A Bela Junie

Direção: Chritophe Honoré
Elenco: Léa Seydoux, Louis Garrel, Grégoire Leprince-Ringuet, Esteban Carvajal-Alegria, Simon Truxillo, Jacob Lyon
La Belle Personne, França, 2008, Drama, 90 minutos, 14 anos
Sinopse: Após a morte de sua mãe, Junie (Léa Seydoux) muda-se para um novo colégio onde conhece Otto (Grégoire Leprince-Ringuet), um timído rapaz de quem vira amiga. Nesse tempo, ela se apaixona por seu professor de italiano, Nemours (Louis Garrel).

“Irregular em algumas histórias, mas bem sucedido em outras, A Bela Junie tem resultado mediano por ter problemas de roteiro.”
Já virou uma parceria do estilo Tim Burton + Johnny Depp. O diretor Christophe Honoré e o ator Louis Garrel estão constantemente trabalhando juntos. A Bela Junie representa mais um trabalho dos dois. Só que dessa vez, o resultado não passa do regular e o longa não consegue transmitir muita segurança ou interesse para o espectador. Na verdade, Louis Garrel é um personagem secundário da história – que foca a sua atenção no encantamento que a Junie (Léa Seydoux) do título causa nos personagens. Seja no seu tímido colega, no seu professor de italiano ou nos seus amigos. Mas, por um outro lado, a Junie é igualmente confusa e, no seu interior, é cheia de problemas.
O roteiro trabalha os conflitos emocionais muito superficialmente e a Junie, no final das contas, soa mais como uma garota sem vida do que como uma pessoa encantadora como a sinopse e o título indicam. Mas, isso não é empecilho para a triz Léa Seydoux, que tem bom desempenho aqui. Se, por um lado, A Bela Junie peca ao traçar a jornada da protagonista, acerta nas histórias secundárias. Especialmente nos casos amorosos de Nemours (Louise Garrel) com alunas e colegas de trabalho e nos relacionamentos adolescentes na escola da história (e nisso também se inclui uma relação homossexual que aparece timidamente).
Incluindo uma tomada onde um personagem começa a cantar para expressar seus sentimentos – exatamente como aconteceu em outro filme de Honoré, o Em Paris – o longa-metragem tem pontos positivos, mas, às vezes, se estima demais, achando que é intelectual e cult. Isso termina por tirar a simplicidade que poderia existir em A Bela Junie. Mais vale um filme simples e efetivo do que um filme complexo e sem muita eficiência. Contudo, vale ressaltar que é uma história boa. Só ficou devendo maior dinamismo.
FILME: 6.5














