
1989 – MELHOR ATOR
Dustin Hoffman (Rain Man)
Edward James Olmos (Stand and Deliver)
Gene Hackman (Mississipi em Chamas)
Tom Hanks (Quero Ser Grande)
Max Von Sydow (Pelle, o Conquistador)
Conseguindo sua primeira indicação por um tipo de filme que normalmente não é reconhecido pela Academia, Tom Hanks parece ter a simpatia dos votantes. No entanto, ele não tinha chances contra o grande favorito Dustin Hoffman. O veterano ator ganhou sua segunda estatueta por várias razões, entre elas por fazer parte de um filme datadoque fez sucesso entre os prêmios e também por fazer aquele velho tipo de papel de pessoa com problemas mentais que a Academia adora reconhecer. Hanks, portanto, teve que se contentar com uma indicação.

1994 – MELHOR ATOR
Daniel Day-Lewis (Em Nome do Pai)
Tom Hanks (Filadélfia)
Liam Neeson (A Lista de Schindler)
Laurence Fishburne (What’s Love Got to do With It)
Anthony Hopkins (Vestígios do Dia)
Nessa que, talvez, seja a interpretação mais completa de sua carreira, Hanks deu um show. Além de Filadélfia ser um filme sobre luta, preconceito e coragem, também consegue ser muito humano no retrato que faz do seu protagonista. Portanto, prêmio mais do que merecido para uma atuação emblemática e cheia de ótimos momentos – que, claro, são ajudados por um filme muito bem realizado e até emotivo (quem não se emociona na cena final ao som de Philadelphia, do Neil Young?). Os outros concorrentes também tinham nomes de peso, como Anthony Hopkins e Daniel Day-Lewis (esse em desempenho muito competente, mas que tinha contra si o fato de já ter uma estatueta em casa). No páreo ainda tinha Liam Neeson no clássico A Lista de Schindler. No entanto, o ano era de Hanks mesmo.

1995 – MELHOR ATOR
Tom Hanks (Forrest Gump – O Contador de Histórias)
John Travolta (Pulp Fiction – Tempo de Violência)
Morgan Freeman (Um Sonho de Liberdade)
Nigel Hawthorne (As Loucuras do Rei George)
Paul Newman (O Indomável)
Se Tom Hanks perdeu na sua primeira indicação ao Oscar para um vencedor que representava uma pessoa com problemas mentais, foi a vez Hanks ganhar o Oscar com um papel desses. Não sou admirador de Forrest Gump, mas devo reconhecer a ótima composição do ator para o filme. De fato, era o melhor entre os indicados, ainda que rivalizasse com John Travolta em um dos melhores momentos de sua carreira em Pulp Fiction. Morgan Freeman também tinha sua credibilidade, mas deveria ter vencido o prêmio anteriormente por Conduzindo Miss Daisy, onde ele estava impecável ao lado de Jessica Tandy. Mas, em função do buzz em torno do filme e de seu ótimo desempenho, Hanks levou, merecidamente, pela segunda vez.

1999 – MELHOR ATOR
Tom Hanks (O Resgate do Soldado Ryan)
Ian McKellen (Deuses e Monstros)
Roberto Benigni (A Vida é Bela)
Edward Norton (A Outra História Americana)
Nick Nolte (Temporada de Caça)
Ano muito polêmico para a categoria. Tem gente que despreza por completo o prêmio para Roberto Benigni (alguns, inclusive, definem o ator como o Didi italiano), mas A Vida é Bela estava em alta aquele ano e o ator ajudava a construir a emoção desse ótimo filme. Era meio improvável – e até meio exagerado – que Tom Hanks levasse um terceiro Oscar por O Resgate do Soldado Ryan. Principalmente por um trabalho que não merecia tanto reconhecimento. Era mais fácil, por exemplo, Ian McKellen vencer por Deuses e Montros. Mesmo que, na época, muita gente considerasse Hanks como uma forte possibilidade, ao meu ver, ele era carta fora do baralho.

2001 – MELHOR ATOR
Ed Harris (Pollock)
Tom Hanks (Náufrago)
Geoffrey Rush (Contos Proibidos do Marquês de Sade)
Russell Crowe (Gladiador)
Javier Bardem (Antes do Anoitecer)
Não seria nada injusto Tom Hanks receber um prêmio por sua dedicada e notável performance em Náufrago. Contudo, o ano, claramente, pertencia aos atores que ainda não possuiam a estatueta. Se Ed Harris e Geoffrey Rush tinham papéis biográficos, Javier Bardem vinha cheio de vitalidade em Antes do Anoitecer e Russel Crowe estava começando a trilhar seus melhores momentos com Gladiador (ainda assim, seu trabalho em Uma Mente Brilhante é mais interessante). Não tenho um cadidato favorito, mas todos estavam em ótimo momento.