Depois de comentar as indicações ao Oscar de Julianne Moore, prossigo essa série de posts com a recordista de nomeações, Meryl Streep. Dividi essa edição em duas partes. Quem quiser dar dicas de algum ator para o próximo post, é só deixar um comentário!

1979 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Dyan Cannon (O Céu Pode Esperar)
Maggie Smith (California Suite)
Maureen Stapleton (Interiores)
Meryl Streep (O Franco-Atirador)
Penelope Milford (Amargo Regresso)
Em sua primeira indicação ao Oscar, Meryl Streep não tinha como concorrer com a veterana Maggie Smith, que estava impecável em California Suite. Mas, a primeira nomeação para ela não poderia ser mais justa. Streep, apesar de ter espaço extremamente limitado em O Franco-Atirador, chamava a atenção em cada minuto que aparecia. Iluminava a cena e ainda já mostrava alguns traços da excelente atriz que estava nascendo para o cinema. A nomeação, portanto, já foi uma vitória para ela, que, a partir desse momento, não parou mais.

1980 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Barbara Barrie (Correndo Pela Vitória)
Candice Bergan (Encontros e Desencontros)
Jane Alexander (Kramer vs. Kramer)
Mariel Hemingway (Manhattan)
Meryl Streep (Kramer vs. Kramer)
É um papel limitadíssimo, mas que confere grandes momentos de Streep. As cenas nos tribunais de Kramer vs. Kramer são um arraso e a atriz tira proveito disso, utilizando todo o seu talento para emocionar como a mãe relapsa e arrependida que quer seu filho de volta depois de abandoná-lo. Era fato consumado: Streep estava arrasadora e, mais uma vez, provou que consegue grandes feitos mesmo quando tem pequenas participações. O Oscar não podia ser mais justo e ela, definitivamente, se firmou como uma das grandes revelações daquela temporada.

1982 – MELHOR ATRIZ
Diane Keaton (Reds)
Katharine Hepburn (Num Lago Dourado)
Marsha Mason (Doce Sabor de Um Sorriso)
Meryl Streep (A Mulher do Tenente Francês)
Susan Sarandon (Atlantic City)
Primeiro papel de grande repercussão de Meryl como protagonista. O filme é um pouco estranho, mas esse é um dos desempenhos mais interessantes dela – em especial porque Meryl tem dos papéis bem distintos. O ano, sem dúvida, era concorrido, onde ela concorria com outras ótimas atrizes como Susan Sarandon (boa em Atlantic City, mas longe de apresentar um desempenho mais significativo) e Diane Keaton (pelo elogiado Reds). Perdeu para a lenda Katharine Hepburn, que aqui batia o recorde de vitórias entre as atrizes e parecia não dar chances para as suas concorrentes.

1983 – MELHOR ATRIZ
Debra Winger (A Força do Destino)
Jessica Lange (Frances)
Julie Andrews (Vítor ou Vitória?)
Meryl Streep (A Escolha de Sofia)
Sissy Spacek (Desaparecido – Um Grande Mistério)
Nesse ano, não tinha pra ninguém. Meryl Streep vinha mais intensa do que nunca. Não só vinha com a melhor interpretação de sua carreira até então, como também apresentava um dos desempenhos mais marcantes da história do cinema. Arrebatadora como a mãe que tem que escolher entre um de seus dois filhos em pleno nazismo, a atriz se firmou, definitivamente, como um dos grandes nomes de sua geração. A partir daqui, o prestígio dela só cresceu e, a cada trabalho, conquistava ainda mais fãs e admiradores.

1984 – MELHOR ATRIZ
Debra Winger (Laços de Ternura)
Jane Alexander (Herança Nuclear)
Julie Walters (O Despertar de Rita)
Meryl Streep (Silkwood – O Retrato de Um Coração)
Shirley MacLaine (Laços de Ternura)
Talvez, pela fraca concorrência, Streep conseguiu concorrer mais uma vez ao Oscar por seu desempenho em Silkwood – O Retrato de Um Coração. Não que a atuação seja insatisfatória, mas ela só conseguiu alcançar um nível linear, sem maiores nuances. Mas, vale lembrar que a culpa é do roteiro esquemático. O prêmio, portanto, foi parar nas mãos da ótima Shirley MacLaine, que estava em um momento inspirado no longa Laços de Ternura – que também recebeu o prêmio de ator coadjuvante para o igualmente competente Jack Nicholson.

1986 – MELHOR ATRIZ
Anne Bancroft (Agnes de Deus)
Geraldine Page (O Regresso Para Bountiful)
Jessica Lange (Um Sonho, Uma Lenda)
Meryl Streep (Entre Dois Amores)
Whoopi Goldberg (A Cor Púrpura)
Atuando com grande louvor e competência no grande épico de sua carreira, Streep segurou as rédeas desse filme que tem toques de grandiosidade e que, facilmente, poderiam ofuscá-la. Não é o que acontece. Ela se sobressai e, mais uma vez, merece sua indicação ao Oscar com todos os louvores. Só não levou mais uma vez porque a Academia estava em grande débito com a ótima Geraldine Page que, em O Regresso Para Bountiful, apresentou um desempenho muito singelo, nostálgico e sincero – que tocou o coração de muita gente.

1988 – MELHOR ATRIZ
Cher (Feitiço da Lua)
Glenn Close (Atração Fatal)
Holly Hunter (Nos Bastidores da Notícia)
Meryl Streep (Ironweed)
Sally Kirkland (Anna)
Ironweed tem um certo público que admira as atuações de Jack Nicholson e Meryl Streep. Eu, particularmente, não sou muito fã. Ambos os atores são prejudicados por um roteiro fraco, que conta toda a história de forma muito parada e monótona. Hector Babenco, o diretor, também não aparece inspirado atrás das câmeras. Portanto, Streep não merecia uma vitória nesse ano. Especialmente porque outras estrelas como Cher estavam em alta. Mas, a minha favorita aqui era Glenn Close, que apresentava uma marcante atuação em Atração Fatal.

1989 – MELHOR ATRIZ
Glenn Close (Ligações Perigosas)
Jodie Foster (Acusados)
Melanie Griffith (Uma Secretária de Futuro)
Meryl Streep (Um Grito no Escuro)
Sigourney Weaver (Na Montanha dos Gorilas)
Nesse ano, as três principais concorrentes tinham papéis femininos muito fortes. Glenn Close, como a gélida Marquesa de Marteuil em Ligações Perigosas, Jodie Foster como a duvidosa vítima de um estupro em Acusados e Meryl Streep como a mãe que tenta provar que a morte de seu filho não foi sua culpa em Um Grito No Escuro. Todas ótimas. Mas, tanto Close como Foster apareciam beneficiadas por aparições mais intensas, já que Streep tinha uma interpretação sutil, de gestos (que foi premiada em Cannes). Particularmente, considero esse ano a melhor oportunidade que a Academia teve para celebrar Glenn Close…