Cinema e Argumento

Melhores de 2011 – Atriz Coadjuvante

Não foi um ano particularmente interessante para as atrizes coadjuvantes. Tanto que a única que apresentou um desempenho realmente superlativo (Lesley Manville, em Another Year) sequer teve seu filme lançado em território brasileiro. Por isso, a escolha de melhor atriz coadjuvante de 2011 não é necessariamente pelo melhor desempenho (até porque todas estão basicamente no mesmo nível), mas, de certa forma, pelo conjunto da carreira. Nesse sentido, Amy Adams é a que mais chama atenção. Por sua performance em O Vencedor, foi indicada ao Oscar pela terceira vez. Como uma jovem de aparência frágil (mas de personalidade forte), Adams é exatamente o contraponto de tudo o que existe em O Vencedor: seu trabalho é simples, ao passo que a personagem é a única que parece ser digna de confiança no meio de figuras tão oportunistas, a exemplo das interpretadas por Christian Bale e Melissa Leo. Adams, como boa atriz que é, saiu-se bem mais uma vez, mostrando que novas variações podem sim lhe fazer muito bem. É pelos momentos em que deixa sua aparência angelical de lado para sair no tapa com outras mulheres que ela prova que, um dia, ainda vai arrasar quando receber a chance de interpretar uma personagem completamente diferente de todas as figuras, digamos, “queridas” que já interpretou. O Vencedor foi uma verdadeira prova dessa tendência.

MARISA PAREDES (A Pele Que Habito)

Dona de uma personagem essencial para A Pele Que Habito (aquela que faz a ligação entre várias figuras da história), Marisa Paredes voltou a trabalhar com Pedro Almodóvar depois de quase uma década. E não desapontou: sua Marilia atende exatamente a tudo aquilo que o clima da história pede. É, de certa forma, bizarra dramaticamente (notem as várias tragédias da vida dela), mas sem nunca descambar para o absurdo. Paredes acertou em cheio.

MELISSA LEO (O Vencedor)

Depois do teatro desnecessário quando recebeu o Oscar, Melissa Leo quase nos fez esquecer que é uma ótima atriz (com destaque para Rio Congelado). De qualquer forma, Leo é uma atriz extremamente versátil, e não desaponta como a cafona matriarca de O Vencedor. Em suas caricaturas, conseguiu chamar a atenção, principalmente ao fazer uma boa dupla com Christian Bale.

BARBARA HERSHEY (Cisne Negro)

Muito se falou sobre os méritos de Mila Kunis como coadjuvante em Cisne Negro e pouco se comentou o desempenho de Barbara Hershey. Ora, como a controladora mãe de Nina (Natalie Portman), Hershey foi bem sucedida ao mostrar como as atitudes de sua personagem foram fundamentais para a formação das fragilidades de Nina. Melhor ainda é quando ela se escandaliza com a total mudança de comportamento da filha. Desempenho subestimado.

ROSE BYRNE (Missão Madrinha de Casamento)

Outra atriz que, em 2011, foi injustamente ofuscada por uma colega inferior. Difícil compreender como Rose Byrne foi ignorada por sua atuação em Missão Madrinha de Casamento ao passo que Melissa McCarthy conseguiu, misteriosamente, chegar até mesmo ao Oscar. Como a pedante madrinha que deseja controlar todos os passos do casamento e tomar o brilho de Annie (Kristen Wiig), Byrne abandonou toda sua inércia do seriado Damages para roubar a cena em momentos muito divertidos.

EM ANOS ANTERIORES: 2010 – Marion Cotillard (Nine) | 2009 – Kate Winslet (O Leitor) | 2008 – Marcia Gay Harden (O Nevoeiro) | 2007 – Imelda Staunton (Harry Potter e a Ordem da Fênix)

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Escolha do público:

1. Amy Adams, por O Vencedor (39,13%, 18 votos)

2. Melissa Leo, por O Vencedor (32,61%, 15 votos)

3. Barbara Hershey, por Cisne Negro (17,39%, 8 votos)

4. Marisa Paredes, por A Pele Que Habito (6,52%, 3 votos)

5. Rose Byrne, por Missão Madrinha de Casamento (4,35%, 2 votos)

Na coleção… Holocausto

Antes mesmo de alguns retratos considerados definitivos sobre o nazismo, a exemplo de A Lista de Schindler, uma minissérie já havia contado, com muita qualidade, o sofrimento dos judeus na Segunda Guerra Mundial. Holocausto, de 1978, acompanha a trajetória da família Weiss, em um período que se estende de 1935 a 1945, onde foram vítimas da política de extermínio nazista na Alemanha. Também acompanhamos o outro lado da moeda, focado na storyline de Erik Dorf (Michael Moriarty), auxiliar do nazista Reinhard Heydrich. Lançada no final do ano passado pela primeira vez no Brasil (em uma edição com três dvds), Holocausto venceu em oito categorias no Emmy, incluindo melhor minissérie. Também foi o primeiro grande trabalho de Meryl Streep que, muito antes de ser celebrada por Kramer vs. KramerA Escolha de Sofia, já havia sido consagrada por seu desempenho como a devotada Inga Helms Weiss.

Se fosse exibida nos dias de hoje, Holocausto não teria o menor impacto, uma vez que já estamos cansados de ver histórias sobre o nazismo. Claro que, uma vez ou outra, temos um trabalho diferenciado (o excelente enfoque do diretor Stephen Daldry, em O Leitor, por exemplo), mas, no geral, tramas dessa temática costumam ser todas muito parecidas. Só que, por se tratar de um trabalho dos anos 1970, Holocausto impressiona por duas razões. Primeiro por ser uma representação particularmente impactante sobre esse período histórico. Para a época, a trama deve ter sido bem forte, tanto do ponto de vista dramático quanto da forma realista com que apresenta os fatos, sem mascarar nada. Segundo por se tratar de uma minissérie de alto nível para os padrões televisivos daquela época. A reconstituição foi, de fato, marcante para essa fase em que a TV ainda estava muito longe de apresentar a perfeição técnica dos dias de hoje.

Dessa forma, um leigo no assunto pode se interessar muito mais por Holocausto do que aquele espectador que já viu milhares de produções do gênero. Contada com formalidade, a trama ganha pontos por ser linear e clara, por vezes até mesmo lenta demais em seu ritmo para deixar o espectador se situar. Quem também tem papel essencial para tornar a história envolvente é o próprio elenco. A família Weiss não poderia ser mais verossímil e, por mais que a produção acompanhe os rumos individuais deles, conseguimos acreditar em cada um dos personagens, principalmente na relação dos progenitores (os ótimos Fritz Weaver e Rosemary Harris). A própria Meryl também tem sua parcela de méritos, pois consegue iluminar cada cena com sua beleza de jovem iniciante e com o talento que já aparecia desde aquela época. A única ressalva é Michael Moriarty, que falha ao não humanizar com muita eficiência o intrigante Erik Dorf, um personagem que poderia render muito mais.

A minissérie é estruturada em cinco episódios de aproximadamente 80 minutos. Por alguma razão, não é sequer muito conhecida – aqui no Brasil, por exemplo, só foi lançada em DVD na era do blu-ray! Só que os mais interessados em tramas sobre o nazismo e, principalmente, em trabalhos de caráter histórico devem dar uma chance ao resultado alcançado aqui. Tudo bem que, em termos de dramaturgia, Holocausto está longe de ser a mais envolvente das histórias. Mas o nazismo é contado tão minuciosamente que pode a minissérie muito bem ser considerado um dos melhores retratos sobre o tema. Se o tempo não tivesse saturado tanto o assunto, certamente Holocausto poderia trazer mais entusiasmo. Como os anos não foram generosos, fica apenas como um satisfatório registro histórico que pode muito bem servir de fonte para estudos e pesquisas sobre esse terrível período da história da Alemanha.

MINISSÉRIE: 8.0

Melhores de 2011 – Edição/Mixagem de Som

Como o filme mais grandioso de toda a série, era de se esperar que Harry Potter fizesse um belo trabalho não só nos efeitos visuais como também nos sonoros. E quem teve a oportunidade de assistir ao capítulo final da saga em uma boa tela de cinema conseguiu perceber a excelência do resultado. Da visita ao banco de Gringotes até os confrontos na escola de Hogwarts, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 não foi certeiro ao ambientar o espectador em cada cena com o uso da edição e mixagem de som. Nós realmente estamos dentro daquele mundo fantástico, compartilhando das sensações de cada um dos personagens. Um trabalho sonoro exemplar e que só contribuiu para o maravilhoso resultado do longa que fechou em grande estilo a história de Harry Potter (Daniel Radcliffe).

X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

Na overdose de filmes baseados em quadrinhos, X-Men: Primeira Classe conseguiu apresentar diferenciais. E eles se estendem, também, ao próprio lado técnico. Há quem diga que não existe nada de muito novo aqui, mas é difícil achar filmes tão bem acabados na técnica como esse. E a parte sonora também tem a sua contribuição. Mais um ótimo aspecto técnico a favor de uma boa história.

SUPER 8

J.J. Abrams é um sujeito muito talentoso ao usar a parte técnica para ambientar o espectador. Star Trek já foi uma prova disso, mas tal talento (principalmente na união dos efeitos com a parte sonora) fica mais evidente em Super 8, principalmente porque a história não é lá tão interessante. Uma cena exemplar do uso de som é aquela em que os protagonistas presenciam um acidente de trem.

PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM

Como um (bom) blockbuster, Planeta dos Macacos: A Origem fez um excelente trabalho de edição e mixagem de som. E isso se refere não apenas aos momentos de ação do filme (a batalha na ponte é um momento de destaque), mas também ao modo como a parte sonora tem sua missão ao ajudar na verossímil construção das figuras dos macacos.

CAPITÃO AMÉRICA: O PRIMEIRO VINGADOR

Filmes de heróis já saturaram, mas, como é de esperar, conseguem cumprir as expectativas em torno do lado técnico. Capitão América: O Primeiro Vingador é sim decepcionante, mas constantemente funciona com seu estilo matinê. E a parte sonora tem papel fundamental ao levar o espectador para dentro da aventura.

EM ANOS ANTERIORES: 2010Tron: O Legado | 2009Avatar | 2008WALL-E | 2007O Ultimato Bourne

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Escolha do público:

1. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (46,15%, 12 votos)

2. Super 8 (30,77%, 8 votos)

3. Planeta dos Macacos: A Origem (11,54%, 3 votos)

4. X-Men: Primeira Classe (11,54%, 3 votos)

5. Capitão América: O Vingador (0%, 0 votos)

Game Change

Direção: Jay Roach

Elenco: Julianne Moore, Woody Harrelson, Ed Harris, Sarah Paulson, Peter MacNicol, Colby French, Ron Livingston, Jamey Sheridan, Mikal Evans

Game Change, EUA, 2012, Drama, 117 minutos

Sinopse: Durante a campanha presidencial nos Estados Unidos em 2008, o candidato do partido republicano, John McCain (Ed Harris), se viu em apuros ao ter que vencer o favorito Barack Obama. Sem muitas cartas na manga, ele é convencido por seus conselheiros a chamar uma mulher para o posto de vice-presidente. Tentando mudar o jogo a seu favor, McCain convoca a polêmica governadora do Alasca, Sarah Palin (Julianne Moore), para a função. (Adoro Cinema)

“Nós todos assistimos ao filme Game Change e confirmamos tudo aquilo que dissemos anteriormente: o filme é, no máximo, uma ‘ficção histórica’ – histórica apenas no sentido de que Sarah Palin foi indicada e concorreu como vice-presidente. O filme é uma série de cenas onde os diálogos, locações e participantes são inventados ou aleatoriamente irreconhecíveis em seus efeitos dramáticos. A HBO continua argumentando que conversaram com 25 fontes. Nenhuma delas está documentada em nível de envolvimento com a campanha”. Em uma tradução literal e, em uma versão resumida, essa foi a opinião da política Sarah Palin sobre o mais novo telefilme da HBO, Game Change. Também pudera, quem gostaria de ver seus defeitos estampados em um filme? Agora, quer Palin goste ou não, o retrato feito dela no recente trabalho do diretor Jay Roach não maquia a verdade.

Por mais que Game Change tenha inúmeros méritos (que serão discutidos mais adiante), o que mais impressiona, claro, é o desenvolvimento de Sarah Palin. No início, a governadora do Alasca é convocada para ser a vice-presidente do republicano John McCain. Ela é a escolha perfeita: sua figura consegue atingir o público feminino e ela adora estar frente a frente com o povo, além de ser popular e bem articulada ao expôr suas opiniões. McCain e praticamente toda a equipe caem de amores por ela e, claro, apoiam sua candidatura como vice do representante republicano. A partir daí, surge, então, uma grande reviravolta: Palin, no fundo, tem muitos defeitos (descobertos tarde demais para tirá-la da campanha). Ela, ao contrário do que vimos com Margaret Thatcher no recente A Dama de Ferro, não precisa apenas ser assessorada sobre novos visuais ou posturas frente às câmeras.

Palin, pasmem, está no meio político e não compreende aspectos básicos sobre o seu próprio país. “Não foi Saddam Hussein que nos atacou no 11 de setembro?”, indaga a candidata. Assim, acompanhamos toda a transformação de Palin não só para se portar como uma possível vice-presidente mas também para aprender fatos políticos e aspectos históricos dos Estados Unidos e do mundo. Só que a campanha já começou e a imprensa está atacando por todos os lados. Ela começa a entrar em colapso, esquece falas, faz afirmações erradas e, inclusive, tem sua saúde mental questionada pelos colegas. Uma pessoa inofensiva, mas, infelizmente, muito longe de estar preparada para um cargo de tal magnitude. Palin, por outro lado, conseguia surpreender na mesma medida que decepcionava: quando acertava, despertava a empolgação de seus colegas e fazia bonito frente às câmeras. Só que esses eram momentos de sorte. O interessante é que Game Change tem o poder de levar o espectador para dentro da insegurança dos outros personagens em relação à Palin. Assim como eles, fomos encantados por ela no início para, depois, não sabermos mais o que, de fato, a candidata pode acrescentar.

E ao transitar por todos os temperamentos e comportamentos inconstantes de Sarah Palin, Julianne Moore realizou um trabalho não menos que incrível, podendo ser facilmente listado entre os seus melhores (e eles não são poucos!). Muito se falou sobre a possibilidade de Tina Fey ser a protagonista, uma vez que a comediante alcançou grande sucesso ao imitar com perfeição a candidata na TV (o que é, inclusive, mostrado no filme). Só que não seria uma escolha prudente. Tina Fey é ótima, mas criou uma versão cômica de Palin – e isso poderia interferir na proposta de Game Change. Uma profissional como Julianne Moore era necessária. E ela que, inclusive, chegou a contracenar com Tina na série 30 Rock, tira tudo de letra. Assim como Meryl Streep na pele de Margaret Thatcher, Moore desaparece na figura que representa. O mais impactante é que ela não deixa a sensação de estarmos acompanhando um filme de biografia política. Palin poderia ser muito bem uma personagem de ficção tamanha a habilidade da atriz ao mostrar todas as forças e vulnerabilidades dela. Trabalho simplesmente impecável.

Game Change é dirigido por um certo Jay Roach, que, anteriormente, já havia se aventurado em terrenos políticos com Recontagem, outro celebrado telefilme da HBO. No início de seu novo trabalho, o diretor dava a sensação de que entregaria mais do mesmo, principalmente na forma quase documental com que apresenta seus personagens (desnecessárias, por exemplo, as legendas aparecendo na tela toda vez que um deles entra em cena). Game Change também parecia um filme sobre John McCain (e a caracterização de Ed Harris é impressionante), mas, na medida em que a história se desenvolve, o foco muda e, claro, passa a ser sobre Palin. O que temos, portanto, é uma produção concebida com estilo e que consegue até mesmo empolgar – e isso é uma surpresa, já que biografias políticas costumam ter sempre a mesma cara (quadrada). Ao desenvolver de forma magnética a excelente personagem que tem em mãos, o telefilme encontrou a vitória, tornando-se mais do que um corriqueiro exemplar do gênero: é, também, a história de uma mulher que nunca teve o devido embasamento ou segurança para alçar grandes voos. Um roteiro que não toma partido, mas que não fica sem personalidade em função disso. Uma história que não mascara sua protagonista, mas que também não exagera nas polêmicas.

Várias lições podem ser tiradas de Game Change. E todas elas podem muito bem ser direcionadas à diretora Phyllida Lloyd. O longa estrelado por Julianne Moore é uma prova de como histórias sobre figuras políticas não precisam abranger toda a vida de uma pessoa. Às vezes, um período da vida dela já é o suficiente para conhecermos praticamente tudo, desde valores e ideais até fragilidades e pontos fortes. Se Lloyd também tivesse aplicado, em A Dama de Ferro, toda a consistência (seja em conflitos dramáticos ou em situações políticas) que Roach apresentou sem pensar que quantidade é sinônimo de qualidade, teria feito um trabalho mais decente sobre Margaret Thatcher. Essa comparação é sim extremamente válida porque são duas produções recentes sobre mulheres polêmicas e difíceis. Mais do que isso, são filmes com atrizes simplesmente brilhantes. Só que Meryl, vencedora do Oscar por seu papel como Thatcher, deu azar de estar em um filme esquecível e muito mal contado. Moore, por outro lado, tirou a sorte grande ao protagonizar Game Change, que apesar de algumas previsibilidades no formato, é um filme que surpreendente dentro do gênero já cansativo. A TV venceu. De novo.

FILME: 8.5

* Nos Estados Unidos, o filme foi exibido no dia 10/03 pela HBO.

Melhores de 2011 – Canção Original

Sabe como é possível medir a qualidade das músicas de Os Muppets? Coloque todas na versão dublada que, mesmo assim, continuarão divertidas, contagiantes e espirituosas. As originais, claro, são mil vezes melhores, mas nem a dublagem, que normalmente mutila a verossimilhança das músicas, consegue estragar o resultado, principalmente se formos levar em consideração aquela que é a melhor do filme: Life’s a Happy Song. Lembrando muito o clima de Encantanda (não só por ter Amy Adams no elenco) e o sentimento de nostalgia de Hairspray – Em Busca da Fama, a canção é utilizada em dois momentos do filme – não por coincidência na abertura e no desfecho para receber destaque. Life’s a Happy Song, cuja letra transborda inocência (em um sentido muito positivo), contagia e  consegue manter o ritmo mesmo com um diálogo no meio. Essa é a canção que deveria ter sido indicada ao Oscar 2012, e não Man or Muppet, que, é, disparada, uma das mais desinteressantes do filme.

“Pictures in My Head” (Os Muppets)

Mais uma música de Os Muppets que merecia muito mais ser indicada ao Oscar do que a fraca Man or Muppet. Ilustrando uma sequência de cortar o coração do filme, Pictures in My Head tem uma melancolia que combina perfeitamente com a mensagem que sua cena quer passar: a de que certos momentos não voltam, mesmo que permaneçam tão presentes e vivos em nossas mentes.

“You Haven’t Seen the Last of Me” (Burlesque)

Cafona e tudo mais. Agora, coloque essa música naquele momento dor de cotovelo para ver se não vai surtir efeito… Não existe, em 2011, canção que seja tão guilty pleasure como You Haven’t Seen the Last of Me. Vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Grammy, a música, assim como várias outras, está avulsa em Burlesque. Só que tem um clima musical de choradeira dos anos 90 que é difícil resistir.

“Telling the World” (Rio)

Tenho esse fraco por canções de créditos finais. Telling the World passou despercebida pelos comentários sobre a trilha de Rio, mas é, sem dúvida, uma das melhores do filme de Carlos Saldanha. Na voz do britânico Taio Cruz, Telling the World encerra com a devida empolgação esse subestimado filme que merecia maior destaque na temporada de premiações.

“If I Rise” (127 Horas)

A.R. Rahman, apesar de ser um sujeito muito superestimado, tem talento. E, após a eficiente trilha de Quem Quer Ser Um Milionário?, ele voltou a dar provas de suas habilidades ao fazer dupla com a cantora Dido, na canção If I Rise, de 127 Horas. A melancólica vibração passada pela voz dos dois se encaixa de forma impecável com o clima do filme de Danny Boyle.

EM ANOS ANTERIORES: 2010 – “Better Days” (Comer Rezar Amar) | 2009 – “By the Boab Tree” (Austrália) | 2008 – “Falling Slowly” (Apenas Uma Vez)

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Escolha do público:

1. “You Haven’t Seen the Last of Me”, de Burlesque (40,91%, 18 votos)

2. “If I Rise”, de 127 Horas (22,73%, 10 votos)

3. “Life’s a Happy Song”, de Os Muppets (15,91%, 7 votos)

4. “Telling the World”, de Rio (15,91%, 7 votos)

5. “Pictures in My Head”, de Os Muppets (4,55%, 2 votos)