Cinema e Argumento

Melhores de 2012 – Edição/Mixagem de Som

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007 – Operação Skyfall surpreendeu por ser uma homenagem ao clássico James Bond e, ao mesmo tempo, uma excelente reinvenção. Só que, de quebra, o filme de Sam Mendes ainda inovou no lado técnico. Se a bela fotografia de Roger Deakins foi o aspecto mais elogiado, também não dá para deixar de reconhecer o excelente trabalho de som, que é fundamental para ambientar o espectador na realista aventura do agente secreto. A edição, que ficou aos cuidados de Per Hallberg e Karen M. Baker, e a mixagem, sob o comando de Scott Millan, Greg P. Russell e Stuart Wilson, primam pela discrição, mas impressionam toda vez que necessário (o ponto alto é o encontro de Bond com o vilão Silva nos momentos finais do longa). Em um primeiro momento, pode parecer um trabalho óbvio, mas basta prestar bem a atenção para perceber sua inegável eficiência na ação e no suspense da história.

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OUTROS INDICADOS:

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Todo o estilo retrô de Drive também é resultado de um ótimo trabalho de som / O Homem Que Mudou o Jogo teve, merecidamente, a edição e a mixagem de som como alguns de seus aspectos mais reconhecidos / O som tem papel decisivo no suepense de Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres /  O Mundos dos Pequeninos narra a vida de dois universos diferentes de dimensões diferentes, e o ótimo trabalho de som ajuda a diferenciá-los

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte | 2010 – Tron: O Legado | 2009 – Avatar | 2008 – WALL-E | 2007 – O Ultimato Bourne

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (40.63%, 13 votos)

2. Drive (31.25%, 10 votos)

3. 007 – Operação Skyfall (28%, 9 votos)

4. O Homem Que Mudou o Jogo (0%, 0 votos)

5. O Mundo dos Pequeninos (0%, 0 votos)

Melhores de 2012 – Atriz Coadjuvante

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O papel em Dúvida, apesar de menor, foi mais muito mais marcante que o de Histórias Cruzadas, mas estamos falando de Viola Davis, uma atriz que, quando recebe qualquer personagem que lhe dê chances, faz misérias ao transbordar humanidade como poucas. No filme de Tate Taylor não é diferente: Viola emociona e rouba a cena toda vez que está sob os holofotes. Nada mais justo para uma interpretação na medida e cheia de momentos especiais, que também se favorece por ser a única contida e pé no chão do mundo caricato criado pelo roteiro – também da autoria de Taylor. Em 2012, na temporada de premiações, a atriz perdeu grandes chances de ser premiada por todos os cantos ao ser considerada protagonista. Caso concorresse como coadjuvante, teria recebido o reconhecimento que merecia ao ser consagrada no lugar de Octavia Spencer, que, inexplicavelmente, arrebatou todos os prêmios da temporada por uma interpretação fora de tom – o que, ironicamente, é tudo o que a de Viola Davis não é.

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OUTRAS INDICADAS:

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JANET MCTEER (Albert Nobbs)

Albert Nobbs funciona quase que exclusivamente em função de Glenn Close e também da coadjuvante Janet McTeer. Ambas interpretam o mesmo tipo de papel (mulheres disfarçadas de homem em uma época machista), mas com abordagens bem diferentes. E é bem provável que McTeer seja mais beneficiada pela roteiro do que Glenn, o que ajuda ainda mais a sua ótima interpretação – que, ao contrário da sua companheira de cena, não é sabotada pelo roteiro. Na temporada de premiações do ano passado, com Viola Davis concorrendo equivocadamente como protagonista por Histórias Cruzadas, era a melhor coadjuvante em competição.

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JUDI DENCH (007 – Operação Skyfall)

De coadjuvante de luxo na franquia 007, Judi Dench passou a ser figura fundamental em Operação Skyfall. Sam Mendes, bom diretor de atores que é, soube extrair o melhor da atriz no mais novo longa de James Bond. Sua M agora tem passado, está literalmente no meio da ação e é figura-chave de várias discussões e momentos importantes. E a veterana não poderia estar mais afiada no papel, fazendo um digníssimo trabalho de coadjuvante ao lado dos também ótimos Daniel Craig e – especialmente – Javier Bardem. Só uma atriz do calibre dela poderia dar esse ar sofisticado para M.

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SANDRA BULLOCK (Tão Forte e Tão Perto)

A interpretação de Sandra Bullock em Tão Forte e Tão Perto só comprova o quanto seu Oscar por Um Sonho Possível foi precipitado. Funcionando muito bem como coadjuvante, Bullock sabe dar as devidas sutilezas para uma mãe que tenta lidar com o filho genioso e com o luto pela recente morte morte de seu marido. Ela consegue dar humanidade à personagem, aproveitando todos os momentos mais lacrimosos e também aqueles que lhe exigem uma certa dosagem de emoções. Injustamente, não recebeu o reconhecimento que merecia.

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SHAILENE WOODLEY (Os Descendentes)

A jovem Shailene Woodley foi uma das grandes revelações de 2012. Se Alexander Payne decepcionou atrás das câmeras em Os Descendentes, a atriz não perdeu tempo: por mais que George Clooney esteja no melhor momento de sua carreira como ator, Woodley nunca se intimidou ao lado do ator e sua ótima interpretação. Com uma naturalidade admirável ao interpretar um papel que tinha tudo para ser representado de forma over e clichê, ela conquistou seu espaço e provou que merece outras chances igualmente boas.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – Amy Adams (O Vencedor) | 2010 – Marion Cotillard (Nine) | 2009 – Kate Winslet (O Leitor) | 2008 – Marcia Gay Harden (O Nevoeiro) | 2007 – Imelda Staunton (Harry Potter e a Ordem da Fênix)

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. Viola Davis, por Histórias Cruzadas (49.06%, 26 votos)

2. Shailene Woodley, por Os Descendentes (18.87%, 10 votos)

3. Judi Dench, por 007 – Operação Skyfall (16.98%, 9 votos)

4. Janet McTeer, por Albert Nobbs (8%, 4 votos)

5. Sandra Bullock, por Tão Forte e Tão Perto (7.55%, 4 votos)

Melhores de 2012 – Animação

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A carreira de Tim Burton parecia fadada ao fracasso com Sombras da Noite. Porém, bastou Frankenweenie entrar em cartaz para percebermos que o diretor ainda pode trabalhar seus elementos favoritos sendo original, divertido e envolvente. Em sua mais nova animação, Burton faz várias referências a outros filmes sem nunca perder o controle da história, que, apesar do preto-e-branco, é acessível para todos os públicos. Com um excelente ritmo e um impecável trabalho técnico (também temos a trilha mais inspirada de Danny Elfman em anos!), Frankenweenie traz, com muito frescor, todas as qualidades que fizeram de Burton um diretor reconhecido mundialmente. É uma animação dark mas também afetiva, com alguns personagens bizarros porém adoráveis, e trabalhada a partir de uma trama que foge dos padrões engessados de animações que são apenas cópias umas das outras. Uma grata surpresa.

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OUTROS INDICADOS:

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Na mesma época em que lançou o monótono Cavalo de Guerra, Steven Spielberg mostrou um senso diferente de diversão com As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne / Com roteiro de Keiko Niwa em parceria com o mestre Hayao Miyazaki, O Mundo dos Pequeninos é mais uma animação japonesa especial por ser feita com o coração.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – O Ursinho Pooh | 2010 – Mary & Max: Uma Amizade Diferente | 2009 – Up: Altas Aventuras

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. Frankenweenie (52.94%, 18 votos)

2. As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne (38.24%, 13 votos)

3. O Mundo dos Pequeninos (8.82%, 3 votos)

Melhores de 2012 – Direção de Arte

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É o típico caso em que o filme não foi unanimidade, mas cujo trabalho técnico foi reconhecido – e premiado – por onde passou. E A Invenção de Hugo Cabret merece todos os elogios do mundo pelo visual minucioso e encantador. O que mais impressiona, sem qualquer sombra de dúvida, é a direção de arte do italiano Dante Ferretti. Poucas vezes Paris impressionou além do cartão-postal e foi reconstituída de forma tão bela. Fica visível para o espectador que cada detalhe foi devidamente pensado e o resultado desse conjunto de acertos é o excepcional trabalho que podemos ver ao longo do filme. Das ruas da capital francesa até os cenários que são palco das homenagens ao cinema, A Invenção de Hugo Cabret nunca deixa de ser instigante ao transportar o espectador para dentro daquele mágico universo. Mesmo quem não se empolga com o filme (como é o meu caso) há de reconhecer a preciosidade alcançada por Ferretti nessa especialíssima direção de arte.

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 OUTROS INDICADOS:

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A Terra Média volta a encantar graças também à direção de arte em O Hobbit – Uma Jornada Inesperada / O Impossível reconstituiu com perfeição a devastação e o caos hospitalar da Tailândia pós-tsunami / Singela, nostálgica e cheia de simbologias, a direção de arte é um dos pontos altos de Moonrise Kingdom / Muito além dos efeitos visuais, Prometheus ainda realiza um belo trabalho de direção de arte para dar vida ao universo de Ridley Scott.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | 2010 – O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet | 2007 – Maria Antonieta

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. A Invenção de Hugo Cabret (32.14%, 18 votos)

2. Moonrise Kingdom (32.14%, 18 votos)

3. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (16.07%, 9 votos)

4. Prometheus (14.29%, 8 votos)

5. O Impossível (5.36%, 3 votos)

Melhores de 2012 – Maquiagem

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Há quem diga que o trabalho de maquiagem baseado em figuras da vida real é mais fácil justamente por ter uma referência, algo a ser reproduzido. Que heresia! É justamente o contrário: tendo alguém como parâmetro, a exigência das plateias é muito maior e o trabalho, claro, precisar ser muito mais minucioso. E J. Roy Helland, colaborador de Meryl Streep desde o tempo de A Escolha de Sofia, em parceria com o trabalho prostético de Mark Coulier, reproduziu com perfeita fidelidade todas as fases da polêmica Margaret Thatcher. Isso é o que existe de fascinante na maquiagem de A Dama de Ferro: mais do que impressionar com uma idosa e frágil Thacher, ela acompanha todas as transições de visual da personagem durante décadas. Como a própria Meryl discursou várias vezes na temporada de premiações de 2012, seu trabalho como atriz não seria possível sem a irrepreensível dedicação de Helland e Coulier. Uma maquiagem que serve a sua intérprete com a mesma magnitude.

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OUTROS INDICADOS:

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Fundamental para mostrar todas as facetas do monsieur Oscar (Dennis Lavant), a maquiagem de Holy Motors ajuda a construir o fascinante delírio que o filme é / A veracidade dos efeitos do tsunami na Tailândia também está presente no eficiente trabalho de maquiagem de O Impossível.

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. A Dama de Ferro (43.18%, 19 votos)

2. Holy Motors (36.36%, 16 votos)

3. O Impossível (20.45%, 9 votos)