Cinema e Argumento

O melhor de 2009 (até agora)

O ano já chega na sua metade e quase toda a sua qualidade ainda se encontra nos filmes do Oscar. Abaixo, uma lista com cinco tópicos do que vi de melhor até agora em 2009. Lembrando que alguns tópicos podem não se referir necessariamente ao filme que está sendo discutido, e sim a uma característica dele.

O Harvey Milk de Sean Penn

Não é novidade para ninguém aqui que eu não sou fã de Milk – A Voz da Igualdade, o filme mais superestimado do Oscar 2009. Posso até considerar um absurdo o filme receber prêmio por um roteiro óbvio e  ser ovacionado por outras tantas outras coisas que reclamo do longa de Gus Van Sant, mas é impossível negar o brilhantismo de Sean Penn. Encabeçando o bom elenco do filme, Penn entrega uma das melhores atuações da década, que foi  merecidamente consagrada com o Oscar.

Os dois momentos de Kate Winslet

As duas atuações de Kate Winslet embaralharam a cabeça de muita gente. Alguns acham que ela é coadjuvante em O Leitor, outros acham que a grande atuação dela de leading role está em Foi Apenas Um Sonho. O que importa é que Winslet foi celebrada por esses seus dois ótimos trabalhos,  que são totalmente distintos. Seja como a sofrida e misteriosa Hanna Schmitz ou como a frustrada e infeliz April Wheeler, a atriz inglesa se firmou – novamente – como a grande atriz de sua geração.

A harmonia de Dúvida

O filme de John Patrick Shanley foi a produção mais subestimada da safra de premiações esse ano. Só colecionou indicações – apesar do SAG para Meryl Streep – e foi rejeitado por conta de sua estética teatral. Contudo, a verdade é que Dúvida é um verdadeiro show de harmonia. O elenco esplêndido e o roteiro impecável traçam um interessante debate sobre moral e, claro, sobre as dúvidas do ser humano. Quem sabe com o tempo o filme não ganhe o seu merecido reconhecimento?

A estética de O Curioso Caso de Benjamin Button

Outro que muitos cinéfilos enxergam como uma obra-prima, mas que eu não consigo apreciar na mesma proporção. A história só me conquista mesmo a partir do ato em que Benjamin (Brad Pitt) e Daisy (Cate Blanchett) se reencontram quando adultos. Excetuando isso, a produção é um primor esteticamente. A começar pela fabulosa trilha sonora de Alexandre Desplat. Daí podemos citar a impressionante maquiagem, a bonita direção de arte, os minuciosos efeitos especiais…

O sopro de originalidade de Quem Quer Ser Um Milionário?

Grande vencedor das premiações de 2009, Quem Quer Ser Um Milionário? traz uma onda muito positiva para o cinema. Em tempos que filmes pessimistas dominam o circuito, o longa de Danny Boyle narra uma história  de certa forma também triste de um garoto favelado, mas que aos poucos vai encontrando amor e felicidade na sua jornada. Dirigido excepcionalmente e com uma atmosfera vibrante, o longa conquista com suas boas intenções que nunca soam falsas e cativa com seu espírito.

W.

Direção: Oliver Stone

Elenco: Josh Brolin, James Cromwell, Elizabeth Banks, Thandie Newton, Toby Jones, Ellen Burstyn, Jeffrey Wright, Richard Dreyfuss, Ioan Gruffudd

EUA, 2008, Drama, 123 minutos, 12 anos

Sinopse: George W. Bush (Josh Brolin) entra na faculdade seguindo a tradição de seu pai, George Bush (James Cromwell), um influente político. Apelidado de W pelos amigos, ele vive sob a sombra paterna e deseja apenas curtir a vida. Sem rumo definido na carreira, decide entrar para a política ao concorrer para a Câmara dos Representantes pelo Texas, estado onde vivia desde criança. Na campanha conhece Laura (Elizabeth Banks), com quem posteriormente se casa. W perde a disputa, mas se envolve de vez com a política ao ajudar seu pai na campanha presidencial de 1988, o qual sai vitorioso.

“Irregular no tratamento de sua história e em algumas interpretações, W. tem como mérito um excelente Josh Brolin”

Existe um pouco de Jogos do Poder na narrativa de W., o mais novo filme de Oliver Stone. Ambos os longas apostam em um clima satírico para narrar os bastidores da política norte-americana. A diferença é que a produção estrelada por Josh Brolin é sobre uma figura atual para todos nós; atual e  também polêmica. Em consequência, o roteiro tenta humanizar George W. Bush, mostrando que ele também é uma pessoa como todos nós: humano e cheio de obstáculos em sua vida. O problema é que, até a metade da história, essa tal humanização é feita de uma maneira muito incorreta: o clima satírico (também expresso em uma trilha sonora meio cômica) não coincide com o que estamos vendo em tela. Ou seja, vemos um problemático George W. Bush com um péssimo relacionamento com o pai e lidando com problemas de alcoolismo enquanto tudo isso é embalado por um tom desnecessariamente excêntrico.

Contudo, a partir do momento em que mostra a subida de Bush no poder – quando ele resolve se candidatar para a presidência dos Estados Unidos – o filme começa a se recuperar dos pequenos desastres estruturais do primeiro ato. Ainda assim é pouco e W. acaba sem muita graça, deixando a sensação de que o longa não cumpriu a sua missão. Primeiro porque o diretor Oliver Stone não faz nada além de mostrar a vida do personagem. Fica neutro em suas opiniões e longe das polêmicas do governo do presidente. E segundo porque a vida pessoal dele não tem nada de interessante. O roteiro é até bem construído – excetuando o que já foi citado sobre o tratamento da narrativa – e não chega a ser muito falho. O que acontece é a falta de assunto, já que em alguns momentos ficamos vários minutos em uma única tomada com os personagens discutindo a guerra do Iraque, por exemplo.

A boa notícia é que W. não chega a ser um filme ruim. É aquela típica situação em que simplesmente o resultado não superou as expectativas. Mas se existe algo que deve ser reconhecido no produto final é o desempenho de Josh Brolin – essa sim a aparição mais notável dele ano passado e não Milk – A Voz da Igualdade.  Ele realmente ficou parecido com Bush. Entretanto, o mais importante de tudo não é o visual em si, mas a caracterização que ele fez: condizente e sem exageros. O total oposto dele em cena é Thandie Newton, completamente infeliz em sua aparição. Sim, parece que estamos vendo Condoleeza Rice em cena, mas não passa disso. Newton é uma completa figurante que não faz nada além de acenar a cabeça com uma cara de retardada (desculpem-me o radicalismo) concordando com o que os outros personagens dizem. Deplorável.

No mais, W. é um longa-metragem competente, especialmente no que se diz a respeito das imagens documentais, que se misturam com grande habilidade com aquelas filmadas pelos atores. O diretor Oliver Stone foi novamente criticado por sua direção – pela terceira vez consecutiva depois dos fracassos chamados Alexandre e As Torres Gêmeas (que não são necessariamente ruins). Não é nada alarmante. Stone pode até fazer um trabalho bem óbvio atrás das câmeras, mas o que importa é que não chega a comprometer o resultado. Mas é pouco para um diretor como ele. W., portanto, encontra o seu principal empecilho no roteiro neutro. É exatamente isso que rebaixa o longa a uma cotação de apenas mediano.

FILME: 6.5

3

Filmes em DVD

boogienights

Boogie Nights – Prazer Sem Limites, de Paul Thomas Anderson

Com Mark Wahlberg, Julianne Moore e Burt Reynolds

45

Outro trabalho notável do grande Paul Thomas Anderson e que, novamente, foi ignorado pelas premiações. Difícil entender como um trabalho tão bem matizado como esse não recebeu o reconhecimento que merecia – mas tem grande apreço dos cinéfilos. Poderia ser um filme chocante e que teria grandes chances de se perder na sua história, mas não é que acontece. Anderson conduz a história com maestria, ajudado por um elenco simplesmente impecável e uma memorável trilha sonora. Mark Wahlberg, Julianne Moore – mais linda do que nunca – e Burt Reynolds são os destaques entre os atores. Não é um trabalho necessariamente empolgante; entretanto, é fácil admirar cada quesito desse ótimo filme.

FILME: 9.0

anewhope

Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança, de George Lucas

Com Mark Hamill, Harrison Ford e Carrie Fisher

4

Impressionante como esses capítulos antigos empolgam bem mais que as recentes refilmagens. Uma Nova Esperança, apesar de ser datado cronologicamente como o quarto capítulo da saga, é o filme que conta a origem de toda a aventura de Star Wars nos cinemas. E não poderia começar de forma mais interessante – uma literal aventura onde tudo é mostrado com muita sinceridade e competência. Desde os atores, o lado técnico e os revolucionários efeitos. Uma Nova Esperança abre a série de forma excelente!

FILME: 8.5

bountiful

O Regresso Para Bountiful, de Peter Masterson

Com Geraldine Page, John Heard e Rebecca De Mornay

35

A sincera interpretação de Geraldine Page – vencedora do Oscar de melhor atriz por seu desempenho aqui – é o principal destaque desse singelo filme. O Regresso Para Bountiful narra uma história saudosista, onde uma senhora tem o sonho de regressar para a cidade de Bountiful, lugar onde foi mais feliz em toda a sua vida. Basicamente o filme de Peter Masterson não tem história, já que assistimos apenas a protagonista tentando retornar para a sua cidade. No entanto, é tudo tão humilde e sincero, que o longa funciona exatamente por causa disso. Geraldine está impecável e consegue até emocionar nos momentos finais, ainda que a produção em si não tenha tantos atrativos.

FILME: 8.0

whitepalace

Loucos de Paixão, de Luis Mandoki

Com Susan Sarandon, James Spader e Kathy Bates

35

Loucos de Paixão é um filme estranho. Começa com um certo suspense envolvendo a identidade maluca da protagonista e tem algumas pitadas de sexo. Depois, vira um drama sobre a complicada relação de um jovem com uma mulher mais velha e no final (especialmente na última cena) aposta na obviedade de um romance. O filme de Luis Mandoki parece um filme B, com cara de filme das madrugadas da Globo, mas nem por isso deixa de ser bom. Sarandon, indicada ao Globo de Ouro por essa produção, é o principal atrativo. Loucos de Paixão, então, é um longa interessante e bem narrado, mas longe de ser original.

FILME: 8.0

hp5f

Harry Potter e a Ordem da Fênix (revisto)

Com Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson

35

Até então a série estava em constante evolução. Esse A Ordem da Fênix pode ser considerado um retrocesso. Longe de ser empolgante como os outros ou tão interessante quanto, o filme de Richard Yates tem várias falhas. E a maioria estão no roteiro que, apesar de condensar bem a obra de J.K. Rowling, não transformou a história em um produto cinematográfico de grande interesse. Contudo, também é fácil apontar pontos positivos – como a brilhante Imelda Staunton (que rouba a cena e merecia até uma indicação ao Oscar), a ótima trilha de Nicholas Hooper e a encantadora direção de arte.

FILME: 8.0

gandhi

Gandhi, de Richard Attenborough

Com Ben Kingsley, Candice Bergen e Edward Fox

3

É uma experiência quase que torturante assistir Gandhi. São mais de três horas e que foram as mais intermináveis de toda a minha vida cinematográfica. Isso é o que mais prejudica esse grandioso trabalho do diretor Richard Attenborough. O que mais se destaca aqui é o trabalho de Ben Kingsley, totalmente imerso na alma do protagonista. A bela fotografia dá um tom único de grandiosidade para o filme e é outro ponto a ser ressaltado. Se não fosse a torturante duração, Gandhi seria um produto memorável; já que, eu, ao menos, não acho que a produção seja especial.

FILME: 6.5

X-Men Origens: Wolverine

Direção: Gavin Hood

Elenco: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Ryan Reynolds, Dominic Monaghan, Patrick Stewart, Kevin Durand, Taylor Kitsch

X-Men Origins: Wolverine, EUA, 2009, Aventura, 107 minutos, 12 anos

Sinopse: A Equipe X é formada apenas por mutantes, tendo fins militares. Entre seus integrantes estão Logan (Hugh Jackman), o selvagem Victor Creed (Liev Schreiber), o especialista em esgrima Wade Wilson (Ryan Reynolds), o teleportador John Wraith (Will i Am), o atirador David North (Daniel Henney), o extremamente forte Fred J. Dunes (Kevin Durand) e ainda Bradley (Dominic Monaghan), que manipula eletricidade. No comando está William Stryker (Danny Huston), que envolve alguns componentes do grupo no projeto Arma X, um experimento ultra-secreto. Entre eles está Logan, que precisa ainda lidar com o desfecho de seu romance com Raposa Prateada (Lynn Collins).

“É uma pena que o filme de Gavin Hood seja uma grande decepção, já que tinha potencial para um resultado bem melhor do que o alcançado.”

De todos as séries de quadrinhos já transpostas para o cinema, X-Men é a que tem os personagens mais interessantes. São figuras curiosas e que dotam a série de boa ação. Mas nunca apóio a ideia de filmes derivados de outros filmes. Ou seja, não aprovei desde o início as intenções de X-Men Origens: Wolverine. É muito complicado criar um filme solo sobre determinado personagem e, quando não trabalhado da maneira correta, sai dos trilhos. É o caso desse péssimo filme do diretor Gavin Hood, que possui uma história faquíssima.

Hugh Jackman pode até ser uma pessoa simpática e estar em alta no mundo hollywoodiano, mas nem ele consegue salvar o resultado do filme solo do herói Wolverine. Gavin Hood aplica doses cavalares de adrenalina, efeitos e explosões. Isso faz com que o longa ao menos satisfaça como um blockbuster? Não necessariamente. A ação funciona até determinado ponto. O problema é que o filme começa a exagerar e os saltos-com-gravidade-zero ou as acrobacias do protagonista soam mais constrangedoras que as lutas de salto alto de As Panteras – Detonando. O problema é que a aventura das garotas não se leva a sério. X-Men Origens: Wolverine se leva.

Alternando momentos sombrios (que incitam seriedade) e outros bem infantis, a produção do diretor Gavin Hood é um fracasso. Jogos vergonhosos de câmera e cenas constrangedoras (alguém me explica o que é aquela tomada vergonhosa da luta com um homem super obeso?!) surgem de uma direção descuidada, que ainda comete o erro de escolher péssimos coadjuvantes como o exagerado Liev Schreiber. A aventura pode até agradar em alguns momentos de ação, mas fica difícil ter bom espírito com um filme tão comercial e mal conduzido como esse, que parece ter sido feito às pressas.

FILME: 4.5

2

Dez Atuações Masculinas da Década

Depois do post sobre as dez atuações femininas da década, agora chega a vez das masculinas. Dessa vez a tarefa foi mais fácil… A ordem, novamente, é aleatória.

decdan

Sem dúvida alguma a performance de Daniel Day-Lewis é a melhor dessa década. Uma assustadora representação de um homem que se afunda na própria ambição e que perde seus valores no mundo do petróleo. Day-Lewis ganhou o seu segundo Oscar por Sangue Negro. Nada mais justo, ele literalmente dá um show de atuação e é o principal atrativo do filme de Paul Thomas Anderson. Um papel difícil e complexo, mas que nas mãos do ator ganhou uma imagem aterradora.

decpenn

Sean Penn teve várias interpretações de qualidade nessa década. Podemos citar Sobre Meninos e Lobos ou Uma Lição de Amor, por exemplo. Mas nenhuma foi tão bem balanceada como essa de Milk – A Voz da Igualdade. Por mais que eu não aprecie o filme de Gus Van Sant, é impossível ignorar o grande trabalho de Penn, achando o equilíbrio perfeito entre o afetado e o enrustido para compor a figura do político gay Harvey Milk. Por esse filme, Penn ganhou seu segundo Oscar – incontestavelmente merecido.

decphil

Essa é a representação que deu maior reconhecimento para Philip Seymour Hoffman, ator que sempre tinha sido um coadjuvante não muito notado. Em Capote, Hoffman utiliza toda a sua técnica para criar uma poderosa atuação que permanece com o espectador depois do filme. Por mais que sua voz seja irritante (desculpem-me, não pude deixar de mencionar isso), ele consegue segurar com muita habilidade o filme que, talvez, não seria grande coisa sem ele. A crítica aprovou e deu vários prêmios para o ator.

decrus

Russel Crowe foi consagrado pelo filme errado. Ele pode até ter excelente presença em Gladiador, mas a sua presença em Uma Mente Brilhante é infinitamente mais interessante. Crowe tem, no premiado filme de Ron Howard, o seu melhor trabalho, moldando com grande excelência a figura de um matemático que sofre de esquizofrenia. Junto com a bela Jennifer Connelly, ele deixa grande presença na produção.

dechank

Depois de Filadélfia e Forrest Gump – O Contador de Histórias, Tom Hanks apresentou outro trabalho memorável com Náufrago. Com um assustador empenho físico, o ator segura sozinho (literalmente) esse filme de Robert Zemeckis. Mas Hanks vai além do trabalho físico e consegue mostrar toda a solidão, o desespero e a esperança de um homem que está isolado de todo o mundo. E, mais uma vez, o ator mostra suas grandes habilidades.

decben

Toda a severidade de um homem marcado pelo passado militar, a dedicação de um homem trabalhador e a tradição de um pai de família do Oriente estão presentes na excepcional interpretação de Ben Kingsley em Casa de Areia e Névoa. Kingsley por si só já transmite competência, mas aqui ele tem algo a mais. Num filme onde temos duas atrizes inspiradas como Jennifer Connelly e Shoreh Agdashloo, Kingsley também conseguiu se sobressair.

decheath

O último trabalho de Heath Ledger também foi o melhor trabalho de sua carreira. Ele roubou a cena como Coringa em Batman – O Cavaleiro das Trevas. O mais interessante de tudo é a ótima mistura que Ledger fez de insanidade e vilania, mostrando que o seu personagem só quer ver o circo pegando fogo. Ledger foi o primeiro ator a receber um prêmio póstumo. É uma pena que não estava no Kodak Teather para receber a sua merecida estatueta.

decjack

Às vezes Jack Nicholson é criticado por se auto-representar em diversos filmes. Definitivamente não é o caso de As Confissões de Schmidt, filme em que Nicholson está menos… Nicholson! Só a cena final do filme de Alexander Payne já mostra o quão especial é essa atuação, que é calcada pela deliciosa mistura entre comédia e drama. Nicholson comove e faz rir, no melhor papel de toda a sua extensa carreira.

decjam

Odeio Jamie Foxx. Odeio mesmo. Mas Ray é uma exceção. A força da interpretação de Foxx foi tanta que até conseguiu que o filme conseguisse absurdas indicações ao Oscar de melhor filme e diretor. Reclamações a parte, o ator achou o tom certo para representar o cantor Ray Charles em uma interpretação exata, que nunca cai em excessos e que não fica devendo em nada. Pena que tal atuação esteja em um filme tão chato…

decbard

Impressionante trabalho do espanhol Javier Bardem em Onde Os Fracos Não Têm Vez. A atuação traz para o espectador tudo aquilo que um vilão deve ser: dissimulado, insano e sem limites. Bardem rouba a cena no filme dos irmãos Coen e é o principal atrativo da história exatamente por ser a principal engrenagem do suspense e da ação da trama. Merecidamente coroado com o Oscar, o ator foi impecável.