrativos que todos nós vimos. Mas não é um encanto voltar à Terra Média? Impressionante como no mais novo filme de Peter Jackson nos sentimos dentro do mesmo universo de O Senhor dos Aneis. Muito em função dos efeitos visuais: os longas anteriores não envelheceram e essa nova adaptação de uma obra de R.J.J. Tolkien utiliza os mesmos princípios que vimos na consagrada trilogia de Jackson. Não está necessariamente errado quem diz que O Hobbit é mais do mesmo nesse quesito. No entanto, é meio injusto deixar de reconhecer que esse é um filme que apresenta um mesmo mundo de anos atrás com exatamente o mesmo encantamento. Efeitos primorosos, detalhistas e sempre muito realistas – para os padrões da Terra Média, claro. Qual o problema da repetição quando ela é simplesmente grandiosa?

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 OUTROS INDICADOS:

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Do impecável naufrágio aos detalhes do tigre Richard Parker, os efeitos visuais de As Aventuras de Pi contribuem para a instigante viagem visual que é o filme de Ang Lee / Como não ficar sem fôlego com o impressionante trabalho de efeitos na cena do tsunami em O Impossível? / Como podemos ver em Prometheus, o senso de Ridley Scott para efeitos visuais continua intacto / Se Os Vingadores não foi lá uma maravilha de filme, mas pelo menos apresentou efeitos bastante dignos.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | 2010 – Tron: O Legado | 2009 – Avatar

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. As Aventuras de Pi (61.76%, 21 votos)

2. O Impossível (11.76%, 4 votos)

3. Os Vingadores (11.76%, 4 votos)

4. Prometheus (8.82%, 3 votos)

5. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (5.88%, 2 votos)

Melhores de 2012 – Figurino

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Madonna não poderia chamar outra pessoa para fazer os figurinos de W.E. – O Romance do Século. Afinal, Arianne Phillips atende a todos os requisitos da Rainha do Pop: as duas já trabalharam juntas em turnês da cantora e Arianne, entre vários figurinos que fez para o cinema, já foi indicada ao Oscar (por Johnny & June) e fez parceria com Tom Ford em Direito de Amar (filme que é escancaradamente uma referência estética para Madonna). Escolha acertada porque, apesar de W.E. – O Romance do Século ser um filme mal executado do ponto de vista narrativo, a diretora foi certeira nas escolhas que fez para o lado técnico de seu filme. É particularmente notável como Arianne Phillips conseguiu criar um guarda-roupa deslumbrante mas também cheio de sutilezas. Todo o figurino do filme é impressionante, mas nunca over ou tentando ser um elemento à parte de W.E. Transitando muito bem entre as duas épocas trabalhadas por Madonna, ela achou o equilíbrio certo entre a sofisticação e a simplicidade. E o resultado é de tirar o chapéu!

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OUTROS INDICADOS:

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O Artista é um excelente exemplo de como um figurino de época pode ser requintado sem cair no previsível / Em Histórias Cruzadas, Sharen Davis reproduziu com discrição os figurinos da Mississipi dos anos 1960 /  O encantador trabalho técnico de A Invenção de Hugo Cabret também se deve aos figurinos de Sandy Powell / Jane Eyre é outro filme de época com figurino super singelo e eficiente.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – O Discurso do Rei | 2010 – A Jovem Rainha Victoria | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Elizabeth – A Era de Ouro | 2007 – Maria Antonieta

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. O Artista (40%, 12 votos)

2. A Invenção de Hugo Cabret (23.33%, 7 votos)

3. Jane Eyre (20%, 6 votos)

4. W.E. – O Romance do Século (10%, 3 votos)

5. Histórias Cruzadas (6.67%, 2 votos)