Cinema e Argumento

17 Outra Vez

Everyone’s happier with me out of the picture, Ned. It’s time to move on…


Direção: Burr Steers

Elenco: Zac Efron, Leslie Mann, Matthew Perry, Thomas Lennon, Michelle Trachtenberg, Allison Miller, Melora Hardin

17 Again, EUA, 2009, Comédia, Livre, 105 minutos

Sinopse: Mike (Zac Efron) é um dos garotos mais populares da escola, atleta a caminho de uma excelente universidade. Mas, resolve jogar tudo para o ar e se casar com sua namorada de colégio. Depois de 20 anos, quando sua vida não é exatamente aquilo que planejou, ele tem um encontro com um misterioso funcionário da escola e, de uma hora pra outra, volta a ter 17 anos. Assim começa uma série de trapalhadas e problemas com a esposa e os filhos – que agora estudam com ele.

Não sei quanto a vocês, mas toda vez que eu enxergo o rosto de Zac Efron me vem à cabeça aquelas terríveis músicas de High School Musical e a imagem de várias garotas babando ou gritando pelo ator. O musical da Disney foi uma maldição e uma benção para Efron. Enquanto conseguiu dinheiro e sucesso, também ficou marcado com o seu tipinho teen que causa repulsa em várias pessoas. Se em Hairspray – Em Busca da Fama ele se despiu do seu típico visual e até que teve um bom resultado, em 17 Outra Vez ele mostra que não precisa mudar a sua conhecida aparência para mostrar que pode ir além de meras cantorias e coreografias dirigidas ao público adolescente.

Claro que Zac Efron não causa surpresa e muito menos apresenta uma interpretação marcante. O que ele faz é usar toda a sua simpatia e desenvoltura para tentar fugir da imagem que ele constriu nos musicais da Disney. Portanto, Efron está muito à vontade como protagonista e, sem dúvida alguma, é um bom astro para  filmes mais descontraídos – ainda que ele, possivelmente, tenha potencial para fazer produções melhores e diferentes. Inclusive, ele consegue ser mais efetivo que o Matthew Perry (a versão adulta do jovem na história). O ator de Friends tem poucas cenas, é verdade, mas não causa empatia alguma em suas chances.

A trama, mais batida impossível, já foi mostrada no cinema em milhares de vezes. 17 Outra Vez é mais um exemplar do gênero que não traz diferencial algum. Porém, é um longa que é efetivo, não subestima a inteligência do espectador e em momento algum se utiliza de artifícios grotescos para produzir humor. Não se importa com sua previsibilidade e tenta torná-la mais aceitável. Isso, de certa forma, é notável para um filme com esse tipo de história, já que normalmente essas produções costumam testar a paciência de quem está assistindo tanta bobagem em cena. 17 Outra Vez tem sim os seus clichês, mas são encenados de uma maneira que eles não soam prejudiciais ao resultado final.

Ninguém vai acabar de ver a película de Burr Steers (do irregular A Estranha Família de Igby) achando que a produção é hilária, inteligente ou surpreendente. Mas, a boa notícia é que também ninguém vai pensar que é uma desgraça ou um insulto ao cinema. 17 Outra Vez fica sim num meio termo – justamente, como já foi mencionado, pelo fato de tratar uma história desgastada de maneira um tanto comum – mas acho que vai agradar quem estiver disposto a assistir mais do mesmo. Afinal, se você for assistir o filme, não é porque está esperando algo original ou inovador, nao é mesmo?

FILME: 6.5

3

Filmes em DVD

bluevelvet

Veludo Azul, de David Lynch

Com Kyle MacLachlan, Isabela Rossellini e Laura Dern

35

Mesmo que pesado, sombrio e difícil, Veludo Azul é um dos filmes mais “acessíveis” da carreira de David Lynch. Contando uma história de investigação, o longa tem uma linguagem estética muito forte, junto com as interpretações intensas em cena. Não é um filme de soluções fáceis e que deixa bem claro em seu conjunto que é dirigido para o público mais culto, disposto a interpretar o cinema de arte. O roteiro perde um pouco as rédeas quando começa  a solucionar seus mistérios, mais especificamente na segunda metade, mas mesmo assim consegue manter o interesse do espectador, justamente por causa da direção de Lynch – indicada ao Oscar.

FILME: 8.0

horsdeprix

Amar… Não Tem Preço, de Pierre Salvadori

Com Audrey Tautou, Gad Elmaleh e Marie-Christine Adam

3

A comédia não é um gênero muito presente ou muito bem sucedido na filmografia francesa. Amar… Não Tem Preço é um bom exemplar de comédia vindo do país, especialmente porque tem uma história divertida e que é encenada com muita naturalidade por seus atores, especialmente por Audrey Tautou – que está linda e radiante em cena. O diretor Pierre Salvadori procura não usar humor grotesco e molda uma simpática história de amor: fácil de acompanhar e com boas cenas durante a projeção. A narrativa pode se desgastar mais para o final e é difícil acreditar em algumas coisas, mas tudo é tão singelo que dá pra perdoar os erros facilmente.

FILME: 7.5

boleyn

A Outra, de Justin Chadwick

Com Natalie Portman, Scarlett Johansson e Eric Bana

3

A Outra tem um aspecto louvável: é um filme histórico que não fica trabalhando apenas aspectos históricos em sua narrativa, o longa prefere dramatizar a relação das irmãs Bolena com o rei da Inglaterra. Mas, depois da metade do filme, essa história começa a ficar saturada e o troca-troca entre as figuras em cena e se torna desinteressante – fazendo até com que as esforçadas Johansson e Portman fiquem chatas com suas personagens. Mas, a película de Justin Chadwick consegue manter o interesse e, ao menos, não é um daqueles intermináveis filmes históricos que são entediantes. Destaque também para a excelente trilha de Paul Cantelon.

FILME: 6.5

babymama

Uma Mãe Para Meu Bebê, de Michael McCullers

Com Tina Fey, Amy Poehler e Greg Kinnear

3

Quem pensa que só porque Tina Fey encabeça o elenco de Uma Mãe Para Meu Bebê o resultado vai ser digno das risadas provocadas por ela em 30 Rock, está enganado. O papel de Tina aqui é só emprestar todo seu charme e naturalidade para a protagonista, já que o filme é bem mediano e pouco original – e ela nem está envolvida no roteiro ou em qualquer outro departamento. Tina, portanto, é a principal razão para se assistir esse filme, que ainda tem uma boa Amy Poehler e participações de Greg Kinnear, Steve Martin e Sigourney Weaver. O resultado é digno de comédias de Sessão da Tarde, mas Tina muda os ares da produção toda vez que aparece em cena.

FILME: 6.5

personaleffects

Por Amor, de David Hollander

Com Ashton Kutcher, Michelle Pfeiffer e Kathy Bates

25

É complicado quando um ator conhecido por fazer comédias e por sua limitação resolve participar de uma história dramática. Ashton Kutcher não dá vexame, mas não tem calibr (ou seria talento?) o suficiente para o seu papel aqui. No seu lado, temos uma ineficiente Michelle Pfeiffer que tenta se esforçar no roteiro que não dá margens para maiores nuances. Por Amor é aquele típico filme sobre pessoas que precisam lidar com alguma perda causada por violência. É preciso um grande esforço para não cair em lugar comum com um material desses. O longa de David Hollander repete tudo o que existe nesse estilo de história e cria um resultado fraco, sem emoção ou inspiração. Não é uma desgraça ou mais defeituoso, mas é inexpressivo.

FILME: 6.0

sweetnovember

Doce Novembro, de Pat O’Connor

Com Keanu Reeves, Charlize Theron e Jason Isaacs

2

Filmes clichês podem funcionar. Lado a Lado, por exemplo. Mas se no filme de Chris Columbus tinhamos uma ótima Susan Sarandon e uma radiante Julia Roberts para salvar o dia, aqui em Doce Novembro não temos nada que compense o roteiro previsível. A história, que no início causa estranheza por causa da personagem sem sentido de Charlize Theron, aos poucos vai se tornando um romance não muito convincente. Para completar, coloque uma storyline de doença terminal e corações partidos e você terá o resultado ruim de Doce Novembro. Theron é boa atriz, mas simplesmente ela não combina com o inexpressivo Keanu Reeves e, no final das contas, isso também prejudica o filme. Ainda que não seja tão terrível como o nojento-de-tão-melodramático Outono em Nova York, o longa de Pat O’Connor soa clichê e vazio demais para o meu gosto.

FILME: 5.0

Últimas Trilhas Sonoras

Harry Potter and the Half-Blood Prince, por Nicholas Hooper

4

Em A Ordem da Fênix, Nicholas Hooper já havia demonstrado grande habilidade ao compôr uma trilha sonora que fugia dos típicos arranjos de John Williams. Na trilha de O Enigma do Príncipe, ele volta a demonstrar talento ao compilar um álbum muito eclético, que reúne canções de diversos estilos – desde algumas melancólicas (Harry & Hermione ou Farewell Aragog, por exemplo) até outras mais tensas e grandiosas. O álbum é mais um mérito da impecável técnica do filme de David Yates e já estou na torcida para que Hooper tenha o reconhecimento que merece nas próximas premiações.

The Other Boleyn Girl, por Paul Cantelon

4

Paul Cantelon já tinha chamado a minha atenção com o seu trabalho melancólico para a trilha de O Escafandro e a Borboleta. Com o álbum de A Outra, ele já começa a adquirir a minha confiança. É impressionante como o compositor criou uma trilha relativamente longa (são mais de 60 minutos de duração), mas que nunca cai em armadilhas ou se torna repetitiva – ainda que algumas poucas canções possuam mais ou menos a mesma sonoridade. O filme pode não ser grande coisa, mas o excelente resultado alcançado por Cantelon merece ser descoberto.

Evening, por Jan A.P. Kaczmarek

4

Jan A.P. Kaczmarek sabe criar trilhas emocionantes. Coroado com o Oscar pela trilha de Em Busca da Terra do Nunca, o compistor criou outro lindo trabalho em Ao Entardecer. Vale lembrar que o álbum une as composições originais de Kaczmarek (que são oito, ao total) e outras canções que tocam no longa. É fácil admirar os trabalhos dele ao piano, principalmente a música-tema, que possui uma linda melodia que fica perpetuando na cabeça do espectador após o filme. A trilha de Ao Entardecer é um dos pontos altos de um filme que tem bastante falhas.

Eastern Promises, por Howard Shore

4

Notável trabalho do compistor Howard Shore – que, apesar de ter uma vasta carreira, nunca chamou muito a minha atenção. Sua trilha para o bom Senhores do Crime tem um resultado muito efetivo, especialmente porque sou conquistado por trilhas que costumam utilizar violinos (um dos instrumentos que eu, um dia, ainda quero aprender a tocar). A música tema, Eastern Promises, já dá um ar de qualidade para o álbum e o resultado do conjunto só melhora a cada canção. Mesmo que tenha algumas faixas não tão interessantes, Shore acertou no estilo e trouxe uma ótima trilha.

White Oleander, por Thomas Newman

3

Thomas Newman pode surpreender e decepcionar na mesma medida. A trilha dele para Deixe-Me Viver fica na segunda opção, já que não passa de uma reciclagem cíclica de um mesmo estilo sonoro a cada faixa. Existem apenas três canções que são ligeiramente melhores que as outras: Oleander Time, Plain Demim Dress e Claire. Todas as outras possuem aquele velho estilo de Newman ao piano e não se diferem muito, o que tornam a experiência com a trilha de Deixe-Me Viver um pouco decepcionante.

World Trade Center, por Craig Armstrong

25

As Torres Gêmeas é um tiro no pé. O filme não deu certo, não emocionou e foi uma pobre homenagem aos que morreram no trágico 11 de setembro. A trilha de Craig Armstrong tem a mesma cara do filme e apresenta um resultado muito neutro. Existe uma ou outra música que se sobressaia, como Allison at the Stoplight, mas elas justamente conseguem ter efeito porque são melodias tocadas em piano, um instrumento que sempre causa uma sonoridade melancólica e emocionante quando utilizado da maneira certa. A trilha, portanto, tem certa linearidade, mas é pouco para uma história que não teve a reconstituição emocional que merecia.

Divã

Direção: José Alvarenga Jr.

Elenco: Lilia Cabral, José Mayer, Alexandra Richter, Reynaldo Gianecchini, Cauã Reymond, Eduardo Lago

Brasil, 2008, Comédia Dramática, 98 minutos, 12 anos

Sinopse: Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher casada e com dois filhos que, aos 40 anos, tem a vida estabilizada. Um dia ela resolve, por curiosidade, procurar um analista. Aos poucos ela descobre facetas que desconhecia, tendo que contar com o marido Gustavo (José Mayer) e a amiga Mônica (Alexandra Richter) para ajudá-la.

“Ajudado por boas reflexões e uma ótima Lilia Cabral, Divã funciona em seu conjunto, ainda que seja um filme bem simples”

Não vou esconder a minha falta de interesse pelos textos da minha conterrânea Martha Medeiros. Sempre considerei seus trabalhos meio repetitivos e seu estilo de literatura não muito atraentes – exatamente porque a autora trata sempre, incansavelmente, do mesmo assunto: o mundo das mulheres. Seus textos parecem nunca variar, sem evolução. Felizmente, o diretor José Alvarenga Jr. absorveu o que existe de interessante nas reflexões de Medeiros e fez esse Divã, que pode muito bem ser considerado um bom resumo da obra da gaúcha.

Antes de se tornar cinema, a história da protagonista Mercedes (Lilia Cabral) já havia sido encenada nos teatros, com a mesma Lilia Cabral comandando o elenco. Certamente, Divã é um filme calcado em interpretações – mais especificamente na de sua protagonista – e nas discussões sentimentais que propõe. Porque, de resto, é um longa-metragem que não tem atrativo algum, nem uma direção de arte mais significativa ou uma trilha mais marcante, por exemplo.

É muito positivo constatar que temos aqui um produto que soube aproveitar de boa maneira o que tinha em mãos. Principalmente no que se refere ao roteiro e ao desempenho de Lilia Cabral. Lilia, que é uma excelente atriz e que já tinha experiência com o texto por causa da peça, encarna a protagonista com notável naturalidade, empregando verossimilhança para a personalidade da personagem e, acima de tudo, conquista a simpatia do espectador com muita facilidade por causa de sua vitalidade cômica e dramática.

O roteiro é outro aspecto com bom balanceamento, especialmente no que se refere à distribuição de comédia e drama durante a película. Nunca nenhum gênero se sobrepõe ao outro e por isso temos uma história agradável, que em momento algum fica reflexiva ou superficial demais. Mas, quando se encaminha para os momentos finais, começa uma repetição de fatos e a narrativa vai se desgastanto, criando até mesmo algumas passagens dispensáveis, como a storyline envolvendo o personagem de Cauã Reymond.

Tal falta de carga de qualidade nos últimos momentos prejudica a percepção que Divã vai deixar, porque o filme acaba num momento meio baixo, ao contrário da positividade que exerceu durante boa parte da produção. O trabalho de José Alvarenga Jr. é simpático – ainda que carente de um formato mais cinematográfico e profundo – e vai agradar, justamente pela sua simplicidade e humildade.

FILME: 7.5

3


Dez Canções da Década

thewrestler

Toda vez que Bruce Springsteen inventa de se inserir no cinema, o resultado é memorável. O cantor já havia obtido um resultado impecável com Streets of Philadelphia e em O Lutador alcança outra vez um nível maravilhoso. O que mais importa na canção tema do filme de Darren Aronofsky é que ela sintetiza perfeitamente o personagem de Mickey Rourke e toda a jornada dele durante a projeção. Com uma linda melodia e uma letra excepcional, The Wrestler é um marco das músicas cinematográficas contemporâneas.

comewhatmay

Calcado em músicas de amor, Moulin Rouge! – Amor em Vermelho alcança o seu melhor resultado musical quando apresenta a inesquecível Come What May. Interpretada apaixonadamente por Nicole Kidman e Ewan McGregor – ambos em uma química cintilante – a música além de resumir a marcante paixão dos personagens, consegue empolgar e transmitir todo o estilo autoral do inovador musical de Baz Luhrmann. Como eu já disse por aqui, gostando ou não, nunca poderá ser dito que algo parecido com Moulin Rouge! já foi feito.

inconvenient

Provavelmente uma das melhores canções que o Oscar já premiou, I Need to Wake Up cativa com o seu ritmo e possui uma melodia fora do comum para uma letra desse gênero – que fala sobre mudanças e a necessidade de abrir os olhos para o que está acontecendo na volta. Mas, o que mais encanta é que a canção está presente em um documentário, tipo de filme que normalmente não possui canções maravilhosas como essa. A voz de Melissa Etheridge entoando a música foi uma grata surpresa.

brokeback

Não faço parte do grupo que se comove com o romance de Jack Twist (Jake Gyllenhaal) e Ennis Del Mar (Heath Ledger), mas não consigo ficar indiferente com a bela canção A Love That Will Never Grow Old. A melancolia da melodia é algo impressionante e a letra consegue ser ainda mais emocionante, conferindo um resultado notável para a música. Pena que não tenha maior presença no longa, que certamente ficaria mais triste com a presença dela.

trabelinthru

Assim como In the Deep, era uma canção que merecia mil vezes mais o Oscar no ano em que It’s Hard Out Here for a Pimp ganhou a estatueta. Dolly Parton é quem dá voz para Travelin’ Thru canção que situa bem os sentimentos dos personagens em cena e que, de certa forma, “narra” a jornada de Bree Osbourne (Felicity Huffman). Singela e cativante, a música conquista pela sua simplicidade e encerra Transamérica de forma digna e com uma sensação muito especial de que sempre existirá esperança para quem espera dias melhores.

fallingslowly

Outra canção que embala uma história de amor. Falling Slowly venceu o Oscar de melhor canção original e encantou muita gente, especialmente por causa da perfeita química de sua dupla. Glen Hansard e Marketa Irglová, além de serem perfeitos cinematograficamente, conseguem ainda ter o mesmo efeito em suas canções, que são sinceras e emocionantes. Falling Slowly se destaca por ser a principal canção dos dois, que chega a ser tocada, inclusive, duas vezes durante o longa de John Carney.

jaiho

Não poderia faltar nessa lista uma canção da inovadora trilha sonora de Quem Quer Ser Um Milionário? Selecionei a mais cativante do álbum e também a que mais fez sucesso – ganhando até uma versão na voz das péssimas Pussycat Dolls. Jai Ho finaliza o longa de Danny Boyle com muita empolgação e, certamente, é uma canção que perpetua na cabeça após o filme. Não querendo desmerecer as outras faixas da trilha, mas essa é, disparada, a melhor.

guaranteed

Outro caso de filme em que as canções, de certa forma, narram toda a trajetória e os ideais de um determinado personagem na sua respectiva jornada. O filme dirigido pelo ator Sean Penn tem uma memorável trilha de Eddie Vedder e cada canção tem um significado muito especial para o longa. Mas, na minha opinião, é a bela Guaranteed que se destaca na coletânea, exatamente por ter uma melodia simples, que transmite com muita humildade o clima do longa e a mensagem que ele quer passar.

mayitbe

May It Be encontrou a tradução perfeita de sua magia na voz de Enya. A escolha da cantora não poderia ser mais acertada, pois toda a magia que existe na trilogia de O Senhor dos Anéis está expressa nessa linda canção. Presente no primeiro volume da trilogia, A Sociedade do Anel, é a música mais especial de toda a saga, até mais que Into the West, que levou o Oscar de canção original, enquanto May It Be ficou de mãos abanando. Independente disso, a música encanta em todos os aspectos.

lefestin

Decidi que não poderia faltar uma canção de desenho animado nessa lista, mas ao ter que escolher fiquei num tremendo impasse. Adoro a melancolia de When She Loved Me, a animação de Accidentally in Love e a singularidade de Down to Earth. Mas, Le Festin ganha das outras por possuir uma letra muito mais bonita e uma melodia que nos remete completamente ao longa de Brad Bird. Cantada pela Camille em francês, Le Festin também representa como a Pixar evoluiu nesse setor.