Cinema e Argumento

Melhores de 2016 – Canção Original

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Em todos os sentidos, “Simple Song #3” é uma canção impecável. Por si só, já seria uma ópera de arrepiar, mas, contextualizada em A Juventude, ganha um valor extremamente simbólico. É importante valorizar músicas narrativas porque essa é a melhor função que elas podem ter no cinema: complementar, sintetizar ou simplesmente traduzir histórias. E o diretor Paolo Sorrentino, que costuma prezar por esse diálogo em seus trabalhos, faz uma perfeita representação de tal ideia com a canção escrita por David Lang. Encerrando A Juventude, “Simple Song #3”, com beleza e elegância, dá o tom a um momento muito aguardado do filme. Sam Smith que me perdoe, mas todos os prêmios que ele recebeu com a tediosa “Writing’s on the Wall” para 007 Contra Spectre se tornam uma ofensa quando o perfeito tino cinematográfico de “Simples Song #3” entra na jogada. Ainda disputavam a categoria: “Canção da Metrópole” (Sinfonia da Necrópole), “None of Them Are You” (Anomalisa), “Still Falling for You” (O Bebê de Bridget Jones) e “Try Everything” (Zootopia – Essa Cidade é o Bicho).

EM ANOS ANTERIORES: 2015 – “Glory” (Selma: Uma Luta Pela Igualdade) | 2014 – “Let it Go” (Frozen – Uma Aventura Congelante) | 2013 – “Last Mile Home” (Álbum de Família) | 2012 – “Skyfall” (007 – Operação Skyfall) | 2011 – “Life’s a Happy Song” (Os Muppets) | 2010 – “Better Days” (Comer Rezar Amar) | 2009 – “By the Boab Tree” (Austrália) | 2008 – “Falling Slowly” (Apenas Uma Vez)

Os vencedores do Screen Actors Guild Awards 2017

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Otimismo (além de diversidade, claro) é a palavra de ordem da temporada de premiações em 2017: com La La Land fora da disputa, Screen Actors Guild Awards premia o espirituoso Estrelas Além do Tempo na categoria de melhor elenco.

Se você estava cansado do marasmo de emoções dessa temporada de premiações, o Screen Actors Guild Awards veio para mexer um pouco com os nossos ânimos. Isso não se refere à vitória de Estrelas Além do Tempo (que, na realidade, vem apenas para enfraquecer Moonlight e engrandecer La La Land, provando que a temporada quer premiar histórias que prezam pelo otimismo), mas pela virada decisiva de Emma Stone como favorita ao Oscar de melhor atriz com o musical de Damien Chazelle. Há muito comentamos aqui no blog que um segundo Oscar para Natalie Portman seria improvável (atrizes sempre precisam provar mais competência do que atores – em carreira, papeis e desempenhos – para ganhar um prêmio novamente, o que não é o caso de Natalie, que, desde Cisne Negro, só vem fazendo coisas como Thor e Sexo Sem Compromisso), e o SAG assinou embaixo: Emma Stone, estrela em ascensão da vez no filme mais querido da temporada, pode mesmo quebrar o jejum de 43 anos do Oscar sem premiar uma atriz principal de musical (a última foi Liza Minelli, por Cabaret).

Também é importante observar a vitória de Denzel Washington. O ator está mesmo ótimo em Um Limite Entre Nós e não tinha um SAG em casa até então. À parte a dívida, Denzel tinha como principal concorrente Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar), que vem encarado problemas com as acusações de assédio sexual que a grande imprensa insiste em não dar muita bola. É certo que, desde o ano passado, a premiação tem sido pioneira em abraçar como ninguém a diversidade, mas um possível terceiro Oscar para Denzel vai ao encontro do que já dissemos: é sempre mais fácil um homem ser celebrado novamente do que uma mulher. Daniel Day-Lewis, que nem tem carreira tão constante assim, que o diga! E, como o Oscar está sedento para apagar a sua fama de racista, não seria surpresa alguma ver o ator levando uma nova – e merecida – estatueta por seu desempenho. Ele e Affleck, cada um a sua maneira, são excelentes em seus respectivos filmes. O que vai pesar aqui é a influência de fatores exteriores. Mas, afinal, não é quase sempre assim quando o assunto é premiações de cinema? Confira abaixo a lista de vencedores:

MELHOR ELENCO: Estrelas Além do Tempo
MELHOR ATRIZ: Emma Stone (La La Land: Cantando Estações)

MELHOR ATOR: Denzel Washington (Um Limite Entre Nós)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Viola Davis (Um Limite Entre Nós)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE DRAMA: Stranger Things
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE COMÉDIA: Orange is the New Black
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: John Lithgow (The Crown)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus (Veep)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: William H. Macy (Shameless)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Sarah Paulson (The People v. O.J. Simpson: American Crime Story)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Bryan Cranston (All the Way)

Apostas para o Screen Actors Guild Awards 2017

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O Sindicato dos Produtores consagrou La La Land: Cantando Estações como o melhor filme do ano (precisa mesmo esperar até 26 de fevereiro para entregar o Oscar ao musical de Damien Chazelle?), mas hoje o Screen Actors Guild Awards será um tantinho diferente dos outros prêmios porque o papa-prêmios da temporada concorre apenas nas categorias de melhor atriz e melhor ator. A noite deve ser de Moonlight: Sob a Luz do Luar, com La La Land consagrando apenas Emma Stone e carimbando de vez a atriz como franca favorita ao Oscar (a situação só se reverte se Natalie Portman finalmente começar a vingar com Jackie, que tem feito uma fraca carreira até aqui). É bom lembrar que, desde o ano passado, o Screen Actors Guild Awards tem abraçado a diversidade (lembram dos prêmios para Idris Elba, Queen Latifah, Uzo Aduba e Viola Davis?). Por isso, não se surpreendam se até Denzel Washingston desbancar o favorito Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) com seu ótimo desempenho em Um Limite Entre Nós. Denzel nunca ganhou o SAG e, na justa tendência que estamos vivendo de celebrar a diversidade, ele pode ser uma alternativa lógica. Devido ao Miss Universo, a TNT não tramiste a premiação ao vivo, deixando a exibição exclusiva aqui no Brasil para a TBS a partir das 23h.

MELHOR ELENCO: Moonlight: Sob a Luz do Luar / alt: Estrelas Além do Tempo
MELHOR ATRIZ: Emma Stone (La La Land: Cantando Estações / alt: Natalie Portman (Jackie)

MELHOR ATOR: Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) / alt: Denzel Washington (Um Limite Entre Nós)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Viola Davis (Um Limite Entre Nós) / alt: Naomie Harris (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar) / alt: Hugh Grant (Florence: Quem é Essa Mulher?)
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE DRAMA: The Crown / alt: Westworld
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE COMÉDIA: Black-ish / alt: Veep
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Thandie Newton (Westworld) / alt: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: John Lithgow (The Crown) / alt: Rami Malek (Mr. Robot)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus (Veep) / alt: Lili Tomlin (Grace and Frankie)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jeffrey Tambor (Transparent) / alt: Anthony Anderson (Black-ish)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Sarah Paulson (The People v. O.J. Simpson: American Crime Story) / alt: Bryce Dallas Howard (Black Mirror)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Courtney B. Vance (The People v. O.J. Simpson: American Crime Story) / alt: Bryan Cranston (All the Way)

Rapidamente: “Califórnia”, “Capitão Fantástico”, “Moana” e “Real Beleza”

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Encantadora aos olhos e aos ouvidos, a animação Moana: Um Mar de Aventuras tem ideias que a colocam em um patamar diferenciado. O desenvolvimento da história, entretanto, não arrebata.

CALIFÓRNIA (idem, 2015, de Marina Person): Com uma trilha sonora irresistível e referências aos anos 1980 que endossam todo o lado pop da diretora Marina Person, Califórnia é uma experiência agradabilíssima. Acompanhando os dias de Estela (Clara Gallo), adolescente que, em plena descoberta sexual e de identidade, se comunica com o tio que mora nos Estados Unidos através de cartas repletas de confissões, o filme faz um espirituoso retrato da adolescência na década em questão com relatos regados a sucessos de David Bowie a Barão Vermelho, passando pela febre de estreias do cinema como E.T. – O Extraterrestre, de Steven Spielberg, e Gosto de Sangue, dos irmãos Coen. É divertido acompanhar Califórnia por causa dessas referências e também porque a inocência com que Marina Person retrata as primeiras descobertas de uma menina transformação é irresistível. A situação se fragiliza, por outro lado, em vários rumos do roteiro, que cria expectativas acerca do tio da protagonista (vivido por um Caio Blat sempre espirituoso) para depois subaproveitá-lo gradativamente. Há ainda uma boa parcela de previsibilidades, como a de quem se tornará o real interesse amoroso da jovem Estela. Ainda assim, Califórnia, que de fato poderia ser um retrato muito mais consistente sobre uma época tão efervescente do ponto de vista cultural, tem seu frágil roteiro compensado por uma direção sincera e que justifica a espiada descompromissada.

CAPITÃO FANTÁSTICO (Captain Fantastic, 2016, de Matt Ross): Se existe um grande mérito em Capitão Fantástico, esse é o de fazer com que o espectador se importe com os seus personagens. A tarefa é um pouco difícil, visto que, apesar da pegada mais realista no drama, a história é um tanto distante das nossas vidas: nela, um pai de família cria seus filhos em meio às florestas sem qualquer contato com tecnologia e aprendendo, por exemplo, a fazer suas próprias refeições a partir da caça de animais. É distante porque hoje parece inconcebível viver em um mundo que valoriza as pequenas coisas e não qualquer conexão com a internet. Mas não demora muito para Capitão Fantástico ultrapassar a barreira da mera trama curiosa para se tornar um drama envolvente e delicado. O diretor Matt Ross, em seu segundo longa de ficção, é econômico em intervenções na história, depositando boa parte de sua confiança em um ótimo elenco liderado por Viggo Mortensen (em performance delicada e surpreendentemente reconhecida com uma indicação ao Oscar 2017) e pontuado por outras performances de destaque, como a do jovem George McKay e a de Kathryn Hahn, em participação especial. É um daqueles casos onde a simplicidade surge como elogio, sendo capaz de proporcionar momentos genuinamente emocionantes: a cena em que a família canta e dança em uma melancólica despedida é o ponto alto do longa. Capitão Fantástico não está livre de falhas (o personagem de Frank Langella pode muito bem ser considerado unidimensional, enquanto um acidente envolvendo um personagem acontece apenas para resolver um conflito maior), mas é realmente pouca coisa perto do imenso coração do projeto. 

MOANA: UM MAR DE AVENTURAS (Moana, 2016, de Don Hall e Ron Clements): Não, Moana não é uma animação particularmente marcante por sua execução, mas é carregada de ideias que certamente lhe colocam em um patamar bastante diferenciado. Segunda protagonista negra da Disney (a primeira foi Tiana, de A Princesa e o Sapo em 2009), a personagem-título vive uma jornada importante, especialmente se tratando de um gênero amplamente destinado aos pequenos: não existe interesse amoroso para a jovem Moana, e ela está muito bem com isso. Na verdade, o filme nem toca no assunto, preferindo contextualizar a relação da protagonista com os pais ou sua coragem em desbravar sozinha um imenso oceano. Visualmente, o filme de Don Hall e Ron Clements é um deslumbre. Na criação, também é feliz em ideias (os personagens são divertidos e todos com funções lógicas na história) e até surpreendente em uma referência particular (como não lembrar de Mad Max: Estrada da Fúria na perseguição oceânica em que Moana enfrenta um imenso barco de cocos que tocam tambores?). O problema é que essas ideias, aliadas à clássica estrutura da Disney para arcos dramáticos ilustrados por canções dignas de nota (How Far I’ll Go é o delicioso chiclete que o estúdio sabe fazer com proeza), não são suficientes para, na prática, preencher um filme de quase 110 minutos. Moana encanta olhos e ouvidos, mas não arrebata especificamente no desenvolvimento da história. 

REAL BELEZA (idem, 2015, de Jorge Furtado): O diretor Jorge Furtado jura de pé junto que não assistiu, mas é impossível não associar Real Beleza ao romance As Pontes de Madison. Adriana Esteves, que protagoniza o filme do cineasta gaúcho e assume ter se inspirado no trabalho de Meryl Streep para compôr sua personagem, deveria ter avisado: fotógrafo que viaja ao interior e se apaixona por uma mulher casada em um período que ela está sozinha em casa enquanto a família viaja é mesmo material que inevitavelmente carrega a forte imagem de Meryl Streep e Clint Eastwood. Só que o curioso de Real Beleza, primeiro drama assinado por Furtado (ele sempre foi referência em ótimas comédias como O Homem Que Copiava e Saneamento Básico), é que o casal principal não tem química alguma, o que, considerando o fato de Adriana Esteves e Vladmir Brichta serem marido e mulher na vida real, é mesmo estranho. Nada chega a ser necessariamente de mau gosto em Real Beleza, mas, ao mesmo tempo, tudo é insosso demais: as citações literárias, o questionamento do que realmente é belo e as reflexões sobre a vivência matrimonial são óbvias, sem a esperteza que Furtado sempre cultivou tanto em suas comédias. A situação melhora a partir de certo ponto com a entrada de Francisco Cuoco (tanto o ator quanto o personagem são instigantes), mas aí a história já está se encaminhando para o final, e as resoluções não deixam de ser novamente insípidas.

Os indicados ao Oscar 2017

oscarnom17Emma Stone e Ryan Gosling, essa dupla aí à esquerda, acaba de entrar para a história do Oscar. Ambos são os protagonistas de La La Land: Cantando Estações, que recebeu hoje 14 indicações ao Oscar e agora faz parte do grupo seleto de filmes que alcançaram esse recorde absoluto (apenas A Malvada e Titanic contabilizaram tal feito anteriormente). Parece que não há mesmo como parar o musical de Chazelle, lembrando aquele Oscar em que O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei levou praticamente todos os prêmios em que concorria. Mas existem outras coisas a serem notadas na lista divulgada hoje pela Academia. E a mais importante delas, claro, é que estamos diante do Oscar mais diverso de todos os tempos. O Oscar So White de 2016 surtiu efeito: Pela primeira vez na História há atores negros concorrendo nas quatro categorias de atuação e filmes como Estrelas Além do Tempo, Um Limite Entre Nós, Loving e Moonlight: Sob a Luz do Luar figuram nas categorias principais da seleção. Também há Isabelle Huppert, uma francesa que, dirigida por um holandês, estrela uma história cuja história se desenvolve a partir de uma cena de estupro. Tem mesmo filme para todo mundo no Oscar 2017 e a maior unidade deles é clara: praticamente todos contam histórias muito identificáveis, sobre pessoas como eu e você que sonham, sofrem, amam. As situações extraordinárias parecem ter ficado de lado este ano. E talvez por isso a lista esteja tão interessante.

As surpresas foram poucas, considerando os bons títulos e as categorias já consolidadas. O que pode – e deve – ser considerado negativo é a exclusão de Amy Adams por A Chegada. Ao contrário do que se pode pensar, quem “roubou” sua vaga foi Ruth Negga, por Loving, e não Meryl Streep, que era uma certeza por Florence: Quem é Essa Mulher?. Por falar no filme de Stephen Frears, aconteceu o que previmos: Hugh Grant repetiu o efeito Daniel Brühl por Rush. A Academia não comprou a fraude de um protagonista masculino concorrendo como coadjuvante, deixando o britânico de fora. Com Mel Gibson perdoado (o que não chega a ser um choque, já que Até o Último Homem vinha fazendo uma ótima carreira nas premiações), o Oscar surpreendeu mesmo em lucidez ao incluir Michael Shannon por Animais Noturnos. A correção é importante: é ele o grande coadjuvante do filme de Tom Ford e não Aaron Taylor-Johnson. Enquanto isso, nas categorias técnicas, são imperdoáveis as lembranças para Passageiros (melhor trilha sonora e design de produção) e Esquadrão Suicida (maquiagem e penteados). Os dois filmes são tão ruins que não merecem indicação a qualquer coisa. A cerimônia do Oscar acontece no dia 26 de fevereiro. Confira abaixo a lista completa de indicados:

MELHOR FILME
A Chegada
Até o Último Homem
Estrelas Além do Tempo
Um Limite Entre Nós

Lion: Uma Jornada Para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
A Qualquer Custo
La La Land: Cantando Estações
Manchester à Beira-Mar

MELHOR DIREÇÃO
Barry Jenkins (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
Damien Chazelle (La La Land: Cantando Estações)
Dennis Villeneuve (A Chegada)
Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-Mar)
Mel Gibson (Até o Último Homem)

MELHOR ATRIZ
Emma Stone (La La Land: Cantando Estações)
Isabelle Huppert (Elle)
Meryl Streep (Florence: Quem é Essa Mulher?)
Natalie Portman (Jackie)
Ruth Negga (Loving)

MELHOR ATOR
Andrew Garfield (Até o Último Homem)
Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar)
Denzel Washington (Um Limite Entre Nós)
Ryan Gosling (La La Land: Cantando Estações)
Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Dev Patel (Lion: Uma Jornada Para Casa)
Jeff Bridges (Até o Último Homem)
Lucas Hedges (Manchester à Beira-Mar)
Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
Michael Shannon (Animais Noturnos)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Michelle Williams (Manchester à Beira-Mar)
Naomie Haris (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
Nicole Kidman (Lion: Uma Jornada Para Casa)
Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo)
Viola Davis (Um Limite Entre Nós)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
20th Century Women
O Lagosta
La La Land: Cantando Estações
Manchester à Beira-Mar
A Qualquer Custo

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Chegada
Estrelas Além do Tempo
Um Limite Entre Nós

Lion: Uma Jornada Para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar

MELHOR ANIMAÇÃO
Kubo e as Cordas Mágicas
Moana: Um Mar de Aventuras
Minha Vida de Abobrinha
The Red Turtle
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Land of Mine (Dinamarca)
A Man Called Ove (Suécia)
The Salesman (Irã)
Tanna (Austrália)
Toni Erdmann (Alemanha)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Audition (The Fools Who Dream)” (La La Land: Cantando Estações)
“Can’t Stop the Feeling” (Trolls)
“City of Stars” (La La Land: Cantando Estações)
“How Far I’ll Go” (Moana: Um Mar de Aventuras)
“The Empty Chair” (Jim: The James Foley Story)

MELHOR FOTOGRAFIA
A Chegada
La La Land: Cantando Estações
Lion: Uma Jornada para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Silêncio

MELHOR FIGURINO
Aliados
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Florence: Quem é Essa Mulher?
Jackie
La La Land: Cantanto Estações

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADOS
Esquadrão Suicida
A Man Called Ove
Star Trek: Sem Fronteiras

MELHOR MIXAGEM DE SOM
A Chegada
Até o Último Homem
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
La La Land: Cantando Estações
Sully: O Herói do Rio Hudson

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
A Chegada
Até o Último Homem
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
La La Land: Cantando Estações
Sully: O Herói do Rio Hudson

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Doutor Estranho
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
Kubo e as Cordas Mágicas
Mogli

Rogue One: Uma História Star Wars

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
A Chegada
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Ave César!
La La Land: Cantando Estações
Passageiros

MELHOR MONTAGEM
A Chegada
Até o Último Homem
A Qualquer Custo
La La Land: Cantando Estações
Moonlight: Sob a Luz do Luar

MELHOR TRILHA SONORA
Jackie
La La Land: Cantando Estações
Lion: Uma Jornada para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Passageiros

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM LONGA-METRAGEM
13th
I Am Not Your Negro
Fogo no Mar
Life, Animated
O.J.: Made in America

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
4.1 Miles
Extremis
Joe’s Violin
Watani: My Homeland
The White Helmets

MELHOR CURTA-METRAGEM
Ennemis Intérieurs
La Femme et le TGV
Silent Nights
Sing
Timecode

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Blind Vaysha
Borrewed Time
Pear Cider and Cigarettes
Pearl
Piper