Cinema e Argumento

Melhores de 2010 – Ator

No texto que escrevi para Direito de Amar, comentei que não gosto de usar a palavra “perfeito” para definir o desempenho de um profissional, já que tal definição parece defintivia demais. O problema é que não consigo achar outro adjetivo para definir o desempenho de Colin Firth em Direito de Amar. Poucas vezes no cinema contemporâneo vi uma atuação tão completa. Nada sobra ou falta na impecável composição que Firth fez do protagonista George Falconer. Além de ser um desempenho que nos deixa a par de todos os sentimentos do personagem, também consegue fazer com que o espectador crie simpatia por sua figura. É fácil gostar de George e sentir o que ele sente. A serenidade que disfarça o desespero emocional dele é o que cria essa sensação. No mais, é fácil dizer que Colin Firth alcançou um resultado simplesmente brilhante em Direito de Amar. E é de se lamentar que, tanto ele quanto o filme, não receberam os merecidos aplausos.  Colin Firth não estava menos que fenomenal. Trabalho de mestre.

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WAGNER MOURA (Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro)

No primeiro Tropa de Elite, Wagner Moura trabalhava essencialmente o lado visceral de seu personagem, que comandava policiais, tentava arrancar confissões de traficiantes e participava de rígidos treinamentos. Já no segundo, o ator tem a possibilidade de desenvolver melhor o lado “humano” do capitão Nascimento e se utilizar melhor das palavras para construir um personagem que é bem diferente do filme anterior. Wagner Moura é um ator singular e todo mundo sabe disso, mas vê-lo atuando em Tropa de Elite 2 é um verdadeiro prazer.

SAM ROCKWELL (Lunar)

Não deve ser fácil carregar um filme inteiro sozinho, mas Sam Rockwell recebeu essa missão em Lunar. E quer saber? Cumpriu tudo com maestria! Rockwell é um dos atores mais subestimados da atualidade e, pela primeira vez, tem um filme inteiro para colocar seu talento na vitrine. E Lunar, além de ser um longa surpreendente, traz o melhor momento do ator. Preciso até mesmo no tom de voz para demonstrar a solidão do protagonista, Sam Bell, Rockwell construiu um personagem super interessante e conseguiu envolver a cada minuto.

BEN FOSTER (O Mensageiro)

Revelação desde os tempos em que fez participações especiais em três temporadas do seriado A Sete Palmos, Ben Foster também chamou atenção em Alpha Dog. Agora, pela primeira vez, ele é o grande protagonista de um longa-metragem. Injustamente preterido em função de seus colegas (Woody Harrelson e a ótima Samantha Morton), Foster é a principal engrenagem de O Mensageiro, entregando uma intensa atuação que não fica nem um pouco atrás de seus colegas de elenco. Competente como sempre, o jovem ator mostrou que tem uma promissora carreira pela frente.

LEONARDO DICAPRIO (Ilha do Medo)

O grande filme de Leonardo DiCaprio em 2010 foi A Origem, mas a grande atuação dele ficou em Ilha do Medo. Cada vez mais maduro como ator, hoje ele já se mostra muito seguro como intérprete e correspondeu a todas as expectativas protagonizando esse longa de Martin Scorsese. Com pelo menos uma cena memorável, DiCaprio não precisa mais dar provas de seu talento e Ilha do Medo é um exemplo disso. Em um longa superesetimado e cheio de previsibilidades, o ator foi o grande diferencial.

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Escolha do público:

1. Colin Firth (27 votos, 56.25%)

2. Leonardo DiCaprio (11 votos, 22.92%)

3. Wagner Moura (7 votos, 14.58%)

4. Ben Foster (2 votos, 4.17%)

5. Sam Rockwell (1 voto, 2.08%)

Melhores de 2010 – Trilha Sonora

O que falar de uma trilha sonora que se torna uma espécie de personagem do filme? Ou melhor, o que falar de uma trilha sonora que, em diversos momentos, se torna o aspecto mais belo de uma cena, conseguindo encantar com seu maravilhoso resultado? A última vez que tive a sensação de estar numa situação assim foi quando Philip Glass realizou a perfeita trilha de As Horas. E é com toda certeza que afirmo que o compositor Abel Korzeniowski conseguiu alcançar o mesmo nível. Desde o trailer de Direito de Amar já dava para perceber toda a beleza do trabalho de Korzeniowski. Mas, assistindo ao longa inteiro, podemos afirmar que estamos diante de um compositor que ainda terá muito o que nos proporcionar. Melancólica ao extremo e com uma sonoridade de impressionar, a trilha sonora de Direito de Amar é, sem pensar duas vezes, uma das melhores que ouvi na vida. E, desde já, uma das minhas favoritas de todos os tempos. Linda e obrigatória!

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TRON – O LEGADO, por DAFT PUNK

Daft Punk sabe como entrar no clima de um determinado filme e criar trilhas sonoras totalmente condizentes com o clima sugerido pelo longa-metragem. Foi assim quando eles criaram a perturbadora trilha do igualmente perturbador Irreversível. O feito da dupla francesa é repetido em Tron – O Legado. O resultado apresentado por Daft Punk se encaixa com perfeição no visual psicodélico e futurístico do mundo orquestrado pelo diretor Joseph Kosinski. A trilha é totalmente inovadora, lembrando bastante o estilo musical da dupla – e, por isso mesmo, notável.

A ENSEADA, por J. RALPH

A última vez que um documentário teve uma trilha tão excepcional foi quando Philip Glass realizou, em 2003, a parte musical de Sob a Névoa da Guerra. J. Ralph, sete anos depois, surpreende com o maravilhoso trabalho para A Enseada. Trazendo uma trilha extremamente diversificada em sua sonoridade, o compositor tem momentos notáveis nesse álbum (a faixa Dolphins & Ric encerra o filme com perfeição, por exemplo). Por mais que tenha 27 faixas, J. Ralph nunca perde a mão e consegue, frequentemente, inovar no seu estilo.

CHÉRI, por ALEXANDRE DESPLAT

Já virou rotina: todo ano o francês Alexandre Desplat merece estar entre as melhores trilhas do ano. Se ano passado ele apareceu duplamente na minha seleção com O Curioso Caso de Benjamin Button e Coco Antes de Chanel, dessa vez seu nome está representado unicamente com Chéri. Foram muitos os trabalhos de Desplat esse ano, mas esse, sem dúvida, é o mais encantador de todos. Relembrando o estilo de suas trilhas anteriores como A Rainha, o francês mais uma vez surpreendeu ao criar uma trilha tão bem pontuada e com momentos dignos de reconhecimento. Pena que a falta de repercussão do filme tenha escondido esse belíssimo momento de Desplat.

LUNAR, por CLINT MANSELL

Sempre arrebatador em tudo que faz, Clint Mansell realizou outra estupenda trilha sonora. É uma pena que Lunar tenha vindo para o Brasil apenas no formato de DVD, pois é um pequeno grande filme – e que traz, claro, outra amostra do infinito talento de Mansell. Variando entre o drama e o suspense, o compositor cirou o clima perfeito para narrar a jornada solitária de Sam Bell (Sam Rockwell). Alida ao ótimo trabalho de edição/mixagem de som, a trilha faz de Lunar um trabalho marcante no setor sonoro. Vale ressaltar as faixas The Nursery e Memories (Someone We’ll Never Know), donas de uma beleza singular.

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Escolha do público:

1. Direito de Amar (27 votos, 67.50%)

2. Tron – O Legado (9 votos, 22.50%)

3. Lunar (4 votos, 10%)

4. A Enseada (0 votos, 0%)

5. Chéri (0 votos, 0%)

Melhores de 2010 – Direção de Arte

O mundo imaginário criado para ilustrar o mundo maluco do dr. Parnassus (Christopher Plummer) não teria o mesmo efeito se não fosse a direção de arte. O diretor do filme, Terry Gilliam costuma sempre caprichar nesse segmento e, inclusive, ele é o responsável pela direção de arte do filme junto com David Warren. Utilizando decorações e cenários extremamente alegóricos, esse setor técnico consegue chamar a atenção sem cometer exageros visuais. Tudo o que podemos perceber na direção de arte de O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus é fruto de um trabalho simples e que também tem muito de origem teatral. Nada mais apropriado para um longa que tem o teatro de rua como sua principal engrenagem. Essa é uma história que não agrada a todos e que ficou marcado por ser o último trabalho do falecido Heath Ledger. Contudo, vale ressaltar que, apesar das falhas, O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus tem os seus méritos. E, possivelmente, a direção de arte é o maior deles.

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A JOVEM RAINHA VICTORIA

Estranho como, na maioria das vezes, só costumam reconhecer os figurinos dos filmes de época. O que seria dessas produções se não fosse, também, a direção de arte? A Jovem Rainha Vitória tem a sua parte técnica ainda mais requintada em função do ótimo trabalho na direção de arte. O visual palaciano está muito bem representado em cenários decorados com exatidão e também no detalhismo de cada set utilizado para narrar a história da rainha Vitória (Emily Blunt).

SHERLOCK HOLMES

Por mais que seja um dos filmes mais insuportáveis do ano, Sherlock Holmes tem alguns aspectos interessantes. O primeiro deles é, sem dúvida, a ótima trilha de Hans Zimmer. Mas, também, não dá para deixar de lado a boa direção de arte que ajuda a levar o espectador ao mundo do protagonista. Conquistando pela simplicidade, não é um trabalho de grandes aspectos. Entretanto, faz o necessário para que o saldo seja uma boa ferramente para ilustrar a época em que o personagem-título vive.

TRON – O LEGADO

Não sei o porquê de tão poucos terem se encantado com o lado técnico de Tron – O Legado. Fiquei impressionado com a técnica do filme, especialmente no uso dos efeitos e no setor sonoro. Arquiteto e engenheiro mecânico que se tornou criador multimídia, o diretor Joseph Kosinski utilizou toda sua formação profissiional para criar o mundo tecnológico que assistimos no filme. O resultado? Uma direção de arte diferente e muito interessante.

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Confesso que nem a parte técnica de Alice no País das Maravilhas conseguiu me empolgar. Nada do que vemos aqui nos remete ao melhor que Tim Burton já produziu, mas é o suficiente para explorar o mundo encantado em que a jovem Alice (Mia Wasikowska) chega. Usando muitas cores e extravagâncias, a direção de arte tenta atrair atenção para si e disfarçar o fraco roteiro. Normalmente, isso seria um erro. Mas, aqui, isso chega até a ser positivo. Já que Alice não acerta no conteúdo, pelo menos tem uma embalagem bem elaborada.

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Escolha do público:

1. Alice no País das Maravilhas (9 votos, 28.13%)

2. A Jovem Rainha Vitória (7 votos, 21.88%)

3. O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (7 votos, 21.88%)

4. Sherlock Holmes (5 votos, 15.63%)

5. Tron – O Legado (4 votos, 12.05%)

Melhores de 2010 – Atriz Coadjuvante

Quando penso em Nine o primeiro nome que me vem à cabeça é o de Marion Cotillard. Preterida pelas premiações enquanto a sua companheira de tela Penélope Cruz recebia várias indicações, Cotillard foi a verdadeira estrela desse musical decepcionante. Dona dos melhores momentos musicais, a francesa, mais uma vez, demonstrou grande versatilidade. Introspectiva (ela é total destaque quando canta My Husband Makes Movies) e sensual (arrasa em Take it All), Cotillard é o coração de Nine. Sua Luisa Contini é a única lembrança positiva que o espectador leva dessa passageira experiência proporcionada pelo diretor Rob Marshall. Marion, portanto, conseguiu se firmar como uma das mais talentosas atrizes de sua geração e, desde já, é um nome que sabemos que dificilmente desapontará. Afinal, ser a melhor  interpretação de um elenco que traz Daniel Day-Lewis, Judi Dench e Sophia Loren não é para qualquer uma. Cotillard nos entrega uma atuação na medida e que ficou comigo durante um bom tempo após o filme. E existe melhor jeito de avaliar o quanto uma interpretação marcou se não o quanto ela fica na nossa memória após os créditos finais?

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VERA FARMIGA (Amor Sem Escalas)

Anna Kendrick tinha o papel mais “simpático” e que também utilizava muito mais a emoção do que o de Vera Farmiga. Entretanto, como na maioria dos casos, tenho forte tendência a apreciar melhor os papéis contidos. Combinando perfeitamente com George Clooney (os dois formam um dos melhores casais do cinema contemporâneo), Farmiga demonstra competência em cada cena de Amor Sem Escalas. Transmitindo toda a independência e maturidade de uma mulher dedicada por completo ao mundo profissional, a atriz foi um dos grandes destaques do filme de Jason Reitman. Pena que não teve chances contra Mo’Nique na época dos prêmios.

MO’NIQUE (Preciosa – Uma História de Esperança)

Para ser bem sincero, não acho que Mo’Nique seja todo esse estouro que as premiações disseram ou que a crítica apontou. De qualquer forma, não posso deixar de reconhecer tudo o que a atriz conseguiu realizar em Preciosa – Uma História de Esperança. Se durante mais da metade do filme ela surge como uma maquiavélica mãe que parece não ter nenhum sentimento pela filha ou por qualquer um, também alcança destaque quando humaniza a sua personagem em uma sequência decisiva do longa. Em determinados momentos, parece que sua representação cai em repetições – mas, por sorte, é um retrato que sempre consegue chamar a atenção e atingir o público.

JULIANNE MOORE (Direito de Amar)

Certas atrizes são tão maravilhosas que nem precisam de muito tempo em cena para uma marcante aparição. Se Viola Davis já havia conseguido esse feito com Dúvida, Julianne Moore conseguiu repetir a situação em Direito de Amar. No auge de sua beleza com um visual estonteante, a subestimada atriz brilhou em cada minuto no filme de Tom Ford. Como a rica e bela mulher que é cheia de amigos mas, no fundo, é solitária e frustrada por não ter sido a escolha amorosa de George (Colin Firth), Moore traduziu com perfeição o glamour e as decepções de uma mulher que está longe de ser o que aparenta. Trabalho irretocável.

SAMANTHA MORTON (O Mensageiro)

Outra atriz injustiçada não só na última temporada de premiações, mas também nos últimos anos. Samantha Morton compreendeu todo o lado emocional proposto por O Mensageiro e entregou uma atuação digna de aplausos. Emotiva mas longe da visceralidade dos seus companheiros de tela, Ben Foster e Woody Harrelson, Morton adota um tom mais singelo para compor sua personagem. Escolha acertada, já que esse tipo de representação combinou totalmente com Morton, que foi um dos destaques mais interessantes de O Mensageiro. Ela é uma grande contribuição para esse retrato humano sobre os efeitos da guerra do Iraque.

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Escolha do público:

1. Mo’Nique (13 votos, 34.21%)

2. Julianne Moore (11 votos, 28.95%)

3. Marion Cotillard (10 votos, 26.32%)

4. Samantha Morton (2 votos, 5.26%)

5. Vera Farmiga (2 votos, 5.26%)

Melhores de 2010 – Roteiro Adaptado

Fiquei duas vezes impressionado com o roteiro de Tom Ford e David Scearce para Direito de Amar. A primeira foi quando assisti o filme sem qualquer conhecimento da obra original, Um Homem Só – Flagrante de Uma Profunda Solidão, de Christopher Isherwood. A segunda foi após ter lido o texto do britânico. Em ambas oportunidades ficou evidente, pelo menos pra mim, a potente força dramática de um filme que encontra na sutileza a sua principal engrenagem. Direito de Amar é um filme de emoções contidas que se acumulam a cada minuto de projeção e que no, final das contas,  resultam em algo extremamente melancólico. A elegância da narrativa constrói uma das histórias mais bonitas sobre perda dos últimos anos. Sem falar de uma brusca mudança no protagonista que, no livro, era um sujeito amargamente antipático e que, no longa, tornou-se um homem sofrido e triste, porém admirável. Uma escolha mais do que acertada e que só melhorou ainda mais as emoções de Direito de Amar. Um filme que conseguiu ser melhor que o livro. Algo raro de se encontrar. Para uma dupla de iniciantes, Ford e Scearce se mostraram verdadeiros gênios.

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OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE

O roteiro de Os Famosos e os Duendes da Morte é um dos mais raros no cinema brasileiro contemporâneo. Gostando ou não do longa de Esmir Filho, ninguém poderá dizer que o resultado se parece com qualquer outro que tenha sido produzido no Brasil recentemente. Muito disso se deve não apenas ao trabalho de Esmir atrás das câmeras como diretor, mas também ao roteiro que ele escreveu junto com Ismael Caneppele, autor do livro que deu origem ao filme. Trabalhando os dilemas do protagonista de forma extremamente metafórica e subjetiva, o roteiro de Os Famosos e os Duendes da Morte pode, sem dúvida alguma, servir de exemplo de inspiração e maturidade para o cinema nacional.

EDUCAÇÃO

O estilo britânico de narrar histórias não está presente apenas na direção de Lone Scherfig ou na reconstituição de época de Educação. O estilo britânico também se mostra vivo na forma como o roteiro faz um preciso delineamento da trajetória de Jenny (Carey Mulligan). Para muitos, pode ter um ritmo meio lento e sem acontecimentos, mas isso é essencial para que o texto de Nick Hornby construa, com várias sutilezas, o crescimento emocional e psicológico da personagem. Pode ser que, durante o filme, até não notemos (e esse é um grande mérito), mas, no final, vemos que a Jenny do desfecho está longe de ser aquela que nos foi apresentada inicialmente.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 1

Pelo menos para mim, essa primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte era uma tragédia anunciada. Detesto a primeira parte do livro de J.K. Rowling e o filme tinha tudo para seguir a monotonia que reinava durante a primeira parcela do livro. Para a minha surpresa, Steve Kloves fez um trabalho surpreendente com o roteiro. A maioria do público que não teve contato com a obra original condenou o ritmo lento do enredo. Porém, a verdade é que a versão cinematográfica conseguiu ser bem melhor que a literária. Não só no sentido de descobertas ou de acontecimentos mágicos na vida do protagonista. A emoção também foi bem pontuada.

AMOR SEM ESCALAS

Quando Preciosa – Uma História de Esperança tirou o Oscar de roteiro adaptado das mãos de Amor Sem Escalas, a confusão foi grande. Muitos reclamaram da escolha, enquanto uma pequena parcela apoiava. Fico no grupo que considerava essencial a vitória do filme de Jason Reitman na categoria, ao passo que o melhor, Direito de Amar, nem concorria. Amor Sem Escalas tem aquele tipo de texto que narra uma história contemporânea e, ao mesmo tempo, traz diálogos inteligentes e reflexivos. Existem algumas previsibilidades no desenvolvimento – especialmente no final – mas nada que apague o dinamismo desse ótimo trabalho.

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Escolha do público:

1. Direito de Amar (15 votos, 38.46%)

2. Amor Sem Escalas (14 votos, 35.09%)

3. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 (5 votos, 12.82%)

4. Educação (3 votos, 7.69%)

5. Os Famosos e os Duendes da Morte (2 votos, 5.13%)