
Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca, de Irvin Kershner
Com Mark Hamill, Harrison Ford e Carrie Fisher

O nível de qualidade alcançado por Uma Nova Esperança permanece em O Império Contra Ataca, ainda com a grata novidade de que vários aspectos são melhorados. A aventura fica mais interessante, a direção de arte cada vez mais impressiona e os efeitos também. São duas horas de duração que passam num piscar de olhos, especialmente porque o filme é dotado de personagens muito carismáticos, que instigam a nossa torcida por eles. Com a entrada de Yoda e a clássica cena de combate entre Darth Vader e Luke Skywalker, O Império Contra Ataca é uma aventura indispensável.
FILME: 8.5

Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi, de Richard Marquand
Com Mark Hamill, Harrison Ford e Carrie Fisher

Esse é o capítulo mais fantasioso de todos – cheio de tipos estranhos, bichinhos falantes e situações bizarras. Também é o “mais fraco” da trilogia. Ainda assim é pouco; complicado querer achar algo de muito ruim em mais uma aventura bem sucedida da saga Star Wars. Cheio de cenas memoráveis – especialmente aquela em que Luke (Mark Hamill) permanece resistindo às tentações impostas pelo lado negro da força – e cenas de ação que podem ser consideradas revolucionárias, O Retorno de Jedi encerra a trilogia do jeito que ela começou: excelente.
FILME: 8.5

Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada, de Peter Hedges
Com Steve Carell, Juliete Binoche e Dianne Wiest

À primeira vista, Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada pode parecer mais uma comédia na carreira de Steve Carell. Não é. O ator aqui tem um dos trabalhos mais bem matizados da sua carreira, onde o seu personagem é, na realidade, triste e frustrado. Peter Hedges, diretor de Do Jeito Que Ela É, conta a história com um estilo contido e até mesmo sensível, onde o romance nunca fica meloso demais ou a comédia óbvia em excesso. O longa tem um humor agridoce e é uma das melhores surpresas do ano passado. Merece demais ser conferido e apreciado.
FILME: 8.5

As Filhas de Marvin, de Jerry Zaks
Com Meryl Streep, Diane Keaton e Leonardo DiCaprio

Eu sei que é a temática mais clichê do mundo, mas eu sempre me emociono. com essas histórias de doenças terminais. As Filhas de Marvin pode até não ser nenhuma maravilha e muito menos fugir das obviedades do gênero, mas pelo menos consegue discursar bem sobre o assunto. Isso se deve ao excelente trabalho de suas protagonistas – Meryl Streep e Diane Keaton – sendo que a segunda chegou até a receber uma indicação ao Oscar de melhor atriz por seu trabalho. Muita gente vai reclamar do filme, dos dramas rasos ou das situações previsíveis, mas dá facilmente para se envolver com a históri.
FILME: 8.0

Harry & Sally – Feitos Um Para Outro, de Rob Reiner
Com Billy Crystal, Meg Ryan e Carrie Fisher

Esse filme é muito querido por vários cinéfilos, mas não vejo motivo para tal. Harry & Sally – Feitos Um Para o Outro é um filme extremamente convencional, que não possui nada de diferente dos inúmeros filmes desse estilo. O que dá certo charme para a produção é o casal protagonista, ambos muito verdadeiros em seus papéis. A história seria mais interessante caso não insistisse em um envolvimento dos personagens, já que era justamente a bela amizade dos dois que dava um tom mais verossímil para o filme. Ainda assim, é uma produção leve e que tem seus momentos. Mas não passa disso.
FILME: 6.5

Mistérios da Carne, de Gregg Araki
Com Joseph Gordon-Levitt, Brady Corbet e Elisabeth Shue

Mistérios da Carne é um dos filmes mais bizarros que já assisti. Começa intenso e chocante na sua pesada proposta, que trata sobre pedofilia e homossexualismo de uma forma muito aberta, sem medo de mostrar detalhes sórdidos e sexuais. Depois vai ficando cada vez mais pesado e estranho – inclusive OVNI’s aparecem na trama – até culminar em um ponto que essa estranheza liquida com a sua veracidade. O que acontece é que o filme de Gregg Araki – indicado ao Independent Spirit Award de melhor diretor – tenta chocar a todo momento e no final das contas o espectador já não consegue levar mais a sério tantas cenas desnecessariamente impactantes. É exatamente nesse ponto que o longa perde a sua essência.
FILME: 5.0