As indicações ao Oscar de… Cate Blanchett

1999 – MELHOR ATRIZ
Fernanda Montenegro (Central do Brasil)
Cate Blanchett (Elizabeth)
Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado)
Emily Watson (Hilary & Jackie)
Meryl Streep (Um Amor Verdadeiro)
Ao passo que Meryl Streep só estava presente para cumprir tabela e para ser superestimada (é o único caso onde ela não merecia uma indicação, até por não ser a principal atriz da história), todas as outras cumpriam com muitos méritos seus respectivos papéis de protagonistas. Todas, com exceção da própria vencedora Gwyneth Paltrow, que não fez absolutamente nada de notável em Shakespeare Apaixonado. O caso dela é muito parecido com o de Sandra Bullock em Um Sonho Possível: ambas venceram em uma lista onde todas as outras interpretações eram superiores. Minha favorita era Fernanda Montenegro. Não por ser nossa conterrânea. Ela estava mesmo fenomenal em Central do Brasil. Mas, não seria nada injusto ou desmerecido ver Cate Blanchett vencendo por um dos papéis mais marcantes de toda a sua carreira.

2005 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Cate Blanchett (O Aviador)
Natalie Portman (Closer – Perto Demais)
Laura Linney (Kinsey – Vamos Falar de Sexo)
Sophie Okonedo (Hotel Ruanda)
Viriginia Madsen (Sideways – Entre Umas e Outras)
Cate Blanchett foi ganhar o primeiro Oscar da sua carreira justamente por sua indicação mais sem graça. Okay, ela fez uma boa representação em O Aviador, mas não passou de uma interpretação no piloto-automático. Parece que Cate faz apenas o que deve ser feito dentro dos moldes esquemáticos para se ganhar um prêmio por uma cinebiografia. Ela só faz o necessário, não vai além. Portanto, é de se lamentar que outras interpretações mais marcantes e viscerais como a de Natalie Portman em Closer e a de Sophie Okonedo em Hotel Ruanda (essa, de qualquer forma, nunca ganharia mesmo) tenham sido deixadas de lado. O prêmio foi pelo talento que a atriz já havia demonstrado em trabalhos anteriores e não necessariamente por excelência na interpretação desse filme.

2007 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Rinko Kikuchi (Babel)
Adriana Barraza (Babel)
Abigail Breslin (Little Miss Sunshine)
Jennifer Hudson (Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho)
Cate Blanchett (Notas Sobre Um Escândalo)
Judi Dench dá um show em Notas Sobre Um Escândalo. Mas, fico desapontado ao ver que tanta gente desdenhou Cate Blanchett. Ela até poderia não ser merecedora do Oscar desse ano, mas, certamente, não merecia ser tão preterida. Ela está ótima no filme de Richard Eyre. Quanto as outras indicadas, Jennifer Hudson levou pelo calor da hora, já que, se formos analisar hoje, seu prêmio foi completamente desnecessário. Se fosse para celebrar um novo talento e para impulsionar uma carreira, Abigail Breslin era a escolha ideal. Tanto, que ela se mostrou bem feliz em suas escolhas após a indicação. Bem mais que Hudson, cujo trabalho mais relevante após o prêmio foi uma cafona participação no filme de Sex and the City. No entanto, não teria sido nem um pouco injusto se o Oscar fosse da Rinko Kikuchi. Por merecimento, ela era a real merecedora. Por política, fico com Abigail mesmo. De todas as indicadas, era a que mais seria beneficiada pelo reconhecimento. Porque, de fato, ela estava excelente em Pequena Miss Sunshine e em seus filmes posteriores.

2008 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Cate Blanchett (Não Estou Lá)
Tilda Swinton (Conduta de Risco)
Saoirse Ronan (Desejo e Reparação)
Ruby Dee (O Gângster)
Amy Ryan (Medo da Verdade)
Tilda Swinton sempre foi boa atriz e está ótima em Conduta de Risco. Um reconhecimento para ela não foi nada injusto. Contudo, ficaria mais contente caso Cate Blanchett vencesse por sua impecável representação de Bob Dylan em Não Estou Lá. O filme é cheio de problemas e meio tedisoso, mas a atriz é o ponto alto de toda a história. Versátil na medida exata, Blanchett trouxe o melhor retrato do cantor. Em menor escala, também torcia para Saoirse Ronan, que foi um dos aspectos mais marcantes do maravilhoso Desejo e Reparação. Ruby Dee, por um outro lado, era a única que não merecia estar nessa lista, ao passo que Amy Ryan não tinha muitas chances de vencer e nem era muito merecedora.

2008 – MELHOR ATRIZ
Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor)
Ellen Page (Juno)
Laura Linney (A Família Savage)
Julie Christie (Longe Dela)
Cate Blanchett (Elizabeth – A Era de Ouro)
Condenada por estar “exagerada” em Elizabeth – A Era de Ouro, Cate Blanchett mereceu sim a sua indicação, visto que uma certa Ellen Page também foi nomeada desnecessariamente apenas por ser ela mesma em Juno. Não era um ano tão forte para as atrizes, mas existia um duelo nervoso entre Marion Cotillard e Julie Christie. Para mim, ninguém poderia concorrer contra o singular desempenho da francesa, mas a sua vitória não era tão certa assim. Mas, não tinha como ninguém vencer de Cotillard e vale ressaltar também que ainda existia uma Laura Linney no melhor desempenho de sua carreira (ela era a minha segunda opção). Blanchett, então, estava ali apenas para assistir a vitória de outra concorrente.
















