Cinema e Argumento

51º Festival de Cinema de Gramado #2: “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho

cena-de-retratos-fantasmas-novo-longa-de-kleber-mendonca-filho-em-sessao-especial-no-festival-de-cannes-2023-1681418975887_v2_4x3

É impressionante como, em apenas uma década, Kleber Mendonça Filho se tornou uma das principais vozes do cinema brasileiro e, sem dúvida, um de nossos cineastas mais respeitados no exterior. Mais do que a grife acoplada a seu nome, Kleber tem uma identidade muito própria como realizador. Identidade que vem sendo lapidada com O Som ao Redor, Aquarius, Bacurau e, agora, Retratos Fantasmas, que fez sua estreia nacional no 51º Festival de Gramado fora de competição. O documentário é diferente de tudo o que ele realizou até agora, o que é sempre um bom sinal ao mesmo tempo em que também pode frustrar o público não tão sintonizado com o tema em questão.

A sinopse indica que Retratos Fantasmas é o relato do centro de Recife no século XX a partir das salas de cinema que movimentavam a população e ditavam comportamentos. No entanto, o filme rompe as fronteiras da simples homenagem ao cinema e parte para uma série de outros assuntos e reflexões — talvez até em excesso, principalmente quando falamos de um documentário inteiramente narrado por uma única voz (no caso, a de Kleber) e construído basicamente em cima de imagens de acervo. Entre as tantas coisas abarcadas, estão ali, por exemplo, várias memórias pessoais do diretor, registros históricos da cultura recifense, o cinema visto como lar e um tom memorialístico que se equilibra entre tudo o que já se foi e o que não está mais aqui.

O primeiro capítulo dos três apresentados pelo longa é, de longe, o meu favorito. Isso porque Kleber decide partir de seu íntimo para depois chegar ao centro cultural da cidade, permitindo que Retratos Fantasmas não seja “apenas” um filme sobre cinemas de rua. Do micro ao macro, o documentário explora, neste primeiro segmento, a relação do cineasta com a importante figura de sua mãe e, principalmente, a importância que o apartamento comprado por ela teve em sua formação como realizador, a ponto de ser um dos principais cenários de O Som ao Redor, seu longa-metragem de estreia. Revisitando a sua própria filmografia, Kleber não se preocupa em fazer desse um exercício de ego, e sim de perspicazes observações sobre como aquele espaço é a síntese perfeita de inúmeras transformações vividas por ele, pela cidade e pelo cinema em si.

Já os outros capítulos não me entusiasmam tanto, ainda que sigam apresentando um texto muito sagaz escrito pelo diretor. Por termos apenas a perspectiva de Kleber em uma narração praticamente ininterrupta, Retratos Fantasmas acaba se tornando um tanto exaustivo, especialmente para aqueles que, leigos no assunto, propuseram-se a embarcar em um documentário tão específico, seja sobre salas de cinema ou sobre o cenário cultural de Recife. Não que a especificidade seja um problema — ela não é, inclusive porque o roteiro dá conta de fazer as devidas contextualizações —, mas, em certos casos, ela será a régua pela qual mediremos nossa sintonia com o resultado, e esse é um ponto importante a ser considerado sobre Retratos Fantasmas.

De um ponto de vista formal, o documentário lida muitíssimo bem com o rico material de acervo que é estruturado com esmero. Mesmo o material estático, como fotos e recortes de jornais, ganha certa interação quando Kleber se move ou se aproxima para apontar ao espectador detalhes e informações que poderiam passar despercebidas. Também é eficiente a transição de Retratos Fantasmas entre o cinema norte-americano estampado com, por exemplo, marquises e cartazes de Batman e A Escolha de Sofia, e a defesa que o longa se propõe a fazer de um cinema que é nosso e que cujas salas acabam, infelizmente, reduzidas a pó para darem lugares a igrejas ou a prédios gigantes que descaracterizam toda uma cidade. E não deixem ainda de prestar atenção na trilha sonora escolhida sob medida, de Sidney Magal com O Meu Sangue Por Você até Herb Alpert com Rise.

Cinema é uma arte curiosa porque sempre me fascino com o quanto podemos admirar um filme, mas não exatamente se afeiçoar a ele. Já havia experimentado isso com o cinema de Kleber Mendonça Filho em O Som ao Redor, o que não se repetiu em Aquarius e Bacurau (produções com as quais tenho fortes conexões, em especial com o primeiro), mas agora volta a acontecer com Retratos Fantasmas. Tal sensação me traz de volta aos elogios para a filmografia construída pelo cineasta desde a sua estreia em longas-metragens no ano de 2012. E por quê? Pelo simples fato de que, mesmo nas vezes em que não fui fisgado por seus filmes, saí de todos com vários elogios a serem tecidos. Não é qualquer realizador, brasileiro ou mundial, que alcança tamanha solidez — muito menos em um espaço tão curto de tempo.

51º Festival de Cinema de Gramado #1: o que esperar do evento e da competição deste ano?

gram51

Sem recursos da LIC, 51ª edição do evento gramadense é mais compacta. Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

O Tapete Vermelho já está estendido para o início do 51º Festival de Cinema de Gramado, que acontece hoje com a exibição dos filmes produzidos pelo Educavídeo, projeto que leva o fazer cinematográfico para as escolas municipais de Gramado. É uma pena que críticos e imprensa em geral não marquem presença nessa noite em que os jovens gramadenses se veem na tela do Palácio dos Festivais como qualquer outro cineasta que concorra ao Kikito. Digo isso porque há afeto de sobra nesse momento, e a diversão é garantida. Sem falar, claro, que é um grande incentivo para que, desde cedo, os alunos alimentem a curiosidade pelo cinema e pela cultura em geral. Ao todo, dez trabalhos serão exibidos nesta noite inteiramente dedicada ao Educavídeo.

Já amanhã, sábado, 12 de agosto, o Festival começa a todo vapor com a Mostra Gaúcha de Curtas promovida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul pela parte da tarde. Logo em seguida, Kleber Mendonça Filho se faz presente no evento para exibir o ainda inédito Retratos Fantasmas em caráter hors concours, abrindo a programação. Kleber, aliás, já exibiu todos os seus longas-metragens na Serra Gaúcha, algo de grande prestígio para o Festival. É um ponto muito positivo as sessões começarem às 17h30 porque, após Retratos Fantasmas, a mostra competitiva de longas começa com Angela, novo filme do diretor Hugo Prata. Isso sem falar nos curtas-metragens em competição, que sempre antecedem os longas. Haja fôlego!

No geral, o desafio é dos grandes, uma vez que a 50ª edição, realizada no passado, foi marcante do ponto de vista cinematográfico. Primeiro, pela própria qualidade dos filmes. Segundo, por marcos importantes, como a vitória de Noites Alienígenas, primeiro longa do Acre produzido para as salas de cinema. Por fim — e principalmente — pela admirável coesão entre os filmes brasileiros em competição, reconhecida pela imprensa como o retrato de “um Brasil em convulsão social”. Com a saída de Dira Paes da curadoria, Caio Blat assume a missão de selecionar os longas em competição ao lado de Marcos Santuario e Soledad Villamil.

Particularmente, minhas expectativas são baixas com a seleção deste ano, talvez pela falta de surpresas. Fabio Meira e Hugo Prata, que estrearam seus primeiros longas no evento, voltam a Gramado com Tia Virgínia e Angela, respectivamente. José Eduardo Belmonte que, no ano passado, exibiu O Pastor e o Guerrilheiro, também retorna, dessa vez com Uma Família Feliz. E há as vagas de cinebiografias ocupadas por Angela, baseado na vida de Angela Diniz, e Mussum, o Filmis, sobre a trajetória do eterno trapalhão-título. Como no ano passado, minha curiosidade fica com os “estreantes”: Eva Pereira com O Barulho da Noite e Petrus Cariry com Mais Pesado é o Céu. Também aposto minhas fichas em Tia Virgínia porque acho As Duas Irenes, trabalho de estreia do diretor Fabio Meira, uma pérola, além de ser estrelado por um trio talentoso de atrizes: Vera Holtz, Arlete Salles e Louise Cardoso.

Realizada sem recursos da LIC após o evento não ter sido contemplado pelo Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul, a 51ª edição do Festival de Cinema de Gramado é, no geral, mais compacta, inclusive com a exclusão da mostra competitiva de longas estrangeiros, presente no evento desde 1992. As homenagens, no entanto, seguem acontecendo, pela primeira vez consagrando apenas mulheres: Lea Garcia e Laura Cardoso recebem o Troféu Oscarito, Lucy Barreto fica com o Troféu Eduardo Abelin, Alice Braga leva para casa o Kikito de Cristal e Ingrid Guimarães é reverenciada com o Troféu Cidade de Gramado. A programação completa do evento, assim como detalhes de todos os filmes em competição, pode ser conferida em www.festivaldegramado.net.

Rapidamente: “Elementos”, “Holy Spider”, “Super Mario Bros.” e “Viver”

livingmovie

Bill Nighy recebeu sua primeira indicação ao Oscar por Viver.

ELEMENTOS (Elemental, 2023, de Peter Sohn): Do ponto de vista visual e tecnológico, Elementos exigiu um esforço descomunal da Pixar. Foram mais de 150 mil tons de cores utilizados na paleta, o que exigiu do estúdio novos computadores para a produção. É um número impressionante se compararmos, por exemplo, com o clássico Toy Story, que contabiliza apenas 294 tons. O resultado é perceptível na tela, muito em função da extensa gama de universos que coexistem na trama, com foco nos personagens de fogo, inspirados na vida do próprio diretor Peter Sohn, que se mudou da Coréia para os Estados Unidos sem falar uma palavra sequer em inglês. Esteticamente, trata-se mesmo de uma festa para os olhos — talvez mais pela quantidade de personagens e cenários do que pelo conceito em si —, o que sustenta bastante o entretenimento diante de uma história sem grandes insights. Falta tempero ao clássico conflito envolvendo dois personagens de universos opostos que criam um laço afetivo para desgosto dos pais e das tradições. Os protagonistas são simpáticos e o modo como Elementos brinca com o cruzamento entre dois mundos também, mas o roteiro escrito pelo trio Brenda Hsueh, John Hoberg e Kat Likkel é plano ao lidar com dilemas que a própria Pixar já explorou um sem número de vezes vezes. E o fato de Peter Sohn não ser um diretor exatamente inventivo deixa Elementos limitado à escala do apenas simpático.

HOLY SPIDER (idem, 2022, de Ali Abbasi): Na cidade iraniana de Mashad, prostitutas começam a ser assassinadas, e a suspeita é a de que há um serial killer metódico envolvido nos crimes. Intrigada pela situação, uma destemida repórter (Zar Amir Ebrahimi, premiada como melhor atriz no Festival de Cannes por seu desempenho) viaja até o local para escrever sobre o caso e abraça a investigação munida de fortes convicções e posicionamentos, a ponto de se envolver mais do que o esperado em todo o enredo. Holy Spider, portanto, nos dá a ideia de esse será o centro da trama, inclusive porque seria o ponto de vista natural para um filme que se propõe a abordar a misoginia. Não é o que acontece porque o diretor e roteirista Ali Abbasi opta por dar imenso enfoque ao fanático religioso vivido por Mehdi Bajestani, descortinando em pouco tempo a identidade do serial killer e seu modo de operar. Apesar da discussão envolvendo o fanatismo religioso funcionar, a questão sobre misoginia e a forma como aquela população em específico trata as mulheres acaba ficando em segundo plano. A falta de equilíbrio entre duas tramas paralelas prejudica Holy Spider e evidencia a falta que uma diretora mulher faz na cadeira de direção, principalmente na escrita do roteiro, afinal, é um tanto quanto inexplicável o escanteamento de uma personagem feminina que tinha muito mais a dizer em todos os sentidos.

SUPER MARIO BROS. – O FILME (The Super Mario Bros. Movie, 2023, de Aaron Horvath, Michael Jelenic e Pierre Leduc): A incursão da Nintendo na produção de longas-metragens vem quebrando recordes. Somente até a data de publicação deste texto, Super Mario Bros. – O Filme já se tornou a terceira maior bilheteria para uma animação no mundo, algo perfeitamente compreensível se considerarmos o capital nostálgico de um personagem que marcou incontáveis gerações, sejam elas gamers ou não. Não é diferente comigo: muito da minha infância girou em torno das versões de Super Mario World e Super Mario Kart para o Super Nintendo, garantindo a minha cota de afeto para um filme que, justamente por ser baseado em um verdadeiro hit, tinha desafios de mesmas proporções. Não que a adaptação careça de carisma ou fan service, mas falta história mesmo no roteiro escrito por Matthew Fogel. Há também fragilidades difíceis de esconder, como a participação de Luigi, inicialmente colocado em pé de igualdade no protagonismo com Mario para depois praticamente ser esquecido pela trama, ainda que a missão central seja seu resgate. Reconheço, entretanto, que a nostalgia bate de maneiras muito diferentes no público e que ela pode ser um fator decisivo na apreciação da obra. Como os números vem provando, Super Mario Bros. acertou em cheio ao apostar nela. Colorido, acelerado e com várias tiradas, o filme capta bem o espírito do game ao mesmo tempo em que evidencia uma possível franquia, mas muito ainda a ser amadurecido em termos de narrativa.

VIVER (Living, 2022, de Oliver Hermanus): Sem ter visto o longa de 1952 dirigido por Akira Kurosawa, conferi Viver impossibilitado de tecer comparações com a obra original, o que, às vezes, costuma ser uma bênção. Devo conferir em breve o trabalho de Kurosawa para quitar essa dívida, mas o que posso dizer é que o remake dirigido pelo cineasta sul-africano Oliver Hermanus tem seu maior trunfo na interpretação do grande Bill Nighy. Ele interpreta um personagem conhecido como sr. Williams, funcionário público de Londres que busca manter a ordem em uma montanha de trabalhos burocráticos. Sobrecarregado e solitário em casa, ele recebe um diagnóstico médico que lhe dá pouco tempo de vida pela frente. O conflito em questão já foi explorado de mil e uma maneiras pelo cinema, e não é como se essa refilmagem propusesse algo de novo 70 anos após o lançamento do longa original. Só que Bill Nighy é um legítimo representante do que existe de melhor nos intérpretes britânicos, das sutilezas ao minimalismo, e evita tratar o protagonista como uma grande vítima do destino, mas sim de suas próprias escolhas e de um instransponível jeito de ser. Se o trabalho vocal já chama a atenção — Nighy fala baixíssimo, revelando um protagonista em constante autorrepressão —, Viver ainda dá ao ator momentos de “vá lá e brilhe”, como quando ele canta “The Rowan Tree” em uma noite boêmia. Vale, entretanto, o aviso: boa parte do que conhecemos do personagem vem da maneira como outros o enxergam em casa ou no trabalho, o que causa uma certa frustração por não vermos mais de Nighy e, principalmente, pelo remake nem sempre acertar no equilíbrio entre as perspectivas que formam o protagonista.

Os vencedores do Oscar 2023

oscar23winners

Redenção, reconhecimento e comeback: o quarteto de atores vencedores do Oscar 2023.

Quando conferi Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo pela primeira vez, jamais imaginei que o filme de Daniel Kwan e Daniel Scheinert chegaria tão longe ao ponto de conquistar nada menos do que sete Oscars. Por mais que Parasita tenha descortinado oportunidades, estamos falando de um longa-metragem frenético sobre o conceito de multiversos e que mistura uma série de gêneros, entre eles, a comédia, que nem sempre é levada a sério pela Academia. Que bela surpresa, portanto, ver o Oscar de peito aberto a uma experiência como essa, mostrando que, apesar de tropeços feios aqui e ali com Green Book, por exemplo, os votantes não estão mais tão reféns de velhos paladares. Se você gosta ou não do filme é outra história. O importante aqui é ver o que a sua consagração significa para um prêmio que tenta se renovar há anos.

Bato na tecla da relevância da vitória porque detratores de Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo clamam como injustiça a derrota de Tár e Os Fabelmans, curiosamente filmes elogiados como “sérios”, “adultos” e “maduros” quando, na verdade, estão mais para a vertente nichada e de pouca reverberação que a crítica tanta costuma questionar em diversos vencedores do Oscar. Não há como negar o sucesso de Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, muito menos a recepção positiva desde o seu lançamento em março de 2022, garantindo quase um ano de estrada para o filme até a noite do Oscar. O longa ainda garantiu outro lindo feito: o de premiar Michelle Yeoh como melhor atriz. Uma atriz oriental vencendo a estatueta como uma heroína de ação com traços cômicos e dramáticos? É um sopro de luz em uma categoria tão viciada nas maquiagens e mímicas de cinebiografias, começando por Jessica Chastain com Os Olhos de Tammy Faye no ano passado.

A cerimônia esteve repleta de discursos emocionantes. Alguns já esperados, como o de Brendan Fraser e Ke Huy Quan, premiados como melhor ator e ator coadjuvante, respectivamente. Outros genuínos em suas surpresas, a exemplo de Jamie Lee Curtis (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo) em melhor atriz coadjuvante, que homenageou o chamado cinema de “gênero” tão fundamental na sua carreira e, claro, seus pais, os atores Tony Curtis e Janet Leigh, nunca premiados com o Oscar. A noite também valeu pela vitória de Sarah Polley em roteiro adaptado com Entre Mulheres, principalmente porque Polley já começou o discurso agradecendo à Academia por não ter se intimidado com um filme que tem women e talking no título original.

Há mais amor do que equívocos no Oscar 2023 (será que Nada de Novo Front precisava realmente ter vencido quatro estatuetas enquanto outros vários filmes saíram de mãos abanando?), e o quarteto de atores vencedores prova isso: para todos, a consagração é um retorno, um abraço uma saudação após vários episódios de sofrimento, preconceito e esquecimento na indústria. Isso me comove e faz com que a edição do Oscar 2023 fique na minha memória como uma das mais coerentes e sentimentais dos últimos anos. 

Confira abaixo a lista completa de vencedores:

MELHOR FILME: Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
MELHOR DIREÇÃO: Daniel Kwan e Daniel Scheinert (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo)
MELHOR ATRIZ: Michelle Yeoh (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo)
MELHOR ATOR: Brendan Fraser (A Baleia)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Jamie Lee Curtis (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Ke Huy Quan (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Entre Mulheres
MELHOR FILME INTERNACIONAL: Nada de Novo no Front (Alemanha)

MELHOR DOCUMENTÁRIO: Navalny
MELHOR ANIMAÇÃO: Pinóquio por Guillermo del Toro
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: Nada de Novo no Front

MELHOR FOTOGRAFIA: Nada de Novo no Front
MELHOR FIGURINO: Pantera Negra: Wakanda Para Sempre
MELHOR MONTAGEM: Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo
MELHOR SOM: Top Gun: Maverick
MELHOR TRILHA SONORA: Nada de Novo no Front
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Naatuu Naatu” (RRR: Revolta, Rebelião, Revolução)
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADOS: A Baleia
MELHORES EFEITOS VISUAIS: Avatar: O Caminho da Água
MELHOR CURTA-METRAGEM: An Irish Goodbye
MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO: The Boy, the Mole, the Fox and the Horse
MELHOR CURTA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO: The Elephant Whisperers

Apostas para o Oscar 2023

oscar2020's

O jogo ainda está aberto em muitas categorias do Oscar 2023. Se parece extremamente improvável que Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo não leve o prêmio principal — vale lembrar que o filme de Daniel Kwan e Daniel Scheinert ganhou todos os principais sindicatos da temporada —, categorias como a de melhor atriz, ator e atriz coadjuvante serão definidas voto a voto, pois não há franco favoritismo e vários dos indicados ostentam uma narrativa para justificar a vitória. A Academia se renderá, por exemplo, ao “comeback” de Brendan Fraser em A Baleia ou negará a estatueta ao ator assim como negou a Mickey Rourke por O Lutador? Cate Blanchett conseguirá tão ligeiro um terceiro Oscar com Tár ou Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo impulsionará a vitória de Michelle Yeoh? E como cravar uma aposta convicta entre Kerry Condon (Os Banshees de Inisherin), Angela Bassett (Pantera Negra: Wakanda Para Sempre) e Jamie Lee Curtis (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo) em atriz coadjuvante? Escolha qualquer um desses cenários e você terá belas justificativas para o seu bolão.

A indefinição segue nas categorias técnicas, especialmente após a grande performance de Nada de Novo no Front no BAFTA e na própria lista de indicados ao Oscar. O filme da Netflix tem fôlego, por exemplo, para tirar o Oscar tão certo de roteiro adaptado para Sarah Polley (Entre Mulheres), assim como pode desbancar Top Gun: Maverick em melhor som e garantir com folga a categoria de fotografia. A matemática dos prêmios técnicos pode fazer com que determinados longas saiam de mãos abanando, entre eles, Os Fabelmans — ou será que a Academia dará, por exemplo, um novo Oscar para o compositor John Williams depois de quase três décadas, naquela que é, possivelmente, a sua última indicação ao Oscar? Nada parece impossível no Oscar 2023, a não ser, claro, o prêmio de melhor filme para Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo e o de ator coadjuvante para Ke Huy Quan pelo mesmo filme. Em uma temporada que tantos prêmios eram dados como garantidos, como o de Cate Blanchett por Tár, isso é, no mínimo, muito empolgante. Por mais temporadas assim!

Confira abaixo apostas para todas as categorias: 

MELHOR FILME: Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo / alt: Nada de Novo no Front
MELHOR DIREÇÃO: Daniel Kwan e Daniel Scheinert (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo) / alt: Steven Spielberg (Os Fabelmans)
MELHOR ATRIZ: Michelle Yeoh (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo) / alt: Cate Blanchett (Tár)
MELHOR ATOR: Brendan Fraser (A Baleia) / alt: Austin Butler (Elvis)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Kerry Condon (Os Banshees de Inisherin) / alt: Jamie Lee Curtis (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Ke Huy Quan (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo) / alt: Barry Keoghan (Os Banshees de Inisherin)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo / alt: Os Banshees de Inisherin
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Entre Mulheres / alt: Nada de Novo no Front
MELHOR FILME INTERNACIONAL: Nada de Novo no Front (Alemanha) / alt:  Argentina, 1985 (Argentina)

MELHOR DOCUMENTÁRIO: Navalny / alt: All the Beauty and the Bloodshed
MELHOR ANIMAÇÃO: Pinóquio por Guillermo del Toro / alt: Gato de Botas 2: O Último Pedido
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: Babilônia / alt: Elvis

MELHOR FOTOGRAFIA: Nada de Novo no Front / alt: Elvis
MELHOR FIGURINO: Elvis / alt: Pantera Negra: Wakanda Para Sempre
MELHOR MONTAGEM: Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo / alt: Top Gun: Maverick
MELHOR SOM: Nada de Novo no Front / alt: Top Gun: Maverick
MELHOR TRILHA SONORA: Babilônia / alt: Os Fabelmans
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Naatuu Naatu” (RRR: Revolta, Rebelião, Revolução) / alt:  “This is Life” (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo)
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADOS: Elvis / alt: A Baleia
MELHORES EFEITOS VISUAIS: Avatar: O Caminho da Água / alt: Top Gun: Maverick
MELHOR CURTA-METRAGEM: An Irish Goodbye / alt: Le Pupille
MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO: The Boy, the Mole, the Fox and the Horse / alt: The Flying Sailor
MELHOR CURTA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO: The Elephant Whisperers / alt: Haulout