O Mensageiro

Direção: Oren Moverman
Elenco: Ben Foster, Woody Harrelson, Samantha Morton, Jena Malone, Steve Buscemi, Lisa Joyce, Eamonn Walker
The Messenger, EUA, 2009, Drama, 112 minutos, 14 anos
Sinopse: O soldado americano Will (Ben Foster) é mandado para casa, após ferir-se no Iraque. Ele tem ainda três meses de serviço e é remanejado para a divisão de notificação de falecimento de militares no front a familiares. Para enfrentar este trabalho doloroso, ele conta com um parceiro mais velho e mais experiente, o capitão Tony Stone (Woody Harrelson), com quem acaba desenvolvendo uma grande amizade. Contudo, um dia, Will quebra o código de conduta e se apaixona por uma das viúvas que encontra em serviço e a paixão o coloca em um dilema moral.

O Mensageiro tem a dádiva de ser um filme muito emocional. É um dos poucos relatos de guerra que consegue se concetrar quase que inteiramente nos efeitos psicológicos e sentimentais trazidos por uma guerrilha e não no evento em si. Nem mesmo o cultuado Guerra ao Terror conseguiu ter um coração – o filme de Kathryn Bigelow é, na verdade, algo mais racional. O Mensageiro muda esse cenário de filmes de guerra. Só não o faz de forma contundente ou muito marcante.
Não sei nem se é mérito maior do roteiro (que, por sinal, não precisava ter sido indicado ao Oscar). Numa abordagem mais detalhada, percebe-se que o impacto causado pelas cenas vem particularmente dos atores. A direção de elenco é notável, onde todos eles possuem momentos de grande excelência. Woody Harrelson alcança o grande momento de sua carreira, ao passo que a sempre ótima Samantha Morton foi injustamente preterida por todos. Mas é o protagonista Ben Foster (que já era excelente ator desde os tempos do seriado Six Feet Under) que rouba a cena em mais uma atuação impecável. São eles mais outros corriqueiros coadjuvantes conhecidos (Steve Buscemi, ótimo) ou anônimos que valem o filme.
A proposta é pra lá de interessante e tal inspiração se mantem intacta até a metade do longa. O que acontece e que chega em determinado momento que O Mensageiro começa a perder força – talvez pela repetição da narrativa que insiste em trabalhar os mesmos tipos de conflitos até o último minuto. É, portanto, um longa bem matizado mas que, infelizmente, não consegue repetir durante a projeção todos os momentos de brilhantismo que apresentou logo nos seus primeiros momentos. Mas só por Foster, Harrelson e Morton já dá para perdoar esses detalhes e entrar no clima do filme.
FILME: 7.5




















