Cinema e Argumento

Emmy 2013: apostas

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Neste domingo (22), conheceremos os grandes vencedores do Emmy 2013. O prêmio é conhecido por sempre trazer várias surpresas e, neste ano, resta saber se os votantes continuarão apostando em vitórias de anos (Modern Family? Maggie Smith? ) ou se chegou a hora da renovação (Breaking Bad?). Abaixo, apostas em todas as categorias (excetuando roteiro e direção) de séries de drama e comédia, além de telefilmes e minisséries, com uma aposta principal e uma alternativa. No Brasil, o Emmy 2013 será transmitido pelo Warner Channel, a partir das 21h.

SÉRIE DRAMA: Breaking Bad / Homeland
ATOR DRAMA: Bryan Cranston (Breaking Bad) / Kevin Spacey (House of Cards)
ATRIZ DRAMA: Claire Danes (Homeland) / Vera Farmiga (Bates Motel)
ATOR COADJUVANTE DRAMA: Mandy Patinkin (Homeland) / Jonathan Banks (Breaking Bad)
ATRIZ COADJUVANTE DRAMA: Anna Gunn (Breaking Bad) / Maggie Smith (Downton Abbey)

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SÉRIE COMÉDIA: 30 Rock / Modern Family
ATOR COMÉDIA: Louis C.K. (Louie) / Alec Baldwin (30 Rock)
ATRIZ COMÉDIA: Laura Dern (Enlightened) / Julia Louis-Dreyfus (Veep)
ATOR COADJUVANTE COMÉDIA: Ed O’Neill (Modern Family) / Ty Burell (Modern Family)
ATRIZ COADJUVANTE COMÉDIA: Jane Krakowski (30 Rock) / Julie Bowen (Modern Family)

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TELEFILME/MINISSÉRIE: Behind the Candelabra / Top of the Lake
ATOR TELEFILME/MINISSÉRIE: Michael Douglas (Behind the Candelabra) / Matt Damon (Behind the Candelabra)
ATRIZ TELEFILME/MINISSÉRIE: Elisabeth Moss (Top of the Lake) / Jessica Lange (American Horror Story: Asylum)
ATOR COADJUVANTE TELEFILME/MINISSÉRIE: James Cromwell (American Horror Story: Asylum) / Peter Mullan (Top of the Lake)
ATRIZ COADJUVANTE TELEFILME/MINISSÉRIE: Sarah Paulson (American Horror Story: Asylum) / Ellen Burstyn (Political Animals)

As canções de Terence Stamp e Vanessa Redgrave

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A coincidência é pra lá de curiosa: O Quarteto e Song for Marion não podem ter se copiado, já que foram exibidos pela primeira vez praticamente na mesma época e produzidos quase que simultaneamente. Mas suas essências são idênticas: os dois longas falam sobre idosos que encontram na música um novo sentido para viver, especialmente em uma fase onde as lembranças são mais importantes que os sonhos. E ambos prezam por leveza, simplicidade e, acima de tudo, sensibilidade. Em Song for Marion, de Paul Andrew Williams, porém, a história chega a ser ainda mais comovente, visto que a música é o alento na vida de uma senhora aposentada e… com câncer, interpretada pela grande Vanessa Redgrave. Poucos minutos são suficientes, no entanto, para percebermos que esse não é um filme sobre ela, e sim sobre seu rabugento marido, vivido por Terence Stamp, que deseja preservar a esposa a todo custo e é contra sua participação no tal coral.

Soube da existência desse filme por meio do crítico Rubens Ewald Filho, que, quando participou da seção Três atores, três filmes, aqui do blog, foi só elogios para a dupla protagonista e também para o filme em si. Com isso, minhas expectativas não eram poucas, e confesso que, como o próprio Rubens admitiu, deve ter tido sim alguma emoção extra por parte dele em função da idade para justificar tanta comoção. Isso porque Song for Marion – ainda sem título no Brasil e, segundo o IMDb, previsto para ser lançado diretamente em homevideo no mês de novembro – é completamente convencional e previsível – até mesmo para padrões mais corriqueiros de filmes com essa temática.

Com pouco tempo de história, já é possível adivinhar todas as etapas do arco dramático. Não é preciso ser nenhum gênio para deduzir que a degradação da esposa em função do câncer vai tocar o personagem de Stamp de maneira com que ele aceite e até mesmo se engaje no mundo musical. Contudo, não é só o roteiro – escrito pelo próprio diretor – que não faz questão de esconder um certo comodismo ao desenvolver a trama. O próprio conjunto não é lá muito inspirado, uma vez que, por exemplo, a trilha faz questão de sublinhar a comédia e o drama e os detalhes ressaltados pela câmera entregam tudo o que está por vir.

Mas, então, o que faz Song for Marion valer a pena? Ora, não tenham dúvidas: a dupla Vanessa Redgrave e Terence Stamp. Ela tem uma participação menor (até porque o filme é sobre ele), mas seu papel, apesar da obviedade do filme, é tratado com sobriedade e sem apelações. E Redgrave só acentua isso: é uma das atrizes mais humanas ainda em atividade, e seu poder de expressões e palavras está todo aqui. Mas o espetáculo é mesmo de Stamp. Quase minado pelo papel previsível, o ator supera esse obstáculo com a lógica de que menos é mais. Humano como Redgrave, mas com chances diferenciadas (quando solta a voz, chega a surpreender). A dupla não chega a engrandecer o filme, mas nos lembra, mais uma vez, com todo o respeito, que os velhos serão sempre os melhores!

FILME: 6.5

3*

Rush – No Limite da Emoção

Happiness is the enemy. It weakens you.

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Direção: Ron Howard

Roteiro: Peter Morgan

Elenco: Daniel Brühl, Chris Hemsworth, Olivia Wilde, Natalie Dormer, Rebecca Ferdinando, Tom Wlaschiha, Jamie Sives, Alexandra Maria Lara, Joséphine de La Baume, Pierfrancesco Favino, Rain Elwood, Patrick Baladi, Jay Simpson

Rush, EUA, 2013, Drama, 123 minutos

Sinopse: Anos 1970. O mundo sexy e glamouroso da Fórmula 1 é mobilizado principalmente pela rivalidade existente entre os pilotos Niki Lauda (Daniel Brühl) e James Hunt (Chris Hemsworth). Eles possuíam características bem distintas: enquanto Lauda era metódico e brilhante, Hunt adotava um estilo mais despojado, típico de um playboy. A disputa entre os dois chegou ao seu auge em 1976, quando ambos correram vários riscos dentro do cockpit para que pudessem se sagrar campeão mundial de Fórmula 1. (Adoro Cinema)

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Pouco a pouco, Rush – No Limite ganha o espectador. Tudo só melhora, desde o pôster nada inspirado na entrada da sessão (e com uma frase cafona na versão brasileira: “Quanto mais próximo da morte, mais vivo você sente”) aos créditos finais embalados por uma certeira trilha sonora do mestre Hans Zimmer. Se comparado ao último filme relevante de Ron Howard, Frost/Nixon, esse é um pequeno retrocesso na carreira do diretor. Mas, assim como o filme estrelado por Michael Sheen e Frank Langella, é uma história realizada com afinco, comprovando que o diretor sabe comandar cinebiografias – tanto que os outros filmes realizados por ele entre os dois citados (Anjos e Demônios e O Dilema) são perfeitamente esquecíveis. E Rush – No Limite da Emoção ainda tem como ponto positivo o fato de ser um filme de esporte – o que deve atrair a atenção de outras plateias.

Encenando a rivalidade entre os pilotos de fórmula 1 Niki Lauda e James Hunt, o longa começa desinteressante, quase manjado: a narração em off é desnecessária e didática (e só é retomada no final com a mesma lógica de dar explicações) e com a clássica cena que logo deduzimos que faz parte do desfecho da história. Em seus primeiros momentos, o roteiro do renomado Peter Morgan (repetindo a parceria com Howard, que anteriormente lhe rendeu uma indicação ao Oscar com Frost/Nixon) também patina ao construir as personalidades opostas dos protagonistas, chegando até mesmo a extremos de fazer o espectador tomar maior partido por um personagem do que por outro. Só que Ron Howard tem bom tino para biografias e por mais que, junto com o roteiro de Morgan, ele se torne quase quadrado para não correr o risco de errar, o filme vai crescendo e se fortalecendo até se tornar eletrizante – como todo bom filme de esporte deve ser. Contudo, não espere duas horas de corridas. Ron Howard pode frustrar suas expectativas ao fazer justamente o oposto, usando as corridas apenas para construir o clímax do filme.

De resto, acompanhamos os bastidores das vidas dos protagonistas: relacionamentos, qualidades, defeitos, ambições e derrotas. É meio difícil se acostumar com tal posicionamento mais dramático e menos de ação, visto o que é esperado do filme. Assim, não é nada estranho achar Rush quase lento, mas é questão de tempo mesmo para se adaptar, pois o resultado consegue desenhar bem as personalidades distintas e o alto senso de competição de cada um dos personagens – especialmente porque os dois são duas figuras difíceis de gostar. De um lado, toda a arrogância de James Hunt (resultado também de um sujeito bonito e atraente, algo bem representado pelos atributos físicos de Chris Hemsworth). De outro, o ambicioso Niki Lauda (Daniel Brühl, do precioso filme alemão Adeus, Lenin!), que não quer flashes, pegar mil garotas ou aproveitar a fama de corredor, mas apenas vencer, mostrar que é bom no que faz, um legítimo CDF sem amigos.

O encontro de Hunt e Lauda é repleto de faíscas, sempre deixando a sensação de que algo muito sério vai acontecer. Por isso, é bom saber o menos possível sobre a história dos dois para que tudo se desenrole de forma ainda mais interessante, instigante e nervosa. Rush – No Limite da Emoção chega quase perto de ser um grande filme, e não o é por pequenos deslizes, quando, por exemplo, torna-se simplista demais, por vezes até desenvolvido com descaso (as mulheres são particularmente avulsas) e fechando ciclos com manjadas lições de moral (o velho discurso motivacional sobre importância de um inimigo é um desses momentos). Porém, esse eficiente filme tem no mínimo o mérito de nos lembrar com admirável respeito de uma era gloriosa e heroica da fórmula 1 que já não existe mais. Difícil ficar indiferente, não torcer e até se emocionar.

FILME: 8.0

35

41º Festival de Cinema de Gramado: Revelando Sebastião Salgado, de Betse de Paula

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Afastada do cinema desde 2005, quando dirigiu e roteirizou Celeste & Estrela, Betse de Paula agora volta à ativa com dois longas-metragens. O primeiro é Vendo ou Alugo, exibido recentemente nos cinemas e vencedor de 12 prêmios no Cine PE. Já o segundo (e inédito) não tem feito muito barulho ao integrar a mostra competitiva do 41º Festival de Cinema de Gramado e ao ser anunciado como o filme de abertura do 46º Festival de Brasília. É Revelando Sebastião Salgado, documentário que, como o próprio título indica, procura mostrar todas as facetas daquele que é, possivelmente, o fotógrafo brasileiro mais conceituado mundo afora. Ele mora em Paris há décadas e ganhou notoriedade quando registrou o atentado contra o então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, em 1981. Entretanto, por mais que Revelando Sebastião Salgado descortine a vida de um profissional brasileiro singular, não são todos que se entusiasmam pela ideia do longa.

Dá para entender o porquê desse certo descaso. Primeiro: é um documentário, gênero que, mesmo sendo o maior talento do cinema brasileiro, ainda não é devidamente valorizado. E segundo porque realmente é um filme menor, quase caseiro, como se fosse um trabalho de férias da diretora. E foi mesmo: na coletiva de imprensa do filme no 41º Festival de Cinema de Gramado, a própria Betse de Paula admitiu que sempre quis fazer um filme sobre Sebastião (que é um amigo de sua família), mas que suas agendas nunca coincidiam, até a época em que ele teve três dias livres e topou tirar o projeto do papel. Betse fez as malas, viajou a Paris e passou esse curto espaço de tempo extraindo tudo o que podia dele. Por isso, para poupar tempo, gravou tudo na casa de Sebastião, sem qualquer tomada externa, também obedecendo às exigências do próprio fotógrafo, que é cheio de manias e tem pavor de trabalhar em equipe.

Toda essa adaptação à disponibilidade do personagem passa uma certa sensação de claustrofobia, pois o filme é praticamente todo ambientado no mesmo local, com uma única fonte (o filho do fotógrafo fala duas ou três vezes, mas é pouquíssimo se analisado frente ao conjunto), e muitas fotos são usadas para cobrir os depoimentos de Sebastião. Betse tenta trazer dinâmica para a narrativa com infográficos e outras inventividades visuais, mas as alternativas não ajudam muito o ritmo do filme, que termina um tanto cansativo e quase redundante nos minutos finais dos 75 totais. Só que Revelando Sebastião Salgado tem uma grande figura em mãos e, como sabemos, uma boa fonte já é meio caminho andado em um documentário.

Conhecer as visões desse fotógrafo brasileiro que ganhou o mundo por méritos próprios é no mínimo inspirador. Ele largou uma especialização em economia porque se descobriu apaixonado por fotografia, fez a foto certa na hora certa e pouco a pouco foi construindo seu nome mundialmente. Venceu, enfim. E vitórias são sempre inspiradoras.  Mais do que uma trajetória contada passo a passo, Revelando Sebastião Salgado explora o próprio processo de criação de seu personagem, desenvolvendo o fato de ele só fotografar em preto-e-branco, o envolvimento com os fotografados, a rotina de trabalho na Europa, etc. Com isso, saímos da sessão amando fotografia e valorizando em maior grau o trabalho desses profissionais que ainda precisam reivindicar seus créditos em fotografias publicadas aleatoriamente na internet. Portanto, como entrevista, o novo filme de Betse de Paula é um achado. Já como cinema, está mais para um especial feito para a TV.

FILME: 7.5

3*

One Direction: This is Us

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Direção: Morgan Spurlock

Elenco: Harry Styles, Zayn Malik, Niall Horan, Liam Payne, Louis Tomlinson, Jon Shone, Dan Richards, Sandy Beales, Martin Scorsese, Chris Rock, Josh Devine

EUA, 2013, Documentário, 92 minutos

Sinopse: One Direction: This is Us é um retrato íntimo com acesso total à vida do fenômeno global da música em turnê. Entremeado de imagens deslumbrantes de apresentações ao vivo, este longa-metragem inspirador narra a história extraordinária da ascensão meteórica à fama de Niall, Zayn, Liam, Harry e Louis, de suas origens humildes em sua cidade natal à disputa no X-Factor, da conquista do mundo à apresentação na famosa O2 Arena de Londres. Ouça o que dizem pessoalmente esses jovens e veja através dos seus olhos realmente o que é ser One Direction. (sinopse oficial)

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Caro cinéfilo que se nega a ver One Direction: This is Us exclusivamente por não gostar da banda: desarme-se! Martin Scorsese gosta do quinteto. E fez questão de visitar o camarim dos garotos durante a última turnê para cumprimentá-los. Esse registro apresentado no filme de Morgan Spurlock é um dos vários atestados de como a boy band ganhou o mundo com um sucesso simplesmente inegável. E, gostando ou não de One Direction, temos que admitir: existem méritos ali. Não é qualquer grupo formado por meninos de 15 ou 16 anos (na época que a banda surgiu) que faz cinco shows lotados na O2 Arena e que realiza 130 apresentações por ano ao redor do mundo. Não reconhecer a curiosidade desse material é no mínimo incoerente. E desprezar o documentário só por ele ser sobre a trajetória do One Direction demonstra uma limitação absurda de percepção. Ora, ninguém gosta de ver assassinatos em massa de golfinhos, por exemplo, mas mesmo assim A Enseada é um filme fascinante.

Se você der uma chance a One Direction: This is Us, perceberá que ele foi feito para fãs. Por isso, não espere um estudo interessante sobre as mães que ficam apenas cinco dias por ano com os filhos quando eles embarcam em uma turnê ou sobre o preço que eles pagam pela fama – em especial na adolescência, fase tão marcada por amizades, descobertas e diversão. Não, o filme de Morgan Spurlock (ele mesmo, o diretor de Super Size Me – A Dieta do Palhaço) é simplesmente sobre os bastidores de uma turnê de Harry, Zayn, Niall, Liam e Louis, com algumas explicações necessárias (o surgimento da banda, a participação no programa X-Factor, a origem de cada um deles, etc.). Simples assim. Nada mais. É um perfil, com seus prós e contras. Didático como o formato normalmente é mas também divertido em função da vida agitada e cheia de música dos garotos, One Direction: This is Us, no entanto, consegue se sair relativamente bem nesse registro.

Morgan Spurlock sabe como acertar em cheio os fãs: os maiores hits estão ali (Live While You’re Young, What Makes You Beautiful, Best Song Ever), o destaque igualitário para cada um deles também e todas aquelas curiosidades de bastidores que todos nós gostaríamos de ver dos nossos ídolos favoritos. Por outro lado, em certo ponto, o documentário não tem mais nada a dizer. O case do One Direction é curioso, mas, como o filme se propõe apenas a fazer um perfil deles sem esmiuçar as diversas questões que os cercam, chega ao final quase patinando na falta de assunto – o que obriga Spurlock a colocar apresentações de algumas músicas quase que na íntegra para preencher espaço (deslize esse que não acontecia até certo ponto). Sem falar que é perceptível como o diretor tenta dar profundidade aos jovens com passagens claramente armadas, como conversas existencialistas em um acampamento ou durante uma tarde de pesca.

Com um uso de 3D que nunca se justifica, One Direction: This is Us chega a ser quase curioso por nos levar a diversos pontos do mundo com esses jovens que ainda estão tentando descobrir o que esse sucesso todo significa. Não é como em Katy Perry: Part of Me, onde acompanhávamos uma artista já acostumada com a fama. Nesse sentido, é um ponto positivo para o filme de Spurlock: o fato desses garotos ainda imaturos e que não sabem nem onde fica a Austrália, por exemplo, ganharem o mundo de maneira tão turbulenta. Por fim, como um mero relato, One Direction: This is Us é descompromissado como a própria banda (e os hits fazem jus ao que ela representa: diversão sem se levar a sério). Não dá para encarar o filme com pré-conceitos e preconceitos. Já analisado friamente, fica mesmo apenas como um registro para as fãs terem na estante para o resto da vida. Claro que, se fosse diferente, seria muito mais interessante… Mas será mesmo que deveríamos esperar um estudo psicológico ou profundas análises sobre a trajetória desses garotos?

FILME: 6.5

3*