Cinema e Argumento

Oscar 2009 – Apostas

Melhor Filme

Não há muito o que se falar dessa categoria. Favorito absoluto – coleciona todos os prêmios da temporada – Quem Quer Ser Um Milionário? é, provavelmente, a única certeza da noite ao lado do prêmio de Heath Ledger. Só não ganha se o Oscar quiser inventar alguma surpresa, o que não podemos descartas. Caso isso aconteça, acho que o prêmio deva ir para O Curioso Caso de Benjamin Button ou O Leitor, com o segundo tendo ligeiramente mais chances. Meu voto: Quem Quer Ser Um Milionário? Minha aposta: Quem Quer Ser Um Milionário? Minha alternativa: O Leitor


Melhor Direção

Prêmio incontestável. Boyle realiza uma direção excepcional em Quem Quer Ser Um Milionário? e surge merecidamente como o favorito. Não acredito que nenhum outro concorrente tenha potencial para lhe tirar a estatueta. Mas vale lembrar que o grande número de indicações pode pesar para uma vitória de David Fincher e o prestígio de Stephen Daldry – além da dívida por As Horas e o assunto de Holocausto – também. Minha aposta: Danny Boyle, por Quem Quer Ser Um Milionário? Meu voto: Danny Boyle Minha alternativa: Stephen Daldry, por O Leitor

Melhor Atriz

Uma categoria que até pouco tempo atrás não tinha uma candidata em potencial, mas que ficou mais clara de uns tempos pra cá. BAFTA  e Globo de Ouro em mãos, bem como Marion Cotillard ano passado. Mesmo que em categoria errada (ela é coadjuvante), Kate Winslet deve finalmente ser consagrada com o Oscar. A ameaça de Meryl Streep já não é tão grande – mas nem por isso deve ser descartada – e praticamente tudo conspira para que a atriz inglesa ganhe a estatueta depois de ser indicada diversas vezes. As outras atrizes concorrem por fora, sendo Anne Hathaway uma leve alternativa para uma possível indecisão entre Streep e Winslet. Meu voto: Kate Winslet, por O Leitor Minha aposta: Kate Winslet, por O Leitor Minha alternativa: Meryl Streep, por Dúvida

Melhor Atriz Coadjuvante

Horas atrás eu apostava em Penélope Cruz. Mas essa semana revi Vicky Cristina Barcelona e a atuação não me convenceu tanto. Quero dizer, não sei se o Oscar premiaria. A Maria Elena de Penélope encanta completamente de cara, mas numa revisão fica aquele ar de que a “ótima” atuação é presente de uma grande personagem. E será mesmo que a Academia está pronta para premiar uma atriz que teve tantos erros em sua carreira e que só de uns tempos pra cá veio se redimindo? Algo me leva a acreditar que aqui podemos ter uma surpresa com uma premiação para Amy Adams. Os votantes descobriram a atriz, que depois de ser indicada por Retratos de Família soube administrar a sua carreira. É jovem, boa atriz e o Oscar adora dar incentivos para as novatas. Sem falar do excelente desempenho dela no filme, claro. Mas vale lembrar que essa é mais uma apota de intuição do que lógica. Por lógica, é Penélope. Minha aposta: Amy Adams, por Dúvida Meu voto: Viola Davis, por Dúvida Minha alternativa: Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona

Melhor Ator

Fico me perguntando se os conservadores da Academia vão se arriscar a dixar Mickey Rourke subir no palco e fazer com que a festa se torne uma bagunça com seus discursos estranhos. Ele já falou palavrões no BAFTA, agradeceu aos seus cachorros no Globo de Ouro e não é o tipo de figura que o Oscar costuma premiar. Nada contra, mas não tem cara de Oscar, mas ainda assim é merecedor. Porém, acredito que Penn deva se dar melhor – não apenas por ser um queridinho da Academia, mas por realizar um trabalho realmente excelente em Milk – A Voz da Igualdade. Um segundo Oscar não cairia mal para o ator e já está na hora da premiação acabar com essa bobagem de resistir em premiar atores que já têm a estatueta. Meu voto: Sean Penn, por Milk – A Voz da Igualdade. Minha aposta: Sean Penn. Minha alternativa: Mickey Rourke, por O Lutador

Melhor Ator Coadjuvante

Outra barbada da noite e essa pior ainda. Se a vitória não for concretizada, o Oscar pode esperar total ruína pelos próximos anos. Vai ser vaiado, apedrejado em praça pública. Não acredito que nenhum outro concorrente tenha chances de tirar a estatueta de Ledger. Meu voto: Heath Ledger, por Batman – O Cavaleiro das Trevas Minha aposta: Heath Ledger Minha alternativa: Philip Seymour Hoffman, por Dúvida

Melhor Roteiro Adaptado

Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Roteiro Original

WALL-E

Melhor Animação

WALL-E

Melhor Canção Original

“Down To Earth” (WALL-E)

Melhor Montagem

Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Fotografia

Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhores Efeitos Especiais

O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Maquiagem

O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Direção de Arte

O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Trilha Sonora

O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Figurino

A Duquesa

Melhor Mixagem de Som

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Edição de Som

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Documentário

Man On Wire

Melhor Filme Estrangeiro

Valsa Com Bashir

O Casamento de Rachel

Direção: Jonathan Demme

Elenco: Anne Hathaway, Rosemary DeWitt, Debra Winger, Bill Irwin, Anisa George, Mather Zickel

Rachel Getting Married, EUA, 2008, Drama, 115 minutos.

Sinopse: Kym (Anne Hathaway) está visitando sua família devido ao casamento de sua irmã, Rachel (Rosemarie DeWitt), do qual será madrinha. Ela carrega consigo um histórico de conflitos pessoais e familiares, que aos poucos se manifestam no período em que está no local.


O cinema já fez várias histórias sobre casamentos. Principalmente sobre o que acontece nos bastidores antes da festa matrimonial. Algumas produções foram mal resolvidas, como o recente Margot e o Casamento, com Nicole Kidman. Sorte que O Casamento de Rachel é um excelente exemplar dessa temática. O roteiro é extremamente realista, junto com os estupendos atores que formam o elenco. O resultado do longa, então, apresenta bastante sinceridade e esse é o grande mérito desse novo filme do diretor Jonathan Demme.

Certamente O Casamento de Rachel não é um longa revolucionário, mas faz bonito diante do que se propõe. Passa emoção sem ser enfadonho, focalizando a seguinte proposta: todos somos humanos e merecemos atenção, mesmo que sejamos cheios de falhas e erros. Enquanto a família é o pleno equílibio psicológico, Kym (Anne Hathaway) chega para abrir os olhos de seus parentes. Ninguém é perfeito e as dores da vida nunca devem ser ignoradas.

O diretor Demme conduz de forma excepcional os atores que tem em mãos. A começar por Anne Hathaway, que surpreende justamente por mostrar que não é só aquela atriz simpática de filmes engraçados como O Diabo Veste Prada, ela também tem calibre para papéis difíceis. Junto com ela temos os ótimos Bill Irwin e Debra Winger. Mas foi Rosemary DeWitt quem mais se destacou. Linda e impecável, a atriz merecia uma indicação ao Oscar de atriz coadjuvante. Muito mais que Taraji P. Henson, por exemplo.

O Casamento de Rachel não chega a possuir falhas; reclamo da inércia de algumas cenas. O diretor perde tempo demais mostrando os “momentos família” enquanto poderia dar mais espaço para mais brilhantes diálogos que transbordam realidade e obter o mesmo efeito. O estilo câmera-na-mão também não me agrada. Entretanto, é difícil reclamar de um filme tão sincero como esse, que mostra os relacionamentos familiares de forma interessante e que nunca é pesado ou raso demais. Tudo na medida para agradar qualquer público.

FILME: 8.0

35

Rio Congelado

Direção: Courtney Hunt

Elenco: Melissa Leo, Charlie McDermott, Misty Upham, James Reilly, Michael Sky, Nancy Wu, Jay Klaitz

Frozen River, EUA, 2008, Drama, 98 minutos, 14 anos.

Sinopse: Ray Eddy (Melissa Leo) passa por grandes dificuldades financeiras com seus dois filhos após ser abandonada pelo marido. Um dia, quando encontra o carro dele, acaba conhecendo Lila (Misty Upham), que faz contrabando de imigrantes em uma fronteira sem vigilância entre os EUA e o Canadá. A fronteira fica em um rio que está congelado e é através desse caminho que Ray vai encontrar uma opção para salvar a sua família das dificuldades que estão passando.

É com muita satisfação que assisto o grande avanço do cinema independente. Nos últimos anos, a crítica passou a reconhecer mais os filmes desse circuito. Um exemplo disso é o Oscar, que ano passado indicou A Família Savage em duas importantes categorias (atriz e roteiro original). Esse ano, é a vez de Rio Congelado conseguir duas nomeações nas mesmas categorias do filme de Tamara Jenkins. Gosto bastante de filmes assim, simples e de caráter independente; e esse longa de Courtney Hunt não fugiu do esquema. Principalmente porque existem dois fatores que funcionam de maneira sublime para que o resultado dê certo. O primeiro é o roteiro da própria diretora e o segundo é a interpretação da protagonista Melissa Leo.

Rio Congelado não tem nada de muito espetacular em seu lado técnico e é por aí que começa a vitória do filme. Quando se tem um lado simples, fica mais fácil acreditar no que estamos vendo, a história fica mais verossímil, mais próxima da nossa realidade. A identificação com o cenário se torna muito possível. Essa situação também se aplica ao elenco, todos ótimos em suas aparições. Melissa Leo, sem dúvida, é a grande estrela. Ótima em cada momento e apresentando uma tranquila naturalidade ao montar sua personagem. O filho dela no filme, interpretado por Charlie McDermott, também é outra boa surpresa. Sem falar das boas doses de melancolia que podemos observar em diversas cenas dos atores.

Ainda arrisco a dizer que não é a atuação de Melissa Leo o auge Rio Congelado. O que mais apreciei aqui foi o roteiro, estruturado de maneira objetiva e com passagens super interessantes. Courtney Hunt não transforma a história em um relato melodramático sobre uma família que passa por dificuldades e muito menos em um retrato sobre a decadência de uma mulher ao entrar no mercado de contrabando. Tudo é feito na medida exata, com espaço para que atuações chamem a atenção, para que o espectador fique surpreendido com o que está acontecendo e, principalmente, para que qualquer um compartilhe do desespero emocional dos personagens que estão na tela. Rio Congelado é um acerto quase que absoluto, com poucas coisas erradas – destaco o final estranho e que poderia ser diferente – e que é um dos melhores filmes indepedentes dos últimos anos.

FILME: 8.5

4

Quem Quer Ser Um Milionário?

Direção: Danny Boyle

Elenco: Dev Patel, Anil Kapoor, Freida Pinto, Saurabh Shukla, Irrfan Khan, Azharuddin Mohammed Ismail, Ayush Mahesh Khedekar, Sanchita Couhdary

EUA/Índia, 2008, Drama, 120 minutos, 14 anos.

Sinopse: Jamal Malik (Dev Patel) tem 18 anos de idade, vem de uma família das favelas de Mumbai, Índia, e está prestes a experimentar um dos dias mais importantes de sua vida. Visto por toda a população, Jamal está a apenas uma pergunta de conquistar o prêmio de 20 milhões de rúpias na versão indiana do programa televisivo “Who Wants To Be A Millionaire?” No entanto, no auge do programa, a polícia prende o jovem Jamal por suspeita de trapaça. A questão que paira no ar é: como um rapaz das ruas pode ter tantos conhecimentos. Desesperado para provar sua inocência, Jamal conta a história da sua vida na favela – onde ele e o irmão cresceram -, as aventuras juntos, os enfrentamentos com gangues e traficantes de drogas e até mesmo o amor por uma garota.

A época do Oscar é a melhor do ano. Não quero desmerecer a época dos blockbusters e muito menos os longas que aparecem nos nossos cinemas durante o resto do ano. O que acontece é que quando estamos na época do prêmio da Academia, temos uma enorme quantidade de filmes de qualidade aportando nos cinemas. Tem gente que pode até não gostar da premiação, mas é impossível negar que janeiro e fevereiro são meses de prato cheio para os cinéfilos. Ao assistir Quem Quer Ser Um Milionário? cheguei a conclusão de que eu queria que todo os meses tivessem o mesmo nível de qualidade como o apresentado nos dois primeiros do ano. Simplesmente porque é refrescante ver um filme tão original como esse que é o líder de prêmios dessa temporada.

Com uma história aparentemente simples, o filme do diretor Danny Boyle costura com muita habilidade os acontecimentos para construir a jornada do garoto Jamal (Dev Patel), que está prestes a ganhar 20 milhões de rúpias em um programa de tv. Ele, um garoto pobre e sem acesso a maiores informações, é vítima de acusações. Ninguém sabe como ele chegou lá  sem qualquer base de conhecimento. É tarefa do filme, então, explicar como Jamal conseguiu esse feito. E a equipe de Quem Quer Ser Um Milionário? consegue fazer isso de forma muito atraente e empolgante.

Em primeira mão já destaco dois pontos sensacionais do longa. O primeiro é a direção de Danny Boyle – surpreendente, inovadora, instigante. Uma das melhores dos últimos anos. O segundo é a montagem, também espetacular. Tudo de alta qualidade, imprimindo grande competência técnica ao filme. O elenco desconhecido não é um problema, muito pelo contrário. É justamente por não ter rostos conhecidos que Quem Quer Ser Um Milionário? funciona, já que a história fica mais realista e de fácil magnetismo. Também temos a excelente trilha de A.R. Rahman , condizente com todo o clima indiano proporcionado. Além de funcionar com o filme, tem grande efeito quando ouvida separadamente.

É difícil achar alguma coisa para se reclamar desse ótimo longa de Danny Boyle, pois fiquei encantado com a parte técnica e conquistado pela história durante suas duras horas de duração. Mas Quem Quer Ser Um Milionário? não é perfeito. Desgostei de alguns atos do filme envolvendo o vai-e-vem da narrativa (em particular a pré-adolescência das figuras principais) e de como alguns personagens foram tratados de forma supercial. Somente conhecemos a fundo o protagonista, enquanto os outros são apenas meras figuras ilustrativas para nós. Mesmo assim, fica difícil apontar defeitos em um filme que acaba de forma espetacular (os últimos momentos são de arrepiar). Sem falar da cena de dança ao som de Jai Ho nos créditos finais.  Não poderia ter sido finalizado de forma mais empolgante Tem cara de Oscar? Não. Mas faz tempo que o Oscar já não tem mais cara.  Então, se o prêmio de melhor filme depender da mistura de originalidade e qualidade, Quem Quer Ser Um Milionário? já é o vencedor!

FILME: 8.5

4

NA PREMIAÇÃO DO CINEMA E ARGUMENTO:

Melhores de 2008 – Direção

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Impressiona a facilidade como o diretor Paul Thomas Anderson consegue criar obras marcantes. Antes de Sangue Negro ele já tinha uma obra-prima do cinema dramático chamada Magnólia (ainda seu melhor filme) e com Sangue Negro ele alcançou o auge de sua maturidade atrás das câmeras. É até compreensível que o longa estrelado por Daniel Day-Lewis não tenha levado o Oscar na categoria principal – afinal, na minha opinião, não é uma produção de efeito imediato, que só fica melhor e mais admirável com o passar do tempo – mas foi uma heresia Paul Thomas Anderson não ter levado o prêmio por seu trabalho. Ele imprime um teor de épico surpreendente ao filme, com tomadas marcantes e uma segurança de arrepiar. Como já dito aqui no blog, não faço parte do grupo que vê o filme como um dos melhores da década e um trabalho impecável, mas foi impossível eu ficar indiferente a alguns aspectos maravilhosos de Sangue Negro. Vencedor do ano passado: Alejandro González Iñárritu (Babel).

Joe Wright (Desejo e Reparação)

joewrightEu até hoje fico me perguntando como o Jason Reitman foi indicado pela direção de Juno e Joe Wright não foi por Desejo e Reparação. Não querendo menosprezar o trabalho de Reitman, mas a direção de Wright era infinitamente mais impressionante e madura. Desejo e Reparação é um pacote de acertos e a direção é um dos principais pontos positivos. Não é nem por causa do maravilhoso plano-sequência que todo mundo fala, mas por causa do filme em si, muito bem arquitetado, filmado de maneira esplendorosa e com grande classe. Wright realiza cenas memoráveis e conduz o filme com muita paixão, sendo essa sua principal virtude ao filmar uma produção. Pena que não teve o merecido destaque.

Joel e Ethan Coen (Onde Os Fracos Não Têm Vez)

directjoetJoel e Ethan Coen realizaram um filme estranho. É meio difícil definir Onde Os Fracos Não Têm Vez. O que importa, na realidade, é que a produção funciona muito bem em todos os sentidos. Os irmãos Coen conseguem uma direção muito precisa, direta nas suas intenções – pouca coisa soa desnecessária. O mérito deles é que não é apenas na ação que eles apresentam maturidade mas também nas suas analogias de violência e na representação de seus personagens. Eles mudaram bastante desde Fargo – Uma Comédia de Erros e isso pode ser comprovado aqui. Joel e Ethan Coen podem até não ter realizado uma obra-prima (eu, ao menos, não vejo o filme como tal), mas entregaram um produto no mínimo interessante e com grandes qualidades positivas.

Andrew Stanton (WALL-E)

directandrewEu até que apreciava o trabalho de Brad Bird em Ratatouille, mas não o achei suficientemente merecedor para ficar entre os meus diretores finalistas do ano passado. Não pensava que outro diretor conseguisse chegar aqui, mas Andrew Stanton conseguiu realizar esse feito. Também não é pra menos, WALL-E é um desenho que impressiona com sua maturidade e com sua esplêndida técnica. Grande parte dos méritos vão para Stanton, que já realizou vários outros desenhos marcantes mas que encontrou no robozinho solitário o seu auge. Não é apenas por fazer um filme tecnicamente perfeito que ele acerta, Stanton conduz toda a história como se fosse um filme de verdade e mostra que já se passou o tempo que as animações podiam ser subestimadas.

Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta)

schnabelO Escafandro e a Borboleta foi um filme que não me conquistou emocionalmente. Entretanto, me deixou impressionado com sua técnica. A fotografia e a montagem são excepcionais, pontos altos do filme. Mas também apreciei bastante o trabalho de Julian Schnabel atrás das câmeras, até porque acho que o problema do filme está apenas no roteiro. Schnabel percebeu a beleza do material que tinha em mãos e moldou um filme no mínimo interessante. Completamente magnético no visual e na técnica, O Escafanfro e a Borboleta teve sorte ao ser conduzido por um diretor tão bom como Schnabel. Pena que o filme não tenha me conquistado em um fator fundamental – o roteiro.

Os visitantes concordaram com a escolha do Cinema e Argumento e também elegeram Sangue Negro como o melhor na categoria. Abaixo, a preferência dos votantes na pesquisa realizada:

1. Paul Thomas Anderson – Sangue Negro (15 votos, 63%)

2. Joe Wright – Desejo e Reparação (4 votos, 17%)

3. Joel e Ethan Coen – Onde Os Fracos Não Têm Vez (2 votos, 8%)

4. Julian Schnabel – O Escafandro e a Borboleta (2 votos, 8%)

5. Andrew Stanton – WALL-E (0 votos, 0%)