Cinema e Argumento

Filmes em DVD

wizard

O Mágico de Oz, de Victor Fleming

Com Judy Garland, Ray Bolger e Jack Haley

4

Inocente e encantador durante toda a sua projeção, O Mágico de Oz é um dos clássicos infantis mais bem inspirados da história. Tal mérito se deve a um grande ponto positivo: o filme passa lições de moral e conta uma história infantil sem nunca soar enfadonho. Verossimilhança é a palavra-chave desse roteiro, que consegue passar toda a sua mensagem de forma sincera. Quem também merece aplausos é o elenco, em especial Judy Garland, iluminada como a protagonista Dorothy. Em alguns momentos perde o tom (a chegada na cidade de Oz é particularmente desconcertante de tão frenética), mas a sorte é que o diretor Fleming nunca se deixa levar por muito tempo com momentos assim.

FILME: 8.5

pyjamas

O Menino do Pijama Listrado, de Mark Herman

Com Vera Farmiga, David Thewlis e Asa Butterfield

4

Ainda que baseado em um livro de sucesso, O Menino do Pijama Listrado não fez muito sucesso nos cinemas – bem como o seu semelhante (tanto em bilheteria quanto em temática) O Caçador de Pipas. Mas se o longa de Marc Forster era sem graça e aquém do livro de Khaled Hosseini, O Menino do Pijama Listrado é muito bem sucedido como cinema. Caprichado em sua produção e na escolha de seus atores (o garoto protagonista é excepcional) – ainda que alguns deslizes como a presença David Thewlis – o filme de Mark Herman é um completo acerto. A história é bem desenvolvida, o final é emocionante e ainda temos uma grande trilha de James Horner. Não dá pra acreditar em algumas coisas (a mãe do garoto ficando meio maluca por que descobriu a verdade sobre Auschwitz?!), mas o longa é tão bem cuidado e satisfatório, que esses detalhes ficam pequenos perto do notável resultado obtido.

FILME: 8.5

lessergod

Filhos do Silêncio, de Randa Haines

Com William Hurt, Marlee Matlin e Piper Laurie

35

É raro achar um filme sobre deficiência sem que a história fique centrada demais no assunto ou que apele para os típicos dramas desse tema. Filhos do Silêncio é um dos melhores longas já realizados sobre o assunto, especialmente porque ele não é necessariamente sobre surdez e sim sobre a relação sincera que surge entre um professor (William Hurt, ótimo) e uma mulher que não consegue ouvir (Marlee Matlin, vencedora do Oscar de melhor atriz). Por mais que o roteiro não tenha maiores inspirações para tornar o filme original e seja meio formulaico, trabalha muito bem o que se propõe e alcança um excelente resultado, especialmente por causa das verossímeis interpretações que vemos na tela.

FILME: 8.0

gia

Gia – Fama e Destruição, de Michael Cristofer

Com Angelina Jolie, Elizabeth Mitchell e Faye Dunaway

3

Antes de ser premiada com um duvidoso Oscar de melhor atriz coadjuvante por Garota, Interrompida e de ser a mulher de Brad Pitt, Angelina Jolie já havia sido consagrada por esse filme feito para a televisão. Gia – Fama e Destruição rendeu para atriz o Globo de Ouro e o SAG de melhor atriz em filme feito para TV. Com todos os méritos. Temos aqui, possivelmente, o melhor trabalho da carreira da atriz, que se entrega de forma notável ao personagem. Despida (literalmente) de vaidades, Jolie tem uma personagem forte, que se entregou às drogas e mais tarde sofreu de AIDS, chegando em decadência ao fim de sua vida cheia de sucesso. O longa, no final das contas, dá mais ênfase ao declínio da modelo Gia do que ao seu sucesso e tem como maior mérito a presença corajosa de Jolie, uma vez que o resultado não difere de outras tantas biografias quadradas que vemos por aí sobre astros problemáticos.

FILME: 7.5

rodanthe

Noites de Tormenta, de George C. Wolfe

Com Diane Lane, Richard Gere e Viola Davis

25

Sabe aqueles filmes românticos com o Richard Gere que você não vê a mímina graça mas a sua mãe adora porque morre de amores pelo ator? Noites de Tormenta é isso: mais um longa estrelado por Gere que não tem nada de novo e traz tudo aquilo que já vimos antes. A diferença é que, durante todo o filme, o roteiro aposta em um tom romântico e, no final, faz um desfecho triste – e meio que repentino, já que parece que não sabiam como finalizar a história. Entretanto, é positivo constatar que o filme não chega a ser irritante ou sequer meloso, tornando-se até verossímil por causa de uma boa Diane Lane e um aceitável Gere. O empecilho é que esse tipo de história já não causa mais o efeito que causava nos anos 90, por exemplo.

FILME: 6.0

airibreathe

Ligados Pelo Crime, de Jieho Lee

Com Forest Whitaker, Brendan Fraser e Kevin Bacon

2

Ligados Pelo Crime começa até de forma interessante, mas aos poucos vai decaindo. E, no final das contas, o filme deixa a impressão de que é muito mal resolvido. A história é fraca, a estrutura narrativa “unindo os personagens” não tem efeito algum e os atores não são o suficiente para conferir algum tipo de carisma ao conjunto. Enquanto algumas partes funcionam, outras são um completo desastre. Além disso tudo, também consegue o fato de ser monótono. O resultado, portanto, é um filme B com alguns atores conhecidos e que, por alguma razão desconhecida, foram parar nesse filme fraco e sem atrativos muito elogiáveis.

FILME: 4.5

Opinião – A obsessão de Barbara

Atenção! Se você ainda não assistiu o filme “Notas Sobre Um Escândalo”, não continue a ler o texto, pois ele possui spoilers.

Confesso: como cinema, o roteiro de Notas Sobre Um Escândalo realmente não é uma preciosidade. Mas, como adaptação, é fenomenal. O trabalho de Patrick Marber não só movimentou muito mais a morna história do livro de Zoe Heller, como também deu mais complexidade e potência para a principal engrenagem da trama: o interior sentimental da protagonista Barbara Covett (Judi Dench, espetacular). Muitas pessoas acusam a personagem de ser louca por correr tanto atrás de Sheba (Cate Blanchett, subestimada) e fazer dela uma refém, mas existe uma explicação viável para tal comportamento.

Amarga e infeliz, Barbara vive uma vida completamente sozinha. O único contato mais “humano” que ela tem é com a sua gata Portia, uma vez que desdenha a todos em sua escola e não possui amizade alguma. O gênio dificil – que também pode ser interpretado como um reflexo de sua alma intelectual e demasiadamente crítica – complica a sua convivência com as pessoas. Por ser essencialmente ácida, Barbara tende a se afastar das pessoas por considerá-las medíocres, tolas e inferiores ao seu nível. E, mesmo quando se apaixona, não consegue deixar de lado essas suas fortes opiniões. Mas, ao invés de dizer o que pensa, relata tudo em um diário pessoal.

Quando conhece a professora de artes Sheba Hart, podemos notar em cena um sentimento novo na protagonista. No início, curiosidade. Depois, admiração. Logo, paixão. O homossexualismo de Barbara fica visível (enquanto no livro isso é algo bem mais sutil), tornando a protagonista ainda mais complicada diante de nossos olhos. Não pela sexualidade, mas como ela é visivelmente mal resolvida nessa parte de sua vida. Parece ser virgem e, a todo momento, anseia por algum tipo de contato físico. Quando se aproxima demais de alguma mulher, já é secretamente taxada pelos colegas como apaixonada.

O problema é que, a partir do momento em que nutre sentimentos mais fortes por Sheba, Barbara começa a perder as rédeas de seus impulsos. Principalmente quando descobre que a ingênua professora tem um caso com o aluno Steven (Andrew Simpson). Barbara vê na insegurança emocional de Sheba (casada, mas frustrada em seu casamento, procurando algo “diferente” no garoto) a grande chance de sua vida: a de ter alguém ao seu lado para sempre. Mesmo que através de chantagem. Começa, portanto, uma obsessão incontrolável pela colega – que, em sua ingenuidade, não nota que Barbara quer muito mais que uma simples companhia.

Tal comportamento descontrolado e até mesmo perigoso toma conta de Barbara, que vê em cada negação de Sheba uma ofensa, em cada distanciamento de sua amiga um motivo para vingança ou mágoa. Todas essas nuances da difícil personagem é encenada de forma espetacular por Judi Dench (a minha favorita no Oscar daquele ano), que assume a sua idade com um rosto marcado pela velhice. Dench torna as narrações em off inesquecíveis e é o que existe de melhor em Notas Sobre Um Escândalo. Uma composição impecável.

Agora, voltando ao início do texto. Barbara é taxada como louca pela maioria das pessoas. Mas, o que temos que ter em mente é que toda essa alma da protagonista é fruto de uma vida repleta de insatisfações, de objetivos nunca alcançados. Ela, de certa forma, não tem culpa de ter chegado nesse ponto.  A própria Sheba nota isso no final do longa, onde se despede de Barbara com uma certa compaixão nos olhos. Afinal, ser obsessiva não é uma escolha dela. É imposição de uma vida de completa solidão, onde o sense of touch (como diria Crash – No Limite) é inexistente. E existe maior tristeza que essa?

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Anteriormente:

A culpa do Padre Flynn, em Dúvida

A escolha de Francesca, em As Pontes de Madison

O segredo da vila, em A Vila

A verdade sobre Hanna Schmitz, em O Leitor

A felicidade de Poppy, em Simplesmente Feliz

Dez Trilhas Sonoras da Década

Atenção! Na seleção abaixo só são consideradas trilhas sonoras originais e puramente instrumentais.

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Essa é a minha trilha favorita não só da década, mas também de todos os tempos. Philip Glass é um gênio do piano – e já havia demonstrado isso antes, em seus trabalhos pessoais – mas em As Horas ele compilou a sua obra-prima. As melodias são inesquecíveis e a trilha tem um imenso poder emocional, conseguindo o feito de tocar e passar inúmeras sensações. Sem falar, óbvio, que cai como uma luva no filme de Stephen Daldry. Philip Glass, portanto, tem aqui um trabalho inesquecível, arrebatador e obrigatório.

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Desde que Philip Glass apresentou a trilha de As Horas, eu não escutava um álbum tão bem arquitetado como esse. Dario Marianelli criou composições sensacionais (a música-tema de Briony já é um marco do cinema contemporâneo), unindo emoção e pura genialidade – os arranjos que são feitos com o braulho das máquinas de escrever são geniais. O italiano conseguiu se sobressair num longa que tem diversos aspectos técnicos admiráveis e, com isso, conseguiu um incontestável Oscar por seu grande trabalho na trilha sonora.

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Considero Alexandre Desplat um dos compositores mais talentosos de sua geração. Antes de participar do filme de David Fincher, ele já havia feito trabalhos extremamente expressivos em longas como A Rainha e O Despertar de Uma Paixão. No entanto, foi em O Curioso Caso de Benjamin Buton que ele estava em seu melhor momento. Sendo de grande importância na história, a trilha tem grandes momentos de melancolia e tem o poder de passar a emoção que, ao menos pra mim, o filme não conseguiu passar com tanto êxito.

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A melhor parceira entre James Newton Howard e o diretor M. Night Shyamalan se encontra em A Vila. O que mais chama a atenção nesse trabalho de Howard é a forma como ele criou um excelente clima para a história – não se limitou em apenas fazer uma trilha de suspense, já que também deu vários toques dramáticos em algumas composições. Com uma forte presença de violino na maioria das canções, Howard construiu um álbum exemplar, cheio de vitalidade e que mostra que trilhas de suspense podem ir muito além do básico.

jaho

James Horner é um dos melhores compositores da atualidade. Já teve momentos memoráveis (Titanic, por exemplo) e consegue surpreender com muita frequência. Em Casa de Areia e Névoa ele conseguiu alcançar outro resultado espetacular e adicionou mais uma indicação ao Oscar para seu arquivo. Suas composições narram muito bem a trajetória dos personagens e, acima de tudo, são expressivamente originais, com momentos de grande brilhantismo. Acompanhamos aqui desde o simples piano emocionante até o estilo mais complexo de musicalidade.

jafi

Jan A.P. Kaczmarek não é um profissional que sai por aí fazendo milhares de trilhas. Mas, quando participa de alguma projeto, sempre demonstra uma habilidade única. Recentemente criou um grande trabalho para Ao Entardecer, mas antes já havia sido coroado com o Oscar por Em Busca da Terra do Nunca. Kaczmarek criou uma trilha totalmente condizente com a proposta do diretor Marc Forster para o longa, obtendo resultados emocionantes e encantadores, em um álbum que nunca cansa ou perde a magia.

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Fiquei muito em dúvida na hora de escolher uma trilha de Yann Tiersen para essa lista. Tiersen, que é um dos estrangeiros mais talentosos da contemporâneidade, realizou um lindo trabalho em Adeus, Lenin!, mas é em O Fabuloso Destino de Amélie Poulain que ele demonstra maior vitalidade e originalidade – se é que isso é possível. Unindo típicas melodias francesas com ritmos que transbordam vivacidade, ele compilou uma das melhores trilhas do cinema euroupeu, trazendo um tom todo especial para a história da jovem Amélie Poulain (Audrey Tautou).

mira

Trilhas sonoras são fundamentais em desenhos animados, porque falam pelos personagens e passam todo o clima que a produção animada quer transmitir. A Pixar se deu conta disso e realmente está caprichando em suas escolhas sonoras. Prova disso é a grande trilha que Michael Giacchino fez para Ratatouille. Se o desenho em si já é magnético, a trilha conseguiu o feito de se sobressair, sendo um dos aspectos mais contagiantes do longa. Giacchino só não venceu o Oscar por esse trabalho porque concorria no mesmo ano que Desejo e Reparação.

jome

Todo mundo sabe que Memórias de Uma Gueixa é terrivelmente falho nos principais aspectos (direção e roteiro) mas que impressiona a cada minuto nos setores técnicos. Além da cuidadosa maquiagem, da linda fotografia e da belíssima direção de arte, temos também uma inspirada trilha sonora do mestre John Williams. O resultado tem destaque porque não se foca apenas nas habituais sonoridades orientais; também se dá o direiro de ser mais original, com belas composições tocadas em emocionantes flautas e violinos.

jala

A inesquecível Pan’s Labyrinth Lullaby é o ponto alto dessa melancólica trilha de O Labirinto do Fauno. Javier Navarrete recebeu uma merecida indicação ao Oscar por sua bonita trilha, que é um dos melhores pontos do longa de Guillermo Del Toro. Imprimindo um tom muito dramático para a fantasiosa história, o resultado alcançando por Navarrete é extremamente interessante, que consegue alcançar os sentimentos do espectador – principalmente nos últimos momentos do roteiro.

As vozes de Streep

Com o lançamento de Julie & Julia se aproximando, temos em vista mais uma representação de Meryl Streep reproduzindo algum sotaque. Esse vídeo mostra todas as “vozes” que Meryl Streep já usou em sua carreira. Qual o seu sotaque favorito da atriz?

E atualizando… Trailer de “It’s Complicated”, novo filme da Meryl.

A gripe AH1N1 chegou aos sets de Brothers&Sisters. Um membro da equipe (que não foi identificado) contraiu a doença e as filmagens foram interrompidas para minimizar o risco de contágio. Sally Field foi quem solicitou a a suspensão do trabalho, preocupada principalmente com a colega Rachel Griffiths, que tem um filho recém-nascido.

Últimas Trilhas Sonoras

Finding Neverland, por Jan A.P. Kaczmarek

45

Impressionante o resultado alcançado por Jan A.P. Kaczmarek nessa trilha de Em Busca da Terra do Nunca. O que mais chama atenção é como Kaczmarek cria um estilo totalmente encantandor e o mantem com muita segurança durante toda a trilha. Em nenhum momento o álbum soa repetitivo; muito pelo contrário, nunca deixa de conquistar. Para mim, a faixa marcante é a This is Neverland, aquela que toca quando a Kate Winslet entra na Terra do Nunca. Mas são tantas memoráveis que é difícil fazer um grupo de favoritas. O único porém da trilha é o já citado: é um estilo que se repete, não chegando a variar muito.

The Sound of Music, por Vários

45

A Noviça Rebelde já tem uma produção toda caprichada, ótimos desempenhos e um excelente roteiro. As músicas incrementam a produção, sendo o principal fio condutor da história de Maria Von Trapp (Julie Andrews, impecável). Andrews arrasa em cada canção e todo o elenco também. Gosto especialmente de The Sound of Music, Something Good e So Long, Farewell, mas é impossível não gostar do resultado completo desse álbum – no máximo você vai encontrar algumas canções que são inferiores ao conjunto geral. Mero detalhe de uma trilha encantadora e que é um marco na história dos musicais.

Walk the Line, por Vários

4

Johnny & June sem o grande desempenho de Joaquin Phoenix e a simpatia (não confunda simpatia com interpretação como o Oscar confundiu) de Reese Witherspoon não seria nada. Mais do que isso, o longa de James Mangold também não teria o mesmo charme se não tivesse uma trilha tão agradável como essa. Pra ser sincero, a voz de Johnny Cash e June Carter não fizeram tanta falta, já que Reese e Phoenix deram conta do recado. Algumas canções são especialmente empolgantes, como Get Rhythm, It Ain’t Me Babe e Jackson e até as mais comuns conseguem imprimir algum clima de boa musicalidade para o longa.

The Boy in the Striped Pajamas, por James Horner

4

Já faz um certo tempo que James Horner entrou na minha lista de compositores favoritos. Titanic, Uma Mente Brilhante e, principalmente, Casa de Areia e Névoa são exemplos marcantes do compositor. No filme O Menino do Pijama Listrado ele realiza outra trilha respeitável, que possui muito das características típicas de Horner. Grandiosa e singela ao mesmo tempo, a trilha sonora é excelente, com resultados muito interessantes e que dão ao filme de Mark Herman um tom todo especial.

Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, por John Williams

4

John Williams fez um excelente trabalho nos dois primeiros filmes de Harry Potter. Mas, sinceramente, não considero marcante como muitos dizem. Agora, nesse terceiro filme ele se reinventou completamente – junto com toda a série. Os arranjos mudaram o estilo e temos uma trilha muito mais variada, original. Algumas composições de Williams realmente marcam – e podemos tomar como exemplo A Window to the Past, melancolicamente tocada em flauta e que dá um tom musical mais competente para a saga do jovem bruxo. Pena que Williams tenha saído da série em um momento de inspiração, mas como Nicholas Hooper fez um trabalho igualmente bom, não temos muito do que reclamar.

Central do Brasil, por Jacques Morelenbaum e Antonio Pinto

4

Central do Brasil já é um longa brasileiro todo diferenciado se comparado com as típicas produções do nosso país. A trilha sonora composta por Jacques Morelenbaum e Antonio Pinto segue o mesmo caminho e é um diferencial do nosso cinema, longe dos exageros que estamos acostumados a ver nesse setor do cinema brasileiro. Só o tema principal, Central do Brasil, já merece aplausos por criar uma melodia tão inesquecível. Além da diversidade musical, a trilha ainda traz a voz de Fernanda Montenegro lendo a carta de despedida de sua personagem em A Carta de Dora, que é simplesmente emocionante.