Cinema e Argumento

Filmes em DVD

Pecados Íntimos, de Todd Field (revisto)

Com Kate Winslet, Patrick Wilson e Jennifer Connelly

Na primeira vez que assisti Pecados Íntimos, não fui muito cativado por seu roteiro. Apesar de ser uma impecável adaptação do livro de Tom Perrotta, prefiro o roteiro anterior de Todd Field – Entre Quatro Paredes. Porém, Pecados Íntimos conquista mais como filme. É mais bem estruturado, dividindo suas tramas dramáticas com maestria, onde todos os personagens têm o seu devido espaço – com exceção de Jennifer Connelly como a esposa traída, que não tem maiores dimensões psicológicas. De certa forma, é uma produção subestimada, que só acabou tendo o reconhecimento do público de arte. Até as premiações preteriram o filme, já que merecia muito mais do que realmente teve. O elenco é ótimo, com Kate Winslet dando um show como sempre (mesmo não sendo a mais impactante em termos de interpretação) e Patrick Wilson surpreendendo em grande interpretação. Mas o destaque mesmo fica com o coadjuvante Jackie Earle Haley, assustador e humano como o pedófilo que acaba de sair da prisão. Pecados Íntimos não é um filme facilmente digerível e não deve agradar muita gente por conta de seus temas pesados e tratamento subjetivo e intelectualizado, mas tem inúmeros méritos que merecem ser reconhecidos. Acima de tudo, é real e muito próximo da realidade. O diretor Todd Field se mostra um grande mestre ao explorar o melhor tipo de cinema dramático que existe – o da vida real, no qual é fácil o espectador se identificar.

FILME: 8.5

Querido Frankie, de Shona Auerbach (revisto)

Com Emily Mortimer, Gerard Butler e Jack McElhone

É impossível negar que certos filmes menores, de baixo orçamento e com nomes não muito famosos apareceram como ótimas surpresas nos últimos anos. Enquanto Pequena Miss Sunshine e Juno estouraram em público e crítica, outros passaram despercebidos. É o caso desse ótimo Querido Frankie, que conquista completamente com sua humildade e sinceridade. A história, apesar de original, não apresenta essa característica em seu roteiro – acompanhamos uma história morna, sem maiores picos ou emoção, mas que por alguma razão misteriosa prende a atenção. Além de uma carismática protagonista (Emily Mortimer, excelente) e de um competente “par” (Gerard Butler, em uma de suas melhores aparições no cinema), o jovem ator que dá título ao filme (Jack McElhone) também apresenta bom desempenho. Querido Frankie não tem nada de excepcional e até deixa algumas tramas muito nebulosas – como a história do verdadeiro pai de Frankie -, mas é um filme querido demais para não se gostar.

FILME: 8.0

Flores de Aço, de Herbert Ross

Com Sally Field, Julia Roberts e Shirley McLaine

Flores de Aço deu a Julia Roberts sua primeira indicação ao Oscar. Nada mais merecido, a atriz está realmente excelente no papel da noiva diabética do longa. Contudo, é injustiça falar só dela, já que o elenco feminino também tem ótimos desempenhos, especialmente a Sally Field. No resto, Flores de Aço é um filme bem comum sobre relacionamentos que se afloram quando alguém da família decide se casar e todos são obrigados a ficarem juntos. Não tem nada no roteiro que nós já não tenhamos visto em outras produções, e adicione a isso uma mistura de comédia e drama. As atrizes compensam a história banal, com aparições radiantes.

FILME: 7.0

Footloose – Ritmo Louco, de Herbert Ross

Com Kevin Bacon, Dianne Wiest e Sarah Jessica Parker

Mais um filme colegial musicalizado sobre amores proibidos e jovens rebeldes em tempos de repressão como já vimos em Grease – Nos Tempos da Brilhantina e no mais recente Hairspray – Em Busca da Fama. Footloose – Ritmo Louco não acrescenta nada de novo ao gênero, mas sem dúvida é um entretenimento muito divertido e agradável, especialmente por causa de sua deliciosa trilha sonora. Com rostos em início da carreira como Kevin Bacon e Sarah Jessica Parker, o longa é basicamente mais uma historinha colegial onde nada acontece. Porém, assim como qualquer outro filme desse estilo prende a atenção exatamente por causa de sua temática.

FILME: 7.0

Os Simspons – O Filme, de David Silverman

Com as vozes de Dan Castellaneta, Julie Kavner e Nancy Cartwright

Vi esse filme dos Simspons sem qualquer expectativa, pois nunca acompanhei o seriado ou sequer vi um episódio completo. O resultado foi bem decepcionante para mim – fazia tempo que eu não via uma animação tão perdida e irregular em seu humor, o que é uma pena, porque o filme tem tiradas bem inteligentes. Suas piadas às vezes chegam em um ritmo frenético, deixando a sensação de que os roteiristas tiveram uma overdose de idéias. O longa é cheio de erros, mas é impossível resistir ao charme dos personagens, todos muito divertidos. Cheio de situações pouco prováveis e temática não muito instigante, Os Simpsons – O Filme é insatisfatório.

FILME: 6.0

New York, New York, de Martin Scorsese

Com Robert De Niro, Liza Minelli e Lionel Stander

É definitivo, eu não gosto de Martin Scorsese. Sei que vou ser apedrejado em praça pública por causa desse meu comentário, mas simplesmente não acho que ele seja um bom diretor. New York, New York é mais um de seus intermináveis filmes que podiam muito bem ter metade de sua duração. O musical (que na realidade nem é bem um musical, já que é mais sobre música do que um musical cantado propriamente dito) tem 170 minutos de duração e só consegue certo carisma por causa das interpretações de Robert De Niro e Liza Minelli – ambos merecedores de indicações ao Oscar. Mesmo que tenha uma significativa direção de arte e interessantes figurinos, a produção simplesmente não decola, tornando-se uma experiência completamente dispensável. Se existe um motivo para que New York, New York seja assistido, esse é a sua dupla protagonista. De resto, nada de especial ou marcante.

FILME: 6.0

Ela Dança, Eu Danço, de Anne Fletcher

Com Channing Tatum, Jenna Dewan e Rachel Griffiths

Depois que acabei de assistir Ela Dança, Eu Danço não consegui acreditar um dia eu tive paciência para assistir filmes de dança. O longa de Anne Fletcher é uma sucessão de clichês e tramas desinteressantes que servem de base para bonitas coreografias e uma boa trilha sonora. Mas infelizmente um longa não sobrevive só com essas qualidades, principalmente quando estamos falando de um gênero totalmente saturado e repetitivo (alguém vê alguma diferença entre esses filmes, como Vem Dançar, por exemplo?). Por mais que tenhamos um bom elenco desconhecido, Ela Dança, Eu Danço não empolga e não consegue nem ser um guilty pleasure, o que é uma pena. O fato é que o filme nem é uma desgraça, eu que cansei de histórias assim. Se é pra fazer, que façam algo ao menos original. No final das contas, eu só ficava esperando a próxima aparição da sempre competente Rachel Griffiths durante a história…

FILME: 5.5

Pecados Ardentes, de David Mackenzie

Com Ewan McGregor, Tilda Swinton e Emily Mortimer

No final de Pecados Ardentes, cheguei a conclusão que eu não entendi o propósito do longa, se é que existe. É uma simples história de traição, com excessivas e desinteressantes cenas de sexo e roteiro vazio. Não fica muito claro as motivações dos personagens, que transam a toda hora e com qualquer um que aparece na frente. Em certos longas, o sexo se justifica, mas não é o caso aqui. E isso é um ponto completamente negativo. É louvável a intenção do diretor David Mackenzie de deixar tudo da forma mais realista possível – e isso se comprova na personagem de Tilda Swinton, que consegue atrair alguém mesmo não sendo nem um pouco atraente. Louvável também é o visível empenho do bom elenco. Mas quando Pecados Ardentes resolve misturar um assassinato na história, tudo fica mais sem graça ainda. Fraco e irregular, é um filme completamente neutro e com praticamente nada a dizer.

FILME: 5.0

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Direção: Christopher Nolan

Elenco: Christian Bale, Heath Ledger, Gary Oldman, Michael Caine, Aaron Eckhart, Maggie Gyllenhaal, Morgan Freeman, Cillian Murphy

The Dark Knight, EUA, 2008, Ação, 155 minutos, 14 anos.

Sinopse: Após dois anos desde o surgimento do Batman (Christian Bale), os criminosos de Gothan City têm muito o que temer. Com a ajuda do tenente James Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart), Batman luta contra o crime organizado comandado pelo Coringa (Heath Ledger), um lunático sem identidade e nada a perder.

Batman – O Cavaleiro das Trevas é muito mais do que apenas a presença do marcante Heath Ledger como Coringa. É um aperfeiçoamento do volume anterior, em um longa adulto e que não tem praticamente nada de histórias em quadrinhos.”

Definir O Cavaleiro das Trevas como um blockbuster é um erro; ao menos é o que eu acho. É difícil defini-lo, só quem o assistir vai entender porquê. Não é nem bem uma aventura – tem toques de política, clima de investigação, tratamento de filme policial, situações cômicas e diálogos inteligentes. Unido a isso, temos o longa-metragem mais bem produzido na história das produções baseadas em quadrinhos. Tudo é muito sério e real, em todos os sentidos. Acreditamos no cenário (até porque Gothan City foi filmada em uma cidade de verdade, não em locações cenográficas), na ação e, principalmente, nos personagens. Uma coisa óbvia é que a morte de Heath Ledger serviu de válvula de escape para que o filme atraísse a atenção do mundo inteiro. Todavia, o longa é muito mais do que apenas a participação do ator. O Cavaleiro das Trevas tem muito mais a oferecer.

Pra começo de conversa eu quero fazer uma defesa ao Coringa de Jack Nicholson. Ultimamente, um bom número de fontes têm criticado o trabalho do veterano ator, alegando que o personagem criado mesmo nem se compara com o de Heath Ledger (falecido em janeiro desse ano). O que eu quero dizer é que são situações completamente distintas. Quase vinte anos se passaram e o tratamento do Batman mudou. Por isso não concordo com comparações, que não são cabíveis. Deixando isso de lado, tudo o que se falou de Heath Ledger é mesmo verdade. Eu, que nunca fui admirador do ator (nem no seu trabalho em O Segredo de Brokeback Mountain vejo alguma genialidade) não vou sequer ter a oportunidade de poder gostar dele. Quando ele fez Não Estou Lá, adquiriu minha total simpatia. E agora com O Cavaleiro das Trevas, vi seu verdadeiro talento. Durante o filme, fica difícil compreender como ele foi se matar – aqui está seu melhor trabalho, totalmente marcante. Ainda que seu Coringa seja essencialmente cômico, recita frases bem elaboradas (“insanidade é como gravidade, só é preciso um empurrãozinho”) e traduz toda a força da insanidade. Desde já um dos melhores vilões na história do gênero. Em momento algum o diretor Christopher Nolan deixa o personagem se sobrepor ao verdadeiro teor do filme, fazendo com que Ledger seja um coadjuvante nato e muito valioso – mas não o meu favorito do ano, ainda fico com Javier Bardem e seu impressionante Anton Chigurh.

Ledger é a grande estrela do filme, mas é heresia dizer que é a estrela absoluta. Christian Bale se prejudica um pouco por conta do vilão, que acaba sendo muito mais interessante e motivador que o próprio Batman e seus dilemas existenciais. Mesmo assim, ele continua sendo um grande acerto da série, distante de qualquer defeito. Michael Caine e Morgan Freeman continuam aproveitando o espaço reduzido que lhes é proporcionado da menor maneira possível. Quem eu achei que teve uma boa evolução desde Batman Begins foi Gary Oldman. Seu personagem tem mais espaço e toma até contornos dramáticos. Aaron Eckhart foi outra aparição bem-vinda. No elenco, quem me decepcionou foi a Maggie Gyllenhaal. Substituindo a Katie Holmes, ela aparece sem brilho e com pouco a acrescentar. Nada negativo, apenas algo completamente neutro.

Quem viu e aprovou o resultado de Batman Begins, com certeza também vai aprovar o desse. Como O Cavaleiro das Trevas é um filme mais badalado, vai levar muito mais gente ao cinema (infelizmente vai ser difícil escapar de sessões lotadas e com gente inconveniente). E esse pessoal leigo pode estranhar o longa. Mesmo eu, que vi o longa anterior, fiquei um pouco surpreso com a estrutura dessa continuação – de quadrinhos só tempos os personagens, já que o resto é real. Não assistimos heróis lutando contra vilões em lutas mirabolantes ou sequencias absurdas de ação, O Cavaleiro das Trevas constrói sua aventura em torno de questões políticas banhadas a uma investigação. Isso pode cansar quem espera algo acelerado, e realmente cansa. Não é um longa parado ou lento, mas estica demais a sua história. É aquele tipo de filme que quando pensamos que vai acabar em determinado momento, prossegue em mais uma cena. Isso estraga um pouco o resultado, desmotivando-nos com a história e deixando o espectador até mesmo um pouco perdido diante de tantos fatos.

O lado sonoro é um dos pontos que mais impressiona no filme de Christopher Nolan, e não falo apenas da soberba trilha sonora de Hans Zimmer e James Newton Howard (que traz a melhor composição já feita para um filme de ação: Introduce a Little Anarchy), mas também a mixagem e a edição de som. Então, ver o longa em um cinema de boa qualidade é indispensável para admirar esses quesitos. Mas o maior mérito e do diretor Nolan, amadurecido e seguro em toda a condução da produção, sem falar na bela montagem. Agora, os fatos que me incomodaram. Como já citado, a esticada história é um deles. Mas a repentina mudança de personalidade do personagem de Aaron Eckhart foi mal elaborada. Concordo que com a situação que ele passou poderiam ser acarretadas diversas coisas, mas não algo tão insano e brusco como aconteceu. Seu desfecho foi insatisfatório, assim como o do próprio Coringa. Se o roteiro tem várias surpresas, poderia ter caprichado no final também.

O Cavaleiro das Trevas não é o melhor filme do ano, mas certamente fica entre os melhores. Não é inovador nem original, só incrivelmente bem produzido por pessoas mais do que competentes. O filme é sobre o herói e o vilão que existe dentro de cada um de nós. Sobre o que podemos nos tornar diante de situações extremas e de nossos desejos cegos. É, O Cavaleiro das Trevas além de ser entretenimento, também deixa inúmeras reflexões. Pena que o público não enxergue isso, só os verdadeiros cinéfilos.

FILME: 8.5

4

O Escafandro e a Borboleta

Direção: Julian Schnabel

Elenco: Mathieu Almaric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Patrick Chesnais, Niels Arestrup, Max Von Sydow

Le Scaphandre Et Le Papillon, França, 2007, Drama, 115 minutos, 14 anos.

Sinopse: Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

4 INDICAÇÕES AO OSCAR:

Melhor Diretor, Roteiro Adaptado, Fotografia e Montagem

O Escafandro e a Borboleta é um filme cheio de inventividades em sua narrativa, tornando-se um filme curioso e instigante do ponto de visto técnico. Competente em suas emoções, dá um excelente tratamento a uma história triste – mas que, infelizmente, não conseguiu me conquistar.”

Em uma ligação para seu filho, Papinou (Max Von Sydow) diz que ambos estão na mesma situação, alegando que cada um deles está preso a algum tipo de lugar. Por essa cena, podemos ver que o pai não tem a mínima noção da situação de seu filho, que recém foi vítima de derrame e não pode mover nada em seu corpo além do olho esquerdo. É praticamente impossível fazer comparações com uma situação trágica como essa. O diretor Julian Schnabel quis que o espectador sentisse toda a tristeza e agonia do protagonista; tendo isso em mente, resolveu realizar um artifício narrativo ousado – narrar boa parte da história pela visão do protagonista. Ou seja, durante um longo tempo sequer enxergamos a vítima do derrame, apenas sentimos e, durante algum tempo, sentimos na pele como é estar naquela situação. Uma jogada inteligente que, junto com a maravilhosa fotografia (talvez a melhor do ano) e a esplêndida montagem, torna-se o maior atrativo do longa-metragem.

As inovações param ficam aí. Ao contrário de todo o resto, o roteiro é que permanece como o único fator do filme que é previsível. Limitamo-nos a assistir os dias do protagonista e a construção de seu livro, enquanto outros fatores mais interessantes dramaticamente (como seus arrependimentos e relações mal sucedidas) poderiam ser muito mais explorados. A relação do nosso protagonista Jean-Dominique (Matthieu Almaric) com seu pai, o descaso com os filhos e a interação com suas mulheres poderiam ter dado mais espaço ao constante e desnecessário número de cenas em que Jean-Dominique fica “soletrando” frases. Por isso, os 115 minutos do longa acabam se tornando bem longos. Porém, as emoções do filme são competentes e esperadas para um longo desse estilo.

Normalmente esse tipo de história me agrada bastante e tende a me emocionar, mas não foi o que aconteceu com O Escafandro e a Borboleta. Reconheço que é um filme cheio de analogias, bons momentos de reflexão e alguns bem emotivos – mas simplesmente não consegui mergulhar no sentimentalismo. O Escafandro e a Borboleta venceu o Globo de Ouro de Melhor Diretor e Filme Estrangeiro, além de ter conseguido obter quatro indicações ao prêmio da Academia (Diretor, Roteiro Adaptado, Fotografia e Edição). Reconhecimento merecido, já que o longa francês vale bastante pelo seu setor técnico. As emoções e o conteúdo foram secundários para mim. Seria eu um insensível?

FILME: 7.0

3

Indicados ao Emmy – Apostas.

Série Dramática

Damages; Dexter; Grey’s Anatomy; House; Mad Men.

Ator em Série Dramática

Gabriel Byrne (In Treatment); Hugh Laurie (House); James Spader (Boston Legal); Jom Hamm (Mad Men); Michael C. Hall (Dexter).

Atriz em Série Dramática

Glenn Close (Damages); Holly Hunter (Saving Grace); Kyra Sedgwick (The Closer); Sally Field (Brothers & Sisters); Mariska Hargitay (Law & Order – Special Victims Unit).

Ator Coadjuvante em Série Dramática

Blair Underwood (In Treatment); John Slattery (Mad Men); Michael Emerson (Lost); Ted Danson (Damages), William Shatner (Boston Legal).

Atriz Coadjuvante em Série Dramática

Chandra Wilson (Grey’s Anatomy); Jill Clayburgh (Dirty Sexy Money); Rachel Griffiths (Brothers & Sisters); Rose Byrne (Damages); Sandra Oh (Grey’s Anatomy).

Série Cômica

30 Rock; Curb Your Enthusiasm; Entourage; Pushing Daisies; The Office

Ator em Série Cômica

Alec Baldwin (30 Rock); Charlie Sheen (Two And a Half Men); David Duchovny (Californication); Lee Pace (Pushing Daisies); Steve Carell (The Office).

Atriz em Série Cômica

America Ferrera (Ugly Betty); Christina Applegate (Samantha Who?); Felicity Huffman (Desperate Housewives); Mary-Louise Parker (Weeds); Tina Fey (30 Rock)

Ator Coadjuvante em Série Cômica

Jeremy Piven (30 Rock); Jon Cryer (Two And a Half Men); John Krasinski (The Office); Kevin Dillon (Entourage); Rainn Wilson (The Office).

Atriz Coadjuvante em Série Cômica

Elizabeth Perkins (Weeds); Jane Krakowski (30 Rock); Jenna Fischer (The Office); Kristin Chenoweth (Pushing Daisies); Vanessa Williams (Ugly Betty)

Últimas Trilhas Sonoras

Good Bye, Lenin!, por Yann Tiersen

Adeus, Lênin! é o meu filme estrangeiro favorito mas estranhamente só o assisti duas vezes. Nunca tinha reparado na trilha sonora, e resolvi procurá-la. O resultado é mais do que gratificante, já que o trabalho realizado por Yann Tiersen é fenomenal. A trilha é basicamente composta em cima de lindas composições de piano, o que sempre é um grande atrativo para mim (é o som que mais me fascina), e consegue ser marcante tanto quanto o filme de Wolfang Becker. Traduzindo uma melancolia única e passagens muito emocionantes, a trilha de Adeus, Lênin! entra para a minha lista de trilhas favoritas de todos os tempos. Veredito: Para ouvir até o final dos tempos.

House Of Sand And Fog, por James Horner

Devo confessar que nunca vi grande coisa nas trilhas de James Horner, nem mesmo no seu mais famoso trabalho que lhe rendeu o Oscar, Titanic. Contudo, fui pego de surpresa com o compositor nesse seu poderoso e intenso trabalho na trilha de Casa de Areia e Névoa. Ele não se limita a criar canções óbvias, vai além – a grandiosidade está presente em inúmeras canções, assim como a inventividade. O longa de Vadim Perelman necessitava apenas de uma trilha mais previsível, mas James Horner chegou ao auge de sua carreira com essa trilha que foi indicada ao Oscar. Sem dúvida alguma é um dos pontos altos do filme e a parte técnica mais marcante dentre todas. Só se perde um pouco ao criar faixas excessivamente longas, como The Shooting/A Payment Of Our Sins. Veredito: Para ouvir até o final dos tempos.

WALL-E, por Thomas Newman

O compositor Thomas Newman fugiu completamente de seu típico estilo ao fazer a trilha de WALL-E – nada de pianos melancólicos tomando conta das composições. E exatamente por causa disso realizou um dos melhores trabalhos de toda a sua carreira (talvez perdebdi somente para Beleza Americana) e provavelmente vai ser aquele que lhe dará a sua tão merecida estatueta dourada que até agora não tem. WALL-E não seria o mesmo sem essa maravilhosa trilha, que tem momentos brilhantes e consegue ser uma das melhores em toda a história das animações. Veredito: Para ouvir constantemente.

Marie Antoinette, por Vários

Todo mundo sabe que Sofia Coppola é mestre em fazer a seleção da trilha sonora de seus filmes. A diretora já havia provado isso em As Virgens Suicidas e Encontros e Desencontros, mas foi com essa fascinante coletânea de Maria Antoineta que ela apresentou seu melhor momento. A alma indie é evidente e cada música tem sua importância no filme. A que mais gosto é What Ever Happened (a mais conhecida do longa), cantada por The Strokes e simplesmente contagiante. Não é só as músicas que são ótimas, mas também as instrumentais. Sendo uma das melhores coletâneas dessa década, o cd é obrigatório para aquelas que apreciam música de excelente qualidade e mais ainda para os fãs de Sofia Coppola. Veredito: Para ouvir constantemente.

Mamma Mia!, por Vários

Se quem achava que as músicas do ABBA eram impossíveis de ser cantadas por um elenco desses, aqui está a prova de que é possível. Todos muito competentes e no completo timing musical necessário. Mas quem se destaca é a estupenda Meryl Streep (que antes já havia provado ter poder vocal em longas como A Última Noite e Lembranças de Hollywod, mas que aqui supera-se de forma única), arrasando em The Winner Takes It All e fazendo uma excelente versão da música-tema. A trilha tem alguns deslizes, como a enjoativa I Have a Dream (ainda que de certa forma aproveitável por conta da voz de Amanda eyfried). Contudo, a trilha é bem satisfatória. Veredito: Para ouvir as favoritas constantemente.

Sex And The City, por Vários

Podem fazer inúmeras reclamações do longa de Sex And The City, mas é idnamissível que a trilha sonora seja criticada. Por enquanto é a mais pop e divertida do ano, sem contar que retrata todo o espírito do seriado. Claro que temos algumas passagens bregas (Fergie e sua Labels Or Love) e outras já saturadas (alguém ainda aguenta ouvir The Look Of Love, que já tocou milhões de vezes em diversas novelas?), mas mesmo assim são bons guilty pleasures. O auge fica com Jennifer Hudson cantando All Dressed In Love – provando que seu lugar é frente a um microfone e nao a câmeras – e a tristeza de Auld Lang Syne. Também destaco a versão cinematográfica instrumental do tema da série. Tudo muito passageiro, mas ainda assim incrivelmente empolgante. Veredito: Para ouvir as favoritas constantemente.

The Happening, por James Newton Howard

Um aspecto técnico muito marcante dos filmes de M. Night Shyamalan é sempre a trilha sonora do excelente James Newton Howard. O auge foi alcançado com A Vila. Aqui em Fim dos Tempos encontramos o trabalho mais fraco de Howard, numa composição pouquíssimo inspirada e sem nenhum momento marcante (a não ser por Main Titles, a única realmente brilhante). Mas nem por isso é ruim, muito pelo contrário – Howard é sempre competente em tudo o que faz e aqui não é diferente. Por mais que a trilha fique histérica em alguns momentos, sem dúvida o resultado é satisfatório. O único porém é que se esparava mais. Veredito: Para ouvir raramente as faixas favoritas.

Desperate Housewives – Season 1, por Danny Elfman

Danny Elfman sempre foi um bom compositor, isso não nego; mas nunca me conquistou. Sua composição para a primeira temporada de Desperate Housewives é bem divertida e condiz com todo o ótimo humor da série. Contudo, existe aquele velho problema de que ela não funciona fora da série. Se as “aventuras” de Susan Mayer, Gabrielle Solis, Bree Van de Kamp e Lynette Scavo se tornam mais cômicas em cena por causa do trabalho de Elfman, escutar a trilha separadamente já não é uma experiência tão prazerosa. As faixas são curtas e muito repetitivas na maioria das vezes, o que não deixa espaço para que uma ou outra se torne mais marcante. No final das contas, é interessante ouvir essa trilha, mas certamente ela será logo descartada, pois não deixa maiores impressões. Veredito: Para ouvir uma vez e talvez salvar algumas favoritas.

O espaço continua sempre aberto para sugestões!

Fico devendo a trilha de “Magnólia” para a Kamila e a de “Donnie Darko” para o Wally. Elas estarão sem falta no próximo post =)