Filmes em DVD

O Mágico de Oz, de Victor Fleming
Com Judy Garland, Ray Bolger e Jack Haley

Inocente e encantador durante toda a sua projeção, O Mágico de Oz é um dos clássicos infantis mais bem inspirados da história. Tal mérito se deve a um grande ponto positivo: o filme passa lições de moral e conta uma história infantil sem nunca soar enfadonho. Verossimilhança é a palavra-chave desse roteiro, que consegue passar toda a sua mensagem de forma sincera. Quem também merece aplausos é o elenco, em especial Judy Garland, iluminada como a protagonista Dorothy. Em alguns momentos perde o tom (a chegada na cidade de Oz é particularmente desconcertante de tão frenética), mas a sorte é que o diretor Fleming nunca se deixa levar por muito tempo com momentos assim.
FILME: 8.5

O Menino do Pijama Listrado, de Mark Herman
Com Vera Farmiga, David Thewlis e Asa Butterfield

Ainda que baseado em um livro de sucesso, O Menino do Pijama Listrado não fez muito sucesso nos cinemas – bem como o seu semelhante (tanto em bilheteria quanto em temática) O Caçador de Pipas. Mas se o longa de Marc Forster era sem graça e aquém do livro de Khaled Hosseini, O Menino do Pijama Listrado é muito bem sucedido como cinema. Caprichado em sua produção e na escolha de seus atores (o garoto protagonista é excepcional) – ainda que alguns deslizes como a presença David Thewlis – o filme de Mark Herman é um completo acerto. A história é bem desenvolvida, o final é emocionante e ainda temos uma grande trilha de James Horner. Não dá pra acreditar em algumas coisas (a mãe do garoto ficando meio maluca por que descobriu a verdade sobre Auschwitz?!), mas o longa é tão bem cuidado e satisfatório, que esses detalhes ficam pequenos perto do notável resultado obtido.
FILME: 8.5

Filhos do Silêncio, de Randa Haines
Com William Hurt, Marlee Matlin e Piper Laurie

É raro achar um filme sobre deficiência sem que a história fique centrada demais no assunto ou que apele para os típicos dramas desse tema. Filhos do Silêncio é um dos melhores longas já realizados sobre o assunto, especialmente porque ele não é necessariamente sobre surdez e sim sobre a relação sincera que surge entre um professor (William Hurt, ótimo) e uma mulher que não consegue ouvir (Marlee Matlin, vencedora do Oscar de melhor atriz). Por mais que o roteiro não tenha maiores inspirações para tornar o filme original e seja meio formulaico, trabalha muito bem o que se propõe e alcança um excelente resultado, especialmente por causa das verossímeis interpretações que vemos na tela.
FILME: 8.0

Gia – Fama e Destruição, de Michael Cristofer
Com Angelina Jolie, Elizabeth Mitchell e Faye Dunaway

Antes de ser premiada com um duvidoso Oscar de melhor atriz coadjuvante por Garota, Interrompida e de ser a mulher de Brad Pitt, Angelina Jolie já havia sido consagrada por esse filme feito para a televisão. Gia – Fama e Destruição rendeu para atriz o Globo de Ouro e o SAG de melhor atriz em filme feito para TV. Com todos os méritos. Temos aqui, possivelmente, o melhor trabalho da carreira da atriz, que se entrega de forma notável ao personagem. Despida (literalmente) de vaidades, Jolie tem uma personagem forte, que se entregou às drogas e mais tarde sofreu de AIDS, chegando em decadência ao fim de sua vida cheia de sucesso. O longa, no final das contas, dá mais ênfase ao declínio da modelo Gia do que ao seu sucesso e tem como maior mérito a presença corajosa de Jolie, uma vez que o resultado não difere de outras tantas biografias quadradas que vemos por aí sobre astros problemáticos.
FILME: 7.5

Noites de Tormenta, de George C. Wolfe
Com Diane Lane, Richard Gere e Viola Davis

Sabe aqueles filmes românticos com o Richard Gere que você não vê a mímina graça mas a sua mãe adora porque morre de amores pelo ator? Noites de Tormenta é isso: mais um longa estrelado por Gere que não tem nada de novo e traz tudo aquilo que já vimos antes. A diferença é que, durante todo o filme, o roteiro aposta em um tom romântico e, no final, faz um desfecho triste – e meio que repentino, já que parece que não sabiam como finalizar a história. Entretanto, é positivo constatar que o filme não chega a ser irritante ou sequer meloso, tornando-se até verossímil por causa de uma boa Diane Lane e um aceitável Gere. O empecilho é que esse tipo de história já não causa mais o efeito que causava nos anos 90, por exemplo.
FILME: 6.0

Ligados Pelo Crime, de Jieho Lee
Com Forest Whitaker, Brendan Fraser e Kevin Bacon

Ligados Pelo Crime começa até de forma interessante, mas aos poucos vai decaindo. E, no final das contas, o filme deixa a impressão de que é muito mal resolvido. A história é fraca, a estrutura narrativa “unindo os personagens” não tem efeito algum e os atores não são o suficiente para conferir algum tipo de carisma ao conjunto. Enquanto algumas partes funcionam, outras são um completo desastre. Além disso tudo, também consegue o fato de ser monótono. O resultado, portanto, é um filme B com alguns atores conhecidos e que, por alguma razão desconhecida, foram parar nesse filme fraco e sem atrativos muito elogiáveis.
FILME: 4.5

















