Cinema e Argumento

As Submissões Ao Emmy (Brothers & Sisters)

A opinião do Cinema e Argumento sobre as submissões das séries para concorrer ao Emmy. Serão comentadas somente os seriados e os respectivos episódios concorrentes assistidos pelo blog. O primeiro post fala sobre Brothers & Sisters e sua segunda temporada.

Se ano passado a escolha do episódio Bad News para Rachel Griffiths concorrer como atriz coadjuvante foi um grande equívoco (apesar do episódio ser sobre ela, a atriz estava infinitamente melhor em outros capítulos, como Grapes Of Wrath), esse ano a decisão de que Domestic Issues irá representá-la na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática foi um enorme acerto. Rachel exerce seu papel de coadjuvante com maestria, em um episódio que sua personagem é obrigada a se separar de pessoas muito queridas em sua vida. Somente a cena final já vale a sua indicação. Agora fica a dúvida: ela leva o prêmio, caso indicada? Não sei. Em primeiro lugar, Rachel já devia ter um Emmy em mãos, por causa de sua inesquecível Brenda Chenowith em Six Feet Under. Segundo, caso vença, o prêmio será mais do que merecido. Aliás, seria uma homenagem a essa atriz versátil e brilhante que sem dúvida alguma é uma das melhores atuantes no mundo televisivo. Ano passado não levou e dá até pra entender, mas esse ano ela chega com muito mais chances. O episódio Domestic Issues também foi o escolhido para representar a série na categoria principal. Mas infelizmente, como pode ser conferido no blog Cinéfila Por Naturezaa série não conseguiu chegar entre as dez finalistas na categoria principal. 

Talvez só a escolha do episódio de Griffiths tenha sido um acerto. Incluir a atuação de Sally Field em History Repeating para que a atriz volte a concorrer esse ano (lembrando que ano passado ela foi a vencedora e esse ano nem tem chances) não foi muito inteligente. O episódio é banal e investe no caráter do personagem que menos chama a atenção – o cômico. Por sinal, a personagem Nora Walker decepcionou nessa temporada – tornando-se alguém chata e sem graça. Caiu na mesmice. Sally teria mais chances se concorresse por Home Front, um dos melhores episódios da série ao lado de Mistakes Were Made – Part 1 (que deu o Emmy de Atriz em Série Dramática para a matriarca do seriado). Ela provavelmente concorrerá, já que ganhou ano passado. Prefiro que Calista Flockhart concorra no lugar da Sally, pois a atriz teve uma evoluída nessa segunda temporada. O coadjuvante Dave Annable recebeu uma boa escolha, já que está excelente em 36 Hours, mas é improvável que ele concorra. Mas quem sabe o Danny Glover não leva como ator convidado? Ainda não assisti o episódio escolhido para ele, mas o ator realiza bom trabalho em sua aparição.

Existem algumas citações que nem devem ser consideradas, como Rob Lowe em Melhor Ator em Série Dramática por 36 Hours e Balthazar Getty como Coadjuvante em Série Dramática por History Repeating. Infelizmente só tive a oportunidade de assistir a esses episódios. Mas não poderia deixar de comentar a equivocada escolha de Rob Lowe ser escolhido como o Ator principal da série. Além de ser um ator limitado, seu personagem é insosso e nada traz de muito útil para a trama. No final das contas, minhas maiores torcidas para a série ficam com Rachel Griffiths e Matthew Rhys. Pena que não apostaram em Home Front, primeiro episódio dessa segunda temporada.Confira abaixo as submissões de Brothers & Sisters para o Emmy.

DRAMA SERIES:

Brothers & Sisters (“Domestic Issues” /”36 Hours”)

DRAMA LEAD ACTOR:

Rob Lowe – “36 Hours”

DRAMA LEAD ACTRESS:

Sally Field – “History Repeating”
Calista Flockhart – “Holy Matrimony”

DRAMA SUPPORTING ACTOR:

Dave Annable – “36 Hours”
Balthazar Getty – “History Repeating”
Matthew Rhys – “Moral Hazard”
Ron Rifkin – “Moral Hazard”

DRAMA SUPPORTING ACTRESS:

Rachel Griffiths – “Domestic Issues”
Sarah Jane Morris – “Missionary Imposition”
Emily VanCamp – “Double Negative”
Patricia Wettig – “Moral Hazard”

DRAMA GUEST ACTOR

Danny Glover – “The Feast Of Epiphany

DRAMA DIRECTING

Laura Innes – “The Feast of Epiphany
Ken Olin – “Domestic Issues
David Paymer – “36 Hours

DRAMA WRITING

Greg Berlanti, Monica Owusu-Breen, Alison Schapker – “Prior Commitments
David Marshall Grant, Molly Newman – “36 Hours
Jason Wilborn, Sherri Cooper – “Moral Hazard

O vídeo da semana já fica embutido nesse post, mostrando a melhor cena de Rachel Griffiths em “Domestic Issues”. Contem spoilers.

WALL•E

Direção: Andrew Stanton

Com as vozes de Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard, Kathy Najimy, Sigourney Weaver

EUA, 2008, Animação, 105 minutos, Livre.

Sinopse: Após entulhar a Terra de lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave. O plano era que o retiro durasse alguns poucos anos, com robôs sendo deixados para limpar o planeta. Wall-E é o último destes robôs, que se mantém em funcionamento graças ao auto-conserto de suas peças. Sua vida consiste em compactar o lixo existente no planeta, que forma torres maiores que arranha-céus, e colecionar objetos curiosos que encontra ao realizar seu trabalho. Até que um dia surge repentinamente uma nave, que traz um novo e moderno robô: Eva. A princípio curioso, Wall-E logo se apaixona pela recém-chegada.

A Pixar chega ao auge de sua genialidade com WALL-E, animação surpreendente que, além de ser o melhor filme do ano, também consegue ser a mais grandiosa e bem produzida do cinema nos últimos tempos.”

Foi só ano passado, com o maravilhoso Ratatouille, que a Pixar conseguiu realmente chamar a minha atenção. Não é que eu não gostasse da produtora, mas sinceramente eu não via nada de tão genial em suas animações. Inclusive eu tinha me decepcionado bastante com um de seus maiores sucessos, o superestimado Os Incríveis. Fui conferir WALL-E com zero expectativa, ainda que eu estivesse curioso demais para conferir se o filme do ratinho do cozinheiro tinha sido apenas um golpe de tremenda sorte da produtora. O fato é que o novo filme da Pixar é surpreendente, e o melhor que ela já realizou. Sem falar que é a melhor animação que aparece pelo cinema em anos.

Pra começar, temos um diretor incrivelmente competente. Andrew Stanton comanda o filme de forma segura e impecável, sabendo controlar cada mínimo detalhe de seu filme. Unindo-se a isso, temos um roteiro brilhante – a história não podia ser mais improvável e se torna um produto de pura genialidade, conferindo verossimilhança e emoção em cada minuto. O que também o favorece é sua curta duração, são ligeiros 105 minutos de pura diversão. WALL-E é quase desprovido de diálogos – e ao contrário do que se possa imaginar, isso não afeta em nenhum momento o ritmo do longa. Muito pelo contrário, as expressões de nosso protagonista conseguem dizer tudo o que palavras talvez não conseguiriam. Mais do que nunca, uma imagem vale mais do que mil palavras. O robozinho é humano – tem medo, coragem, curiosidade e… amor. A animação de Andrew Stanton termina por ser uma tímida história de amor, que pouco a pouco vai se tornando cada vez mais sincera. Além disso, faz uma enorme crítica sobre a alienação da população, que só fica sentada em frente do computador, comendo, engordando e esquecendo-se do quão importante é o sense of touch, como diria Crash – No Limite.

Por os diálogos serem mínimos, WALL-E usa e abusa da estupenda trilha sonora do genial Thomas Newman. Ele, que absurdamente até hoje não tem um Oscar em mãos, realiza possivelmente o melhor trabalho de toda a sua carreira de compositor. Nunca ouvi em seu currículo uma trilha tão diversificada, original e minimalista. Esse é um dos pontos altos do filme, pois a música é o que também dota o filme de emoção. A grandiosidade e o detalhismo do desenho dispensam comentários, uma vez que as animações de hoje em dia se aperfeiçoam cada vez mais nesse quesito. Mas o mais impressionante é como conseguiram dar expressões tão verdadeiras para um robô. É por esse e outros motivos que Wall-E merece ser coroado com o Oscar por seu brilhantismo. E não apenas na categoria de desenho animado, os efeitos sonoros também são incríveis e dignos de reconhecimento.

Se existe um ponto fraco em WALL-E, esse é a repetição de seu humor. Assistimos sempre a mesma coisa – as estripulias do robô tentando compreender novos mundos. Mas estranhamente eu não vejo isso como um fator negativo. É extremamente gratificante sair da sala de cinema com uma sensação positiva por ter visto algo realmente genial. A animação é isso – estupenda, muito bem orquestrada e até agora a melhor surpresa do ano. E o melhor filme também.

PS: Procure assistir aos créditos finais, que são um primor de beleza estética, sem falar da linda música de Peter Gabriel, “Down To Earth”.

FILME: 9.0

45

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Direção: Steven Spielberg

Elenco: Harrison Ford, Shia LaBeouf, Cate Blanchett, John Hurt, Ray Winstone, Karen Allen, Jim Broadbent

Indiana Jones And The Kingdom Of The Crystal Skull, EUA, 2008, Aventura, 125 minutos, 12 anos.

Sinopse: 1957. Indiana Jones (Harrison Ford) e seu ajudante Mac (Ray Winstone) escapam por pouco de um encontro com agentes soviéticos, em um campo de pouso remoto. Agora Indiana está de volta à sua casa na Universidade Marshall, mas seu amigo e reitor da escola, Dean Stanforth (Jim Broadbent), explica que suas ações recentes o tornaram alvo de suspeita e que o governo está pressionando para que o demita. Ao deixar a cidade Indiana conhece o rebelde jovem Mutt Williams (Shia LaBeouf), que tem uma proposta: caso o ajude em uma missão Indiana pode deparar-se com a caveira de cristal de Akator. Agentes soviéticos também estão em busca do artefato, entre eles a fria e bela Irina Spalko (Cate Blanchett), cujo esquadrão de elite está cruzando o globo atrás da Caveira de Cristal.

Depois de alguns filmes tentando resgatar seu gênero (como A Lenda do Tesouro Perdido), o lendário Indiana Jones tem seu retorno aos cinemas trazendo todo aquele clima nostálgico de aventura e os elementos que o tornaram um sucesso na história do cinema.

Todo mundo sabe que as aventuras do arqueólogo Indiana Jones são um exagero, e aqui não é diferente. Ele é invencível, escapa das situações mais improváveis, não tem medo da morte e sempre se envolve em aventuras grandiosas. Mas e daí? As histórias de Indy são excelentes justamente por causa disso. Já se foram quase vinte anos desde que o aventureiro teve sua última aparição no cinema, com Indiana Jones e a Última Cruzada, e seu retorno em O Reino da Caveira de Cristal foi esperado por multidões. O diretor Steven Spielberg resolveu não modernizar o protagonista ou tentar ”encaixar” o filme nos moldes hollywoodianos contemporâneos. É uma aventura clássica, inocente e divertida – como já estamos acostumados a assistir na televisão. Só que isso não é um defeito. É exatamente por causa dessa nostalgia do roteiro que essa continuação é tão sincera e espontânea.

Como sou um leigo na série, fui assistir O Reino da Caveira de Cristal sem qualquer conhecimento sobre as produções realizadas anteriormente. Mas posso dizer que o filme funciona perfeitamente para quem nunca assistiu aos outros filmes – o roteiro é instigante e cheio de ação, ainda que tenha diversas falhas em seu ritmo, especialmente quando tenta explicar o caráter histórico da tal caveira de cristal do título e quando resolve trabalhar as relações entre os personagens. Felizmente, esses problemas de narrativa só ficam presentes até a metade do longa, depois somos brindados com o melhor das aventuras “clássicas” em uma sucessão de cenas de ação que são completamente empolgantes. Nesse quesito, Spielberg continua melhor do que nunca. É um pouco difícil para que a geração de hoje aceite todas as estripulias e movimentos acrobáticos inacreditáveis que estão presentes no longa, logo é recomendado que essas pessoas não assitam ao longa, pois a grande diversão dele é justamente essa.

Ao contrário do que eu imaginava, Harrison Ford não estragou minha diversão. Nunca achei que ele fosse alguém talentoso ou sequer bom ator, mas com O Reino da Caveira de Cristal ele conseguiu me convencer bastante, impecável em seu papel. Já não posso dizer o mesmo do seu companheiro de tela, o jovem Shia LaBeouf (que em Transformers se revelou alguém com futuro). Sim, ele tem o porte físico e toda a jovialidade para o papel, mas em momento algum demonstra carisma, tornando-se um personagem completamente nulo em sua presença na tela. A musa Cate Blanchett (em sua terceira tão-falada participação no cinema depois dos desempenhos em Elizabeth – A Era de Ouro e Não Estou Lá) não parece ser Cate Blanchett. Escondida em cabelos negros em um pesado sotaque, fica difícil ver que é ela quem está em nossa frente. Cumpre muito bem o seu papel de vilã, mas não deixa grandes marcas.

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é uma excelente aventura, que com certeza vai agradar a todos os fãs da série e até mesmo aqueles que nunca colocaram os olhos na história – como eu. Certamente não é um trabalho muito grandioso, especial ou marcante, mas consegue ser uma das melhores opções em cartaz. Merece se conferido e apreciado.

FILME: 8.0

35

Sex And The City

Direção: Michael Patrick King

Elenco: Sarah Jessica Parker, Kim Cattral, Cytnhia Nixon, Kristin Davis, Jennifer Hudson, Candice Bergen, Chris Noth, David Eigenberg

EUA, 2008, Comédia Romântica, 150 minutos, 16 anos.

Sinopse: Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) é uma escritora de sucesso obcecada por moda, que vive em Nova York. Assim como suas amigas Samantha Jones (Kim Cattrall), Charlotte York (Kristin Davis) e Miranda Hobbes (Cynthia Nixon), Carrie tenta equilibrar o trabalho com seus relacionamentos.

Com muita expectativa em torno de seu resultado, o filme de Sex And The City acerta completamente quando é avaliado como um presente para os fãs da série. Já quando analisado como um produto cinematográfico, o resultado não empolga.

O filme como uma homenagem ao seriado e seus fãs:

Junto com Friends, o seriado Sex And The City se tornou um dos maiores sucessos na história cômica da televisão americana. Conquistando quase que unicamente apenas o público feminino, durou seis temporadas e ganhou oito prêmios no Globo de Ouro. Somente depois de 4 anos é que o tão prometido filme chega aos cinemas, e com a maior certeza posso dizer que é um retorno mais do que satisfatório para os fãs. É com imensa alegria que voltamos a nos encontrar com Carrie Bradshaw, Samantha Jones, Charlotte York e Miranda Hobbes. As atrizes nunca pareceram tão à vontade em seus papéis e conseguem reviver suas memoráveis personagens de forma impecável. Além delas, todos aqueles elementos que tornaram Sex And The City um grande sucesso estão de volta – a imensa variedade de figurinos, os problemas amorosos, as questões sexuais e a importância da amizade. No final das contas, é como se estivéssemos assistindo um recomeço da série, um episódio novo que vai trazer de volta o seriado. Assim, assiste-se ao filme com grande empolgação. A cada momento somos brindados pelos elementos que sempre deram certo na televisão e pelo humor inconfundível. No final, ao som de All Dressed In Love, fica o sorriso no rosto. Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte são insubstituíveis.

O filme como um produto cinematográfico:

Sex And The City funciona perfeitamente como uma comédia romântica até a sua metade. No exato momento em que Jennifer Hudson entra em cena, o filme cai na obviedade e começa a se repetir até os créditos finais. Por ter um tratamento puramente televisivo (afinal, o longa é dirigido por um diretor do seriado), o longa acaba parecendo um episódio alongando – e como, já que estamos falando de longos 150 minutos desnecessários de duração. Se o roteiro acerta ao trazer todos os elementos positivos que deram certo na televisão, peca por abusar deles e criar coisas novas, não sabendo trabalhar com elas. Um exemplo é a aparição de Louise (Jennifer Hudson), que além de ser uma personagem completamente tapada (não consegui engolir de jeito nenhuma aquelas filosofias baratas de “o amor é lindo, resolve tudo e é o que todos precisam”) e de não ter nenhuma utilidade na trama, só mostra que Hudson é mais uma Queen Latifah da vida que só chama a atenção quando solta a voz. Fiquei incomodado também com tantos acontecimentos, especialmente as milhares separações e desavenças existentes.

Sem dúvida alguma, Sex And The City é muito bem produzido – as cores saltam aos olhos (ajudados por uma excelente fotografia), a trilha tem seus ótimos momentos e alguns momentos do filme são realmente interessantes. As mulheres ficarão particularmente interessadas pelos figurinos (ainda que eles às vezes irritem: precisava mesmo que elas usassem roupas hiper-chiques o tempo inteiro e ficassem mudando o visual a todo momento?), que conseguem superar O Diabo Veste Prada nesse quesito e provavelmente devam conseguir uma indicação ao Oscar como o filme de David Frankel conseguiu. O mérito do longa é conseguir reunir as quatro atrizes de forma perfeita; elas nunca estiveram tão bem fotografadas, simpáticas e verossímeis. Mas vão além disso, mostrando serem excelentes atrizes. Estranhamente, a protagonista é a menos interessante de todas – Sarah nunca esteve tão sem graça como Carrie Bradshaw. Quem ganha destaque é Cynthia Nixon e Kim Cattral. A primeira se mostra muito competente em sua atuação. A segunda, brilha mais do que as outras. Não posso negar que sua Samantha Jones às vezes é um exagero, mas ela é a que mais diverte e cativa. Até mesmo a Kristin Davis e sua insossa Charlotte York aparece renovada e irradiante.

O resultado final:

A aprovação do resultado vai depender de quem o está assistindo. Como já mencionado, um fã da série vai sair empolgado da sessão. Um cinéfilo qualquer que desconhece as origens, possivelmente vai desaprovar a narrativa previsível e clichê. Eu como sou apenas um cinéfilo que gosta do seriado (e nada mais, já que nunca fui encantado pelas aventuras do quarteto) e saí satisfeito da sessão. Não me deixei levar pelos erros do longa e tive uma boa diversão. Deu para matar a saudade das personagens? Sem dúvida. Fica um gosto de “quero mais”? Claro. Mas deve parar por aqui. Mais um filme estragaria tudo. Devido ao sucesso (claro que o financeiro, já que a opinião do público e da crítica pouco importam) andam falando em uma possível continuação e até mesmo em uma trilogia (!!!), algo que desaprovo completamente. Até agora, tudo foi aceitável e divertido. Algo além, seria muito arriscado e o que menos queremos é ver o quarteto envolvido em algo ruim.

FILME: 7.5

35

Vídeo da Semana

O vídeo apresenta spoilers.

Podem reclamar de Crash – No Limite, que é injustamente massacrado. Mas desde que eu vi essa cena, nunca mais fiquei chocado em nenhuma outra sessão. Para alguns, apelativa. Para outros, brilhante. Eu fico com a segunda opção.