2012

Direção: Roland Emmerich
Elenco: John Cusack, Amanda Peet, Danny Glover, Chiwetel Ejiofor, Woody Harrelson, Thandie Newton, Oliver Platt
EUA, 2009, Aventura, 150 minutos, 12 anos
Sinopse: Em 2008, o presidente americano (Danny Glover) convoca uma reunião de emergência com as principais potências para conversar sobre um grande perigo para a humanidade. Os anos passam e, com a proximidade de 2012, as autoridades decidem que não é mais possível conter o perigo eminente que pode significar o fim do mundo. Com isso, colocam em prática o plano iniciado anos atrás, sob o comando dos cientistas Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) e Carl Anheuser (Oliver Platt). Enquanto isso, o escritor Jackson Curtis (John Cusack) leva sua vida de marido separado, pai de dois filhos, como motorista de limusine e tendo que aturar as reclamações da ex esposa (Amanda Peet). Ao levar os filhos para passear, ele descobre os primeiros sintomas da destruição do planeta.

Décadas vão se passar e Roland Emmerich ainda vai estar fazendo o mesmo tipo de filme. Ele e Michael Bay são profissionais que não possuem conteúdo algum, o que fica bem evidente nos filmes que produzem – são longas sempre com aquele efeito pipoca, para se assistir com o cérebro desligado. Mas se Bay comete o pecado de sempre incutir situações de mal gosto e humor tosco, Roland Emmerich não o faz. Ao menos não fazia até esse 2012, que é a grande piada do ano.
A profecia maia de que, em determinado momento do ano de 2012, o mundo supostamente chegará ao fim é mero pretexto para que Emmerich possa, novamente, gastar milhões de dólares explodindo o mundo. Não existe fundamento teórico em 2012, é tudo aleatório. Não era de se esperar algo diferente de um diretor que fez O Dia Depois de Amanhã (esse sim, um verdadeiro guilty pleasure), mas bem que ele podia não ter sido tão ganancioso. Encontramos aqui um filme que quer se mostrar movimentado a cada minuto, que quer mostrar que é uma produção monumental. Para isso, traz muitas reviravoltas e muita ação.
O roteiro não poderia ser mais desastroso. São longos 150 minutos de puro clichê (literalmente, é um atrás do outro e dos mais insuportáveis que você possa imaginar), onde fica evidente que cada acontecimento da história é motivo pra explosão, pra correria. Falando nisso, é preciso muita boa vontade pra acreditar nas cenas de ação, que desafiam o limite de aceitação do espectador em relação ao absurdo. Unimos a isso personagens irrelevantes, explicações didáticas aleatórias, abordagens dramáticas lastimáveis e desenvolvimento mal construído.
2012 é um dos fortes candidatos a pior filme do ano. Chega a causar risadas involuntárias de tão sem noção que é. Aspectos consideráveis existem, como os efeitos especiais dignos de Oscar (eles, realmente, são de deixar o espectador de boca aberta) e a parte sonora que é impecável. Mas é uma pena ver que Roland Emmerich – antes um realizador de filmes-pipoca compentente – tenha se encaminhado para a mediocridade definitiva. E de forma tão desastrosa…
FILME: 3.5

















