
A Noviça Rebelde, de Robert Wise
Com Julie Andrews, Christopher Plummer e Eleanor Parker

A Noviça Rebelde não tem praticamente nada de religião, e essa tradução para o português foi um pouco equivocada. “The Sound Of Music” é uma perfeita definição das intenções do filme de Robert Wise. O show, contudo, é da perfeita Julie Andrews, que cativa a todo momento e ilumina a tela com sua presença impecável. Pena que a atriz tenha vencido o Oscar em um trabalho inferior (Mary Poppins) e não aqui, onde tem o grande momento de toda a sua carreira. Os valores de bondade e pureza se desgastaram com o tempo (hoje em dia é meio difícil acreditar naqueles personagens tão inocentes), mas considerando a época de A Noviça Rebelde, foi um enorme acerto os personagens terem essas características tão marcantes e representativas de uma época onde o ser humano ainda não havia sido corrompido pela sociedade. O musical não quer julgar ninguém e muito menos dar lições de moral, é uma bela história sobre os nossos sonhos e como podemos fazer para que tudo se torne realidade ao seguirmos o caminho certo.
FILME: 8.5

Tempo de Despertar, de Penny Marshall
Com Robin Williams, Robert De Niro e Julie Kavner

É bem raro eu conseguir me empolgar com filmes “médicos”. Algumas jornadas são encenadas de forma emocionantes (como é o caso de O Óleo de Lorenzo), mas dificilmente algum longa consegue escapar da típica narrativa dessas histórias. Não é diferente com Tempo de Despertar. Porém, a humildade do longa torna tudo muito atraente. O filme de Penny Marshall se despe de complicadas explicações técnicas ou apelações dramáticas envolvendo a doença representada e aposta no lado humano dos envolvidos no tal tratamento. O longa teve indicações para o Oscar, incluindo melhor filme. Mas é a dupla DeNiro-Williams que faz o longa ser excelente do jeito que é. Ambos naturais e em momentos bem interessantes.
FILME: 8.0

O Rei Leão, de Roger Allers e Rob Minkoff (revisto)
Com as vozes de Matthew Broderick, Rowan Atkinson e Whoopi Goldberg

O Rei Leão foi uma animação marcante na minha infância, mas não foi uma daquelas que conquistou o meu afeto como tantas outras, caso de O Corcunda de Notre Dame. Mesmo assim esse filme é uma das melhores animações da história, justamente por causa de sua mensagem sentimental e de suas lições inesquecíveis. Assistir novamente essa obra dá uma sensação incrível de nostalgia, fazendo com que eu retornasse para os tempos primórdios da minha infância. O que se conclui é que, por mais que as animações fiquem cada vez mais perfeitas em seus detalhes (vide os filmes da Pixar, que se superam constantemente), nenhuma consegue ter todo aquele charme que as de antigamente tinham. Mesmo que eu não seja fã de carteirinha de O Rei Leão, não consigo deixar de resistir a um produto tão bem acabado.
FILME: 8.0

Indiana Jones e a Última Cruzada, de Steven Spielberg
Com Harrison Ford, Sean Connery e Alison Doody

Esse é o primeiro dos antigos Indiana Jones que tenho a oportunidade de assistir. Muita gente diz que esse A Última Cruzada é o mais fraco da série e, comparado ao recente O Reino da Caveira de Cristal, é inferior em diversos pontos. Mesmo assim não existe motivo para desprezo, já que toda a nostlagia continua presente e ainda é delicioso acompanhar as peripécias impossíveis de Indiana Jones. Esse capítulo conta com a presença de Sean Connery, um verdadeiro acerto como o pai do protagonista. Pena que A Última Cruzada se extende demais e fique bastante aborrecido em seus momentos finais.
FILME: 7.5

Amadeus, de Milos Forman
Com F. Murray Abraham, Tom Hulce e Elizabeth Berridge

São desnecessárias três horas de duração de um filme magistral, onde o setor técnico é simplesmente perfeito. O longa do excelente Milos Forman (do maravilhoso Um Estranho No Ninho) tem uma das mais impecáveis reconstituições de época já feita, conseguindo traduzir toda a grandiosidade estilística da época em que Wolfgang Amadeus Mozart viveu. Falando em Mozart, o setor musical também é muito competente, transmitindo toda a classe da música do inesquecível compositor. Todavia, foi nos desempenhos de F. Murray Abraham e Tom Hulce que eu vi a maior força de Amadeus.
FILME: 7.5

Chicago, de Rob Marshall (revisto)
Com Renée Zellweger, Catherine Zeta-Jones e Richard Gere

Nada em Chicago justifica o prêmio para o musical na categoria principal do Oscar. É fato que Julianne Moore merecia disparado a estatueta de coadjuvante por As Horas; mas eu entendo a consagração de Catherine Zeta-Jones (a verdadeira estrela de Chicago). Mas não na a vitória na categoria principal. Acho que foi meio que uma desculpa por não terem premiado o verdadeiro musical da década, Moulin Rouge! – Amor em Vermelho. Tento, de todas as maneiras, entrar no clima do espetáculo de Rob Marshall, mas não consigo. Vejo diante de mim apenas um longa bem feito e com excelentes características técnicas, onde parece faltar sentimento por parte da produção pelo projeto.
FILME: 7.0