Cinema e Argumento

MEME

Quatro empregos que eu já tive:

Nunca trabalhei haha, então vou postar os lugares onde já estudei até agora.

1) Escola Estadual de Ensino Médio Anne Frank (de 1997 até 2004)

2) Colégio Santa Rosa de Lima (de 2005 até 2006)

3) Colégio Monteiro Lobato (2007)

4) Curso Pré-Vestibular Universitário (atualmente)

Quatro filmes que assisto sempre que passam:

Raramente vejo filmes na televisão, então coloco abaixo os filmes de minha coleção que mais assito.

1) As Horas, de Stephen Daldry

2) As Confissões de Schmidt, de Alexander Payne

3) Pequena Miss Sunshine, de Jonathan Dayton & Valerie Farris

4) As Pontes de Madison, de Clint Eastwood

Quatro lugares que eu já morei:

Morei sempre na mesma cidade, então eu acho que os endereços não interessam muito hahaha

Quatro programas de tv que eu gosto:

Considero programas de tv aquelas séries que eu assisto.

1) Six Feet Under

2) Dexter

3) Brothers & Sisters

4) Desperate Housewives

Quatro pessoas que me mandam e-mail regularmente:

1) Wally (“friendo” e blogueiro)

2) Clarissa (mãe)

3) Acauã (amigo)

4) Espaço Vídeo (locadora que me avisa das últimas promoções e lançamentos hahaha)

Quatro coisas que eu faço todo dia sem falta:

1) Estudar (é, o vestibular se aproxima cada vez mais).

2) Ver algum filme ou algum episódio de série.

3) Ler algum livro.

4) Entrar na internet.

Quatro comidas favoritas:

Em suma, comidas congeladas e, de certa forma, não tão saudáveis.

1) Lasanha.

2) Pizza.

3) Hamburguer.

4) Sorvete.

Quatro lugares que eu gostaria de estar:

1) Paris.

2) Nova York.

3) Londres.

4) Porto Alegre (aqui mesmo, vai que fique pior…)

Quatro pessoas que eu desafio a postar isso:

1) Pedro (Tudo é Crítica)

2) Gustavo (Fina Ironia)

3) Wanderley (Espaço Lumière)

4) Vinicius (Sob a Minha Lente)

Um Beijo Roubado

Direção: Wong Kar-Wai

Elenco: Norah Jones, Jude Law, Rachel Weisz, David Strathairn, Natalie Portman, Cat Power

My Blueberry Nights, EUA, 2007, Drama, 90 minutos, 12 anos.

Sinopse: Nova York. Jeremy (Jude Law) administra um pequeno café e restaurante. Muito irritada, Elizabeth (Norah Jones) descobre que seu namorado comeu lá com outra mulher. Zangada com a traição dele, ela rompe o namoro e deixa suas chaves com Jeremy, caso seu ex-namorado as queira de volta. Elizabeth retorna ao café várias vezes e ela e Jeremy começam a se sentir bem atraídos um pelo outro. Mesmo assim ela sai da cidade e então viaja de ônibus para Memphis, Tennessee, onde tem dois empregos, pois quer economizar para comprar um carro. Sem revelar onde vive ou trabalha, ela manda um cartão-postal para Jeremy, que fracassa ao tentar localiza-la. Elizabeth conhece pessoas como o policial Arnie Copeland (David Strathairn), que se tornou alcoólatra pois não aceita o fato de Sue Lynne (Rachel Weisz), sua esposa, tê-lo deixado. Elizabeth testemunha o trágico desdobramento desta separação e, já em Nevada, conhece Leslie (Natalie Portman), que adora jogar pôquer por garantir que sabe “ler” o rosto das pessoas.

Em seu primeiro filme americano, o estrangeiro Wong Kar-Wai demonstra certo talento para contar histórias intimistas. Porém, o destaque de Um Beijo Roubado é certamente o seu bom elenco.”

Dono dos cartazes mais lindos do ano (quem não se encantou com as cores vibrantes dos visuais deles?), Um Beijo Roubado marca a estréia de Norah Jones no cinema. Teria tido mais sorte se não tivesse sido jogada no meio de atores infinitamente melhores e de personagens mais interessantes do que ela. O primeiro longa em inglês do estrangeiro Wong Kar-Wai é aquele típico road movie que, apesar de ter uma protagonista, foca-se mais nos coadjuvantes que passam no caminho da viagem que é narrada. O relacionamento corturbado de Arnie Copeland (David Strathairn, cada vez mais conquistando a minha admiração) e Sue Lynne (Rachel Weisz, com uma beleza hipnotizante) é sem dúvida o ponto mais marcante dentre os poucos conflitos desenvolvidos. Weisz e Strathairn estão excepcionais e roubam a cena do filme. Mas aparecem muito pouco, o que é uma pena. Ainda temos a história de Leslie (Natalie Portman, à vontade e natural mas não inspirada).

Alguns maneirismos de Wong Kar-Wai com a câmera me pareceram desnecessários – pra quê aquela visão tremendo e um pouco lenta em diversos momentos? – e Um Beijo Roubado estranhamente só não vai melhor por causa dele. Kar-Wai não deu profundidade para que o espectador fosse marcado pelo filme. Tudo é muito simpático, as palavras recitadas são bem interessantes e a proposta sentimental causa melancolia. Mas fica por aí. Falta intensidade. Entretanto, existe algo de magnético no filme. Os erros e as fraquezas estão visíveis, mas curiosamente tudo fica muito fácil de ser perdoado. Não é um longa com excessos, dotado de clichês e muito menos de maniqueísmos – é até tímido. Aquém do que podia realizar, mas ainda assim satisfatório.

FILME: 7.5

3

Medo da Verdade

Medo da Verdade, de Ben Affleck

Com Casey Affleck, Michelle Monaghan e Amy Ryan

3

Ben Affleck deixou de atterorizar os cinéfilos com suas péssimas atuações e resolveu investir em um trabalho atrás das câmeras, obtendo resultado muito mais benéficos para si mesmo. Se como ator Affleck é uma completa desgraça, ao menos como diretor ele apresenta maior qualidade – mas vale ressaltar que ainda tem muito o que aprender nesse cargo. Sua direção tem várias falhas e a condução dessa dramática história não tem o devido impacto emocional que deveria ter justamente por causa do trabalho um pouco perdido atrás das câmeras. Affleck quer misturar as angústias dos personagens envolvidos na investigação (algo que Clint Eastwood fez com maestria em Sobre Meninos e Lobos) com o habitual thriller que envolve esse tipo da história. E não consegue grande êxito. Medo da Verdade não chega a ser insitigante em seu suspense e a força reside em sua dramaticidade.

A coadjuvante Amy Ryan fez com que o filme fosse lembrado na festa do Oscar. Como a drogada mãe que tem a filha raptada, Ryan aproveita muito bem cada uma de suas pouquíssimas cenas. Sua indicação foi meio duvidosa, pois seu desempenho é passageiro e não muito marcante. Contudo, a categoria era pouco concorrida e isso de certa forma valida sua nomeação (ainda que eu preferisse a Meryl Streep por Leões e Cordeiros ou a Imelda Staunton por Harry Potter e a Ordem da Fênix, por exemplo). Assim como Ryan, o resto do elenco apresenta desempenhos regulares. Casey Affleck, o melhor coadjuvante do ano passado por O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford, consegue encabeçar tranquilamente o elenco ao lado de Michelle Monaghan. Muitas pessoas ficaram bastante satisfeitas com o resultado de Medo Da Verdade; eu faço parte daqueles que acharam o longa apenas satisfatório. Com o material que tinha em mãos, o filme poderia ter apresentado um argumento mais consistente e momentos mais memoráveis. De qualquer forma, é uma boa experiência. Só que deve ser vista sem expectativas ou maiores exigências.

FILME: 7.0

Filmes em DVD

Adeus, Lenin!, de Wolfang Becker (revisto)

Com Daniel Brühl, Katrin Saas e Maria Simon

Precisei rever esse longa alemão pra confirmar se eu tinha gostado tanto dele de verdade, já que eu o assisti há muito tempo atrás e apenas uma vez. E tudo se confirmou – continuo apaixonado pelo filme, que é a minha produção estrangeira favorita. Achei estranho a Academia não ter se lembrado nele na respectiva categoria, já que é um filme muito bem produzido e com uma dramaticidade sempre competente. Político, engraçado, crítico e emotivo, Adeus, Lenin! prima por conseguir unir todas essas características de forma harmoniosa. A bela trilha de Yann Tiersen (que também fez a de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) e a montagem original conferem ao filme alemão um ar de competência que poucos estrangeiros conseguem. Talvez eu o superestime, mas Adeus, Lenin! é um dos meus filmes “de coração”.

FILME: 9.0

Interiores, de Woody Allen

Com Diane Keaton, Geraldine Page e Mary Beth Hurt

Não sou fã de carteirinha do Woody Allen. Suas comédias são boas e seus dramas também, mas sinceramente acho que todos eles possuem a mesma estrutura. Foi só de uns tempos pra cá, com Match Point e O Sonho de Cassandra, que ele alterou o seu estilo. Interiores é o primeiro trabalho do senhor excêntrico de óculos que me conquistou completamente – talvez isso seja pelo fato de que esse tipo de histórias sobre famílias cheias de feridas escondidas me agrade bastante. Mas não creio que tenha sido somente por isso – o longa é muito bem escrito (o mais introspectivo e denso já realizado por Allen), dando dimensões instigantes para cada personagem. O elenco dá um show a parte, em especial Diane Keaton e Mary Beth Hurt, como as irmãs que competem o tempo inteiro para ver quem é a melhor na vida. Interiores é o meu filme favorito de Woody, um drama simples mas que aos poucos vai entrando na mente e hipnotizando com suas temáticas realistas. Recebeu cinco merecidas indicações ao Oscar e é um verdadeiro marco na carreira do diretor. Pena que não seja conhecido.

FILME: 8.5

O Casamento de Muriel, de P.J. Hogan

Com Toni Collette, Rachel Griffiths e Daniel Lapaine

Pra quem desconhece o longa, O Casamento de Muriel pode parecer uma variação de O Casamento do Meu Melhor Amigo só que menor, uma vez que também é dirigido por P.J. Hogan. O fato é que um filme não tem nada a ver com o outro. Enquanto o que é estrelado por Julia Roberts foi um hit romântico, O Casamento de Muriel é um drama sobre pessoas isoladas e insatisfeitas, que anseiam por coisas boas na vida. Toni Collette realiza um trabalho excepcional como a triste Muriel do título e apresenta o melhor trabalho de sua filmografia. Quem também merece destaque é a coadjuvante Rachel Griffiths, já demonstrando muito talento antes de sua indicação ao Oscar de coadjuvante por Hilary & Jackie. As músicas do ABBA servem como pano de fundo para essa história de mudanças e sobre a força que existe dentro de cada um de nós.

FILME: 8.5


Um Amor Verdadeiro, de Carl Franklin (revisto)

Com Renée Zellweger, Meryl Streep e William Hurt

Se não fosse pelo competente elenco, Um Amor Verdadeiro seria uma produção qualquer sobre alguém que tem câncer e que passa os últimos dias da vida ao lado da família. O roteiro não foge dos habituais clichês do gênero (pessoas brigadas fazendo as pazes nesse momento difícil e lições de vida são alguns exemplos), mas a dupla Renée Zellweger e Meryl Streep validam uma espiada nesse filme que é bastante sincero e consegue até mesmo emocionar. Streep conseguiu uma duvidosa indicação ao Oscar de protagonista; duvidosa porque claramente é Renée Zellweger o nome principal do filme. Mas a nomeação se deve justamente ao difícil trabalho fisíco que a atriz realizou para dar verossimilhança na situação da personagem. Um pouco esticado demais (não precisava exceder duas horas de duração para narrar uma história tão simples) e óbvio, mas triste e emotivo.

FILME: 8.0

Atração Fatal, de Adrian Lyne

Com Michael Douglas, Glenn Close e Anne Archer

Atração Fatal é um filme que envelheceu com o tempo. Hoje é um filme completamente batido e que tem uma trama clichê. Antes era até ousado para sua época. Tentei fugir um pouco desses “clichês” da história adquiridos com o tempo e tentar aproveitar o que o longa de Adrian Lyne tinha para me oferecer. Confesso que gostei do resultado e fiquei até tenso com esse guilty pleasure. Deixando de lado a tensão da simples a história, a verdadeira força de Atração Fatal se situa nas atuações do elenco. Michael Douglas está em um de seus melhores momentos, mas é ofuscado pela marcante Glenn Close, naquele típico ótimo papel de uma mulher que enlouquece cada vez mais com o desenrolar dos fatos. Atração Fatal recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo melhor filme (!). Se você for capaz de entrar no túnel do tempo e voltar para a época que o filme foi exibido, o resultado é satisfatório.

FILME: 7.0

Uma Rua Chamada Pecado, de Elia Kazan

Com Vivien Leigh, Marlon Brando e Kim Hunter

Sou fã incondicional de Vivien Leigh, mesmo que Uma Rua Chamada Pecado tenha sido apenas o segundo film que assisto com ela. Impressionante como ela consegue atuar com notável tranqüilidade e excelência, transmitindo verossimilhança a todo momento. Esse seu primeiro trabalho antes do grandioso sucesso de E O Vento Levou é ótimo e Vivien é a que mais se destaca no longa, mesmo competindo com o galã Marlon Brando (o único que não levou o Oscar por sua atuação, já que os outros três membros do elenco – Kim Hunter, Vivien Leigh e Karl Malden – sairam vitoriosos). O longa, na realidade, não tem nada de sensual como o título indica; aliás, é bem recatado. Uma Rua Chamada Pecado se torna um retrato sobre a moralidade, centrando-se na figura de Vivien Leigh, interpretando uma mulher que, à primeira vista, é pura e querida, mas que esconde um passado pecaminoso e uma alma dissimulada. A direção de Elia Kazan não segura o ritmo, tornando o filme em uma experiência pouco marcante e sem maiores momentos.

FILME: 7.0

A estrela máxima do cinema.

Streep é técnica demais e é possível ver as engrenagens fazendo ‘click, click, click’ em sua cabeça conforme ela atua.”. A consagrada atriz Katherine Hepburn vai ter que me desculpar, mas fazer essa afirmãção foi um verdadeiro erro. Além de demonstrar uma visível inveja, não condiz em nada com a qualidade dos trabalhos realizados por Mary Louise Streep. Meryl Streep, para o cinema. Possivelmente a maior estrela viva, Streep é um grande exemplo de como conduzir uma carreira – nada de projetos catastróficos, atuações ruins, exibicionismo diante da mídia ou declarações desnecessárias em entrevistas. Extremamente reservada (alguém vê seu nome em revista de fofocas?), sua presença é toda voltada para o cinema, e tal dedicação com a sétima arte fica evidente a cada novo trabalho.

Mesmo sendo considerada por muitos como uma atriz da “antiga geração” (quem já não ouviu expressões do tipo “Kate Winslet é a Meryl Streep da nova geração.”?), esse título não lhe cabe. Perto de completar 60 anos de idade, Streep ainda hoje impressiona com a vitalidade de suas constantes aparições no cinema. De quebra, cria personagens memoráveis (precisa dizer quem é a dona da expressão “that’s all”?) e continua a aumentar seu número de indicações ao Oscar. Falando em Oscar, ela é a recordista absoluta em número de indicações e sua última nomeação foi ano passado, com O Diabo Veste Prada. Chegando em 2008 com Mamma Mia!, musical onde ela é o maior atrativo, essa linda senhora mostra grande vitalidade ao pular, cantar, dançar e fazer comédia no musical de Phyllida Lloyd. Para ano que vem, tem o polêmico Doubt. É impossível negar o talento dela e, desculpem-me, quem faz isso não entende de cinema. E para você, qual o melhor desempenho dela? Fico com o belíssimo As Pontes de Madison. No próximo post, mais uma atriz merecedora de elogios =)