Cinema e Argumento

Marieta Severo e a força teatral de “Incêndios”

Marieta Severo é a protagonista da montagem brasileira de Incêndios. Crédito: Leo Aversa

Marieta Severo é a protagonista da montagem brasileira de Incêndios, em cartaz em Porto Alegre de 20 a 22 de março. Foto: Leo Aversa

Wajdi Mouawad, autor libanês de Incêndios, não especifica qual a localização exata da história vivida pela árabe Nawal. Devido à origem do autor, deduz-se que tudo acontece em algum lugar do Oriente Médio. Mas, para Marieta Severo, protagonista da versão brasileira da trama (a primeira de Mouawad a ser encenada no Brasil), a saga de Nawal está longe de ser restrita a personagens de um lugar específico: “Essa é uma história que toca especialmente as mães. Qualquer mãe. Um trabalho que dedico a Zuzu Angel e a todas as mães da ditadura”.

No espetáculo, que fica em cartaz em Porto Alegre de 20 a 22 de março no Theatro São Pedro, Marieta dá vida à Nawal em todas as diferentes fases da personagem. Enfrentando décadas de uma guerra civil que parece nunca ter fim, a protagonista passa seus últimos anos em voluntário exílio no Ocidente, onde morre e deixa em testamento uma difícil missão para seu casal de filhos gêmeos (interpretados por Felipe de Carolis e Keli Freitas): encontrar o pai e também um irmão perdido em seu remoto passado no Oriente. “O que vemos em Incêndios é uma verdadeira tragédia, uma viagem dolorosa do ser humano”, comenta a atriz.

Dirigida por Aderbal Freire Filho, o espetáculo vem de uma trajetória de sucesso no Rio de Janeiro, onde ficou três meses em cartaz. A não-linearidade do texto e o elenco formado por oito atores são os diferenciais da peça em tempos de vícios comerciais do teatro. “O público está acostumado com dois tipos de espetáculos: os musicais e os monólogos. Incêndios vai na contramão, com um outro tipo de proposta. Por isso, muitos se surpreendem com o resultado. E a história é uma espécie de thriller, um quebra-cabeça, mas nada ‘cabeça’ ou intelectualizado. O público tem reconhecido esse mérito e a grande força teatral do texto”, comemora a atriz.

"Uma peça tem que ter ressonância no público. Quero falar sobre assuntos que despertem a curiosidade de quem está assistindo", conta Marieta. Foto: Leo Aversa

“Uma peça tem que ter ressonância no público. Quero falar sobre assuntos que despertem a curiosidade de quem está assistindo”, conta Marieta. Foto: Leo Aversa

Afastada dos palcos desde 2007, quando protagonizou As Centenárias (também de Freire Filho) e atualmente preparando a última temporada do seriado A Grande Família, Marieta revela que sempre procura um aspecto específico quando se envolve com um espetáculo: a identificação do público com a história. Para a atriz, quem está na plateia precisa se interessar intimamente pelo que está no palco. “Uma peça tem que ter ressonância no público. Quero falar sobre assuntos que despertem a curiosidade de quem está assistindo. Incêndios tem muito disso, já que vem em um momento do Brasil onde vivemos uma espécie de guerra civil velada, com vários desaparecimentos nunca resolvidos e mortes por violência”.

Incêndios é um texto originalmente teatral, mas, recentemente, sua saga ganhou uma nova e bem sucedida repercussão mundial com um longa-metragem de mesmo nome dirigido pelo canadense Denis Villeneuve indicado ao Oscar 2011 de melhor filme estrangeiro. Marieta garante que as duas versões se comunicam com o público de diferentes maneiras e que a universalidade da história é um fator que ajuda no processo. “É sobre resgatar a própria história, sobre dois filhos que precisam reconstruir a identidade da mãe antes de procurar as deles. E o público capta tudo isso. Em cena, sentimos um silêncio avassalador da plateia”, conclui a atriz. O resultado foi consagrado nesta terça-feira (11) com o Prêmio Shell de Teatro de melhor direção para Aderbal Freire-Filho.

* Matéria originalmente produzida como parte do trabalho de assessoria de imprensa para o espetáculo “Incêndios”, em Porto Alegre, com a Pauta – Conexão e Conteúdo

Nebraska

Have a drink with your old man. Be somebody!

nebraskaposter

Direção: Alexander Payne

Roteiro: Bob Nelson

Elenco: Will Forte, Bruce Dern, June Squibb, Bob Odenkirk, Stacy Keach, Mary Louise Wilson, Rance Howard, Tim Driscoll, Devin Ratray, Angela McEwan, Glendora Stitt, Elizabeth Moore, Kevin Kunkel, Dennis McCoig

EUA, 2013, Drama, 115 minutos

Sinopse: Woody Grant (Bruce Dern) é um homem idoso que acredita ter ganho US$ 1 milhão após receber pelo correio uma propaganda. Decidido a retirar o prêmio, ele resolve ir a pé até a distante cidade de Lincoln, em Nebraska. Percebendo que a teimosia do pai o fará viajar de qualquer jeito, seu filho David (Will Forte) resolve levá-lo de carro. Só que no caminho Woody sofre um acidente e bate com a cabeça, precisando descansar. David decide mudar um pouco os planos, passando o fim de semana na casa de um de seus tios antes de partir para Lincoln. Só que Woody conta a todos sobre a possibilidade de se tornar um milionário, despertando a cobiça não só da família como também de parte dos habitantes da cidade. (Adoro Cinema)

nebraskamovie

Alexander Payne é um mestre em premissas que muitos definem como “convencionais”. Só que, na verdade, como bem apontou a jornalista Isabela Boscov, ele ainda é um dos poucos cineastas que contam histórias que ninguém mais quer contar. Na busca pelo novo e pelo extraordinário, o cinema tem se esquecido de valorizar as pequenas coisas da vida, como o próprio Payne já celebrou em vários trabalhos de sua filmografia. O cotidiano escolar e competitivo em Eleição e a confusa solidão de um senhor recentemente aposentado e viúvo em As Confissões de Schmidt, por exemplo, colocaram o diretor como uma referência em histórias sobre pessoas como eu e você. Histórias essas que Payne sempre contou com inteligência, melancolia e inúmeras reflexões.

De uns tempos para cá, contudo, o diretor vinha em uma acentuada escala de retrocesso. Desde As Confissões de Schmidt – sua obra mais interessante -, a banalização apontada pelos detratores de fato passou a tomar conta também das próprias escolhas narrativas e estéticas do diretor. E, curiosamente, foi justamente a partir de trabalhos convencionais inclusive em texto que ele passou a ser celebrado pelas premiações. Não sou fã de Sideways por motivos particulares, mas o ápice do adestramento de Payne foi mesmo com Os Descendentes, que funcionava única e exclusivamente em função de George Clooney e Shailene Woodley. Assim, nenhuma novidade ter preguiça com Nebraska, o mais recente trabalho de Payne. O que eu não esperava, no entanto, era ser completamente surpreendido pelo longa, que é simplesmente o melhor do diretor em anos.

Alexander Payne voltou a ser Alexander Payne nesse filme estrelado por Will Forte e Bruce Dern. Sua capacidade de explorar o que existe de mais sutil e fascinante em personagens da vida real está de volta aqui. O preto-e-branco faz todo o sentido para ilustrar essa história que deve ter o maior elenco idoso que o cinema já viu – o que é especialmente interessante, visto que o verdadeiro protagonista da história é um adulto de meia-idade inserido neste meio. É por meio do convívio com familiares e de uma viagem em especial que realiza com o pai que David (Forte) passa a construir não apenas a distante identidade de um pai que parece viver em uma outra órbita, mas a dele próprio, que vem de um relacionamento fracassado e de uma vida que parece não lhe inspirar muita felicidade em tempos que o irmão jornalista foi promovido com sucesso na TV.

A viagem de David com Woody (Dern) é, de certa forma, uma fuga para o primeiro, que alega pegar a estrada apenas para não destruir de imediato os sonhos loucos do pai, que acha que virou milionário e precisa viajar para buscar o prêmio. David diz que deseja apenas manter um pouco mais a fantasia do patriarca, que, já bastante idoso, sabe-se lá quanto tempo ainda tem de vida. Só que existem muitas outras pautas em Nebraska que estão sutilmente escondidas no roteiro original de Bob Nelson. São fascinantes as pinceladas que o texto dá para formar a figura do pai vivido por Dern. Enquanto uma mulher previamente apaixonada por Woody diz que ele era encantador na juventude, os amigos dizem que ele tinha irremediáveis problemas com bebida. Ao passo que a mãe reclamona alega que o grande erro da vida de Woody foi acreditar demais nas pessoas, na sequência ela já revela um passado conturbado dele: quando criança, viu o irmão morrer no quarto em que ambos dividiam.

É uma jogada muito esperta a de Payne e Nelson de colocar toda a figura de Woody na boca dos outros personagens. Não é um caminho fácil, mas a dupla foi muito bem sucedida, já que também acerta ao apresentá-lo como um pai que parece preferir a vida em uma outra dimensão para não ter que lidar com uma esposa praticamente insuportável, uma família distante e uma vida mediana e vazia. “Se ele realmente estiver milionário, vou usar o dinheiro para colocá-lo em um asilo!”, diz a matriarca. E é exatamente disso que Woody quer escapar ao viver em sua própria bolha: de uma árvore genealógica cuja dinâmica é cercada de críticas, acidez e impaciência – mesmo que ele próprio tenha absorvido e reproduzido muito desses comportamentos.

Nebraska é um road movie, um olhar crítico e rabugento da terceira idade, um relato sobre comunicação entre gerações e um belo estudo sobre como pais influenciam filhos e vice-versa. Tudo com a devida calma e sutileza, trazendo aquela sensação tão frequentemente errada de que nada está acontecendo. Existe muito de As Confissões de Schmidt aqui: a terceira idade, o mau humor, a humanidade dessa última fase da vida e o retorno às origens em uma viagem interior. Porém, por mais melancólico que o filme seja em diversas partes (e o excelente desempenho de Bruce Fern é a grande força desse triste sentimento que o filme passa), ele também é muito bem resolvido em seu humor. Da comédia mais genuína a questões familiares super delicadas, Nebraska cria, portanto, um núcleo familiar fantástico, onde até os extremos mais previsíveis funcionam (o filho bem sucedido mas distante, o filho próximo mas praticamente fracassado, etc).

Em suma, não espere uma produção de grandes momentos, reviravoltas reveladoras ou afins. Alexander Payne não é disso. Nunca foi.  E é admirável como mesmo narrando situações tão cotidianas ele consiga um excelente ritmo, tornando Nebraska um longa de humor vívido, de dramas discretíssimos, de memórias dolorosas e de projeções esperançosas. É o filme do Oscar 2014 que ninguém vai ver (totalizou seis indicações e não levou nenhuma), que poucos vão sequer saber da existência ou muito menos amar. Mas realmente é uma pena que seja assim, pois é um dos grandes momentos da carreira de Payne e certamente uma das melhores experiências desse início de ano.

Ela

The past is just a story we tell ourselves.

herposter

Direção: Spike Jonze

Roteiro: Spike Jonze

Elenco: Joaquin Phoenix, Scarlett Johansson (voz), Amy Adams, Rooney Mara, Chris Pratt, Matt Letscher, Artt Butler (voz), May Lindstrom, Bill Hader (voz), Spike Jonze (voz), Brian Johnson, Luka Jones, Brian Cox (voz)

Her, EUA, 2013, Drama, 126 minutos

Sinopse: Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia. (Adoro Cinema)

hermovie

Amar é realmente algo complicado. O quarteto britânico Keane diz, na canção Spiralling, que, quando nos apaixonamos, estamos, na realidade, nos apaixonando por nós mesmos. Isso tem um fundo de verdade: quando entramos em uma relação, queremos alguém capaz de suprir as nossas necessidades, as nossas angústias e a nossa vontade de escapar da solidão. Sim, de certa forma, realmente nos apaixonamos por nós mesmos. Por isso, não dá para julgar, de forma alguma, o fato de Theodore (Joaquin Phoenix), o protagonista de Ela, apaixonar-se por Samantha (voz de Scarlett Johansson), um sistema operacional de computador que tem inteligência e responde a exatamente tudo que o protagonista precisa. Se ele se sente só, lá está ela para confortá-la. Se ele precisa trocar juras de amor, ela também se mostra disponível a isso. Mas seria fácil definir Ela como uma história sobre a solidão em tempos virtuais. Seria fácil se esse não fosse um filme de Spike Jonze, diretor que está muito mais preocupado com as questões íntimas de seu protagonista do que com o contexto em que elas acontecem.

De certa forma, é surpreendente que um filme como Ela leve a assinatura de Spike Jonze. Conhecido por sua inegável inventividade, ele nunca foi um diretor intimista. Suas originalidades, inclusive, ganhavam contornos especificamente excêntricos em longas como Quero Ser John Malkovich e Adaptação, que estavam bem longe de ser atraentes para um público maior. Se a princípio poderia ser estranha a ideia de Jonze contar uma história melancólica como a de Ela, não demora muito para o espectador perceber que ele tem sim tino para tal investida. Algumas de suas particularidades estão ali (percebam o curioso contraste entre o design de produção quase futurístico e os figurinos antiquados e formais do protagonista), mas é de fato algo novo para o diretor, agora mais focado nas questões do coração e da vida. Em tese, a proposta não deixa de ser atípica, mas nada em Ela puxa para esse lado. Tanto que o fato de Theodore estar apaixonado pela tal voz de computador é encarado de forma natural por todos, que também parecem partilhar da mesma solidão e necessidade de ter alguém (ou algo?) incondicionalmente presente.

Não se engane, entretanto, ao pensar que Ela negligencia a realidade. Ali está Catherine (Rooney Mara), ex-eposa de Theodore, para também mostrar o outro lado da moeda e dizer que é uma completa loucura essa paixão por algo virtual. E ela faz tal acusação não criticando o programa virtual, mas ressaltando a ideia de que a questão é o próprio protagonista, que se entrega à Samantha porque simplesmente não consegue lidar com os percalços de um relacionamento real. Para Catherine, ele quer a perfeição que não conseguiu encontrar em uma relação com ela – e que, obviamente, não encontrará em um relacionamento com qualquer pessoa de carne e osso. Por isso, Ela ganha o espectador como o retrato atemporal de uma busca que, conscientemente ou não, todos nós fazemos. Ainda é fácil se conectar com Theodore, seja pela sua incapacidade de seguir em frente após um doloroso divórcio ou por sua espera por alguma novidade na vida. E, quando ele diz que já sentiu todo o que tinha para sentir e que tudo a partir de agora será apenas uma variação inferior de antigos sentimentos, Ela também se torna ainda mais melancólico no (quase) monólogo que proporciona ao seu personagem.

Repleto de citações marcantes (“O passado é apenas uma história que contamos para nós mesmos”, “O amor é a única insanidade socialmente aceita”), o longa de Jonze acerta na reflexão das relações, seja com alguém ou com nós mesmos. Dando rosto ao melancólico Theodore está Joaquin Phoenix, um ator que mostra que, em tempos que parece cada vez mais frequente a perda de grandes gênios do cinema (Philip Seymour Hoffman, por exemplo, com quem o próprio Phoenix atuou brilhantemente no recente O Mestre), ainda temos novos atores que estão aí para marcar época. Sua transformação é novamente impressionante: nada nesse desempenho se repete e a sua imagem de sujeito difícil da vida real não tem qualquer influência aqui. O papel é praticamente solo, o que é um desafio e um presente que Phoenix abraça sem medo. Certamente um desempenho menor, mas tão minucioso quanto vários outros da carreira do ator.

Ampliando a abrangência da melancolia de Ela ainda temos a imersiva e espetacular trilha da banda canadense Arcade Fire, que realiza um trabalho inovador e até mesmo atípico para sua carreira. É uma nova prova de que bandas deveriam participar mais do mundo do cinema (lembram dos acertos de Daft Punk em Tron – O Legado e de M83 em Oblivion?). O ritmo do filme não é dos mais interessantes e talvez a guinada final da trama seja um tanto abrupta só para colocar um ponto final nos conflitos, só que Ela tem o golpe baixo de acabar justamente em um momento fantástico e tocante, o que minimiza qualquer depreciação que poderia se ter com o resultado. Saímos do cinema um tanto arrasados, mas também esperançosos com a vida e com a possibilidade de que, ao contrário do que aponta o protagonista, existem sim novos sentimentos e acontecimentos pela frente. Cabe a nós torná-los uma realidade.

Os vencedores do Oscar 2014

oscarfofinal

Primeiramente, quero deixar bem claro que amo a Ellen DeGeneres. Mas ela me decepcionou profundamente na noite deste domingo (02) como apresentadora do Oscar 2014. Esse seu humor educado e quase inocente tinha funcionado anos atrás, mas o que vimos na cerimônia de ontem foi pura repetição. Essa questão das fotos com os artistas ela mesma já tinha feito anteriormente e não lembro praticamente de nenhum momento genuinamente interessante dela sem a presença das estrelas presentes no Dolby Theatre. Claro que a foto que ilustra esse post fica como um dos mais maravilhosos registros dos últimos anos. Mas por que mesmo? Ora, porque todo o PIB de Hollywood se juntou em uma imagem. Falta aqui a ousadia de Tina Fey e Tina Poehler, que são, sem exageros, as melhores escolhas dos últimos anos.

A cerimônia em si? Bateu recordes de tédio. De cara não entendi a decoração com Oscars de plástico e mais adiante o gigante fundo floreado com rosas. Certamente a decoração mais pobre que vi desde que passei a acompanhar a cerimônia. A homenagem aos herois? Outra pobreza. De ideias e de execução. O que foi mesmo aquele vídeo que o Jim Carrey apresentou de animações? Acho que até eu consigo fazer algo mais interessante no Windows Movie Maker aqui em casa. Sobre a enrolação prefiro nem me repetir. Ela não tem fim. Quanto aos prêmios, bati meu recorde de acertos em apostas: apenas um erro, e ainda em uma categoria que só errei por teimosia (montagem). Tantos acertos têm uma razão: é só seguir a matemática, Oscar não tem mais surpresas. A edição de 2014 selou isso de uma vez por todas. No final das contas, vibrei mais com o total esquecimento de Trapaça e as derrotas do U2 e da Jennifer Lawrence do que com a maioria das vitórias.

Entretanto, não dá para falar mal da previsibilidade, já que quase todos os prêmios foram muito bem distribuídos. Gravidade foi o grande vencedor com sete prêmios (faltou apenas o de melhor filme), enquanto 12 Anos de Escravidão foi o filme do ano, levando também atriz coadjuvante (um dos melhores momentos da cerimônia) e roteiro adaptado. Cate Blanchett continuou soberana e humilhou meio mundo com sua beleza e elegância ao receber um merecido segundo Oscar, Pharell Williams teve a melhor apresentação musical da noite (já que Let it Go, mesmo vencendo, não foi nada inspirada) e Eduardo Coutinho foi dignamente lembrado no In Memoriam. Meu momento preferido, no entanto, foi o discurso de Jared Leto. Quem diria que aquele ser estranho que falou até sobre depilação em um discurso bizarro no Globo de Ouro conseguiria falar coisas tão belas, sensatas e reflexivas? Bom, nos vemos novamente ano que vem. Até o Oscar 2015! Abaixo, a lista completa de vencedores.

MELHOR FILME: 12 Anos de Escravidão

MELHOR DIRETOR: Alfonso Cuarón (Gravidade)

MELHOR ATRIZ: Cate Blanchett (Blue Jasmine)

MELHOR ATOR: Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Jared Leto (Clube de Compras Dallas)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: 12 Anos de Escavidão

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Ela

MELHOR FIGURINO: O Grande Gatsby

MELHOR MAQUIAGEM: Clube de Compras Dallas

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO: Mr. Hublot

MELHOR ANIMAÇÃO: Frozen – Uma Aventura Congelante

MELHORES EFEITOS VISUAIS: Gravidade

MELHOR CURTA-METRAGEM: Helium

MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO: The Lady in Number 6: Music Saved My Life

MELHOR DOCUMENTÁRIO: A Um Passo do Estrelato

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: A Grande Beleza (Itália)

MELHOR MIXAGEM SOM: Gravidade

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: Gravidade

MELHOR FOTOGRAFIA: Gravidade

MELHOR EDIÇÃO: Gravidade

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: O Grande Gatsby

MELHOR TRILHA SONORA: Gravidade

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Let it Go” (Frozen – Uma Aventura Congelante)

Oscar 2014: apostas

ellenoscarfo

Hora de ir direto ao assunto. Dia de Oscar! A cerimônia, que tem como apresentadora a comediante Ellen Degeneres, será transmitida aqui no Brasil somente pela TNT, a partir das 20h30 com o tapete vermelho. Confira abaixo as nossas apostas!

MELHOR FILME

Quem vence: 12 Anos de Escravidão, porque é o que a matemática aponta

Fique de olho em: Gravidade, o único que pode surpreender

Quem merece: Gravidade, pela excelência e pelo legado que deixa

MELHOR DIREÇÃO

Quem vence: Alfonso Cuarón, não tem como ser diferente

Fique de olho em: Steve McQueen, caso queiram contrariar o mundo inteiro

Quem merece: Alfonso Cuarón, que faz algo sobrenatural em Gravidade

MELHOR ATRIZ

Quem vence: Cate Blanchett, a unanimidade do ano

Fique de olho em: Amy Adams, só para dizer que coloquei uma alternativa

Quem merece: Cate Blanchett, Cate Blanchett, Cate Blanchett!

MELHOR ATOR

Quem vence: Matthew McCounaghey, que tem uma fórmula infalível

Fique de olho em: Leonardo DiCaprio, porque vai que dessa vez dá…

Quem merece: Chiwetel Ejiofor, que só não ganha por causa do nome e da falta de apelação

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Quem vence: Lupita Nyong’o, porque Jennifer Lawrence não merece um segundo Oscar tão cedo

Fique de olho em: Jennifer Lawrence, já que aparentemente é a estrela da década

Quem merece: Sally Hawkins, a mais incompreendida entre as indicadas

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Quem vence: Jared Leto, que está travestido, mais magro, etc…

Fique de olho em: Barkhad Abdi, o único azarão que pode surpreender

Quem merece: Leto, Abdi ou Fassbender, todos mais ou menos no mesmo nível

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Quem vence: Ela, que só vai levar esse prêmio

Fique de olho em: Trapaça, se quiserem dar algo de consolação para o filme

Quem merece: Ela, Nebraska ou Blue Jasmine. Ficaria feliz com qualquer um.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Quem vence: 12 Anos de Escravidão, uma das poucas categorias em que tem chances reais de vencer

Fique de olho em: Philomena, que já ganhou no Festival de Veneza e no BAFTA

Quem merece: Antes da Meia-Noite, que já me deixa melancólico só de lembrar

** como não vi alguns indicados das categorias abaixo, seguem apenas as apostas (excetuando curtas e documentário)

MELHOR ANIMAÇÃO: Frozen – Uma Aventura Congelante / alt: Vidas ao Vento

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: A Grande Beleza / alt: A Caça

MELHOR FOTOGRAFIA: Gravidade / alt: Os Suspeitos

MELHOR MONTAGEM: Capitão Phillips / alt: 12 Anos de Escravidão

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: O Grande Gatsby / alt: Ela

MELHOR TRILHA SONORA: Gravidade / alt: Ela

MELHOR FIGURINO: O Grande Gatsby / alt: Trapaça

MELHOR MAQUIAGEM: Clube de Compras Dallas / alt: O Cavaleiro Solitário

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Let it Go” (Frozen – Uma Aventura Congelante) / alt: “Ordinary Love” (Mandela: Long Walk to Freedom)

MELHOR MIXAGEM DE SOM: Gravidade / alt: Capitão Phillips

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: Gravidade / alt: Capitão Phillips

MELHORES EFEITOS VISUAIS: Gravidade / alt: Além da Escuridão – Star Trek