Cinema e Argumento

A Vida Secreta de Walter Mitty

Life is about courage and going into the unknown.

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Direção: Ben Stiller

Roteiro: Steve Conrad, baseado no conto “The Secret Life of Walter Mitty”, de James Thurber

Elenco: Ben Stiller, Kristen Wiig, Shirley MacLaine, Sean Penn, Jon Daly, Kathryn Hahn, Terence Bernie Hines, Adam Scott, Paul Fitzgerald, Grace Rex, Adrian Martinez, Marcus Antturi, Gary Wilmes, Joey Slotnick, Stuart Cornfeld

The Secret Life of Walter Mitty, EUA, 2013, Comédia Dramática, 114 minutos

Sinopse: Walter Mitty (Ben Stiller) é o responsável pelo departamento de arquivo e revelação de fotografias da tradicional revista Life. Ele é um homem tímido, levando uma vida simples, perdido em seus sonhos. Ao receber um pacote com negativos do importante fotógrafo Sean O’Connell (Sean Penn), ele percebe que está faltando uma foto. O problema é que trata-se justamente da foto escolhida para ser a capa da última edição da revista. É quando, Walter, com o apoio de Cheryl (Kristen Wiig) é obrigado a embarcar em uma verdadeira aventura. (Adoro Cinema)

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“Ano novo, vida nova” é o que todos costumam dizer em época de revéillon. Mas, afinal, quem ultrapassa essa frase de efeito clichê e realmente transforma sua vida quando um determinado ano chega ao fim? Walter Mitty (Ben Stiller) não resolveu se aventurar em novas situações durante a época de ano novo, mas a sua fuga de rotina em direção ao novo veio bem a calhar com as datas festivas de final de ano do Brasil, já que A Vida Secreta de Walter Mitty entrou em cartaz por aqui justamente nessa época. Se o filme dirigido pelo próprio Ben Stiller tem algumas incoerências e carece de maior força narrativa, pelo menos tem uma mensagem motivacional que deve pegar de jeito os que tanto se comovem com o tal “ano novo, vida nova”. Isso porque a história é, em suma, um pouquinho daquilo que todos nós gostaríamos de fazer mas raramente temos coragem de colocar em prática: deixar de sonhar e começar a viver.

“Ver o mundo. Encontrar o outro. Sentir. Esse é o propósito da vida”, diz o lema da Life, revista em que Walter Mitty trabalha. A “vida” da mensagem – que está exposta na entrada do prédio da redação – se refere ao nome da revista, mas o protagonista certamente se pega lendo os dizeres com outro sentido: o da vida mesmo. E aí está a confusão de A Vida Secreta de Walter Mitty. O personagem por Ben Stiller não viaja o mundo em função de uma epifania libertária. Não. Ele o faz por causa de… Trabalho. Mais especificamente em função do negativo de uma foto que sumiu e que ele precisa urgentemente recuperar para usar na capa da última edição da Life, que está prestes a ser extinta para existir apenas na versão online. Ou seja, ele viaja até a Islândia, por exemplo, não porque decidiu mudar de vida, mas porque precisa imediatamente recuperar o tal negativo antes que seu chefe fique sabendo do desaparecimento.

Assim, é um tanto frustrante ver A Vida Secreta de Walter Mitty com uma proposta de mensagem inspiradora de autodescoberta que não é passada da maneira ideal. Ou seja, o protagonista volta e meia nos lembra que, apesar de estar curtindo o mundo e suas possibilidades, também está constantemente preocupado em manter seu trabalho com as viagens. Não faz sentido com o que o longa vende em sua essência. De qualquer forma, esse novo trabalho de Ben Stiller como diretor é leve e descontraído, funcionando bem quando consegue fazer o espectador esquecer dessa incoerência e até se inspirar com as aventuras de Walter. Só que, para isso, também é bom relevar outras bobeiras e tropeços, entre elas a insatisfação do personagem, repetidamente mostrada por meio das batidas situações “imaginadas”, a vida de Walter cada vez mais miserável em função de seu novo chefe ser incompreensivelmente desrespeitoso e detestável e o roteiro levando tempo demais para desenvolver a rotina e a paixonite do protagonista.

É quando Walter Mitty finalmente embarca em uma viagem que o filme começa a engrenar em simpatia e envolvimento – principalmente a partir do momento em que o cenário é a Islândia. A fórmula para agradar olhos e ouvidos está toda ali, com belíssimas paisagens, uma boa trilha sonora alternativa e aquelas velhas frases de efeito manjadas mas eficientes. Claro que, para alcançar o espectador, A Vida Secreta de Walter Mitty se utiliza de algumas liberdades que não colam (celular pegando no topo de uma montanha? só se auto-descobre quem é rico para viajar?), mas, por incrível que pareça, o resultado sobrevive. Nada é irritante ou sequer próximo de testar a paciência, até porque Ben Stiller está mais contido do que o grande público costuma ver. Ele, aliás, parece estar naquela fase da vida de descobrir outros talentos e abandonar as fórmulas comerciais que um dia lhe trouxeram fama. Seu longa não chega a ser original como prometia, mas consegue o título de feel good movie com as boas intenções. Inofensivo e até mesmo emocionante – se você permitir, claro.

FILME: 7.0

3*

Os vencedores do SAG 2014

Cate Blanchett, mais uma vez vitoriosa por Jasmine

Cate Blanchett, mais uma vez vitoriosa como melhor atriz por Blue Jasmine

O Screen Actors Guild Awards veio para tirar toda a emoção que poderia existir nessa temporada de premiações. Não existem mais dúvidas: Cate Blanchett, Matthew McCounaghey, Lupita Nyong’o e Jared Leto serão os vencedores do Oscar. Claro que ainda falta certo tempo para dizer se os quatro são realmente merecedores (só o filme de Blanchett entrou em cartaz aqui no Brasil por enquanto), mas é fato que a temporada de premiações – que começou com bastante suspense – mais uma vez se torna perfeitamente previsível. O que fica mesmo em aberto é o significado da vitória de Trapaça como melhor elenco. Afinal, 12 Anos de Escravidão realmente perdeu o seu momento e o filme de David O. Rusell é o que está na frente?

Na TV, Breaking Bad ganhou merecidamente o prêmio de elenco e ator. Também merecia o de atriz para Anna Gunn, que perdeu para Maggie Smith (sempre ótima, mas já venceu tudo que tinha para vencer por Downton Abbey). Michael Douglas, como previsto, foi o melhor ator em minissérie/telefilme por Behind the Candelabra (traduzido para o português como Minha Vida Com Liberace) e a única surpresa – desagradável, diga-se de passagem – foi a vitória de Helen Mirren como melhor atriz por Phil Spector. Ela nada faz no telefilme e não havia necessidade de um novo prêmio, principalmente quando a veterana já tem quatro estatuetas em casa. A próxima parada da temporada de premiações é o BAFTA, no dia 10 de fevereiro, que deverá ser mais interessante, já que McCounaghey e Leto não concorrem (Clube de Compras Dallas só será exibido na Inglaterra no mês que vem).

CINEMA

MELHOR ELENCO: Trapaça

MELHOR ATRIZ: Cate Blanchett (Blue Jasmine)

MELHOR ATOR: Matthew McCounaghey (Clube de Compras Dallas)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Jared Leto (Clube de Compras Dallas)

TV

MELHOR ELENCO DE SÉRIE DRAMA: Breaking Bad

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMA: Bryan Cranston (Breaking Bad)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMA: Maggie Smith (Downton Abbey)

MELHOR ELENCO DE SÉRIE COMÉDIA:  Modern Family

MELHOR ATOR EM SÉRIE COMÉDIA: Ty Burell (Modern Family)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus (Veep)

MELHOR ATOR EM TELEFILME/MINISSÉRIE: Michael Douglas (Behind the Candelabra)

MELHOR ATRIZ EM TELEFILME/MINISSÉRIE: Helen Mirren (Phil Spector)

SAG 2014: apostas

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A temporada de premiações continua! Hoje é dia de conhecer os vencedores do Screen Actors Guild Awards. A princípio, parece que a temporada já está se decidindo e que as surpresas serão poucas na cerimônia. Aqui no Brasil, o SAG 2014 será transmitido pela TNT a partir das 22h, com o tapete vermelho (a cerimônia começa 23h). Confira, abaixo, as nossas apostas.

CINEMA

MELHOR ELENCO: Trapaça / alt: 12 Anos de Escravidão

MELHOR ATRIZ: Cate Blanchett (Blue Jasmine) / alt: Judi Dench (Philomena)

MELHOR ATOR: Matthew McCounaghey (Clube de Compras Dallas) / alt: Bruce Dern (Nebraska)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão) / alt: Jennifer Lawrence (Trapaça)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Jared Leto (Clube de Compras Dallas) / alt: Michael Fassbender (12 Anos de Escravidão)

TV

MELHOR ELENCO DE SÉRIE DRAMA: Breaking Bad / alt: Downton Abbey

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMA: Bryan Cranston (Breaking Bad) / alt: Kevin Spacey (House of Cards)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMA: Anna Gunn (Breaking Bad) / alt: Kerry Washington (Scandal)

MELHOR ELENCO DE SÉRIE COMÉDIA:  Modern Family / alt: 30 Rock

MELHOR ATOR EM SÉRIE COMÉDIA: Alec Baldwin (30 Rock) / alt: Don Cheadle (House of Lies)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus (Veep) / alt: Tina Fey (30 Rock)

MELHOR ATOR EM TELEFILME/MINISSÉRIE: Michael Douglas (Behind the Candelabra) / alt: Matt Damon (Behind the Candelabra)

MELHOR ATRIZ EM TELEFILME/MINISSÉRIE: Elisabeth Moss (Top of the Lake) / alt: Helena Bonham Carter (Burton & Taylor)

Três atores, três filmes… com Luciano Lima

lucianotresQuando recebi as escolhas e, principalmente, a foto de perfil do Luciano Lima para essa seção, me perguntei “Como eu ainda não tinha convidado esse cara antes”? Fiz a pergunta não só porque compartilho uma afinidade muito grande com ele (de humor, de filmes), mas porque já somos amigos de longa data. Isso mesmo, amigos. O Luciano é um sujeito que a internet coloca no nosso caminho e que ultrapassa o mero universo dos pixels. Durante um bom tempo, ele escreveu sobre cinema no agora finado A Sala, mas, mesmo não se dedicando mais a escrita sobre o tema, continua um grande cinéfilo. E posso tranquilamente dizer que as escolhas dele são, até agora, as minhas favoritas entre as que já passaram por esta seção. Pelo menos uma das interpretações mencionadas eu certamente colocaria em uma seleção pessoal. Fiquem, então, com essa excelente lista que, além de tudo, é muito bem justificada!

Laura Linney (A Família Savage)
Laura Linney é daquelas que faz atuar parecer um passeio no parque em dia de domingo. Antes de sofrer junto com Cathy em The Big C – o melhor de seu trabalho até agora foi mesmo na televisão – Linney foi irmã de Philip Seymour Hoffman num drama independente que surgiu quando o estilo de filme centrado em problemas familiares e músicas de bandas desconhecidas estava no auge. Mas A Família Savage tem um pouco mais a oferecer. Munido de um texto muito bem escrito e de atuações cheias de sensibilidade e carisma, a história trata de dois irmãos que se reencontram para definir o que fazer quando o pai (Philip Bosco), agressivo e relapso, já não consegue ser independente. É na busca por conforto para os últimos momentos da vida de Lenny que percebemos o presente e o passado de cada um e como esse encontro serviu para aflorar sentimentos que foram sufocados para o bem comum.

Colin Firth (Direito de Amar)
Tom Ford e David Scearce deram a Colin Firth o maior presente que um ator pode ganhar: um papel praticamente solo, com um personagem denso e repleto de possibilidades. E George é um poço de possibilidades quando se trata de sentimentos e como expressar isso, como viver sob algo tão forte e perturbador como a perda de alguém amado. É até engraçado que o George original, da obra escrita por Christopher Isherwood, não consiga ser metade do que é esta união entre Ford, Scearce e Firth. Enquanto o roteiro trata de representar de maneira intensa o sofrimento de um homem que perdeu o grande amor de sua vida e que, quase um ano depois, ainda não encontrou motivo para continuar, a beleza gráfica que Ford alcança é marcante e cheia de vida própria, capaz inclusive de representar percepções do próprio protagonista em determinados momentos da trama. Não bastasse toda esta precisão técnica (vou apenas dizer que a trilha sonora de Abel Korzeniowski até hoje me arrepia), a inspiração de Firth é de encher os olhos. O ator nos faz sentir cada momento, compartilhar cada pensamento e aproveita todas as possibilidades, protagonizando o que foi o melhor momento no cinema aquele ano – quando George faz uma visita a Charley (Julianne Moore). Do acordar e a noção dolorosa de que a cama está vazia a um desfecho libertador e cheio de ironia, Firth foi muito além do que qualquer trabalho que tenha desempenhado até hoje.

Hugh Jackman (O Grande Truque)
O estigma quase mata a carreira de um ator cuja versatilidade foi sua maior arma. Jackman, que quase seguiu o rumo dos romances sem nenhuma significância, começou a reagir quando provou na Broadway que era capaz de fazer as pessoas esquecerem completamente a associação entre seu nome e o de Wolverine, mas foi em O Grande Truque – meu preferido do Nolan – que a sutileza encontrou lugar na competência de Jackman. Baseado no ótimo livro de Christopher Priest, o filme conta a história de dois ilusionistas que se deixam levar a extremos em prol de uma rivalidade doentia e perigosa. O roteiro dos irmãos Nolan é de uma sagacidade ímpar, resultando num final chocante e cheio de uma pretensão completamente justificável. Até hoje tenho na memória a reação de Jackman quando seu personagem percebe ter sido enganado ao ler um diário (numa de várias reviravoltas do filme).

Os indicados ao Oscar 2014

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Mais interessante do que o esperado, a lista do Oscar 2014 nos reservou algumas surpresas – todas elas relacionadas a esquecimentos. Não espere ver nela a entrada de nomes surpreendentes ou inesperados. O que marcou essa seleção foi, justamente, a ausência de nomes que figuraram em todas as outras premiações e que não conseguiram chegar aqui. Nenhuma delas, no entanto, imprevisível ou chocante como a de Ben Affleck como melhor diretor por Argo, por exemplo.

Emma Thompson, ignorada por Walt nos Bastidores de Mary Poppins, tinha vários fatores que conspiravam para sua ausência (conforme comentei aqui). Tom Hanks e Robert Redford ficaram de fora para a entrada de Christian Bale e Leonardo DiCaprio, nomes que não eram dados como certo mas que já tinham sido mencionados ou premiados anteriormente. Se existe algum choque na lista, esse seria o esquecimento do alemão Daniel Brühl, por Rush, que foi substituído pelo nunca mencionado Jonah Hill, por O Lobo de Wall Street.

Se 12 Anos de Escravidão até pouco tempo atrás era o franco favorito, agora o filme a ser batido é Trapaça, de David O. Rusell. Por mais que ser líder da lista com 10 indicações (ao lado de Gravidade) não signifique tanta coisa (A Invenção de Hugo Cabret e Lincoln lideraram as listas dos anos anteriores e não foram os vencedores principais), o filme é mais um acerto do diretor, que tem tido uma admirável escalada de prestígio nos últimos anos. Trapaça ainda tem a estrela do momento (Jennifer Lawrence, cotada para um segundo Oscar, quando não merecia ter nem o primeiro) e ainda emplacou um ator em cada uma das categorias de atuação.

Resta, no entanto, saber se, dessa vez, finalmente David O. Rusell corresponderá às expectativas – dizem por aí que Trapaça é um Martin Scorsese light, o que deixa no mínimo estranha a sua celebração quando o próprio Scorsese está concorrendo. E resta saber também se finalmente o elenco todo merece confetes (nunca nessa vida que Jacki Weaver merecia menção no ano passado por O Lado Bom da Vida). A cerimônia de premiação acontece no dia 2 de março com a apresentação de Ellen DeGeneres.

MELHOR FILME
12 Anos de Escravidão
Capitão Phillips

Clube de Compras Dallas
Ela
Gravidade
O Lobo de Wall Street
Nebraska
Philomena

Trapaça

MELHOR DIREÇÃO
Alexander Payne (Nebraska)
Alfonso Cuarón (Gravidade)
David O. Rusell (Trapaça)
Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street)
Steve McQueen (12 Anos de Escravidão)

MELHOR ATRIZ
Amy Adams (Trapaça)
Cate Blanchett (Blue Jasmine)
Judi Dench (Philomena)
Meryl Streep (Álbum de Família)
Sandra Bullock (Gravidade)

MELHOR ATOR
Bruce Dern (Nebraska)
Christian Bale (Trapaça)
Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão)
Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street)
Matthew McCounaghey (Clube de Compras Dallas)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jennifer Lawrence (Trapaça)
Julia Roberts (Álbum de Família)
June Squibb (Nebraska)
Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão)
Sally Hawkins (Blue Jasmine)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Barkhad Abdi (Capitão Phillips)
Bradley Cooper (Trapaça)
Jared Leto (Clube de Compras Dallas)
Jonah Hill (O Lobo de Wall Street)
Michael Fassbender (12 Anos de Escravidão)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Blue Jasmine
Clube de Compras Dallas
Ela
Nebraska
Trapaça

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
12 Anos de Escravidão
Antes da Meia-Noite
Capitão Phillips
O Lobo de Wall Street
Philomena

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
The Broken Circle Breakdown (Bélgica)
A Caça (Dinamarca)
A Grande Beleza (Itália)
The Missing Picture (Camboja)
Omar (Palestina)

MELHOR MONTAGEM
12 Anos de Escravidão
Capitão Phillips
Clube de Compras Dallas
Gravidade
Trapaça

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
12 Anos de Escravidão
Ela
O Grande Gatsby
Gravidade
Trapaça

MELHOR FIGURINO
12 Anos de Escravidão
The Grandmaster
O Grande Gatsby

The Invisible Woman
Trapaça

MELHOR FOTOGRAFIA
The Grandmaster
Gravidade
Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum
Nebraska
Os Suspeitos

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Além da Escuridão – Star Trek
O Grande Heroi
Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug
Homem de Ferro 3

MELHOR TRILHA SONORA
Ela
Gravidade
A Menina Que Roubava Livros
Philomena

Walt nos Bastidores de Mary Poppins

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Alone Yet Not Alone” (Alone Yet Not Alone)
“Happy” (Meu Malvado Favorito 2)
“Let it Go” (Frozen – Uma Aventura Congelante)
“The Moon Song” (Ela)
“Ordinary Love” (Mandela: Long Walk to Freedom)

MELHOR MIXAGEM DE SOM
Capitão Phillips
O Grande Heroi
Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug
Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum

MELHOR EDIÇÃO DE SOM
Até o Fim
Capitão Phillips
O Grande Heroi
Gravidade

O Hobbit: A Desolação de Smaug

MELHOR MAQUIAGEM
O Cavaleiro Solitário
Clube de Compras Dallas
Vovô Sem Vergonha

MELHOR DOCUMENTÁRIO
20 Feet from Stardom
The Act of Killing
Cutie and the Boxer
Dirty Wars
The Square

MELHOR CURTA-METRAGEM
That Wasn’t Me
Just Before Losing Everything
Helium
Do I Have to Take Care of Everything?
The Voorman Problem

MELHOR CURTA-METRAGEM (ANIMAÇÃO)
Feral
Get a Horse!
Mr. Hublot
Possessions
Room on the Broom

MELHOR CURTA-METRAGEM (DOCUMENTÁRIO)
CaveDigger
Facing Fear
Karama Has No Walls
The Lady in Number 6: Music Saved My Life
Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall