Cinema e Argumento

O Suspeito

Direção: Gavin Hood

Elenco: Jake Gyllenhaal, Reese Witherspoon, Meryl Streep, Alan Arkin, Peter Sarsgaard, J.K. Simmons

Rendition, EUA, 2007, Drama, 107 minutos, 16 anos.

Sinopse: Anwar El-Ibrahimi (Omar Metwally) está retornando aos Estados Unidos, após participar de uma conferência na África do Sul. Entretanto antes de desembarcar, mas já em solo americano, ele é retido por autoridades do governo. Isabella (Reese Whiterspoon), sua esposa, fica à sua espera no aeroporto, em vão. Anwar simplesmente desaparece, sem que Isabella ou qualquer outra pessoa saiba o que aconteceu com ele. Na verdade Anwar foi retido a mando de Corrine Whitman (Meryl Streep), que investiga a morte de cidadãos americanos em um atentado terrorista e desconfia que ele tenha algum envolvimento com um grupo perigoso no Egito, seu país-natal. Anwar é levado para fora dos Estados Unidos, onde passa a ser torturado com o objetivo de revelar as informações que sabe. Paralelamente Isabella busca a ajuda de um antigo amigo de escola, Alan Smith (Peter Sarsgaard), que agora trabalha como assessor de um senador (Alan Arkin).

É estranho ver tanta gente famosa em um filme tão mal resolvido como esse, que peca como produto político e  que não tem qualidade suficiente para se tornar uma obra cinematográfica interessante.”

Depois que as torres gêmeas cairam no fatídico onze de setembro, o cinema realizou inúmeros filmes derivados desse assunto. Vôo United 93 tratou sobre um dos quatro aviões seqüestrados na data, As Torres Gêmeas narrou a valentia de alguns homens perante à tragédia, No Vale das Sombras contou como é o desespero de certos pais que esperam os filhos voltarem da guerra e Leões e Cordeiros propôs uma discussão sobre os efeitos dessa data. O filme mais fraco sobre essa safra de produções pós onze de setembro é esse O Suspeito que, curiosamente, era o mais promissor. Tratando sobre a tortura para obter informações e a caça aos terroristas, é dirigido por um certo Gavin Hood (recente vencedor do Oscar de filme estrangeiro por Infância Roubada, que ainda não tive a oportunidade de conferir) e estrelado por uma legião de atores conhecidos.

Meryl Streep, Jake Gyllenhaal, Reese Witherspoon, Alan Arkin e Peter Sarsgaard estão completamente desperdiçados. Meryl, por exemplo, é praticamente uma figurante, e às vezes eu até me esquecia que ela estava presente no longa. Quem mais se destaca é Reese, atriz com quem eu teria melhor aceitação se não tivesse um Oscar injusto em mãos (é, ainda não acredito na vitória dela sob Felicty Huffman). O elenco faz o que pode com a pouca dimensão que é dada para os personagens – não enxerguei maiores conflitos dramáticos em nenhum deles e a qualidade da presença deles é completamente rasa.

O roteiro de O Suspeito não tem conflitos instigantes ou motivações, tudo é muito morno. Por mais que eu tenha tentado entrar de cabeça na história, não consegui. Sem contar que a direção sem personalidade só atrapalha tudo. Não posso negar que fui entretido durante um bom tempo e que até não acho o filme tão ruim (apesar da minha crítica indicar justamente o contrário), o porém é que os defeitos são maiores que as qualidades, o que acaba tornando O Suspeito em uma experiência decepcionante. Se ao menos causasse debates e se situasse melhor no setor político da trama, o resultado seria melhor. A questão é que o filme não fica abaixo da média por ser ruim, e sim por não empolgar em nenhum momento e fazer pouquíssimo com os nomes que tem.

FILME: 6.0

25

Vídeo da Semana

A cena contem spoilers.

Desejo e Reparação não poderia acabar de forma mais emocionante e surpreendente. Um excelente trabalho do diretor Joe Wright em um filme que foi até injustiçado e esquecido. A cena final também é memorável por conta da bela trilha de Dario Marianelli. Para ver e rever.

A Família Savage

Direção: Tamara Jenkins

Elenco: Laura Linney, Philip Seymour Hoffman, Philip Bosco, Peter Friedman, David Zayas.

The Savages, EUA, 2007, Comédia Dramática, 115 minutos, 12 anos.

Sinopse:Wendy (Laura Linney) e Jon Savage (Philip Seymour Hoffman) sempre buscaram escapar do jeito dominador de seu pai (Philip Bosco), sendo que agora lidam apenas com suas próprias vidas. Wendy trabalha como dramaturga no East Village e passa seus dias buscando doações, namorando o vizinho casado e roubando material de escritório. Já Jon trabalha como professor universitário em Buffalo, tendo escrito alguns livros sobre assuntos obscuros. Um dia eles recebem um telefonema que os informa que seu pai, Lenny, está aos poucos sendo consumido pela demência e que apenas eles podem ajudá-lo. Isto faz com que Jon e Wendy voltem a morar juntos, o que não ocorria desde a infância, com ambos tendo que lidar com as excentricidades do outro.

2 INDICAÇÕES AO OSCAR 2008:

Melhor Atriz (Laura Linney) e Melhor Roteiro Original.

Totalmente diferente do que o seu enganador trailer anuncia, “A Família Savage” é um filme denso e assustadoramente sério, como há muito não se via no cinema independente. A sintonia entre os quesitos cinematográficos nunca esteve em tanta harmonia numa produção desse estilo. Infelizmente não é um filme para se recomendar, pois é feito para um público totalmente restrito.”

Inúmeros fatores faziam com que eu pré-gostasse de A Família Savage antes mesmo de eu assistir. Não apenas a presença de Laura Linney, uma de minhas atrizes favoritas, mas os nomes de Alexander Payne e Jim Taylor na produção (os produtores do meu filme favorito – As Confissões de Schmidt). Além disso, a história sobre difíceis relacionamentos familiares, insatisfação pessoal, e a mistura de comédia e drama chamavam a minha atenção. Tentei não criar expectativas em cima do filme, e o mais engraçado de tudo é que fui completamente surpreendido por esse filme de Tamara Jenkins. Não, ele não é inovador, apenas escolhe um tom totalmente surpreendente para uma produção desse gênero. Tudo é incrivelmente real – é fácil se identificar com os conflitos emocionais dos personagens, a cidade gélida e nebulosa nos remete a um dia normal de nosso cotidiano e os diálogos são perfeitamente familiares. Mérito do roteiro que, apesar de lento e com falta de ritmo, extrai o melhor desse assunto tão saturado que é o mal relacionamento entre pais e filhos.

A Família Savage teve azar e acabou ficando entre aqueles filmes independentes que, apesar do sucesso relativo nas premiações, não alçam vôo. Absurdo foi ver que a estupenda Laura Linney só foi lembrada pelo Oscar, enquanto passou despercebida em outros prêmios. Já o roteiro e a interpretação de Philip Seymour Hoffman foram indicados em maior quantidade. Dá pra entender o porquê dessa difícil aceitação por parte da crítica em relação ao filme. Certamente não é fácil de digerir a história, mas acima de tudo o problema é que ela incomoda. Quase ninguém gosta de ver personagens imperfeitos, cheio de defeitos e problemáticos. Muito menos inseridos em situações mais tristes ainda. É necessário, de certa forma, força para assistir ao filme. É uma experiência “negativa” e ninguém vai sair da sala do cinema sorrindo com a terceira idade ou achando que a vida é a coisa mais feliz do mundo. A realidade está nua e crua em A Família Savage.

Os protagonistas são vividos por Laura Linney e Philip Seymour Hoffman, ambos estupendos atores dessa geração. Linney, indicada ao Oscar por seu desempenho, não está menos que impecável no melhor desempenho da carreira e o melhor do ano até agora. A atriz exprime de forma incisiva todas as angústias daquela mulher hipocondríaca e que tem caso com um homem mais velho e casado. Mais uma vez volta a provar que um dia ainda ganhará a cobiçada estatueta dourada. A presença de Hoffman já é inferior à de sua companheira de tela, mas mesmo assim ele também está excelente, afirmando todo o talento que demonstrou em Capote. Philip Bosco, como o pai enfermo, realiza trabalho linear para o personagem como o esperado.

A diretora e roteirista Tamara Jenkins não se preocupa em desmembrar maiores detalhes sobre a falta de relacionamento entre os irmãos nem em dissecar as dores que a esclerose em fim de vida de alguém pode causar, ela prefere trabalhar o perfil de cada personagem, e faz isso de forma contundente. Esse detalhismo de perfil atrapalha o andamento do longa, que se torna um pouco desgastado ao longo de suas quase duas horas de duração. Sem falar do clima pesado e dramático. No entanto, quem é fã desse estilo vai encontrar em A Família Savage um prato cheio. Para concluir, digo que não é uma produção recomendável; ela deve ser descoberta por aqueles que realmente se interessarem por ela. E principalmente por aqueles que aceitarem entrar de cabeça em uma história nada feliz. Eu aproveitei cada minuto e já o considero um dos melhores filmes do ano.

FILME: 8.5

4

Traídos Pelo Destino

Direção: Terry George

Elenco: Joaquin Phoenix, Mark Ruffalo, Jennifer Connelly, Mira Sorvino, Elle Faning.

Reservation Road, EUA, 2007, Drama, 100 minutos, 14 anos.

Sinopse: Ethan (Joaquin Phoenix) e Grace Learner (Jennifer Connelly) estão voltando para casa com seus filhos, Josh (Sean Curley) e Emma (Elle Fanning). Antes de entrar no carro Josh pegou alguns vaga-lumes e os prendeu em um pote. Já durante a viagem de retorno ele pergunta à mãe se pode ficar com eles, com ela respondendo que seria melhor soltá-los pois caso contrário morreriam. A família faz uma parada durante a viagem, onde Josh aproveita para saltar do carro para soltar os vaga-lumes. Simultaneamente Dwight Arno (Mark Ruffalo), um advogado divorciado, está voltando para casa com seu filho, Lucas (Eddie Alderson), após assistirem ao vivo uma partida do Red Sox. Dwight perde a direção do carro por um instante e atropela Josh, sem parar para socorrê-lo. Ethan vê o carro e seu condutor em um relance, mas corre para socorrer o filho. O garoto morre, o que faz com que Ethan desenvolva uma obsessão em encontrar e punir o culpado. Como a polícia não consegue encontrá-lo Ethan decide procurar uma empresa de advogados, sendo encaminhado para ser auxiliado por Dwight.

“Apoiado completamente no elenco que possui, Traídos Pelo Desejo é um filme “clássico” sobre uma perda trágica – baseado em choros, silêncios e angústias. Ainda que não trabalhe essa temática de forma nada original ou mais instigante, consegue segurar as rédeas de forma competente, sem nunca se perder.”

A dor de uma perda é impossível de ser descrita com palavras. Mais dramática ainda é aquela dor relacionada a uma perda trágica onde existe um grande culpado. Esse assunto já rendeu inúmeros filmes no mundo de Hollywood, e é difícil achar algum cinéfilo de carteirinha que não goste de ao menos alguma produção com essa temática. Esse Traídos Pelo Desejo não traz nada de novo e se parece mais com aqueles filmes dramáticos que passam de madrugada na TV. O diferencial, no entanto, é o seu elenco – chamou a atenção por conta dos nomes poderosos e foi cotadíssimo para as premiações desse ano. Talvez por não ter satsifeito as expectativas é que foi ignorado e injustamente massacrado por público e crítica. Contudo, eu gostaria de fazer defesa ao filme; devo confessar que a originalidade dele é zero e que assisti mais do mesmo, mas ao menos a produção é realizada de forma competente e consegue manter um bom nível de dramaticidade para esse tipo de história.

Quando Dwight (Mark Ruffalo) provoca um trágico acidente envolvendo o filho de Josh (Joaquin) e Grace (Jennifer Connelly) na Reservation Road, ele foge do local sem dar assistência à família. A partir daí, acompanhamos paralelamente duas histórias. A primeira é a angústia de Dwight por não ter ajudado quando deveria e agora carregar um enorme peso de culpa nas costas, ao mesmo tempo em que tenta escapar de uma possível investigação policial. O personagem poderia cair no lugar-comum, mas é a intepretação de Mark Ruffalo (por sinal, é o terceiro filme consecutivo em que ele me agrada muito – os anteriores foram Conte Comigo e Zodíaco) que dá o tom perfeito para a dramaticidade de Dwight. O ator é o que mais se destaca, apresentando a melhor interpretação do elenco. A segunda história é a do casal que teve o filho envolvido no acidente. Tentado processar a dor de sua perda, eles procuram aceitar tudo e procurar o culpado pela desgraça para fazer com que ele pague por seu erro. Enquanto a mãe fica em casa lamentando (Jennifer Connelly tem ótimos momentos, apesar do espaço bem reduzido), o pai faz o trabalho que a polília não faz. Joaquin Phoenix está ótimo também, mas parece que lhe faltou um pouco mais de força como protagonista. Gostei bastante do elenco mirim, em especial a Elle Faning (que apareceu anteriormente em Babel), que mostra ser muito mais talentosa e carismática que sua irritante irmã Dakota. Só esperava mais de Mira Sorvino, praticamente uma figurante em cena.

O diretor Terry George, depois de Hotel Ruanda, continua mostrando bom domínio sobre histórias dramáticas e trágicas; seu primeiro filme me agradou justamente por causa desse tom. Apesar de ele conduzir Traídos Pelo Destino de forma limitada e clichê, ao menos não caiu na medíocridade emotiva que é freqüente em histórias como essa. O mesmo pode se dizer do roteiro, que ao menos não tenta se achar intelectual ou mais profundo – trabalha a banalidade de forma competente. O compositor Mark Isham demonstra novamente ter grande talento, produzindo uma ótima trilha sonora. A fotografia nebulosa também ajuda, traduzindo o caminho sombrio pela qual os personagens estão passando. Traídos Pelo Destino mereceu mesmo não ser indicado a nenhum prêmio, mas não é digno de fracasso ou críticas aterradoras. Claro que a estrutura convencional e o clima novelão atrapalha bastante, mas ao menos o filme fica no lugar comum e não traz mais uma bobagem para o hall dessas histórias em Hollywood. Daí vem aquela velha recomendação que faço constantemente: deixe o lado crítico de lado e aproveite.

FILME: 8.0

35

Memes

MEME anti-social
Você se considera um blogueiro anti-social?

Acho que não. Sempre visito os blogs de meus companheiros cinéfilos, e quando tenho algum comentário relevante ou quando já assisti o filme que está sendo discutido, deixo um comentário.

MEME da amizade (ordem aleatória)

1. Wally (Cine Vita)

O meu melhor amigo blogueiro-cinéfilo. Difícil discordarmos em alguma opinião, e sempre que isso ocorre, entendemos e respeitamos o ponto de vista do outro. Já sou visitante do Cine Vita faz bastante tempo, desde os tempos em que ele nem era hospedado no WordPress, e posso dizer com a maior certeza que é um dos melhores blogs em atividade. Sempre com textos instigantes e detalhistas, deixando bem claro o ponto de vista do autor e sua opinião em relação ao filme. Wally é um amigo de grande valia, e não só quando o assunto é cinema.

2. Gustavo (Fina Ironia)

Lembro até hoje quando recebi meu primeiro comentário de um blogueiro-cinéfilo no meu blog, e esse comentário foi do Gustavo, naquele distante ano de 2006, quando eu não tinha o minimo conhecimento cinematográfico no Cinema 2006. Certamente o Gustavo é uma das pessoas mais importantes nessa minha paixão pelo cinema, porque foi ele um dos principais incentivadores logo no início de minha adoração pelo mundo cinematográfico. O Fina Ironia é diferente em seus comentários, e com poucas palavras consegue traduzir de forma contundente e especial tudo o que o autor sentiu quando assistiu o filme.

3. Kamila (Cinéfila Por Natureza)

A lady mais importante entre as ladies do mundo dos blogs de cinema. Conheço a Kamila faz relativamente pouco tempo, mas já se tornou alguém muito especial. Ela tem um enorme conhecimento sobre cinema, e isso fica evidente quando visitamos o Cinéfila Por Natureza. Seus textos são ótimos e sinceros, analisando sempre de forma interessante os pontos do filme em questão. Vale lembrar que seu excelente gosto não se restringe apenas ao mundo cinematográfico, mas ao literário também.

4. Vinícius (Blog do Vinícius)

Vinícius foi um dos meus primeiros visitantes logo que entrei no grupo dos blogueiros, e sua hospitalidade foi preciosa. O Blog do Vinícius é o mais atualizado da rede, e com certeza um dos mais informativos. Vinícius é um grande amigo que sempre está cooperando com os demais blogs e sua presença é fundamental para o círculo de amizades que se formou entre os cinéfilos.

5. Alex (Cine Resenhas)

Alex foi quem me trouxe para o mundo dos blogueiros, logo quando inicei minha “carreira”. Por mais que nossa compatibilidade de gostos não seja tão grande, sempre temos ótimas conversas e dividimos nossa opinião de forma pacífica. O Cine Resenhas traz a opinião de Alex de forma clara e incisiva, trazendo uma enorme variedade de filmes. Amigo de longa data e indispensável.

6. Pedro (Tudo é Crítica)

Cronologicamente falando é meu amigo há séculos. Cinematograficamente, há pouco. Divide comigo certa rigidez perante aos filmes que assiste, uma característica que nos identifica. Uma palavra que define o Pedro é “dedicado” – sempre cooperando com os outros blogs e procurando ampliar o seu conhecimento de cinema. O Tudo é Crítica se diferencia por trazer críticas variadas, de filmes de diversas épocas e estilos, além de excelentes textos sobre assuntos variados.

7. Weiner (A Grande Arte)

Como ele mesmo disse na descrição do Meme dele, nossas opiniões são sempre muito parecidas. Identifico-me bastante com o estilo de escrever do Weiner e a cada visita ao seu blog, A Grande Arte, sinto que estou lendo um texto praticamente que de minha autoria. Só fui entrar em contato com o trabalho dele a pouco tempo, mas desde já seu blog já está dentre os meus favoritos. E com todos os méritos.

8. Rodrigo (Twentysomething)

Rodrigo é um de meus visitantes mais ativos, sempre com excelentes pontos de vista. Sempre bem humorado, é dono do Twentysomething, blog que conquista por não falar apenas de cinema, trabalhando também algumas atrações televisivas. Talvez seja o endereço que melhor mistura variedade de assuntos com grande qualidade de informação. Tudo graças ao talento de Rodrigo para expressar sua opinião com as palavras.

9. Gustavo (Império Cinéfilo II)

Outro blog que exprime suas opiniões de formas objetivas e interessantes. O Império Cinéfilo é comandado de forma excelente pelo Gustavo, que sempre produz ótimos textos.

10. Otávio (Hollywoodiano)

Blog que também prima pela variedade de assuntos e pela qualidade de seus textos. O Otávio sempre mantém o Hollywoodiano atualizado, instigando a leitura de seus visitantes.

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