Cinema e Argumento

A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1

No measure of time with you will be long enough.

Direção: Bill Condon

Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Peter Facinelli, Sarah Clarke, Billy Burke, Kellan Lutz, Anna Kendrick, Ashley Greene

The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 1, EUA, 2011, Romance, 117 minutos

Sinopse: Finalmente chega a hora de Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) oficializarem seu romance com um casamento, o que desperta, claro, a tristeza de Jacob (Taylor Lautner). Só que o casamento traz diversas consequências tempestuosas para o casal, já que ambos precisam enfrentar uma nova revolta dos lobisomens e uma gravidez que pode colocar em risco não apenas a vida de Bella, mas a própria convivência no clã dos Cullen.

Antes de qualquer comentário sobre A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1, é necessário compreender o contexto em que o filme está inserido no mundo cinematográfico. Ocupando 50% das salas brasileiras, a primeira parte do último filme da saga comprova que Crepúsculo deixou de ser apenas um filme – é, também, um evento cinematográfico. Indepedente da qualidade e de ser fã ou não, Crepúsculo toma conta de blogs, críticas, TV, rodas de conversa e jornais. Para estar atualizado com cinema, é necessário comentar o filme. Não foram apenas as fervorosas fãs dos livros de Stephenie Meyer que originaram tudo isso, mas também os próprios haters da história, que fazem muito barulho ao criticar o filme com depreciações bombásticas, ironias e piadas envolvendo o romance de Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson). Se a saga se tornou tão comentada, a “culpa” é de todos. É aquele velho ditado: falem mal, mas falem de mim. Por fim, os números já mostram o bastante: o primeiro filme arrecadou 392 milhões mundialmente, enquanto o mais recente consegue quase bater facilmente essa marca em apenas uma semana de exibição.

É redundante comentar certos defeitos da saga. Em Amanhecer – Parte 1, por exemplo, sabemos que o elenco estará péssimo. Assim como sabemos tantas outras coisas que nunca mudarão nesse enredo que acabará muito em breve. Por isso mesmo, você assiste aos filmes por conta e risco, já ciente de tudo o que possivelmente aparecerá na tela. A verdade é que assistimos aos filmes (algo que muitos não querem admitir), mesmo sabendo de como podem ser ruins. O que interessa mesmo é poder compartilhar opiniões sobre o assunto do momento, muitas vezes despertando as iras dos fãs ou, então, concordando com aqueles que também não aprovam os longas. E Amanhecer – Parte 1 é exatamente isso: mais do mesmo, nada de novo. Quando escrevi sobre Eclipse, comentei sobre a impressionante falta de expressão da série, que, mesmo com tantos diretores distintos (Catherine Hardwicke, Chris Weitz, David Slade e, agora, Bill Condon) parece ser a mesma do início. Como sempre, no mais recente filme da saga, essa sensação fica presente. Algumas história merecem mais tempo e, por que não, divisão de filmes (em Harry Potter deu certo). Mas, para Crepúsculo, não vejo o porquê de tal necessidade – a não ser, claro, a financeira.

A moral é que o primeiro bloco de Amanhecer – Parte 1, que abrange o casamento e a lua-de-mel do casal, justifica muito bem o porquê das meninas serem apaixonadas pela história. Nesse bloco, estão presentes todos os elementos românticos juvenis para conquistar tal público: trilha embalando momentos de paixão, confissões sentimentais, emoção no casamento e por aí vai… E, até aí, o trabalho de Bill Condon se apresenta de forma satisfatória ao fisgar os corações das meninas. O problema, no entanto, vem depois, onde o filme muda drasticamente de abordagem. O que antes era paixão, agora pode muito bem ser considerado loucura. Não só no que se refere ao comportamento completamente autodestrutivo de Bella só para satisfazer o seu amado e preservar tudo o que eles vivem juntos, mas também a própria forma como ela é tratada pelos membros da família de seu noivo. Chega num certo ponto em que Bella parece uma cobaia: ela bebe sangue de canudinho, recebe injeções e quase não tem nenhuma influência nos rumos de sua vida, onde todos dão palpite deliberadamente sobre o que fazer com ela.

Amanhecer – Parte 1 gira praticamente em torno de dois fatos: o casamento e a gravidez de Bella, comprovando a grave dificuldade da série de não conseguir criar assuntos. Já não é de hoje que os filmes não demonstram consistência do ponto de vista de conteúdo, mas aqui a falta de ação (tanto literal quanto dos personagens) toma conta. É aquela repetição de sempre: Bella é a garota mais especial do mundo, traz intriga mas é amada pela maioria e deve ser defendida até o último minuto. Enquanto isso, o lobisomem Jacob (menos descamisado do que o habitual) parece ser o único com bom senso na história toda. O problema mesmo fica, dessa vez, com o personagem Edward, que nunca esteve tão inconsequente (notem como ele manda a esposa fazer aborto sem sequer perguntar a opinião dela) e como seus dramas são extremamente rasos, a exemplo da cena em que revela, logo no início, um terrível (?!) segredo em que ele, no passado, foi uma espécie de Dexter, o assassino justiceiro do seriado do canal Showtime, matando pessoas ruins para satisfazer sua necessidade de sangue.

É verdade que, como muitas fãs apontam, os personagens são assim porque os livros os definem de tal maneira. Só que estamos falando de cinema. Um filme precisa ser verossímil não apenas para quem leu a obra original, mas também para os leigos que acompanham a história. Portanto, é no mínimo difícil compreender como um casal tão inexpressivo causa tanta polêmica na história e como um lobisomem, visivelmente deslocado naquele mundo submerso em formol, deseja tanto uma figura desagradável. Jacob, por sinal, é um caso à parte. Interpretado pelo jovem Taylor Lautner, o personagem é o que dá certa vitalidade para a história – algo que, inclusive, nos fez crer que eram méritos de Lautner, o que não é verdade, visto a péssima atuação dele no recente Sem Saída. O personagem Jacob representa a paixão que Edward não consegue expressar, a vitalidade física e sentimental que falta no vampiro. Se ele era o fôlego disso tudo, agora é colocado no lixo com uma historia simplesmente absurda envolvendo um bebê. Conseguiram destruir aquilo que existia de menos pior na saga.

O que se tira de Amanhecer – Parte 1 é a certeza de que os filmes são eventos que não podem ser combatidos. Mais uma prova de que opinião não diz nada e que é o dinheiro que comanda tudo. Crepúsculo não vai mudar (e agora já é tarde demais para isso) e, por isso mesmo, não vale a pena perder a paciência ofendendo a história a todo custo ou desdenhando quem a assiste. Para quem não gosta, assim como eu, fica o recado: nós já sabemos como se configura um filme da saga e o jeito, agora, é apenas aproveitar a experiência para compartilhar opinião com os outros. Como já dito, estamos falando de um evento, quer você goste ou não. E Amanhecer – Parte 1 tem todos os ingredientes que fizeram o filme dar certo para quem gosta e errado para quem odeia. Exatamente por isso, termina como “mais” um filme sobre Edward e Bella. É exatamente aquilo que esperamos. Nem mais nem menos. E só pra constar que, como prometido no meu texto de Eclipse, não dei dinheiro para Crepúsculo, assisti Amanhecer – Parte 1 através de um convite. Promessa cumprida!

FILME: 5.5

Os altos e baixos de 2011

Falta pouco para 2011 acabar. Por isso, o Cinema e Argumento fez uma breve lista do que aconteceu no cinema neste ano que está prestes a acabar. Confira o que consideramos de melhor e pior em 2011:

– Apesar de demasiado longo e quase desinteressante, Biutiful se salvou em função do magnífico desempenho de Javier Bardem que, se não estivesse disputando o Oscar com Colin Firth, poderia muito bem ter vencido sua segunda estatueta.

O Discurso do Rei ganhou o Oscar e foi vítima de iras descontroladas. O fato é que, mesmo que convencional, o filme de Tom Hooper está muito longe de ser o horror que os haters apontam. Sem falar que sua consagração nas premiações já era esperada.

Cisne Negro trouxe o Oscar para Natalie Portman, mas, acima de tudo, apresentou outro trabalho espetacular de direção de Darren Aronofsky. Ainda que não seja de quinta grandeza, o filme tem grandes méritos e um ato final impecável.

– A Árvore da Vida ganhou a Palma de Ouro em Cannes, mas foi um dos filmes mais controversos de 2011. O longa de Terrence Malick é curioso, transitando entre a beleza estética, poesia e monotonia com muita frequência. Difícil fazer definições.

– Todas as promessas foram cumpridas em Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2: um grande evento não apenas para os fãs da saga, que receberam o melhor desfecho possível, mas para os próprios cinéfilos, que conferiram o longa de maior êxito da série.

– A Pixar caiu na armadilha de continuações desnecessárias, perdeu seu posto em 2011 de melhor animação e deu espaço para outros trabalhos. Assim, Rio, de Carlos Saldanha, fez um grande sucesso e O Ursinho Pooh conquistou com sua nostalgia.

Planeta dos Macacos: A Origem pode ser um filme de verão qualquer, mas Andy Serkins faz a experiência valer muito a pena. Mais uma prova do grande talento desse subestimado ator que revoluciona o mundo da atuação.

– Lars Von Trier foi banido de Cannes, mas os cinéfilos de verdade deixaram as polêmicas do diretor de lado e reconheceram a excelência de Melancolia, o melhor filme de Lars, onde ele não apresenta sua habitual vontade de querer sempre chocar ou polemizar.

– Também foi o ano dos amigos que fazem sexo sem qualquer compromisso sentimental. Amor e Outras Drogas, Sexo Sem Compromisso e Amizade Colorida falam sobre esse assunto. Eles tentaram, mas não conseguiram escapar de obviedades – todos os filmes são previsíveis e repetitivos.

– A tragédia tem nome e ela vem de uma dupla especialista nesse assunto. Em Reféns, Nicolas Cage e Joel Schumacher superaram o limite da bagunça nesse filme que também tem a ajuda de Nicole Kidman, saída de uma indicação ao Oscar para uma completa bomba.

– Depois do mediano Abraços Partidos, Pedro Almodóvar voltou em grande estilo com o maravilhoso A Pele Que Habito. Ousado, original e surpreendente, o filme do espanhol se encaixa facilmente entre os melhores do ano.

– Mais sucesso para o cinema argentino. Não apenas no que se refere ao novo de Ricardo Darín, Um Conto Chinês, mas também ao excelente Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual, um filme dinâmico, atual e cheio de bons destaques.

– O ano dos filmes que não precisavam ser exibidos em 3D. No meio de tantas produções que só quiseram arrancar dinheiro do espectador com a tecnologia, a cantora Kylie Minogue se destaca por ter feito uso magnífico do 3D com sua impressionante turnê de Aphrodite: Les Folies, exibida em circuito limitado nos cinemas brasileiros.

Na coleção… Volver

Volver é um dos filmes recentes de Almodóvar que melhor traz tudo aquilo que um dia lhe deu sucesso: universo feminino, relações familiares conturbadas, passado trágico e um presente igualmente angustiante. Por mais que A Pele Que Habito seja espetacular e Volver não chegue perto de, pelo menos para mim, alcançar o brilhantismo do exemplar mais recente do diretor, é a história estrelada por Penélope Cruz que traz todos os ingredientes de um bom e velho Almodóvar. Também não é para menos: o diretor revelou que Volver é uma homenagem à sua infância nos anos 1950 em La Mancha e que o longa-metragem, antes mesmo de ser rodado, já havia sido idealizado em torno de memórias e de um reencontro com as fortes mulheres de seu passado.

Nada mais esperado, portanto, do que encontrar um filme repleto de figuras femininas, onde elas lutam contra seus dramas e tentam tornar a vida melhor. É exatamente nessa essência almodóvariana que se encontra todo o charme de Volver, um filme extremamente simples, mas que, por conservar o talento singular do diretor ao falar sobre o universo feminino, torna-se acima da média e um dos mais interessantes que ele fez nos últimos tempos – superando, com sobras, o exagerado Má Educação e o mediano Abraços Partidos. O caráter simplista do filme já começa na premissa, e falar muito sobre ela é estragar as pequenas (e agradáveis) surpresas que ele nos revela, mas basta saber que Volver é sobre a vida de Raimunda (Penélope Cruz), uma mulher que precisa lidar com um trágico acontecimento envolvendo a sua filha ao passo que enfrenta o retorno de um passado com sua mãe que parece iminente.

O que mais impressiona nesse filme, no entanto, é a interpretação de Penélope Cruz, especialmente se formos levar em consideração o ano de lançamento de Volver. Até 2006, Penélope já tinha pequenas participações em outros filmes de Almodóvar, mas sua carreira era marcada por completas bobagens (a exemplo do péssimo Bandidas) ou, então, por interpretações insossas, como a de Anjo de Vidro. Volver trouxe uma revolução para sua vida profissional: Penélope, instruída com completa precisão por Almodóvar, mostrou-se contundente, unindo beleza e talento numa interpretação extremamente segura, onde aparece sempre muito natural e, claro, emotiva ao incorporar todo o sentimentalismo proposto pelo filme. Com isso, recebeu sua primeira indicação ao Oscar (ganharia depois com Vicky Cristina Barcelona) e firmou-se como um nome de confiança. Não apenas ela, mas também todo o elenco feminino (que, inclusive, ganhou a Palma de Ouro em Cannes) está eficiente.

Todavia, Volver parece que está sempre prestes a alçar vôos mais altos – o que nunca acontece. Essa linearidade quase banaliza o filme, mostrando que Almodóvar, além de reunir diversas das suas características, também poderia ter inovado mais. A duração também incomoda, especialmente porque são duas horas que poderiam ser mais enxutas com personagens secundários e subtramas que não mereciam tanto destaque. É um Almodóvar clássico, mas desprovido de inovações. Há quem aprove, mas também há outros, assim como eu, que precisam de inovações. Claro que ver um Almodóvar clássico é sempre bom, mas um pouquinho de ousadias também cai bem de vez em quando. Por sorte, Volver ainda sendo completamente “normal” consegue se sustentar muito bem do jeito que ficou.

FILME: 8.0

Tarde Demais

You and your red pen!

Direção: Shawn Ku

Elenco: Michael Sheen, Maria Bello, Kyle Gallner, Bruce French, Austin Nichols, Deidrie Henry, Alan Tudyk, Moon Bloodgood, Michael Call

Beautiful Boy, EUA, 2010, Drama, 100 minutos

Sinopse: Bill (Michael Sheen) e Kate (Maria Bello) são surpreendidos com a notícia de que a universidade onde o filho Sammy (Kyle Gallner) estuda foi alvo de um massacre. A chegada dos policiais confirma que Sammy está morto, mas traz ainda outra notícia estarrecedora: ele foi o causador do massacre. Entre a tristeza pela perda do filho e o choque diante da verdade, Bill e Kate tentam encontrar um motivo para que Sammy tenha cometido este ato. Ao mesmo tempo, eles precisam encontrar forças para seguir adiante, tendo que enfrentar as acusações dos familiares das vítimas e ainda a própria culpa que sentem.

Antes de aceitar o papel de Grace no filme Em Busca de Uma Nova Chance, Susan Sarandon não escondeu a sua relutância em interpretar mais uma mãe que acabara de perder o filho. A atriz, que nos últimos tempos, participou de três filmes onde fazia o papel de uma mãe que estava de luto pela morte de um filho, deveria estar mais do que certa em ser relutante: se o sofrimento do personagem já é visível na tela, imagine, então, o do ator, que precisa passar meses vivendo tais dramas. Tarde Demais, com Michael Sheen e Maria Bello, é mais um filme sobre esse assunto que nos faz refletir sobre como deve ser difícil para um ator mergulhar em tanto sofrimento. Principalmente quando o filme, como é o caso desse, consegue transmitir todas as angústias das figuras que estão na tela.

Aliás, esse é o primeiro passo para um filme sobre a perda de um filho dar certo: conseguir fazer com que o espectador sinta os dramas. Milhares de histórias já foram contadas no gênero, portanto, é no mínimo louvável a vitória de um diretor que ainda consegue envolver o público nessa tristeza. Tarde Demais, ainda que com ressalvas, entra no seleto grupo de filmes que transmite todo e qualquer sentimento dos personagens. E as circunstâncias tornam a história desse filme ainda mais incômoda: os pais não apenas perderam o filho, mas como também o perderam numa chacina onde ele era o assassino! Ou seja, se já não bastasse a missão de se desvencilhar dos clichês de perdas, Tarde Demais também teria que ser cauteloso ao lidar com uma história extremamente delicada e que poderia cair em discussões morais bobas.

Por sorte, o diretor Shawn Ku consegue tratar tudo com a devida dosagem. Aqui, encontramos questões importantes sendo desenvolvidas com precisão, como o respeito ao sofrimento, a responsabilidade na criação dos filhos e até que ponto os pais devem perdoar certas atitudes. O tema, que é muito atual, é colocado à mostra, mas nunca aprofundado em excesso: Tarde Demais deixa para que o espectador faça as suas interpretações. O que interessa aqui é a jornada dos pais, partindo da mistura de choque e dor ao receber a notícia de que o filho, além de ser suicida, é criminoso, até questões mais banais, como arrependimentos que não podem mais ser consertados. No meio disso tudo, ainda encontramos um casal que, antes de tal fato, enfrentava um período de silêncio, à beira de uma separação. A falta de comunicação entre os dois se mostra contundente no momento dessa nova dor, já que ambos têm uma imensa dificuldade em até mesmo dar um abraço para trazer conforto perante a perda do filho.

Tarde Demais deve ser valorizado pelas boas escolhas e pela forma contida que narra os fatos (notem a economia na trilha sonora e como as “explosões” dos personagens nunca soam apelativas), mas também deve ser criticado por optar pela obviedade em alguns momentos. E eles são vários, como a esposa sentimental enfrentando o marido que sofre em silêncio, a dor como forma de aproximar um casal afastado e como ambos tentam culpar um ao outro pela atitude do filho. São abordagens quase inevitáveis nesse temática, mas que o filme nunca deixa que se tonem aborrecidas. No entanto, isso não quer dizer que o longa tenha tantos méritos a ponto de se diferenciar com sobras de outros exemplares. Se fosse para recomendar o filme, seria mais pelos ótimos desempenhos de Michael Sheen e Maria Bello, ambos visivelmente submersos nas dores de seus personagens. E, como é sempre de se esperar em filmes desse estilo, são especialmente eles que fazem tudo valer a pena.

FILME: 7.5

O trailer de “A Dama de Ferro”

Longe de ser a tragédia que eu pensei que seria, esse trailer veio para dizer uma coisa: o filme terá BAFTA por todos os lados! Assim como O Discurso do Rei, deve ganhar prêmios até em categorias que não merece. De qualquer forma, Meryl parece estar sensacional, em mais uma caricatura que promete. Minhas ressalvas ficaram mesmo com a escolha completamente inapropriada das trilhas… De qualquer forma, é bom ver um material consistente sobre A Dama de Ferro, que, inexplicavelmente, estava sendo escondido pelos irmãos Weinstein – eles, inclusive, decidiram colocar a estreia somente para 30 de dezembro nos Estados Unidos (?!). Agora é só esperar o filme entrar em cartaz e ver se, de fato, o duelo é entre Meryl e Glenn Close.