Jogando Com Prazer

Direção: David Mackezie
Elenco: Ashton Kutcher, Anne Heche, Margarita Levieva, Sonia Rockwell, Hart Bochner, Thomas Kijas
Spread, EUA, 2009, Drama, 95 minutos, 16 anos
Sinopse: Para Nikki (Ashton Kutcher) a vida é um jogo bem simples: ou você é a caça ou o caçador. Ele se considera um cara muito esperto e sabe que a beleza e juventude são suas melhores cartas. Freqüentando grandes festas nos melhores clubes e nas maiores mansões de Los Angeles, ele passa os dias e as noites aproveitando o melhor que a vida pode dar. Com Samantha (Anne Heche), sua última conquista, ele ganhou tudo que sempre sonhou. Porém, ao encontrar Heather (Margarita Levieva), uma sedutora garçonete, ele descobre que as regras do jogo acabaram de mudar e agora ele vai ter que decidir se vai querer continuar jogando.

Podemos encontrar vários traços de Alfie – O Sedutor em Jogando Com Prazer. Ambos os filmes narram a história de homens sedutores e que são fantásticos com mulheres na cama, mas que não conseguem êxito quando as relações começam a caminhar pro lado sentimental. Tanto o Alfie vivido pelo Jude Law quanto o Nikki vivido pelo Ashton Kutcher são homens sexuais, que têm medo do contato emocional. Mas, se o Alfie tinha empatia e era cercado por mulheres ainda mais interessantes, Nikki é justamente o contrário: canastrão até o último fio de cabelo e com figuras femininas sem graça.
Jogando Com Prazer, na realidade, é um produto para divulgar os dotes físicos de Ashton Kutcher. Kutcher se mostra mais à vontade do que nunca, protagonizando as cenas mais ousadas de toda a sua carreira. Portanto, prepare-se para ver muito sexo e pouca história. O filme é basicamente isso: as aventuras sexuais do protagonista e como ele mudou quando conheceu uma mulher que finalmente conquistou o seu coração. Premissa batida e que aqui não é tratada de forma diferente, em uma sucessão de clichês onde o que mais se destaca são as tórridas cenas de Kutcher com as atrizes em cena.
Kutcher se sai bem ao imprimir um tom de cafajeste para o personagem, mas o roteiro é fraco demais para o ator conseguir demonstrar maior empatia – até porque a narração em off não ajuda nem um pouco. O elenco de suporte, onde a que mais tem atenção é a Anne Heche, é irrelevante, já que toda a história é centrada justamente nas aventuras vividas pelo personagem de Kutcher. Jogando Com Prazer é bobinho e mal realizado. Não ofende ninguém, mas é um atentado à boa vontade de cinéfilos exigentes. Mas, quem sabe, pode até divertir o público que vê em Kutcher o que a Demi Moore vê…
FILME: 5.0











