Melhores de 2012: indicados

“007 – Operação Skyfall” lidera a lista de melhores de 2012 do Cinema e Argumento
Já é tradição no Cinema e Argumento escolher quais os filmes que mais se destacaram ao longo do ano em várias categorias. E, para escolhermos os melhores de 2012, resolvemos adotar um procedimento diferente. Ao invés de anunciarmos os indicados e vencedores a cada post, publicamos agora apenas a lista completa de indicados para, posteriormente, divulgarmos apenas os vencedores. Uma tentativa de aumentar o suspense, digamos assim.
Lembrando que nossas escolhas contemplam apenas os filmes inéditos lançados comercialmente no Brasil durante o ano em questão, tanto nos cinemas quanto em home video. Também vale ressaltar que nós decidimos em qual categoria certos casos “polêmicos” se enquandram: entendemos, por exemplo, que, apesar de 007 – Operação Skyfall ser baseado no personagem criado por Ian Fleming, isso não define o roteiro como adaptado. Oara nós, o que vale é a história. Por falar no filme de Sam Mendes, ele lidera a nossa lista, com oito indicações, seguido por O Impossível com sete e Guerreiro, Holy Motors e Precisamos Falar Sobre o Kevin com cinco cada.
OBS: durante a próxima semana, estaremos de férias. Voltamos no dia 27, com nossas apostas para o SAG 2013. Até lá! =)
MELHOR FILME
007 – Operação Skyfall
Argo
Guerreiro
Precisamos Falar Sobre o Kevin
A Separação
MELHOR DIREÇÃO
Ben Affleck (Argo)
Gavin O’Connor (Guerreiro)
Leos Carax (Holy Motors)
Lynne Ramsay (Precisamos Falar Sobre o Kevin)
Sam Mendes (007 – Operação Skyfall)
MELHOR ATRIZ
Charlize Theron (Jovens Adultos)
Glenn Close (Albert Nobbs)
Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Michelle Williams (Sete Dias Com Marilyn)
Tilda Swinton (Precisamos Falar Sobre o Kevin)
MELHOR ATOR
Denis Lavant (Holy Motors)
George Clooney (Os Descendentes)
Jean Dujardin (O Artista)
Rodrigo Santoro (Heleno)
Tom Holland (O Impossível)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Janet McTeer (Albert Nobbs)
Judi Dench (007 – Operação Skyfall)
Sandra Bullock (Tão Forte e Tão Perto)
Shailene Woodley (Os Descendentes)
Viola Davis (Histórias Cruzadas)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ewan McGregor (O Impossível)
Ezra Miller (As Vantagens de Ser Invisível)
Javier Bardem (007 – Operação Skyfall)
Max Von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)
Nick Nolte (Guerreiro)
MELHOR ELENCO
Guerreiro
Histórias Cruzadas
O Impossível
Moonrise Kingdom
A Separação
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
007 – Operação Skyfall
Holy Motors
Moonrise Kingdom
A Separação
Weekend
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Argo
Frankenweenie
Heleno
Precisamos Falar Sobre o Kevin
As Vantagens de Ser Invisível
MELHOR ANIMAÇÃO
As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne
Frankenweenie
O Mundo dos Pequeninos
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
O Impossível
A Invenção de Hugo Cabret
Moonrise Kingdom
Prometheus
MELHOR FIGURINO
O Artista
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
Jane Eyre
W.E. – O Romance do Século
MELHOR FOTOGRAFIA
007 – Operação Skyfall
As Aventuras de Pi
Heleno
A Invenção de Hugo Cabret
Moonrise Kingdom
MELHORES EFEITOS VISUAIS
As Aventuras de Pi
O Hobbit: Uma Jornada Inesperada
O Impossível
Prometheus
Os Vingadores
MELHOR TRILHA SONORA
As Aventuras de Pi
O Impossível
Jane Eyre
Tão Forte e Tão Perto
W.E. – O Romance do Século
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Lay Your Head Down” (Albert Nobbs)
“Masterpiece” (W.E. – O Romance do Século)
“Skyfall” (007 – Operação Skyfall)
“Strange Love” (Frankenweenie)
“Who Were We?” (Holy Motors)
MELHOR MONTAGEM
Argo
Guerreiro
O Homem Que Mudou o Jogo
Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Precisamos Falar Sobre o Kevin
MELHOR EDIÇÃO/MIXAGEM DE SOM
007 – Operação Skyfall
Drive
O Homem Que Mudou o Jogo
Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
O Mundo dos Pequeninos
MELHOR MAQUIAGEM
A Dama de Ferro
Holy Motors
O Impossível
Os piores filmes de 2012
A minha lista de piores do ano não tem Battleship – A Batalha dos Mares, As Aventuras de Agamenon ou Abraham Lincoln – O Caçador de Vampiros. Eles não estão presentes porque sempre procuro sofrer o menos possível quando vou ao cinema. Não preciso ver esses filmes para saber que são péssimos. Simples assim. E com o ingresso do cinema cada vez mais caro, fico ainda mais atento quanto aos filmes que escolho ver. É economia de tempo, dinheiro e paciência. Por isso, a minha lista de piores do ano – que segue abaixo, em ordem alfabética – pode ser um pouco diferente do que você está acostumado a ver por aí. Dentro do universo de longas que assisti em 2012, selecionei dez que me irritaram profundamente – alguns por serem inquestionavelmente ruins mesmo e outros por serem grandes decepções. De Steven Spielberg a Phyllida Lloyd, o que eu vi de mais insuportável no cinema em 2012:

AMOR IMPOSSÍVEL, de Lasse Hallström: E pensar que, um dia, o sueco Lasse Hallström já reuniu nomes de calibre como Judi Dench em filmes que volta e meia eram celebrados pelo Oscar. Mas a verdade é que ele nunca foi um grande diretor. E Amor Impossível traz toda a sua mediocridade como cineasta. Culpa também do roteiro horroroso escrito por Simon Beaufoy (festejado mundialmente por seu trabalho em Quem Quer Ser Um Milionário?), que em nada ajuda a proposta desinteressante e monótona. Não sei quem disse aos envolvidos que uma história sobre pesca de salmão no Iêmen era um assunto estimulante. Até o elenco está murcho aqui, incluindo Kristin Scott Thomas, frequentemente beirando a caricatura. De cortar os pulsos.

CAVALO DE GUERRA, de Steven Spielberg: Talvez seja mais por implicância mesmo, mas não tenho muita paciência com esses filmes açucarados que brincam com a boa vontade do espectador. Cavalo de Guerra pede que eu acredite demais em coincidências e que, em consequência disso, eu embarque em um clima excessivamente manipulador. Há quem goste. Não é o meu caso. E, por isso, Cavalo de Guerra é o meu filme menos favorito do Spielberg em anos. Para agravar a situação, a Primeira Guerra Mundial é mal situada e retratada com todas as formalidade do gênero. Ah, e ainda tem espaço para alívio cômico, aqui representado por um “divertido” ganso… Dessa vez não deu, Spielberg.

A DAMA DE FERRO, de Phyllida Lloyd: Nunca pensei que Meryl Streep fosse ganhar o seu tão aguardado terceiro Oscar por um filme ruim. Não era nenhuma novidade que Phyllida Lloyd não tinha currículo para dirigir a cinebiografia de uma polêmica figura política, mas aqui ela impressionou – no sentido negativo – não só por trazer uma abordagem completamente neutra de Margaret Thatcher (uma personagem que merecia complexidades em função de seus posicionamentos fortes) – mas por cometer o erro de achar que, para conhecermos por completo a protagonista, precisamos acompanhar toda a sua vida. Sem falar que A Dama de Ferro é contado do ponto de vista errado, repleto de alucinações cansativas e irrelevantes de uma idosa Thatcher.

A HORA DA ESCURIDÃO, de Chris Gorak: Os filmes sobre o fim do mundo estão em crise. Já não bastasse o péssimo 2012, outro exemplar mostra que esse cenário pode ser bem tedioso. É A Hora da Escuridão, que até consegue criar certo clima de suspense em seus primeiros momentos, mas que, aos poucos, perde o fôlego e cai na monotonia. É uma pena ver o talentoso Emile Hirsch envolvido nesse filme B que não chega nem perto de empolgar. Exibido nos cinemas em cópias 3D e convencionais, passou completamente despercebido por todos. Também pudera: se é pra mostrar uma trama batida, que pelo menos seja de forma divertida.

MAGIC MIKE, de Steven Soderbergh: Particularmente, uma das grandes decepções do ano. Primeiro porque falta diversão: Magic Mike não é pop, descontraído ou sequer um guilty pleasure. Segundo porque perde muitas oportunidades, como a de quebrar o preconceito com a nudez masculina no cinema. Infelizmente – principalmente depois do ótimo Contágio -, é mais um atestado de que Steven Soderbergh tem pouca personalidade e não consegue mais manter uma boa média nos trabalhos que realiza. Foi lembrado em algumas associações de críticos em função do desempenho de Matthew McCounaghey – o que é um mistério, já que nada nesse filme é digno de honrarias.

NA TERRA DE AMOR E ÓDIO, de Angelina Jolie: Alguns defenderam que tem o seu valor histórico e de denúncia, mas eu só consegui ter sono. As ideias e as propostas de Angelina Jolie são nobres, mas ela falha imensamente como diretora e roteirista. No romance, erra ao não fazer o espectador torcer pelo amor impossível do casal. Na guerra, apenas choca com as cenas mais fortes, sem fazer com que alguém realmente se interesse pelos conflitos da Guerra Iugoslava. Não à toa, só foi lembrado pelo Globo de Ouro na categoria de filme estrangeiro. E foi lembrado por ser de Angelina Jolie, já que, como todos nós sabemos, o Globo de Ouro nunca perde a chance de bajular uma grande celebridade.

A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER – PARTE 2, de Bill Condon: A Saga Crepúsculo não poderia chegar ao fim sem, claro, estar entre os piores do ano. Apesar de ser considerado o “melhor” da série, Amanhecer – Parte 2 é repleto de falhas como qualquer outro longa protagonizado por Edward (Robert Pattinson) e Bella (Kristen Stewart). Falta consistência, desculpas convincentes e, principalmente, um fechamento que dê sentido à existência de tantos filmes. Tem uma boa cena de batalha na neve, mas até ela está cercada de decisões bastante questionáveis. É o mais açucarado e direcionado aos fãs, mas isso não justifica muita coisa.

SOMBRAS DA NOITE, de Tim Burton: Possivelmente, o pior filme de toda a carreira de Tim Burton. Além de ser extremamente repetitivo (quem ainda consegue ver algo de positivo nas recicladas interpretações de Johnny Depp, por exemplo?), o filme tem um humor batido e uma história extremamente dispersa, prejudicada pelo excesso de personagens. Copiando descaradamente longas como A Morte Lhe Cai Bem, Sombras da Noite é uma das experiências mais aborrecidas de 2012. Sorte que Burton conseguiu se reerguer posteriormente com o excelente Frankenweenie.

TED, de Seth MacFarlane: Ainda tento entender como conseguem defender essa comédia que não passa de um completo besteirol americano de mau gosto. Inclusive, também tento entender como um prêmio tão quadrado como o Oscar convocou o diretor e roteirista Seth MacFarlane para apresentar a próxima cerimônia. Rotulado como politicamente incorreto, Ted não tem ritmo e não escapa dos clichês da história do homem que não cresce e é influenciado por um amigo imaturo. Chega dar até pena ver Mila Kunis perdida no meio dessa bobagem. Lamentável.

W.E. – O ROMANCE DO SÉCULO, de Madonna: As intenções são louváveis e o requinte da parte técnica é exemplar (figurinos e trilha são o ponto alto), mas W.E. – O Romance do Século é muito e mal desenvolvido. Culpa da megalomania de Madonna, aqui exercendo total controle sobre o filme, ocupando os cargos de diretora, roteirista e produtora – o que certamente se reflete no resultado final, que deixa bem claro suas limitações em função de uma comandante que pode até ser boa na música, mas que ainda não está nem perto de ser uma cineasta de confiança. A história merecia mais.
Adeus, 2012! (e as melhores cenas do ano)
Tive a sensação que 2012 passou voando… Pessoalmente, foi um ano de desafios, mas também de muitas recompensas. Quanto ao cinema, creio que 2012 teve períodos de grandes decepções (da temporada do Oscar até mais ou menos a metade do ano, os lançamentos, em sua maioria, não cumpriram expectativas) e outros de várias surpresas (os últimos meses foram particularmente interessantes). Foi um ano que valeu – antes de mais nada – por dois momentos muito esperados pelo escriba que vos fala: o terceiro Oscar de Meryl Streep (nunca comemorei tanto frente a uma TV!) e o primeiro prêmio importante para Julianne Moore, uma atriz singular que só agora foi reconhecida – dessa vez, pelo retrato impecável da republicana Sarah Palin em Virada no Jogo. Considerando os lançamentos do circuito comercial brasileiro, conferi 69 filmes – o que é um índice relativamente satisfatório, já que, entre trabalho e faculdade, sempre escrevi sobre tudo que assisti. Agora, como de costume, encerro o ano listando os meus dez momentos favoritos dos filmes que vi durante os doze meses que passaram. A relação que segue abaixo não segue nenhuma ordem. No mais, um excelente 2013 a todos e que a paixão pela sétima arte continue sempre viva dentro de todos nós. Afinal, vale sempre lembrar, esse blog não seria possível sem vocês, leitores. Um forte abraço! =)
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A cena final de Guerreiro

Kylie Minogue canta “Who Were We?” em Holy Motors

A visita final de Precisamos Falar Sobre o Kevin

Os créditos iniciais de 007 – Operação Skyfall

O tsunami invade a Tailândia em O Impossível

Video Killed the Radio Star no Crazy Dance em Entre o Amor e a Paixão

A cena do elevador em Drive

A cena final de O Abrigo

Matt King (George Clooney) se despede da esposa em Os Descendentes

A sequência incial com Brandon (Michael Fassbender) no metrô em Shame
Melhores de 2011 – Balanço Final
Foram 18 categorias e, ao total, quase 700 votos nas enquetes realizadas pelo blog. A premiação de melhores do ano do Cinema e Argumento foi, mais uma vez, um sucesso! O grande vencedor foi Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, vitorioso em cinco categorias: filme, ator coadjuvante, direção de arte, edição/mixagem de som e efeitos especiais. Logo depois vem O Discurso do Rei, que levou ator e figurino. Todos os outros vencedores conquistaram apenas uma categoria.
Fica registrado, novamente, o meu agradecimento a todos que participaram desse “evento” do blog e também, claro, aos que sempre nos acompanham. Abaixo, a lista completa com todos os vencedores, categoria por categoria, incluindo as escolhas de vocês (que realmente ficaram encantados com Cisne Negro, hein?). Sugestões e críticas para a próxima edição de melhores do ano são sempre bem-vindas. Até lá!
FILME: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (escolha do público: Cisne Negro)
DIRETOR: Darren Aronofsky, por Cisne Negro (escolha do público: idem)
ELENCO: Tudo Pelo Poder (escolha do público: idem)
ATOR: Colin Firth, por O Discurso do Rei (escolha do público: Ryan Gosling, por Namorados Para Sempre)
ATRIZ: Charlotte Gainsbourg e Kirsten Dunst, por Melancolia (escolha do público: Natalie Portman, por Cisne Negro)
ATOR COADJUVANTE: Alan Rickman, por Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (escolha do público: idem)
ATRIZ COADJUVANTE: Amy Adams, por O Vencedor (escolha do público: idem)
ROTEIRO ORIGINAL: Melancolia (escolha do público: idem)
ROTEIRO ADAPTADO: A Pele Que Habito (escolha do público: idem)
MONTAGEM: 127 Horas (escolha do público: Cisne Negro)
FOTOGRAFIA: A Árvore da Vida (escolha do público: idem)
TRILHA SONORA: A Última Estação (escolha do público: Cisne Negro)
DIREÇÃO DE ARTE: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (escolha do público: idem)
FIGURINO: O Discurso do Rei (escolha do público: Cisne Negro)
EDIÇÃO/MIXAGEM DE SOM: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (escolha do público: idem)
CANÇÃO ORIGINAL: “Life’s a Happy Song”, de Os Muppets (escolha do público: “You Haven’t Seen the Last of Me”, de Burlesque)
EFEITOS ESPECIAIS: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (escolha do público: idem)
ANIMAÇÃO: O Ursinho Pooh (escolha do público: Rio)
Melhores de 2011 – Filme

Talvez eleger Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 como o melhor filme do ano seja uma atitude baseada muito mais na minha emoção do que na razão. Mas qual o verdadeiro prazer do cinema se não a entrega total às emoções? Assistir a um filme é algo extremamente sensorial. E o último filme da saga Harry Potter foi, até hoje, o que consegui presenciar de mais emocionante dentro de uma sala de cinema. Nunca me senti tão envolvido com uma história, arrepiado com sua estética e emocionado com cada rumo tomado pela história. Claro que existe muito de nostalgia nesse longa que conclui uma trama que comecei a acompanhar lá na minha infância. Mas não consegui ficar indiferente ao que Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 me proporcionou no sentido emocional. No final das contas, algumas pontas mal amarradas sequer me incomodaram. Para mim, o filme é uma experiência única, perfeita. E não tenho medo de confessar todo esse meu amor “cego” por ele. David Yates, como já mencionado, me proporcionou a sessão de cinema mais extraordinária da minha vida – até agora, claro. Ainda hoje As Relíquias da Morte – Parte 2 está comigo. E isso não quer dizer pouca coisa. Bem pelo contrário…
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2. A PELE QUE HABITO, de Pedro Almodóvar
“A Pele Que Habito vem para provar que, além de dominar a arte de dirigir, Almodóvar vai além: é um mestre que faz questão de se reinventar. No seu mais novo filme, ele quebra barreiras, arrisca no bizarro e flerta com insanidades, mas sempre mantendo sua ligação com os elementos que formaram sua reputação. E o resultado não é menos que excepcional”.
(crítica publicada no dia 05/11/2011)

3. MELANCOLIA, de Lars Von Trier
“Melancolia é, na realidade, um drama bem conduzido em todos os sentidos: os personagens são aprofundados na medida exata e os acontecimentos possuem o teor necessário de dramaticidade. Gratificante ver um Lars Von Trier mais acessível e que apresenta complexidades mais atraentes para o público que não se identifica tanto com sua filmografia”.
(crítica publicada no dia 19/08/2011)

4. CISNE NEGRO, de Darren Aronofsky
“O diretor [Darren Aronofsky] sabe como ninguém selecionar um tema aparententemente normal e transformá-lo em um verdadeiro espetáculo sensitivo. Bem como Réquiem Para Um Sonho, Cisne Negro mexe com todos os sentidos do espectador, que pode se arrepiar com a beleza de um balé incrivelmente bem fotografado ou morrer de agonia em cenas de dor física da personagem”.
(crítica publicada no dia 05/02/2011)

5. TUDO PELO PODER, de George Clooney
“O que existe de mais atraente em Tudo Pelo Poder é essa habilidade de falar sobre política levantando outras importantes questões que norteiam esse mundo. É um texto sem excessos, onde cada cena tem significado e nada parece estar ali para dar um tom mais sério ou para tornar tudo mais intelectual. A vontade de Tudo Pelo Poder é de dialogar com todos”.
(crítica publicada no dia 30/12/2011)

6. MEDIANERAS – BUENOS AIRES NA ERA DO AMOR VIRTUAL, de Gustavo Taretto
“Deve ser um consenso que esse filme é mais uma prova de talento dos nossos vizinhos argentinos… Porque, sinceramente, dá gosto de ver um trabalho tão atual e dinâmico, que, além de mexer com algumas lembranças (a referência ao livro Onde Está Wally? é ótima), encerra tudo de forma incrivelmente agradável ao som de Ain’t No Moutain High Enough. Mais do que recomendado”.
(crítica publicada no dia 14/08/2011)

7. VEJO VOCÊ NO PRÓXIMO VERÃO, de Philip Seymour Hoffman
“Vejo Você no Próximo Verão, além de ter excelentes interpretações de Philip Seymour Hoffman e Amy Ryan, é uma obra muito melancólica, principalmente porque a trilha instrumental de Grizzly Bear e a coletânea que traz Cat Power, DeVotchKa, entre outros, faz questão de dar esse tom junto junto com o roteiro e a direção”.
(crítica publicada no dia 25/07/2011)

8. AS CANÇÕES, de Eduardo Coutinho
“Porque é exatamente assim que fiquei depois de As Canções: querendo contar uma história, cantar uma música que marcou a minha vida e ouvir tudo isso de mais outras pessoas. Coutinho, de novo, mergulhando na humanidade de seus entrevistados! Ótimo!”
(crítica publicada no dia 15/12/2011)

9. NAMORADOS PARA SEMPRE, de Derek Cianfrance
“Essa história está longe de ser romântica ou de falar sobre a felicidade de um relacionamento a dois. Namorados Para Sempre traz um olhar desesperançoso e amargo do amor, onde o roteiro está preocupado em mostrar o cotidiano de um casal que está desmoronando um pouco mais a cada dia”.
(crítica publicada no dia 09/06/2011)

10. MEIA-NOITE EM PARIS, de Woody Allen
“Funciona de forma ainda mais prazerosa para os intelectuais que conhecem, por exemplo, Dalí, Picasso, Hemingway e afins. Assim, com propostas interessantes, belíssimas imagens de Paris e seu habitual humor, Woody Allen realizou uma obra muito agradável e que deve ficar entre os mais satisfatórios de seus trabalhos contemporâneos”.
(crítica publicada no dia 05/07/2011)
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Escolha do público:
1. Cisne Negro (38,24%, 13 votos)
2. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (14,71%, 5 votos)
3. Melancolia (14,71%, 5 votos)
4. Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual (11,76%, 4 votos)
5. Namorados Para Sempre (11,76%, 4 votos)
6. Meia-Noite em Paris (5,88%, 2 votos)
7. As Canções (2,94%, 1 voto)
8. A Pele Que Habito (0%, 0 votos)
9. Tudo Pelo Poder (0%, 0 votos)
10. Vejo Você no Próximo Verão (0%, 0 votos)